O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Se Houver Amanhã - Sidney Sheldon



Figurando entre os melhores romancistas contemporâneos - e  também entre os mais lidos em todo o mundo - o escritor Sidney Sheldon, cujas personagens famosas e infames de O Outro Lado da Meia-Noite, A Herdeira, A Ira dos Anjos e O Reverso da Medalha encantaram e às vezes chocaram seus milhões de leitores, apresenta-nos agora a mais atraente de suas heroínas.


A adorável e idealista Tracy Whitney não consegue livrar-se de uma acusação falsa e é condenada a 15 anos de prisão, pena que vai cumprir numa penitenciária da qual é impossível fugir. Ela, porém, não se abate e luta para destruir os intocáveis senhores do crime que a mandaram para lá.

Suas únicas armas são a inteligência e uma estonteante beleza,  e com elas Tracy se lança numa sucessão de aventuras ousadas contra os golpes inescritipulosos que lhe aplicam - e desafiam  tanto a Interpol como as polícias de meia dúzia de países. A ação incessante da história se movimenta de Nova Orleans a  Londres, Paris, Biarritz, Madri e Amsterdã, e numa confrontação explosiva a heroína de Se Houver Amanhã encontra  seu igual no irresistível Jeff Stevens, de passado tão  pitoresco quanto o dela. E sempre ao fundo, vigiando e esperando, está o gênio maligno Daniel Cooper, que precisa  destruir Tracy, a fim de garantir sua própria salvação.




Palavras de uma leitora...




Olá, gente! :D

- Bem... Finalmente consegui terminar de reler esse livro que amo tanto e hoje tentarei (como disse, tentarei, pois falar de livros que nos tocam é sempre muito difícil... e nada do que eu possa dizer será suficiente) explicar para vocês porque esse livro é tão especial. Para quem não gosta de spoiler, deixo claro que não prometo que essa resenha não o terá. Eu não sei... rsrs...


"Ela se despiu lentamente, em devaneio; quando ficou nua, escolheu um negligê vermelho-vivo para usar, a fim de que o sangue não ficasse em evidência. Doris Whitney olhou ao redor pela última vez, para se certificar de que o quarto agradável, que tanto amara ao longo dos últimos trinta anos, se encontrava arrumado e impecável. Abriu a gaveta da mesinha de cabeceira e tirou a arma, com todo cuidado. Colocou-a ao lado do telefone e discou para a filha na Filadélfia.


- Tracy... senti vontade de repente de ouvir o som de sua voz, querida.


- Que surpresa boa, mamãe.


- Espero não tê-la acordado.


- Não acordou. Eu estava lendo. Charles e eu íamos sair para jantar fora, mas o tempo está horrível. Neva muito por aqui. Como está aí?


Santo Deus, estamos falando sobre o tempo, pensou Doris Whitney, quando há tanta coisa que quero lhe dizer. E não posso.


- Mamãe? Você ainda está aí?


Doris Whitney olhou pela janela.


- Está chovendo." (página 9)

 
" - Eu me sinto como uma princesa num conto de fadas, mamãe. Nunca imaginei que alguém pudesse ser tão feliz. E amanhã à noite conhecerei os pais de Charles."


"- Tenho certeza de que eles vão adorá-la, querida."


"- Charles diz que não tem a menor importância. Ele me ama. E eu o adoro. Mal posso esperar o momento em que você o conhecerá. Ele é fantástico."


"- Tenho certeza de que é mesmo. - Ela jamais conheceria Charles. Nem teria um neto no colo. Não! Não devo pensar nisso." (página 10)


"Houve uma trovoada mais alta, como uma deixa oportuna dos bastidores. Estava na hora. Não havia mais nada a dizer, exceto uma despedida final.


- Adeus, minha querida.


Doris manteve a voz cuidadosamente firme.


- Eu a verei no casamento, mamãe. Telefonarei assim que Charles e eu marcarmos a data.


- Está certo. - Havia uma última coisa a dizer, afinal. - Eu amo muito você, Tracy. Muito mesmo.


Lentamente, Doris Whitney repôs o fone no gancho.


Ela pegou a arma. Só havia uma maneira de fazê-lo. Depressa. Doris levantou a arma para a têmpora e puxou o gatilho." (página 11)


- E foi assim que Tracy começou a viver um terrível pesadelo... Sua vida era perfeita. Ela era uma pessoa muito sortuda, feliz. Não possuía riqueza, mas tinha uma vida confortável e tudo que pudesse desejar da vida. Inclusive um noivo que a idolatrava e que seria o pai do seu filho... filho esse que ela já estava esperando. Tinha uma mãe maravilhosa, o emprego dos sonhos, o noivo ideal e um filho em seu ventre, um bebê que ela já amava com todo seu coração... E em breve se casaria. O que mais poderia desejar da vida? Porém, de um momento para o outro, a vida de Tracy sofreu uma alteração drástica e muito cruel. Num curto espaço de tempo, ela perdeu tudo... Absolutamente tudo. A única coisa que lhe restou foi a vida... Se é que se podia chamar aquilo de vida e ela somente sobreviveu porque desejava uma coisa com desespero: vingança. Destruir aqueles que mataram sua mãe, seu filho e seus sonhos. Por vingança, ela sobreviveu...


- Os trechos que coloquei acima se encontram nas primeiras páginas da história. É quando Doris, mãe de Tracy, tira a própria vida. Mas eu não considero que ela se matou... Sei que ela puxou o gatilho, mas não teria feito algo tão terrível se não tivesse um forte motivo.


Depois da morte do marido, cinco anos antes, Doris ficou responsável pela pequena empresa da família e a dirigia com o maior amor apesar da falta enorme que sentia do marido. Ele construiu aquela empresa do nada e ela a manteria por ele. E assim se passaram cinco anos... Vários homens de negócios desejaram a empresa da família, mas Doris jurou que jamais a venderia, não importava o preço. E ela manteve a empresa prosperando durante todos aqueles anos... E o que será que levou Doris a tirar a própria vida? O que será que foi insuportável para ela?


"- Aqui é o tenente Miller, do Departamento de Polícia de Nova Orleans. Estou falando com Tracy Whitney?


- Ela mesma.


O coração de Tracy começou a disparar.


- Infelizmente, tenho uma má notícia a lhe dar.


A mão de Tracy apertou o telefone com toda força.


- É sobre sua mãe.


- Ela... mamãe sofreu algum acidente?


- Ela está morta, Srta. Whitney.


- Não!


Foi um grito. Devia ser um trote. Algum maluco tentando assustá-la. Não havia nada de errado com sua mãe. Ela estava viva. Eu amo muito você, Tracy. Muito mesmo".


- Acho que todas nós podemos imaginar a dor que Tracy sentiu. Perder alguém amado ou imaginar como seria se perdesse essa pessoa, é simplesmente horrível. E Tracy não perdeu qualquer um. Perdeu sua mãe. A pessoa maravilhosa que a criou com todo o amor, que foi sua confidente, sua amiga... Com Doris, ela poderia falar sobre qualquer assunto. Não havia segredos entre elas... Tracy se sentia segura para falar sobre qualquer assunto com a mãe, desde que era apenas uma garotinha... E receber a notícia de sua morte, foi insuportável. A dor foi enorme e ameaçava devorá-la a qualquer momento. Tracy não pensou em mais nada... Pegou o avião para Nova Orleans e foi falar com o tenente e assim, descobriu que sua mãe não havia apenas morrido: havia se suicidado. Mas ela perde definitivamente o controle quando descobre por que sua mãe se matou. Ela sentiu algo mais do que dor naquele instante. Sentiu ódio e vontade de matar... E isso a fez cometer uma atitude que alterou totalmente o seu futuro. Algo que a condenou.


"Não! Não quero ver o corpo vazio e sem vida estendido nessa caixa. Ela queria sair dali. Queria voltar algumas horas no tempo quando o alarme de incêndio soava. E que seja um incêndio de verdade, não o telefone, não a minha mãe morta. Tracy adiantou-se, lentamente, cada passo um grito interior. E então estava olhando para o corpo inanimado que a gerara, alimentara, rira com ela e a amara. Ela inclinou-se e beijou o rosto da mãe. O rosto estava frio e flexível.


- Oh, mamãe! - sussurrou Tracy. - Por quê? Por que fez isso?"


"O bilhete que Doris Whitney deixara não oferecia qualquer resposta:






Minha querida Tracy:


Perdoe-me, por favor. Fracassei e não podia suportar ser um fardo para você. Esta é a melhor solução. Eu a amo muito.


Mamãe."


- Sei que estou escrevendo demais, gente... Colocando vários trechos da história, mas é que eu acho necessário colocá-los... É incrível como existem pessoas ruins no mundo... Capazes de destruir as outras da forma como fizeram com a mãe da Tracy e com nossa mocinha. O que Doris passou foi horrível e insuportável para ela. Várias famílias ficaram arruinadas, sem emprego e, como a maioria já era mais velha, também quase sem chances de conseguir outros empregos. Doris havia sido enganada e a empresa que seu marido construíra do nada, estava sendo destruída. Isso a matou. Antes mesmo que ela puxasse aquele gatilho... já estava morta.

 
"- Já ouviu falar de um homem chamado Joe Romano?


- Joe Romano? Não. Por quê?


Otto Schmidt piscou os olhos.


- Romano procurou sua mãe há seis meses e disse que queria comprar a companhia. Ela respondeu que não estava interessada em vender. Mas ele ofereceu dez vezes mais do que a companhia valia e ela não pôde recusar. Ficou muito animada. Investiria todo o dinheiro em aplicações seguras, que proporcionariam uma receita de que vocês duas poderiam viver, confortavelmente, pelo resto de suas vidas. Pretendia fazer uma surpresa para você. Fquei muito satisfeito por ela. Há três anos que eu estava querendo me aposentar, mas não podia deixar a Sra. Doris sozinha, não é mesmo? Esse Romano... - Otto pronunciou a palavra com fúria evidente. - Esse Romano deu a ela uma pequena entrada. O dinheiro grande... o pagamento do saldo... deveria entrar no mês passado.


Tracy disse, impaciente:


- Continue, Otto. O que aconteceu?


- Assim que assumiu, Romano despediu todo mundo e trouxe o seu próprio pessoal. E começou a depredar a companhia. Vendeu todos os bens e encomendou uma porção de equipamentos, vendendo tudo, mas não pagando. Os fornecedores não se preocuparam com o atraso no pagamento, porque pensavam que ainda estavam tratando com sua mãe. Quando finalmente começaram a pressionar sua mãe pelo pagamento, ela procurou Romano e exigiu que ele explicasse o que estava acontecendo. Ele disse que desistira da transação e estava lhe devolvendo a companhia. A esta altura, porém, a companhia já não valia mais nada e ainda por cima sua mãe devia meio milhão de dólares, que não tinha condições de pagar. Isso quase me matou e à minha mulher, Tracy. Acompanhamos a luta de sua mãe para salvar a companhia. Mas não havia jeito. Eles a forçaram à falência. Tomaram-lhe tudo... a companhia, esta casa, até mesmo seu carro.


- Oh, Deus!


- Há mais. O promotor distrital comunicou à sua mãe que ia pedir um indiciamento por fraude, que ela se arriscava a uma sentença de prisão. Acho que foi esse o dia em que ela realmente morreu."


- No lugar da Tracy... O que você faria? Eu, sinceramente, não sei o que faria... Mas creio que iria desejar matar o desgraçado que fez aquilo. Acho que não desejaria nem sequer ver o demônio na cadeia. Iria querer sua morte, mas Tracy, inicialmente, não pensou como eu. Ela não pensou em matá-lo, embora em seu sangue sentisse o desejo de vê-lo morto. Ela não fez nada para provocar sua morte. Porém, cometeu um erro gravíssimo: mesmo depois de descobrir que Joe Romano era o braço direito de Anthony Orsatti, o chefe da máfia de Nova Orleans, quem "mandava" lá, ela quis ter, digamos, uma conversa com o Romano. Foi tolice. Ela não deveria ter feito aquilo... Mas eu não sou ninguém para julgá-la por isso. Ela comprou uma arma e foi até a casa do cretino, acreditando que, se apontasse a arma para ele e ameaçasse matá-lo, ele iria confessar seus crimes e poderia ser preso. Mas acho que a maioria de nós sabe que uma confissão sob ameaça não tem valor, certo? E esse Joe era realmente um demônio... Ele usou o plano da Tracy contra ela... Foi gentil, atencioso e... tentou estuprá-la. Como ele estava agindo de modo muito, digamos, agradável, conseguiu distrair nossa mocinha e derrubar a arma de sua mão. E... Já disse que ele não valia nada, não é? Então resolveu que além de destruir a vida de sua mãe, também abusaria do corpo dela. Só não contava com o fato de que Tracy não desistiria tão fácil. Ela lutou contra ele e recuperou sua arma, atirando... Por puro azar, o tiro pegou de raspão (digo azar, pois se era para ser condenada, antes ela conseguisse primeiro acabar com a vida do infeliz) e Tracy entrou em desespero depois de atirar. Não planejava fazer aquilo, entendem? Ela não queria matá-lo... e ligou para a emergência. Depois, tentou fugir da cidade. Só que o desgraçado sobreviveu e contou sua própria versão para a polícia. Disse que Tracy invadiu sua casa (ele havia aberto a porta para ela entrar, mas providenciou "provas" de que ela havia invadido) para roubar e que quando ele a surpreendeu, ela tentou matá-lo. Ele desapareceu com o objeto que ela supostamente havia roubado e nossa mocinha foi detida antes de conseguir pegar o avião.


- Enfim... Ela havia se metido com as pessoas erradas e não podia confiar em ninguém, porém ela não sabia disso e, quando um advogado, Perry Pope, pegou o caso dela e "mostrou" que ela poderia confiar nele, Tracy fez o que ele mandou... condenando-se completamente. Infelizmente, nossa mocinha não podia saber que seu advogado também trabalhava para Anthony Orsatti e que o juiz que iria julgá-la... também. Era impossível para ela, vocês não acham? Ela não tinha nenhuma chance contra aquela gente e foi acusada por um crime que não cometeu. Ela não roubou nada... Eles que a roubaram... Também não atirou com intenção, foi em legítima defesa... Mas o advogado a convenceu de que, se ela confessasse os crimes que não havia cometido, poderia ficar em liberdade depois por causa dos motivos que ele lhe deu lá... Que nem vale a pena mencionar, já que eram falsos. Nossa mocinha fez o que ele mandou... E sabe o que aconteceu?


"- A ré admitiu que tentou assassinar um dos cidadãos eminentes desta comunidade... um homem notório por sua filantropia e boas ações. A ré alvejou-o no ato de roubar um objeto de arte no valor de meio milhão de dólares. - A voz do juiz tornou-se mais áspera. - Pois este tribunal vai providenciar para que não possa desfrutar desse dinheiro... não durante os próximos 15 anos. Durante os próximos 15 anos você estará encarcerada na Penitenciária Meridional da Louisiana para Mulheres."


- Como podem perceber, Tracy foi completamente enganada e estavam tentando fazer o possível para destruí-la. Além de Joe Romano, Anthony Orsatti e Perry Pope, o juiz Henry Lawrence, que deveria fazer um julgamento justo, também participou da armadilha que lhe prepararam e Tracy foi condenada sem qualquer chance de defesa. E ela não tinha ninguém que pudesse defendê-la. Que pudesse lutar contra aquela injustiça toda... Peraí! E o Charles? Ela tinha um noivo, certo? E não um homem qualquer, mas um noivo muito rico, poderoso, que poderia ter lutado contra aquela gente. E nossa mocinha acreditou que ele faria exatamente isso. Que não permitiria que ela e o filho que esperava fossem para a prisão. E, gente, me partiu o coração ler a cena na qual ele lhe vira as costas... Como eu odiei aquele homem naquele momento! Ele a abandonou e não só isso. Abandonou também o próprio filho. Fez de conta de que ela havia feito o filho com... Não vou falar isso! rsrsrs... É uma frase desagradável e embora meu sangue esteja quente, esteja furiosa, eu não vou falar algo assim... Só em pensamento...rsrsrs....


"Cada palavra era um tremendo golpe. O mundo desmoronava sobre Tracy. Ela sentia-se mais sozinha do que em qualquer outra ocasião anterior de sua vida. Não havia agora ninguém a quem pudesse recorrer, absolutamente ninguém.


- E... e o bebê?


- Terá de fazer o que julgar melhor com seu filho - disse Charles. - Lamento muito, Tracy."


- Leram bem? "Seu" filho. O filho deixou de ser dele no momento em que ela foi condenada. Mas sabem... Eu o odiei naquele momento, mas depois que soube o que aconteceu com ele... só pude sentir piedade. Acho que ele teve o que mereceu. Se houve uma coisa boa naquilo tudo, foi Tracy não ter se casado com aquele rato. Ela não merecia um verme daquele como marido. Merecia um homem de verdade. Alguém que arriscaria a própria vida, se necessário fosse, por ela. Alguém que jamais a abandonaria numa situação como aquela. Alguém... como Jeff Stevens...rsrs... Mas ainda não é o momento de eu falar sobre o Jeff.


- Só tenho mais um trecho para colocar aqui antes de falar algumas coisas. Depois que eu explicar esse trecho, pararei de falar sobre os acontecimentos do livro. Não revelarei mais nada. Vocês terão que descobrir todo o resto sozinhos... rsrs... Mas digo uma coisa muito importante: essa cena é forte, muito forte. Nauseante. Se você não é do tipo de suportar cenas tão... tão torturantes, pule esse trecho. Depois não diga que eu não avisei. Foi uma das cenas mais fortes do livro para mim, mais nojenta, nauseante e que mais partiu meu coração. Não é à toa que eu admiro a Tracy. O que ela suportou não foi pouco... Informo também que nesse trecho há palavreado vulgar... como em todos os livros do autor.


"Foi despertada com uma mão a lhe tapar a boca e outras duas lhe apertando os seios. Tentou sentar e gritar, sentiu que lhe arrancavam a camisola e a calcinha. Mãos se insinuaram entre suas coxas, abrindo-lhe as pernas. Tracy lutou selvagemente, fazendo o maior esforço para se levantar.


- Fique calma e não sairá machucada - sussurrou uma voz na escuridão.


Tracy golpeou com os pés na direção da voz. Acertou alguém.


- Carajo! - balbuciou a voz. - Vamos dar uma lição na sacana. Ponham ela no chão.


Um punho duro acertou o rosto de Tracy, outro atingiu-a na barriga. Alguém estava por cima dela, imobilizando-a, sufocando-a, enquanto mãos obscenas a violavam.


Tracy desvencilhou-se por um instante, mas uma das mulheres tornou a agarrá-la, bateu com sua cabeça contra as grades. Ela sentiu o sangue esguichar de seu nariz. Foi derrubada outra vez no chão de concreto, imobilizaram suas mãos e pernas. Tracy lutou como uma louca, mas não era uma adversária para as três. Sentiu mãos frias e línguas quentes acariciando seu corpo. Suas pernas estavam abertas e um objeto duro e frio foi empurrado para dentro dela. Debateu-se impotente, tentando com desespero gritar. Um braço passou diante de sua boca e Tracy cravou-lhe os dentes, mordendo com toda a sua força. Houve um grito abafado:


- Sua puta!

 
Punhos lhe socaram o rosto... Ela mergulhou no pavor, cada vez mais fundo, até que finalmente não sentia mais nada." (páginas 71 e 72)


- Quem leu esse trecho não pode dizer que não foi avisado. Eu avisei! E por que coloquei isso aqui? Por três motivos. Primeiro, preparar quem quiser ler esse livro para que não fique chocado depois. É que eu não quero que alguém diga que não avisei que tinha cenas aterrorizantes nesse livro. Como estou há tempos dizendo que esse livro é um dos meus preferidos, alguns podem pensar que ele é como os livrinhos de banca que eu costumo amar. Nem chega perto, gente! É um livro muito forte, com algumas cenas que abalam a gente, chocam... Mas eu simplesmente amo esse livro e vou explicar meus motivos daqui a pouco. Enfim... Como disse, não queria que vocês tivessem uma ideia equivocada do livro. E por isso coloquei a cena mais forte. Sim. Essa é a pior, na minha opinião. As outras são mais... suportáveis (exceto uma que envolve o doente Daniel Cooper... Mas sobre esse louco eu nem quero falar)...Segundo motivo... Quem reparou quais foram as pessoas que fizeram aquilo com a Tracy? Alguém notou que foram três mulheres???!!! E isso me deixa indignada e eu precisava desabafar isso aqui. Ainda não consigo acreditar que uma mulher possa fazer algo assim com a outra. É doentio, chocante mesmo. Eu estou até acostumada a ver alguns homens fazerem algo assim em alguns supostos livros de romance, mas... Mulheres??? Contra seu próprio sexo? É absurdo! E eu senti uma fúria enorme naquele momento. Desejei que elas recebessem uma morte terrível, mas não vou contar se isso acontece ou não. Já estou falando até demais. Enfim... E meu terceiro motivo era comentar algo que o autor nos mostrou depois que a Tracy foi presa. Eu não sei se as prisões realmente funcionam assim. Não tenho como saber, mas o autor nos mostra, nesse livro, coisas realmente chocantes sobre as prisões. A partir dessa cena, e até antes, ele nos diz, com as próprias palavras das prisioneiras, que é até engraçado imaginarmos que existe alguma justiça nas prisões, que os responsáveis por elas a mantém em ordem e protegem os prisioneiros... Sabe como se eu tivesse a sensação de que o autor estava rindo desse nosso pensamento de que há "controle" nesses lugares? rsrsrs... Eu sei! Sou meio louca às vezes, mas foi essa a ideia que algumas cenas me passaram. Não estou julgando nenhum diretor penitenciário, guarda, policial, governo ou seja lá o que for... Só estou dizendo o que pensei de algumas cenas que se passam quando a Tracy está presa. Uma das prisioneiras, chega a deixar claro e nos mostrar que, quem manda... Não preciso dizer quem ela nos diz que manda lá... Deixo vocês descobrirem. Só sei que essas cenas me fizeram refletir muito... Muito mesmo...


- Enfim... Falei muito, não? Eu sei! Mas é que eu precisava falar... Contar algumas coisas para vocês, mas ainda não disse o essencial. Por que simplesmente amo esse livro e já o li mais de uma vez? E com certeza o leria várias e várias vezes sem cansar? Porque, além de ter criado uma história eletrizante, cheia de ação e reviravoltas de tirar o fôlego, o autor criou uma heroína que nos cativa e nos faz sentir muito orgulho. Tracy Whitney é a melhor mocinha que já conheci durante meu tempo como leitora. Sim! Ela é a melhor. Ocupa o primeiro lugar da minha lista de preferidas. Se não me engano, existem mais duas mocinhas que ocupam esse mesmo lugar, mas não são como ela. Eu nunca vi uma mocinha suportar tanta coisa como a Tracy suportou e mesmo assim continuar a ter a capacidade de amar, lutar e dar a volta por cima. Tracy sofreu muito, muito mesmo. Perdeu a mãe, os sonhos que tinha, o emprego maravilhoso, o noivo e até mesmo o filho que já amava tanto (perdeu o filho quando aquelas ordinárias fizeram aquilo com ela). Ela perdeu tudo e só não perdeu a vida porque percebeu que não podia continuar a agir como antes. Ela teria que mudar. Teria que ser muito forte e mais esperta do que aquela gente miserável que estava tentando acabar com sua vida. E ela consegue. E isso me impressionou muito. Tracy deu a volta por cima e de uma maneira sensacional. Ela se vingou. Fez toda aquela gente pagar (não direi como), mas o autor deixou bem claro, várias vezes, que ela não se perdeu no caminho. Apesar de todos os disfarces, ela não deixou de ser ela mesma nunca! Ela não morreu por dentro, entendem? E o autor nos mostra isso quando nossa mocinha tão querida faz aquilo pela aquela criança que se apegou a ela. Quando ela fez aquilo pela menininha que oferecia a ela seu amor de forma incondicional, eu me emocionei muito. Não a julgaria se ela agisse de forma contrária. Ficaria muito triste, mas entenderia, pois se ela fizesse aquilo poderia ter sua vida afetada de forma terrível, mas ela não se importou. Aquela foi uma prova enorme de que ela ainda era boa, maravilhosa e merecia, mais do que muitos, encontrar a felicidade. E eu amei ainda mais o autor quando ele colocou o Jeff na vida da Tracy. Ela havia perdido tudo, mas o autor lhe devolveu a chance de amar... e lhe deu alguém maravilhoso. Um homem de verdade que arriscou a própria vida para salvar a dela. Alguém que não a conhecia direito, mas era como se a conhecesse durante a vida inteira. Alguém que a fez voltar a sorrir, amar, ser feliz. Nada poderia ser como antes... Mas poderia ser melhor, não? E é por isso que ainda não posso aceitar o fim do livro A Senhora do Jogo. A Lexi era tão parecida com a Tracy, mas ao contrário da minha mocinha preferida, ela não destruiu só quem lhe fez mal... destruiu a si própria também.... Enfim... O livro "Se Houver Amanhã" sempre me será muito especial, pois tem dois personagens que me cativaram e me ensinaram muito também. Eles não eram o exemplo de pessoas, digamos, corretas (risos), mas me ensinaram bastante sim. Eu AMO esse livro! E amo Tracy Whitney e Jeff Stevens! São inesquecíveis...


- Enfim... É isso. Falei muito e acho que é o momento de parar. Mas não pensem que o livro é só isso, tá? Muita coisa acontece depois que Tracy é presa e ela conseguirá escapar da prisão! Não direi como e nem quando... Mas posso dizer que não contei nem metade do livro. Ele tem 434 páginas e um final totalmente inesperado (para mim, pelo menos). Pode também não ser o final que agrade todos, mas eu achei muito divertido...rsrs... Ah! E por falar em divertido... Depois que a Tracy conhece o Jeff o livro deixa de ser dramático e passa a ser muito engraçado! rsrsrs... Eu ri muito com esses dois! Eles aprontam bastante e até um contra o outro e isso deixa o livro delicioso! Apaixonante! Creio que o Sidney se sentia romântico quando criou o romance entre a Tracy e o Jeff...rsrsrs...


- E antes de terminar, deixa eu lhes informar uma coisa... A partir de hoje, o blog não terá somente as minhas resenhas. Como gosto muito das opiniões da Carla e da Mónica eu resolvi convidá-las para terem espaços próprios no blog e elas aceitaram! Isso me deixou muito feliz e sempre que elas lerem algum livro e quiserem fazer resenha deles, terão um espaço, cada uma, onde postarei as resenhas delas. Espero que vocês gostem da novidade. Eu estou adorando! Me sinto muito honrada por elas terem aceitado! E agradeço mais uma vez, Carla, Mónica! Estou muito feliz por isso! :D

4 comentários:

Anônimo disse...

Luna, eu acho que vou amar esse livro! Adorei a sua resenha e vc me deixou muito curiosa. Li a cena chocante (é horrorosa mesmo) e as suas observações seguintes. Infelizmente, amiga, as prisões são assim mesmo. São terríveis! As pessoas em vez de saírem de lá regeneradas saem ainda piores! Nos Estados Unidos tem prisões terríveis com alto índice de assassinato e de abuso sexual. Mesmo homens hetero acabam virando objeto sexual nas mãos de outros reclusos... é nojento, é terrível.. e nas prisões femininas pelos vistos tb acontecem muitas situações dessas, se bem que eu acho que não é tão mau quanto nas prisões masculinas.

Bem, mas apesar das desgraças eu vou querer ler esse livro, sim. rsrs


P.S. - Eu é que agradeço o convite para colaborar no seu blog. Beijos!!

Carla

Luna disse...

Olá Carla!


rsrsrs... Quando você lê-lo não esquece de me dizer o que achou! :)


É terrível saber disso. É algo tão chocante, tão cruel. E sabe de uma coisa? Que se dane se vou ofender algum governo! Mas além de culpar os animais que fazem essas coisas (não são nem animais, pois os animais não agem assim. Peço perdão aos animais por minha ofensa a eles... são até mais humanos do que esses troços)eu também culpo os responsáveis pelo "bem estar" dos prisioneiros e que permitem esse tipo de crueldade! Não é justo! Eles devem pensar que porque cometeram algum crime merecem esse tipo de tratamento. Mas não é certo! E além do mais, não são só culpados que são presos! Tenho certeza absoluta, que na própria vida real, inocentes também acabam indo para a cadeia. Enfim... Isso me deixa furiosa, revoltada, sabe? Não dá para aceitar! Mas acho bom eu parar de falar...rsrs...


Bjs!

Anônimo disse...

eu li esse livro qdo tinha 15 anos me apaixonei eli quase todos os livros do autor sao livros maravilhosos e historia envolventes a pouco tempo atras li denovo valeu a pena

Anônimo disse...

Li esse livro quando tinha 17 anos... Ele é perfeito!

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