O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Corações Cativos - Sandra Canfield


A fatalidade os impedia de amar...

A paixão os impedia de separar-se!

Um estranho desígnio uniu as vidas de Robin e Jake

Ao sentir que Robin não resistia a seu abraço, Jake não pôde controlar as emoções. Amava aquela mulher mais que tudo na vida e perceber que ela o aceitava o deixava louco de felicidade. Queria ignorar a voz da razão, que o mandava afastar-se, e permanecer ao lado dela para sempre, protegendo-a, arrancando-a do horror por que passava. Robin já sofrera demais... Por causa dele, lembrou-se de repente. E o remorso voltou atormentá-lo. Fora ele a disparar o tiro que a deixara viúva. Fora ele o instrumento do acaso quando Gerald Bauer morrera. E se soubesse disso, Robin jamais o perdoaria. Ela jamais aceitaria o amor do homem que assassinara seu marido!



Palavras de uma leitora...

- Bem... Por onde eu começo? Não sei... Estou emocionada ainda. Nada do que eu diga pode ser capaz de expressar o quanto essa história é incrível, maravilhosa, especial. Marcou meu coração e posso considerar esse livro como um dos melhores que já li.

A Sandra Canfield foi mesmo uma escritora maravilhosa e única. Ela escrevia com o coração e com uma capacidade incrível de nos tocar. Tocar nossos corações e nos fazer sentir a dor de cada personagem. Dores essas que qualquer um também poderia sentir. Até agora só li três livros dela e todos os três são especiais e lindos. Reais. Ela mostra a realidade da vida, dores que qualquer ser humano pode sentir. Seus personagens são bem humanos e sentem mesmo. Eles tem emoções, medos, inseguranças e sabem o que é sofrer. E também, é claro, sabem o que é amar.

E nesse livro o amor está presente em cada página. E não só o amor de um homem por uma mulher. Também encontramos o amor de uma mãe por seu filho, de um filho pelo pai, dos irmãos, dos amigos... Pessoas imperfeitas, que já sofreram, que carregam suas próprias culpas, medos e defeitos... Mas que não perderam a capacidade de amar e se importar com uma outra pessoa. Eu achei simplesmente incrível. Muito lindo. Uma lição. Esse livro é uma lição de vida, de superação, de amor. Eu estou encantada com essa história.

Já procurei palavras para expressar o que estou sentindo agora, mesmo depois de já ter mais de doze horas que li o livro. Mas não encontro. Nem emocionada... ou qualquer outra palavra consegue chegar perto. Se vocês pudessem me ver agora não acreditariam que uma pessoa pudesse ficar assim por causa de um livro. Mas eu não estou triste. Estou feliz por ter tido a oportunidade de ler algo tão lindo. Só estou emocionada, sabe?

" - Será... será que poderia segurar Peter no meu lugar? - ela pediu baixinho, dando um passo em sua direção.

A doçura do pedido comoveu-o. Definia o amor de uma mãe. Robin sem nenhum egoísmo, despida de qualquer sentimento de ciúme ou posse, pedia que ele pegasse seu filho, passando-lhe um pouco de calor humano. [...]

[...] - Olhe, se você ficar perto do vidro, trarei o bercinho o mais próximo que for possível. Tem algum recado para Peter? - perguntou, disfarçando a emoção.

- Diga-lhe que eu queria abraçá-lo, mas que não posso. - Ela engoliu em seco, como se fosse chorar. - E... que eu o amo."

- Esse é um dos trechos que quase me fizeram desmoronar. Sabem quem é Peter? É o filhinho da Robin, o bebê que nasceu prematuramente, depois do choque do assassinato do marido dela, e que estava lutando bravamente pela vida a cada instante. Uma criancinha inocente que tinha poucas chances de sobreviver. Que estava cheio de fios e tubos pelo corpo e que nunca havia sentido o calor do corpo da mãe. E quando a mãe finalmente podia pegá-lo no colo, ela fica resfriada e com uma ferida nos lábios, o que a impede de se aproximar dele.

E é aí que Robin mostra todo amor que sente por aquele ser tão indefeso. Ela pede que outra pessoa o pegue nos braços e lhe dê o calor que ela não pode dar. Não dá para passar por essa cena sem se emocionar. Eu senti muita dor pela Robin e pela criança naquele momento. É muito triste e emocionante. E o bebê ainda não estava fora de perigo. Ainda corria risco de vida. Já pensou se ele morresse (o que acontece muito na vida real) e ela sequer tivesse a oportunidade de pegá-lo uma única vez nos braços e dizer que o amava? Eu pensei nisso e chorei ainda mais.

"[...] As recordações não doíam tanto, o receio pelo bebê não era tão sufocante quando Jake Cameron estava por perto.

- Olhe, Peter pediu-me para ligar e lhe dar um recado. - Robin sorriu de leve.

- Pediu, é?

- Sim. Disse que, embora gostasse do meu colo, vai gostar muito mais do seu.

As palavras caíram no coração de Robin como gotas de orvalho suaves e calmantes. Por um momento não pôde falar, engasgada de emoção."

- E o que falar desse trecho? Jake Cameron é um homem de verdade. Aquele que não tem medo de chorar, de sentir emoção e de ser sensível. De ser humano. Ele define um homem de verdade. Ele se importou muito com a Robin e com o bebê. Não tinha obrigação nenhuma de se importar. Ele estava fazendo seu trabalho. O homem apontou a arma para ele e ele como um bom policial, atirou. Não teve alternativa. Era ele ou o bandido. E o Gerald era um bandido de qualquer forma. E mesmo que não fosse. Fosse um engano. Ele podia lamentar e se arrepender, mas não tinha motivo de se importar tanto com a família que ficou destruída. Isso não era da conta dele. Mas mesmo antes de se apaixonar por ela, ele já se importava. Se importava com outro ser humano, que sentia e sofria como qualquer outro e que merecia consideração. O Jake é único e a Robin o merece muito. Formam um casal que realmente se ama e se merece.


Um pequeno resumo:

Ela havia se casado por amor e era feliz. Ou pelo menos pensava que era. Gerald e ela viviam bem e se amavam, mas algumas atitudes do marido começavam a perturbar a paz desse relacionamento. E tudo piorou quando Robin lhe contou que estava esperando um filho.

A notícia não agradou seu marido, que não queria ser pai. Gerald era ambicioso e tinha mania de grandeza e um filho só prejudicaria seus planos de crescer... de qualquer maneira.

O coração de Robin se entristeceu com essa rejeição, mas ela continuava a ter fé que quando o bebê nascesse, Gerald iria passar a amá-lo... Só que ela nunca pôde saber se isso aconteceria, pois Gerald foi assassinado.

Ela e o marido haviam tido uma briga séria naquele dia e ele saiu de casa furioso e não voltou com vida. Confundido com um bandido, foi assassinado por um policial.

Naquele dia Robin sofreu um grande choque e uma culpa destruidora começou a tomar conta dela. Como consequência, algumas semanas depois, seu bebê nasce de forma prematura. E é aí que ela passa a viver seu próprio inferno na Terra, sem saber se um dia poderá pegar seu filho nos braços. Sem saber se ele conseguirá sobreviver ou se chegará um dia que as enfermeiras lhe dirão que ele não resistiu.

E é quando está passando por todo esse sofrimento, que Robin o conhece... Conhece o homem que mudou toda sua vida e com quem aprenderia a perdoar, superar e viver... para sempre.

Jake Cameron já havia sofrido muito. Três anos atrás, seu casamento de dezoito anos havia chegado ao fim. E não era só a dor de perder a mulher que o fazia sofrer não. Mas tbm a de ser afastado de suas duas filhas.

Era muito doloroso ver o marido de sua ex-mulher conviver mais com suas filhas do que ele. É como se ele não tivesse mais direito de fazer parte da vida delas e alguém houvesse roubado o seu lugar. Aquilo machucava muito. Mas ele tentava aceitar. Tentava conviver com a situação.

E como se não bastasse o que estava passando, ele acaba matando por acidente um suposto inocente. O choque provocado pela situação o faz ser incapaz de conseguir sacar a arma outra vez e ele é afastado do trabalho. Perturbado pela culpa de matar um inocente e destruir uma família, Jake decide se aproximar de Robin e de seu bebê. Ele queira se certificar de que eles estavam bem, mas acaba se apaixonando perdidamente por ela e estabelecendo um laço muito forte de amor pelo bebê. Eles passam a ser sua vida e ele já não consegue imaginar como seria sua vida sem eles.

E por um curto período ele vê seu sonho realizado. Por um breve tempo tem o direito de conviver com Robin e o neném, mas nenhum relacionamento pode se manter com mentiras e segredos. E quando a verdade finalmente é revelada, Robin não tem forças para aceitar e o manda embora de sua vida...

Jake vai, com o coração em pedaços e sabendo que não poderia viver sem aquela mulher. E cada um passa a sofrer por esse amor machucado... Mas por quanto tempo continuarão lutando contra o inevitável?

Eles nasceram um para o outro e nada no mundo pode impedi-los de ficar juntos...

- Quando o momento da separação chega, tbm é muito triste. Eu fiquei revoltada, mas não culpei a Robin por não conseguir aceitar. Ela era humana e seria surpreendente se ela aceitasse numa boa que o Jake havia matado seu marido. Isso sim eu não entenderia. A atitude dela foi o que eu esperava.

"— Não acha que ontem à noite, antes que nós... Ontem à noite não seria um momento mais apropriado para sua confissão? Ou sexo é mais importante que decência e vergonha na cara, para você? Receava que a viúva solitária e carente não se entregasse, se descobrisse que você matou seu marido?



As palavras cruéis atingiram Jake como setas inflamadas e ele tornou-se ainda mais pálido.


— Eu não mereço isso — queixou-se em tom quase inaudível.— Pode me acusar de qualquer coisa, Robin, mas disso, não. Por favor, eu não quis me aproveitar de você."

Esse momento também é muito triste e eu não queria que eles se separassem, mas como disse, entendi a atitude da Robin.

- Enfim... O livro é lindo, incrível, maravilhoso e eu não vou falar mais nada sobre a história. Se quiserem saber como eles se acertam e tudo o que acontece de emocionante nela, terão que ler o livro. Seria um crime falar mais qualquer coisa sobre essa história. Eu já falei até demais.

- Quem já viu algumas das minhas resenhas anteriores sabe que Cage (Uma Sombra Dentro da Noite), Patrick (Lição de Ternura) e Jeff (Estigma de Mulher) são os mocinhos que ocupam o primeiro lugar na minha lista de mocinhos preferidos, né? Mas não posso deixar o Jake de fora desse lugar privilegiado. Agora os quatro ocupam o primeiro lugar e merecem. Basta vocês lerem esses livros para saberem porque eles merecem.

E não posso deixar de dar os devidos créditos às pessoas que me indicaram essa história. Primeiramente, foi a Carla que me fez saber da existência e me garantiu que eu iria amá-la e que não iria me arrepender de lê-la. Ela estava certa. Me arrependo só de não tê-la lido antes. Depois a Monica tbm me recomedou a história. E tbm tem a Bruna do blog Mil Suspiros  que postou esse livro no seu blog e o recomendou à todos.

E eu tbm recomendo. Não deixem de ler esse livro. É uma história muito bonita mesmo e que nos ensina muitas lições. Mas tem que ler esse livro com o coração e não só ler por ler. É aquele livro que merece que você reserve um tempinho só para ele. Tempo esse que não será em vão. Vocês vão amar essa história!

7 comentários:

Lulu Sempre Romantica disse...

Oie Luna!

Só em ler a sua resenha com as partes do livre senti um aperto no coração.

Como sempre aqui se encontra ótimas resenhas.

Beijos

Luna disse...

Olá Lulu!

Obrigada.

Lu,o livro todo é pura emoção. É muito lindo mesmo.

Bjs!

Anônimo disse...

É isso aí, Lulu. A Luna tem "o dom da resenha".. :)

Eu AMO as suas resenhas. Você capta o espírito da história, entra na alma dos personagens e escolhe as palavras certas para nos transmitir o que a história lhe fez sentir. É verdade, o Jake é mais um mocinho ma-ra-vi-lho-so. E ainda tem gente que fala mal desse tipo de literatura. Se todo o mundo lesse um, unzinho desses livros da Sandra Canfield, acho que seria um ser humano melhor.

beijos
Carla

Luna disse...

Olá Carla!

Agora fui eu que fiquei sem jeito... Obrigada.

Essas pessoas que não tem o que fazer e preferem ficar falando mal de algo que nem conhecem, não sabem o que estão perdendo, né? É verdade. Seriam seres humanos de verdade e aprenderiam coisas importantes da vida.

Bjs!

Anônimo disse...

Eu acredito que, secretamente, algumas dessas "alminhas" até lêem esses livros às escondidas. kkkk

bjs
Carla

Mil suspiroos disse...

Lindo!!!
Simplesmente lindo!!!
Dessa autora recomendo vários livros...
Ela sabe escrever uma história emocionante.
Bruna

Luna disse...

Olá Carla e Bruna!

Carla, pode ser...rsrs... Falam, falam... mas lêem os livros "escondidos", né? Só para não serem criticados por lerem livros de "literatura de mulherzinha". Eu não tenho vergonha de ler os livros de banca, não. São meus preferidos. Tbm leio os de livraria, mas é muito raro.

Bruna, ela foi alguém que soube realmente deixar sua marca e fazer algo de valor para alguém. Só tenho a agradecer pelo grande presente que ela nos deu: suas histórias de amor e superação.

Bjs!

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