O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

sábado, 29 de maio de 2010

Céu e Inferno - Margaret Way

Samantha engoliu a bebida como se fosse veneno. Nico havia lançado sobre ela um feitiço antigo como a terra e ela agora se entregava a vontade dele, sem nenhuma resistência. Nico despia pouco a pouco e Samantha começou a lutar contra o destino que poderia levá-la a destruição – Quero que você me liberte, Nico. Você me domina, me leva ao delírio da paixão, mas isso não é amor! – Sem ligar para as suas súplicas, o milionário italiano puxou-a de encontro ao corpo, e disse, com os olhos brilhantes de desejo – Você vai lutar, gemer de amor em meus braços, Samantha, como uma escrava... Depois pode ir para onde quiser! Hoje você é minha, nos meus braços terá o céu e o inferno!!!


Palavras de uma leitora...

Não se deixe iludir pela contra-capa. O livro não é nada do que essas palavras sugerem. Ao ler esse resumo pensei que se tratasse de histórias com italianos arrogantes, dominadores, que julgavam a mocinha errado, depois quebravam a cara e se redimiam. Nenhuma experiência em leitura tinha me preparado para o que li. Vasculhei a memória a procura de um livro tão cheio de sofrimento como esse... E só me veio à memória: O Morro dos Ventos Uivantes. Mas nem com o livro da Emily Bronte eu senti sentimentos tão intensos... Me perguntei onde estava o romance, mas só vi uma troca de frustrações, decepções e dor. Almas amarguradas. A maioria das personagens era marcada pelo sofrimento. Cheguei a me perguntar se essa era mesmo uma história de amor. E a resposta é: NÃO! O que vi nesse livro não foi amor... Só vi pessoas buscando consolo umas nas outras. Felicidade? Acho que fugiu desse livro. Não há lugar para esse sentimento no meio de tanta dor... Vou fazer um pequeno resumo de algumas personagens para que entendam:

Nico: é um italiano milionário cheio de segredos que vai para a Austrália afim de fugir dos fantasmas de seu passado. A dor e a amargura são visíveis para quem quiser ver. Parece mais um menino com medo do escuro que chama pela mãe em busca de proteção. Também é possessivo e quer Samantha para si. Não importa se ela quer ou não. Ele dependente dela para ser feliz... Se é que isso é possível. Um demônio parece fazer parte de sua vida, de seu corpo, de seu ser. Muda de personalidade com frequência e rapidez. Num minuto é amável e no outro, parece o coisa ruim em pessoa. Mas ele não me amendrontou em nenhum instante. O que consegui sentir por ele foi piedade e compaixão. Alguém que não tem amor por si mesmo não pode dar amor à outra pessoa. E esse é um dos motivos para eu achar que esse não pode ser considerado um romance;

Antônia: à primeira vista... Uma jovem mulher lindíssima. Mas logo se percebe como é vazia. É filha de Nico e juntamente com ele se mudou para a Austrália. Ao conhecer Samantha e perceber o quanto ela é bela, nutre por ela uma antipatia crescente. Para Antônia ninguém pode ser mais bela que ela. Ao conhecer o namorado de Samantha, Eliot, decide roubá-lo dela. Possessiva como o pai, quer fazer de Eliot um homem muito importante, sem levar em conta que Eliot não nasceu para isso. Mas Antônia não é má. Sua vida também é marcada pelo sofrimento. Teve o azar de nascer num lar sem amor e azar muito maior em se tornar uma moça pior do que a mãe. A gravidez lhe trouxe maturidade e bom senso, que na minha opinião, chegou tarde demais. Seu egoísmo e ciúme doentio poderiam ter acabado com a vida de Sam... Arrependimento nenhum traria a vida de Sam de volta, se um milagre e a medicina não a tivessem salvo;

Samantha: Esperam que faça uma boa descrição da personagem principal? Então irão se decepcionar. Samantha não ganhou minha total simpatia... Acho que nem metade dela. Uma  moça que na verdade nunca foi feliz, que se escondeu durante vinte e quatro anos atrás da proteção do pai... Que não fazia parte desse mundo e nem de nenhum outro. Tinha sua cota de egoísmo e podia ter sentimentos maus se quisesse. Se trancou num mundo só dela após a morte repentina do seu protetor (o único momento que entendi a Sam, foi quando seu pai morreu. A dor de perder alguém é mesmo terrível... Mas depois comecei a sentir vontade de sacudi-la de novo) e parecia responsabilizar o mundo inteiro por seu sofrimento. Depois que perdeu tudo ainda perdeu a vida... Deixando-se levar por Nico, sem ter vontade própria. Pra mim sua atitude submissa não pode ser chamada de amor. Não gostei muito dessa personagem;

Luke: era o pai de Sam. Outro que se trancou num mundo unicamente seu e que nunca conseguiu encontrar a felicidade. Perdeu seu verdadeiro amor quando era mais jovem e nunca se esforçou para superar essa dor. Se consolou em sua profissão como médico... Mas morreu sem encontrar pelo menos um pouco de felicidade;

Charlotte: esposa de Luke e mãe de Sam. Viveu trinta anos ao lado de um homem que praticamente não a notava e logo após sua morte, resolveu procurar pela felicidade (a única que realmente lutou pela felicidade e correu atrás dela, mas também não tem minha total simpatia). Ela era uma mulher fria e egoísta que nunca demonstrou amar a filha e ainda teve a audácia de reclamar do amor que ela dedicava ao pai. Vendeu a casa que era a vida de Sam sem se importar com seus sentimentos. Ela realmente não nasceu para ser mãe;

Dorothy: que mulherzinha mais irritante. Algum motivo causou tanta amargura e perfeição. Ela buscava  a perfeição para compensar algo e atormentava a própria vida e a vida do filho, Eliot;

Eliot: rapaz bem sucedido nos negócios, mas uma negação na vida pessoal. Inseguro e covarde. Se refugiava em Sam e na verdade, nunca a amou. Buscava mais nela uma mãe ao invés de uma esposa;

Condessa Rena: cobra venenosa em grande estilo. Tive vontade de matá-la com minhas próprias mãos. Ela deveria estar internada num manicômio há muito tempo. Um perigo para toda sociedade. Uma pessoa que não tinha o direito de existir e que Deus me perdoe por pensar assim. Mas um ser humano que tenta matar outro supostamente por amor não tem o direito de viver.

Bem, é um livro com excesso de sofrimento, sem um bom enredo e com personagens que não sabem o significado da palavra: AMOR. Todos eles buscam serem amados, mas não sabem como superar os pesadelos e fantasmas do passado.

Não posso colocá-lo na lista de livros que odiei, mas também não posso dizer que seja um bom livro. Depende de cada um... Tem gente que gosta de livros assim, mas eu não sou esse tipo de pessoa.

Acho que agora vou ler um livro da Charlotte Lamb ou da Lynne Graham para relaxar. Depois dessa história senti uma imensa saudade dos livros dessas autoras.

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