O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

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O coração de uma mulher é um oceano de segredos

sábado, 10 de setembro de 2011

Resenha da Mónica: O Prazer de Amar - Lucy Monroe



Enrico DiRinaldo quer uma esposa e filhos, ainda que um acidente o tenha deixado paralítico. Então, ele propõe casamento a Gianna Lakewood.

 A paixão que Rico acende nela é explosiva! Mas, quando Gianna percebe que em breve Rico estará totalmente recuperado e que a ex-noiva dele está por perto, ela tem certeza de que não é mais desejada. No entanto, Rico ainda pretende manter ao seu lado uma esposa conveniente...






Resenha:


Bem, sou brasileira, por isso não desisto nunca, portanto resolvi me arriscar em mais um Jéssica rsrsrsrs... E não é que tive uma grata satisfação com O Prazer de Amar - Lucy Monroe. O livro conta a história de Rico e Gianna. Não diria que é inesquecível, mas diante das minhas experiências com Jéssica e Paixão, acho que esse ficou muito acima da média, claro na minha humilde opinião.Voltando aos nossos personagens, eles se conhecem desde sempre, Gianna é filha da melhor amiga da mãe de Rico e as famílias sempre estiveram envolvidas. A diferença de idade fez com Rico a adotasse como irmã e se tornasse seu fiel protector, estando presente em todos os momentos mais difíceis. Foi assim quando sua mãe morreu, porém quando seu pai faleceu ele não esteve presente. Rico estava noivo de Chiara, uma cobra venenosa, que estava mais para treva do que para clara rsrsrs... Ela reconhecia claramente o amor nada fraterno de Gianna por Rico e se sentia ameaçada, portanto usando de artimanhas e do poder que exercia em Rico, o impediu de estar presente no funeral.


Gianna nunca deixou de amar, mesmo ele estando noivo e quando André, irmão do nosso mocinho, telefona para dizer que Rico sofreu um grave acidente e está em coma no hospital, não pensa duas vezes e segue para perto do amado. Rico era um homem alto, que emanava força e poder, por isso ao chegar no centro de tratamento intensivo nada a preparou para a figura inerte e pálida que estava deitada numa cama e ligada a tantos aparelhos. Mas ela tinha que ser forte e foi exatamente isso que ela passou pra ele, toda sua força, seu amor e o desejo de que ele se recuperasse. Rico levou um tiro ao tentar salvar uma mulher de um assalto. O tiro atingiu o ombro e ao cair na rua foi atropelado por um carro. Ele continuava em coma e havia a possibilidade de que ele ficasse paralítico, mas, contra todas as possibilidades, Gianna não perdia as esperanças, e não saiu do lado da sua cama. Quando Rico acorda do coma ela mal pode acreditar, mas como nada é perfeito, a noiva teria que ser avisada e foi por ela que Rico perguntou. Chiara manteve sua rotina normalmente como se nada tivesse acontecido e somente ficava no hospital por 5 minutos. Quando Rico cobra a sua presença a justificou alegando que havia sido afastada do noivo por Gianna e pelo irmão André. A situação ficou complicada, mas eu acredito que o Rico começou a comparar as duas de forma muito intensa, porque quando ele realmente precisou escolher ele escolheu Gianna que esteve com ele durante todo o processo. Ele não só informa do seu rompimento com a noiva como pede que Gianna se case com ele e que tenha os filhos dele, mas como ele estava paralisado da cintura para baixo, teria que ser por inseminação artificial. Ele deu desculpas para isso, dizendo que eles se conheciam, se gostavam, se respeitavam e que ela entenderia que não teria mais do que ele pudesse oferecer, mas a mim ele não enganou não. Eu acho que ele já estava a se apaixonar, mas não tinha se dado conta ainda. As cenas de ciúmes protagonizadas por ele e pelo irmão são maravilhosas. Eu me divertir muito. Mas o mais interessante nesse livro foi que a cura não veio por milagre. Ele teve que trabalhar muito, se empenhar muito na fisioterapia e apesar de 104 páginas eu acho que a autora conseguiu passar tudo que era preciso para uma história com começo, meio e fim. Eu acho que teve todos os ingredientes para um romance leve, doce... Incertezas, medos e muito amor e o mais importante lidou de forma muito especial com a sexualidade dele. Ele tinha medo de que não conseguisse ser o marido em todos os sentidos, mesmo se recuperando bem e mesmo depois de abandonar a cadeira de rodas. Ele, um homem totalmente confiante, se sentiu inseguro.

Deixo alguns spoiler que reflete bem isso.


Momento em que Gianna passa pelo procedimento de inseminação artificial - Na noite anterior, eles haviam brigado porque ele não permitia que ela o tocasse com medo de não reagir ao toque dela e se sentir humilhado.


— Eu ficarei bem. Por favor, Rico, não se preocupe. — Vinte minutos depois, apertava com força a mão de Rico, lamentando todas as suas afirmações. O desconforto de ter o cateter inserido em seu útero não tinha sido insuportável, mas agora estava com cólicas dolorosas que se espalhavam por toda a parte inferior do corpo.

Lágrimas lhe encheram os olhos e ela apertou mais a mão de Rico, que parecia torturado. Tinha tentado fazê-la desistir ao primeiro sinal de dor, mas ela recusara. Ficou ao lado dela, desejando passar força. Era um pequeno apoio e, mesmo com a dor física, a agradou.


— Está terminando? — perguntou Rico.


— Só mais alguns segundos e terminaremos — disse o médico.


Ao final o médico disse que ela teria que ficar ali, em repouso, por uma hora. Tudo estaria bem se as cólicas tivessem passado. Mas, ela não falou nada.


Rico parecia entender. Não disse nada, mas segurou sua mão e massageou o seu estômago com um movimento leve, gentil, circular. Depois de alguns minutos, ela entrou em um estado de torpor, apesar da dor.


Ficou assustada quando a enfermeira entrou na sala e disse que podia se trocar. Rico a tinha tocado suavemente todo o tempo. Normalmente tímida, ela não fez qualquer objeção dele ficar enquanto se vestia. A presença dele era confortante.


— Está melhor? — perguntou ele, ajudando-a com as roupas. Ela deixou que ele fechasse o zíper do vestido e soltasse sua trança.


— Sim. Da próxima vez, lembrarei de tomar o remédio para dor, garanto.


Sorriu para ele, que não devolveu o sorriso. Parecia que ela tinha dito algo repugnante.


— Não haverá próxima vez, minha pequena.


As palavras dele não deixavam dúvida. Ela queria o bebê e ia falar quando tudo rodou. Estendeu a mão para Rico, trombando em seu peito, enquanto sentia os joelhos enfraquecerem.


— Você me segurou?


— Sim. Fiquei em dúvida se conseguiria manter nós dois de pé, mas você é uma coisinha tão pequena, minha querida. Consegui colocá-la na cama.


Uma enfermeira chegou com um copo de suco de maçã, que Rico tirou de suas mãos com um olhar que a fez sair correndo do quarto. Passou o braço pelos ombros de Gianna, a ergueu e encostou o copo em seus lábios.


Ela bebeu o suco, animada por Rico. Quando terminou, olhou para os olhos metálicos dele.


— Você vai ser um papai maravilhoso. — As feições dele se contraíram.


— Não, se exigir o mesmo de hoje.


E se ela não pudesse ter o bebê, ele ainda iria querê-la? As ações dele indicavam uma resposta aterradora.


— Eu aceitei, sabendo que era tudo que oferecia.


— Porque você me ama e eu, sem vergonha, usei esse amor para conseguir o que queria e precisava.


— Você não pode usar o que é dado livremente.

— Tive. Muitas vezes quando a toquei. Senti um tremor. E muito mais na noite passada.


— Mas me interrompeu.


— Sim.


— Por quê? Não entendo.


— Se não durasse, se eu não conseguisse o clímax... — Ela sabia. Ele ficaria humilhado.


— Eu faria qualquer coisa por você.


— Sim, hoje você provou isso — abaixou as mãos e se virou. — Nunca esquecerei você caindo, ou das lágrimas em seus olhos quando eles fizeram os procedimentos.


— Não foi sua culpa — repetiu ela. — O médico me disse que algumas mulheres sentem um pouco de dor, mas não lhe contei. Honestamente, não pensei que eu seria uma delas e também queria muito um bebê.


— Se eu tivesse enfrentado a minha covardia, talvez você não tivesse precisado passar por aquele sacrifício.

— Não é sua culpa. — Ele balançou a cabeça.


— Você disse que teve uma... resposta.


— Você teve... Quero dizer, houve...


— Se está perguntando se eu reagi fisicamente a você, a resposta é sim. Não aconteceu na primeira vez que a toquei e isso me preocupou, mas pensei que quando recuperasse a sensação, isso também seria recuperado.


— Conseguiu?


— Não sei.


As mãos dele emolduraram o rosto dela.


— Deixei você passar por aquela dor hoje porque eu, Rico DiRinaldo, tinha medo de descobrir."




Bem meninas,eu recomendo o livro. Como eu disse não é o livro, mas também não nos deixa com nenhum gosto amargo na boca rsrsrs... Mas isso é minha opinião pessoal.Vocês terão que se arriscar para descobrir.


Bjs,



 Mónica

2 comentários:

Ana Carolina Nonato disse...

Olá!

Acredita que eu nunca li um Jessica?! Eu não gostava muito dessa linha, como Sabrina, Bianca e afins... Mas este me deixou intrigada. Gostei da sua análise REALISTA. Vou anotar ;D

Abraços!

Ana Carolina Nonato
Seis Milênios

Anônimo disse...

Ai quanta responsabilidade começar logo com uma indicação minha rsrsrsr...Eu gostei do livro,sinceramente e como eu disse ele não é O livro,mas na minha opinião teve tudo o que eu gosto de encontrar num romance e achei interessante a forma como a autora abordou a paralisia dele,a recuperação que dá para sentir que não foi como normalmente acontece do tipo milagrosa rsrsrss...ele trabalhou muito e o mais importante apesar de toda da sua personalidade forte não senti nele revolta,inclusive não foi em momento nenhum rude ou se mostrou revoltado como costumamos ver,outra questão que achei bacana foi a sexualidade do casal também acho que foi tudo muito perto da realidade que vivem muitos casais que passam pela mesma situação.Sei falar que ele foi tão fofo com ela no momento da inseminação,ele estava inseguro pois mesmo já tenho sinais físicos de que poderia tentar uma relação sexual normal com ela,a possibilidade de falhar e se sentir humilhado era muito grande e quando ele vê o quanto ela sofreu com o procedimento e ele convençou isso,ele é um fofo e um querido.Muito obrigado por comentar.Promete pra mim que se por ventura der uma chance ao livro me conta o que achou?

bjs,

Mónica

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