O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

domingo, 7 de agosto de 2011

Marcou julho 2011:





- Olá, gente!


- Eu sei... Esse post está super atrasado, mas o motivo disso é que eu pensava que já o tinha publicado....rsrsrs... Então, peço perdão pelo atraso! Vocês entendem que eu pensei no livro escolhido e acabei achando que já tinha falado dele aqui, certo? Perdão!


- Bem... Dessa vez aconteceu algo diferente. Sempre escolho um livro que marcou positivamente, ou seja, aquele que nunca esquecerei por ter algo muito positivo nele. Algo que simplesmente me marcou e de modo maravilhoso. E, quando existe, também escolho um livro que marcou de modo negativo, ou seja, aquele livro que nunca esquecerei por ter algo forte na história e que me marcou, mas não de modo agradável. Enfim... Só que dessa vez não falarei de um livro que marcou de modo negativo... separado. Entenderam? Não? Vou explicar. O livro escolhido marcou das duas formas! rsrsrs... Algo que não lembro de ter acontecido antes comigo... Bem.. Vou explicar por que o livro "A Carícia do Vento" marcou das duas formas.


- Por que marcou de modo positivo?


"- Não. - A mão cobriu-lhe os lábios. - Mesmo quando estiver pesada da gravidez, será bonita. - A voz era baixa e rouca, o veludo negro dos seus olhos fitando profundamente os dela. - Lembra-se daquela vez em que tentou fugir, em meio ao temporal, e depois sentou-se diante do fogo, para se aquecer? Fiquei olhando para você, ali, enrolada no cobertor com que a envolvi. A luz do fogo iluminava os seus cabelos, e imaginei-a sentada ali, a barriga quase distendida, esperando um nenê. Naquele momento senti um desejo como nunca sentira antes. Pensei em satisfazê-lo, possuindo-a. Mas possuí-la uma vez era como beber a água do mar. Descobri que tinha que ter mais do que o seu corpo. Queria o seu pensamento, coração e alma. Eu a amo, querida, como jamais amei outra mulher."

 "Ráfaga inspirou fundo, um lampejo de dor nos olhos.

 
- Não tenho o direito de lhe pedir que compartilhe dessa vida comigo. Posso oferecer-lhe tão pouco, e você me dá tanto!


- Só o que quero é o seu amor. Já tive todo o resto. Não significaria coisa alguma sem você. Sei disso. Precisa me acreditar. 


- Só sei que não posso deixá-la partir - declarou ele, apertando-a rudemente contra si, enquanto baixava a boca para atender ao convite dos seus lábios."


- Bem, quem já leu esse livro pode responder as perguntas que vou fazer: É possível esquecer o Ráfaga? Você conseguiu? Ou durante muito tempo ele teve um lugar especial no seu coração e nos seus pensamentos? Durante vários momentos do seu dia-a-dia você pensou nele, na sua história? No que teria acontecido no seu passado para transformá-lo no homem que era? Pensou? Ainda pensa? Ou talvez também tenha pensado no quanto o amor dele pela Sheila era forte.... Tão forte que o fez arriscar a própria vida ao atirar contra o cavalo dela, tentando impedi-la de fugir dele. Pois ao atirar contra o cavalo, que seguia em alta velocidade e estava bem distante, ele poderia ter atingido a mulher amada... e assim ele teria condenado a própria vida. Um amor tão forte que fez com que ele não conseguisse fugir da lei sem ela... Tão profundo e intenso, que o fez arriscar a própria liberdade para buscá-la. Mas para ele não foi nenhum risco, pois não existiria liberdade e nem vida sem ela. Ele precisava dela como precisava do ar para respirar.... Esse livro me marcou de modo positivo por causa desse amor. Esse amor forte, selvagem e até mesmo doentio. Esse amor que machucou muito os dois, mas que era tudo que eles precisavam para viver. Jamais poderei esquecer a história de amor de Ráfaga e Sheila. Até hoje, mais de duas semanas depois de eu ter lido o livro, essa história ainda invade meus pensamentos... Ainda me pego pensando nesse casal. Nunca poderei esquecer a dor do Ráfaga, seu desespero para fugir daquela vida vazia, solitária... O modo como buscou socorro nos braços da Sheila... Sei que ele foi cruel, selvagem em alguns momentos, mas meu coração o entendeu e conseguiu perdoá-lo. Não posso culpá-lo por ter aproveitado sua única chance de fugir da dor. Não posso culpá-lo por ter preferido sofrer com ela aquela punição terrível do que permitir que ela saísse da sua vida. Assim como invadiu o coração da Sheila sem sequer pedir licença... ele fez o mesmo com o meu. Me conquistou e conseguiu um lugar muito especial no meu coração. Podem se passar vários anos, mas eu jamais esquecerei essa história.


- E por que marcou de modo negativo???!!!


" - Não, não pode me condenar àquilo! - exclamou, tentando soltar-se dele.


Ele a sacudiu com força, uma vez.

 
- É a única lei que é sagrada para nós. Protege nossa liberdade e o risco da descoberta. Não posso mudá-la.
 - Mas sou sua mulher. Sem dúvida... - tentou argumentar Sheila.

 
- Uma regra não pode existir para uma pessoa e não valer para outra. - Ráfaga interrompeu-a. - Ou é cumprida, ou é abolida.
 Ele a abraçou, apertando-a contra si, apoiando a sua cabeça no peito dele. Ela tremia violentamente, consumida por um medo gelado."
 "Enquanto ela tremia incontrolavelmente, ele a envolveu num abraço ainda mais apertado, como que tentando absorver um pouco do seu medo. Sheila fechou os olhos, sentindo o frio do pavor congelar o sangue nas veias.

 - Quando? - sussurrou.
 Ráfaga não precisou perguntar o que ela queria dizer.

 
- Esta manhã. Agora. - respondeu, com ar sombrio.
 Sheila enterrou o rosto na camisa, os nervos contraídos.


- É melhor assim, não há tempo de remoer o assunto.


- Você sabia, não é? - As palavras revelavam uma amargura terrível. - Sabia ontem à noite. Laredo também. E Consuelo sabia, hoje cedo. Todos sabiam.


- É, sabíamos.


- E você só me contou agora. - acusou Sheila.

 
- Todos sabiam a penalidade pelo que você havia feito. Você não sabia. Não vi motivo para substituir a sua ignorância por medo."


"- Odeio-o por isso. - declarou Sheila, a voz trêmula.


- Sí. E vai me odiar mais antes do fim do dia. - Bateram à porta. A cabeça de Sheila virou-se bruscamente na direção do som, o coração parando de bater por uma fração de segundo.


- Está na hora. - anunciou Ráfaga, friamente.


Um grito abafado escapou da garganta dela. Tentou soltar-se dele, debatendo-se para fugir, mas ele a segurou com facilidade."



- Quem leu minha resenha, provavelmente, adivinhou o motivo sem precisar de ajuda...rsrs... A cena de tortura. Assim como não poderei esquecer as cenas lindas do livro, o amor do casal... Também não poderei esquecer essa cena. Aquela tortura horrível e que nos causa náuseas. Assim como sempre irei lembrar dos momentos agradáveis do livro, também lembrarei da cena de tortura. Foi uma cena que me revoltou, fez com que eu própria me sentisse ferida... Foi quase insuportável ler aquilo. Ver que ele permitiu que fizessem aquilo com a mulher que ele amava. A mulher que somente fugiu porque o amava demais e sentia medo daquele sentimento. Alguém que, como eu já disse, poderia ter uma vida muito diferente e abriu mão de tudo por ele. Eu senti muito ódio do Ráfaga nesse momento. Eu cheguei a desejar matá-lo com minhas próprias mãos. Enfim... É melhor eu parar por aqui. Não gosto de lembrar dessa cena. É uma verdadeira tortura.



- Bem... É isso! :)





3 comentários:

Náh disse...

Ei, Luna!
Acredita que eu não conhecia esse livro? Parece incrível!

Anônimo disse...

Quando eu vi a capa do livro eu já sabia que ele era um 2 em 1! kkkkkkkkkkkkkkk Eu sabia que vc ia dar dois "prémios" para ele. rsrsrs


Bjs
Carla

Luna disse...

Olá meninas!


Náh, eu recomendo a leitura do livro. Baseada nos livros que já vi publicados no seu blog, acredito que você vai gostar da história! :)


Carlita,


rsrsrs... Pois é! Infelizmente, o livro marcou daa duas formas. Mesmo assim eu não me arrependo de lê-lo. Pelo contrário, seria um crime não ler esse livro. Ele já se tornou um dos meus queridos. E o Ráfaga estará no meu coração para sempre! :)



Bjs!

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