O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

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O coração de uma mulher é um oceano de segredos

terça-feira, 26 de julho de 2011

Resenha da Mónica: Noites de Delírio - Diana Palmer



O estalo da bofetada ecoa no palco vazio quando Edward McCullough, com a face marcada pelos dedos delicados, avança sobre a atriz principal. "Você é minha esta noite, Elisabet Cambridge!", ele diz entre dentes, enlaçando-a pela cintura. Quase desfalecendo entre os braços rijos, Bett não tem forças para enfrentá-lo. Como resistir, se uma noite com o famoso autor e diretor teatral é um sonho maior que o delírio da plateia?
 
 

***



Este livro foi indicação da Carla e gostei muito de o ter lido. Como todo mocinho da Diana Palmer tive uma relação de amor e ódio por ele, mas dessa vez o amor venceu e me apaixonei por ele e por ela também. Ela foi forte, determinada e soube bem como o ensinar a amar e confiar. Foi bacana acompanhar os conflitos e o desenvolver da relação deles. O livro está recomendadíssimo.

 Meninas, a resenha contém spoiler, por isso quem não estiver interessada em saber demais deve parar de ler já rsrsrsrs... Nossos personagens se conheceram e se envolveram 6 anos atrás, na altura os dois eram actores, eles se apaixonaram, entretanto por conhecer os desejos dela em se casar e ter filhos, Eddie resolveu se afastar e o fez de forma cruel, fazendo parecer estar envolvido com outra mulher. Isso a magoou profundamente.

 6 anos depois eles voltam a se reencontrar, ela uma actriz endividada, precisando desesperadamente de dinheiro, longe da família e sem emprego. Ele um escritor de peças teatrais de grande sucesso. Ela aceita fazer um teste para uma peça dele que ela conhecia profundamente e acreditava fazer bem o papel. O que ela não sabia é que ele estaria presente no teste. O reencontro não foi dos mais fáceis e tão pouco o convívio no decorrer dos ensaios.

 
Ele bem que tenta mas não consegue se manter longe dela muito tempo. Enciumado com a proximidade dela com David, actor que protagonizava a peça com ela passa a persegui-los, implicando com todo e qualquer erro, numa dessas brigas ela decide abandonar a peça, pois não achava justo com David a forma como ele estava sendo tratado simplesmente por ter se aproximado dela. Eddie não recebe muito bem a decisão e novamente eles entram em atrito, a explosão faz com que o desejo entre eles aflore e eles se envolvem sexualmente. É com grata surpresa que ele descobre que ela se mantinha virgem. Mas o medo de compromisso e o facto de não poder ter filhos, faz com que ele seja bastante insensível, pois mesmo afirmando amá-la diz que não pode oferecer muito mais. Sabendo que ela estava novamente muito envolvida com ele, usa uma viagem de trabalho para se afastar dela e mais uma vez a magoa simulando estar envolvido com outra mulher quando ela liga pra ele. Mas o sofrimento dela está só começando. Ela engravida, ele se recusa a acreditar que o filho é dele, a trata muito mal afirmando que o filho é de David, seu parceiro na peça. David por outro lado acredita estar apaixonado por ela e a pede em casamento com a intenção de assumir o filho dela. Mas não é ele que ela ama e não aceita. Apesar da dor, nossa mocinha leva a gravidez adiante de forma muito corajosa e nosso mocinho vai ter muito trabalho para se redimir.


- Eddie... acho que não vou poder evitar amá-lo. Você se importa?
- Não. Não me importo porque nunca deixei de amá-la.
Beth ergueu a cabeça.
- Então por que...
- Porque você não era adulta o suficiente. Beth, você tem que entender que eu não posso oferecer mais do que acabamos de nos dar. Continuo tendo tanto interesse pelo casamento quanto há seis anos. Amo você, mas não quero me casar.
- Não posso entender...
- Eu não espero que você entenda, querida.
Eddie rolou para o lado, tocando suavemente o rosto dela com a ponta dos dedos, e depois inclinou-se para beijá-la.
- Eu tenho as minhas razões – ele lhe disse com calma.
- Então , o que você quer?
- Quero dormir com você, é claro. Quero amá-la – ele falou, passeando a mão pelo corpo dela, provocando-lhe novos arrepios. – Todo o tempo.
- Por quanto tempo?
- Por quanto tempo dure o ensaio, talvez mais.
- Eddie, eu tenho que saber....


- Mocinhos Diana Palmer, são do tipo ame-os ou deixo-os, não há meio termo. O sujeito diz que a ama, que sempre amou, mesmo durante os 6 anos que estiveram separados. Percebe e fica encantado pelo facto dela ser virgem e ter se "guardado" para ele. Mas ainda assim tem a sensibilidade de dizer que não pode lhe oferecer casamento e nem compromisso, que ficará com ela pelo tempo que durar os ensaios ou quem sabe mais. Tipo vai depender da agenda dele rsrsrsrs...A sensibilidade dele é a mesma dum elefante numa loja de cristal rsrsrsrs....


Ele atendeu o telefone sem nenhum entusiasmo, como se estivesse muito ocupado com outras coisas.
- Eddie? – ela chamou, com uma voz trêmula. – Sou eu. Como vai?
- Estou bem, Beth – ele respondeu, friamente. – Eu soube que a peça está indo muito bem.
- Sim, é verdade. Você virá para a pré-estreia em Nova York?
- Acho que não, querida. Ando muito ocupado por aqui. – Fez uma pequena pausa, e pareceu que estava falando com alguém. – O que foi que você disse, querida? Não, obrigado, não quero mais. E claro, as toalhas estão no banheiro, amor. – A voz dele soou muito clara e nítida. – Desculpe, Beth, eu tenho companhia.
- Sim, eu ouvi – ela disse, amargamente, com seu orgulho despedaçado. – Desculpe-me por ter incomodado. Adeus.


O pior nisso tudo é saber que ele realmente a ama. Mas não seria mais fácil ser honesto com ela e deixar que ela decidisse o quanto ter filhos era importante em relação ao amor dela por ele? Bem, se assim fosse não haveria livro certo? rsrsrsrs... Por isso aceito, mas não entendo. Agora a pergunta é - a mulher que estava com ele, era uma amante ou somente uma amiga, parente, enfim... Alguém que ele não mantivesse uma relação sexual? Vou esperar para ver a explicação dele, estou curiosa.


Ela grávida dele, que ironia, ter que representar na vida real o papel que protagoniza numa peça de teatro escrita pelo pai que não acredita que ela esteja grávida dele. Sei que ele tem razões pra isso, mas...enfim vamos ver como ele vai se redimir.



Num momento de insanidade, dispôs-se a pular.
- Beth! Não!
O acento desesperado daquela voz a fez parar, e ela, voltando-se, viu David correndo ao seu encontro.
- David? – ela sussurrou, surpresa.
Aproximando-se dela, ele a abraçou com desespero.
- Sua tola! Que loucura!
Beth sentiu realmente, pela primeira vez, a intensidade do choque que a rejeição de Eddie lhe causara, e caiu num pranto convulsivo.
- Ele não acredita que o filho é dele! – ELA EXCLAMOU, COM A VOZ CORTADA PELOS SOLUÇOS. – Trouxe com ele aquela aristocrata loira para me humilhar e me tratou como se eu fosse uma vagabunda!
- Mas você sabe que não é – David falou, segurando-a com firmeza. – Você está maluca, garota? Você se esquece de que está esperando um filho?
Fico arrepiado só em pensar o que poderia ter acontecido se eu não a tivesse seguido.
Bett agarrou-se a ele e, sentindo-se completamente desamparada e indefesa, desatou a chorar.
- Não posso suportar isso! Foi terrível, seis anos atrás, quando ele me abandonou, mas agora isso está me matando.
David a estreitou em seus braços, amparando-lhe a cabeça no ombro.
- Este não é um bom lugar para se conversar, a esta hora. Vamos pegar um táxi para casa.
- E você já tem dinheiro para essas coisas? – Bett indagou, secando os olhos.
- Não, é claro que não. Mas nós vamos pagar um único táxi e, no final da semana, teremos dinheiro. Até lá, viverei de cachorros quentes.
- Se você quiser, posso preparar alguma coisa para comermos – ela sugeriu gentilmente.
- Comida de verdade?
Bett esboçou um sorriso e se apoiou no braço dele.
- Exatamente. O que você me diz de ovos com bacon?
- Que delícia! Então, o que estamos esperando?


Taí a prova de que não comandamos nosso coração. O David é um fofo, amigo, leal, companheiro e disposto a assumir um filho que não é dele, mas a quem ela ama? Ao que menospreza, maltrata, humilha e não confia. Oh mundo cruel!!!


- David...
- Psiu. Tenho muito amor para dar a alguém; Por que não a você e a seu filho? Não quero lhe pedir nada.
- Mas isso não é honesto.


Ai, quero ele pra mim!!! Que homem mais sensível... Queria um livro dele rsrsrsrs... Mas com o perfil que o mocinhos da Diana Palmer tem certamente não seria ela a escrever rsrsrsrs...


Meninas... afinal mesmo sem um livro próprio, sei que meu David encontrou alguém especial pra ele. Fiquei feliz. E mais feliz fiquei em saber que nosso Eddie se redime de forma maravilhosa. Uau, que homem maravilhoso, terno, doce e gentil ao menos quando ele reconheceu seu amor por ela e a verdade da paternidade que só ele não queria ver e não queria por medo de assumir um compromisso. O mais bacana disso é que ele se convenceu de toda a verdade sem que fosse preciso exames médicos, simplesmente reconheceu com o coração. Amei o livro, muito bom.




Bjs,

 
Mónica Ferreira

2 comentários:

Anônimo disse...

Realmente esse mocinho precisava pegar umas lições com o David.. afff! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk


Sabia que vc ia se apaixonar pelo "não mocinho" da história. rsrsrs

Bjs
Carla

Anônimo disse...

um fofo!!!

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