O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

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O coração de uma mulher é um oceano de segredos

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Inferno em teus braços - Robyn Donald

Alannah sabia que não podia escapar de Nicholas Challoner. Durante um ano, ele havia planejado cuidadosamente uma vingança terrível e agora a faria pagar por ter causado a morte de sua esposa grávida. Ele a humilharia até que a dor fosse sua companheira inseparável; usaria seu corpo jovem até que ela lhe desse os filhos que queria. O fato de se casar com Nicholas não diminuía sua degradação. Ao contrário: o lindo anel de safiras que ele lhe havia dado no dia do casamento era um símbolo de escravidão. Significava que pertenceria a Nicholas enquanto ele assim o desejasse. A única coisa que podia fazer era rezar para que o marido se fartasse logo de seu corpo e arranjasse uma amante!




Comentário: Uma história intensa e até mesmo cruel. Gostaria de saber o que se passa na cabeça de alguns homens... Se amava, então por que a fez sofrer tanto? Não seria melhor conquistá-la? Usar de chantagem foi a pior idéia que Nicholas já teve... A linda Alannah tinha um gênio forte, rebelde e orgulhoso e nunca seria a esposa submissa e dócil que Nicholas queria que fosse... Ele usou a família de Allanah para colocá-la contra a parede e forçá-la a se casar com ele e ainda usou de um argumento falso para atormentá-la ainda mais: disse que só a queria como esposa para substituir a que ela matou e também para gerar os filhos que ele queria ter... Gostaria que ela fosse sua boneca e também o canal usado para trazer ao mundo seus filhos... Como um homem pode ser tão baixo, tão imoral e cruel? Ela só tinha dezenove anos e amava outro homem... Mas Nicholas não se importou: fez seu pai falir, enganou a tola e mercenária da sua mãe e enviou o noivo dela para longe... Ela não teve escolha: ou se casava com ele ou sua mãe e irmã ficariam na rua da miséria. Mas Nicholas faria sexo com uma boneca... Não era uma boneca que queria? Então uma boneca teria. Ela não reagiria às suas carícias... Ele poderia usar seu corpo o quanto quisesse, mas não conseguiria usar seu coração e sua mente.

O que me impressiona nessa história é  a crueldade e o descaso de quase todos em relalção a Allanah.
A mãe da Allanah não se importou em usar a pobre filha para continuar a viver sua boa vida. Os sentimentos de Ally não eram importantes e me pergunto como que uma mãe pode ser tão fria e insensível;
O namorado da Ally, David, dizia amá-la, mas não pensou duas vezes ao receber a proposta de estudar nos Estados Unidos através de uma bolsa. Abandonou a Ally e seguiu seu caminho. Em nenhum momento perguntou se ela gostaria de ir junto.
O Nicholas também não se importou com os sentimentos dela, a usou, humilhou e ainda queria que ela aceitasse tudo obedientemente... Mas uma coisa que o distingue dos outros dois é que ele admite possuir esse lado ruim. Não se esconde atrás de máscaras.
A Tina é a única que mostra sincero carinho pela  Ally, sua irmã. Elas se amam e são unidas. E quando ela abraça a irmã ao se reencontarem, depois da Ally ter o Andrew, e a consola é muito sincero e bonito.

4 comentários:

Beatriz Solano Pinzon disse...

Por incrível que pareça eu gostei do livro, sempre tenho um pé atrás com essa autora, mas já li bem piores que esse... Não acho que o mocinho tenha feito nada forçado ou contra a vontade da mocinha, que por sinal era uma chata de galocha... há ogros que além de violentos ainda são muito cafajestes, o que torna tudo muito pior, que não é o caso aqui. Concordo que o mocinho quis conquistar a mocinha, talvez os métodos empregados não sejam os mais apropriados, mas enfim, uma coisa que não se pode duvidar é do amor dele por ela... maior prova disso foi a atitude dele no final. Quanto ao tapa, eu acho que quando você entra numa briga tem que se saber quem está enfrentado e medir quais as armas que você tem pra usar, enfrentar um leão com um canivete é bobagem né! **Se fosse apontar pontos negativos da estória eu diria que a questão de um homem feito se encantar com uma adolescente de 16 anos um mês após a morte da esposa que ele dizia amar é bizarro e também o mocinho dizer que nunca tinha sido amante da tal Caroline (que ele mesmo afirma que era linda) não convence!

Luna disse...

Beatriz, este é um dos livros que mais detesto na vida!kkkkkkkk... Discordamos muito em relação a ele.rsrs

Não perdoei o tapa. Se não me engano, ela estava grávida quando ele bateu nela. E depois a empregada (faz muito tempo que li a história, por isso posso estar enganada) ainda insinuou que ela era responsável, que ela é que fazia tudo errado. A maneira como ele tratava a Allanah, a chantagem, a violência, a grosseria... eu não pude aceitar. Quis acabar com a raça dele!

sweeeet disse...

Gosto do livro, sabe-se lá porquê. É bem antigo e já havia lido, mas esquecido.
Não achei a Allanah chata, não. Ela é uma protagonista muito forte, bem diferente daquelas babacas que aceitam tudo "por amor" (e olha que esses romances estão cheios desse tipo de mulher sangue de barata). Ela estava sendo agredida e abusada dia a dia. E chantagem para conseguir sexo não é sexo consentido, por mais que ele conseguisse excita-la durante o ato.
Também achei o tapa uma agressão sem perdão. Nos dias de hoje o tipo de tratamento que ele deu a ela é chamado de estupro e com razão. Desde o começo a reação de Allanah foi de negar o assédio dele e foi obrigada a consentir por pura chantagem emocional. Não vi ela se apaixonando por ele em momento algum (por mais sensual e bonito que ele pudesse ser) e isso foi estranho. Tanto que quando ela resolve assumir que o amava eu fiquei, tipo: onde? quando? porquê?
Diferente dele, que eu vi que havia sentido ele se apaixonar por causa do caráter e da força dela.
A parte que mais gosto é quando ela percebe que ele a ama (amor bem abusivo), mas, infelizmente, o momento tem pouca duração. Ela devia ter feito ele sofrer mais, ele merecia. Outra coisa sem ponto é como o filho é deixado meio de lado na estória. Quem é mãe percebe esse lapso. E porque cargas d'água aquela tal de Ellen aceitou tão bem a mãe da Allanah? Só porque a mulher era submissa? Ridículo. Mulher besta!
Mesmo assim eu gostei, kkkk. Porque no final fica claro que quem venceu foi ela (apesar da autora não ter dado mais ênfase à vitória de Allanah). Bem diferente dos livros em que o cara só diz que ama a mocinha no final, depois de deixar a gente bem irritada pelo obtusidade dele. E em alguns momentos a autora tb deixa transparecer que o protagonista está sofrendo.
Prá quem gosta de clima meio deprimente, esse é o livro. Eu gostei pois adoro quando o homem se apaixona primeiro que a mulher, kkkkk. Mesmo sendo um cretino como esse tal de Nicholas.

Luna disse...

Penso um pouco parecido com você em relação ao livro. Mas odiei o Nicholas! Vou desprezá-lo sempre!

Também penso que a mocinha era muito forte, corajosa, que sabia resistir e lutou bastante para contrariá-lo, para impedir a dominação dele. Ele podia acabar vencendo por sua força física e suas chantagens, mas ela não cedia, ela lutava e isso pesou muito a favor dela para mim.

É muita violência que a mocinha sofre. Estupro, agressão física e psicológica... Ele merecia prisão e não terminar feliz da vida ao lado dela. Não pude aceitar!

kkkkkkk... Eu entendo. Infelizmente, não pude gostar do mocinho. E nem da história. Mas da mocinha eu sempre lembro com carinho. Ela foi bem corajosa e sendo tão nova ainda por cima. É uma pena que tenha terminado ao lado daquele ogro.

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