O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

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O coração de uma mulher é um oceano de segredos

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Renascer do Amor - Michelle Reid




A ilha de Aristos guarda lembranças doces e amargas para Louisa. 

Lá, muito jovem, ela conheceu o deslumbrante playboy Andreas Markonos, com quem se casou ao descobrir que estava grávida. Mas uma tragédia obrigou-a a partir... 

Agora, anos depois, Andreas mal pode acreditar que sua mulher está em sua ilha novamente... E não consegue controlar o intenso desejo que o domina quando a vê... Andreas decide que precisa de uma esposa ao seu lado, e Louisa pode ser a pessoa certa para isso... se conseguirem se manter unidos pelo único vinculo que ainda têm em comum: o desejo.




Palavras de uma leitora...




"— Louisa era...

— Minha mulher e mãe do meu filho — afirmou Andreas. — E você se engana se acredita que minha juventude ou a de Louisa tornou fácil para qualquer um de nós lidarmos com o que aconteceu há cinco anos."


- Eu fugia desse livro como o coisa ruim foge da cruz.rsrs... Embora desejasse muito conhecer essa história, eu já conhecia e bem as histórias da Michelle Reid. Ela é uma autora que sabe escrever histórias fúteis, com mocinhos insuportáveis e agressivos além do limite, mas quando quer... Quando ela quer... escreve histórias que tocam profundamente nossos corações. É dessas histórias que tenho medo. Amo demais histórias assim, mas não acho saudável lê-las com frequência.kkkkkkk... Me envolvo demais com livrinhos assim e ainda não sei como ainda tenho lágrimas.rsrs...


"Porque como seria possível divorciar-se da mulher que você teve nos braços noite após noite e que o amou em cada olhar, em cada toque, em cada doce suspiro que ela deixou escapar? Como seria possível divorciar-se da visão dela dando à luz um filho seu? E como seria possível divorciar-se da visão inconsolável que você teve dela no dia em que vocês sepultaram aquela criança? "Foi melhor assim" tornou-se um insulto de cortar a alma, assim como "hora de seguir em frente". Pois como seria possível divorciar-se de toda aquela dor e agonia e seguir em frente com a vida como se nada tivesse acontecido?"


- Através desse trecho vocês já têm uma ideia de como é o mocinho dessa história, não é? E é justamente ele que faz toda a diferença. Que torna essa história ainda mais sensível e cativante.

- Eu gosto muito dos mocinhos insuportáveis da autora.rsrs... Uns eu odeio, mas amo a maioria. Porém, prefiro mil vezes quando a autora decide criar mocinhos que são arrogantes, possessivos, convencidos, mas emotivos, sabe? Cheios de paixão, com os sentimentos todos à flor da pele. Quando ela cria mocinhos assim, as histórias são sempre lindas demais. Tocantes. Como eu gostaria que isso se tornasse frequente! 

- A história começa quando o casal já está separado há cinco anos. Cada um sofrendo num canto. Sofrendo pela separação, pela saudade e as coisas não ditas... e sofrendo pela morte do filho de três anos. 



"Ela tentou relaxar nesse abraço de luz, tentou não reparar em como seus dedos demoravam-se na borda branca do mármore por alguns segundos mais, antes que os retirasse e se recompusesse novamente. Mas sentiu a dor repentina nos olhos dele, como prenuncio de lágrimas, porque sabia que o toque demorado no carrinho de brinquedo significava para um homem grego, que não demonstrava suas emoções em público, o mesmo que o seu terno beijo de adeus na pedra fria."



- Tudo começou quando ambos foram passar as férias numa ilha na Grécia. Andreas estava voltando da faculdade e ia passar um tempo com os pais. Louisa e a família dela eram ingleses e resolveram passar as férias naquele lugar lindo. Foi amor à primeira vista. Ou quase.rsrs... Ao vê-la saindo daquela balsa ele a desejou. Ficou encantado pela adolescente linda e delicada de 17 anos e procurou saber onde ela estaria hospedada. Um romance louco se iniciou e as coisas não demoraram a ultrapassar os limites. Embora tanto a família dela quanto a dele fossem contra o namoro, o casal não se importou com nada. Se trancaram num mundo próprio, onde só existiam os dois e as precauções foram mandadas para o inferno. Tudo era lindo e perfeito... e teve consequências.

- Louisa descobriu que estava grávida e ficou apavorada. Era nova demais e não estava preparada para as responsabilidades que teria que assumir, mas queria ter o bebê e ficou profundamente ferida quando a mãe do seu namorado sugeriu que ela interrompesse a gravidez. Ela lembrava claramente de como chorou e do apoio que recebeu de Andreas, que se voltou contra a mãe e se casou com ela. Mesmo tendo o mundo contra eles, o futuro incerto e estarem apavorados, eles não desistiram. Sabiam que se amavam e que desejavam formar uma família juntos. 

- O casamento não começou bem. Embora se sentisse segura quando estava nos braços de Andreas, embora fosse esposa dele e estivesse esperando um filho seu, Louisa sofria. Sofria, pois Andreas precisava viajar para terminar os estudos e ela ficava com a família dele, suportando as indiretas e as ofensas que muitas vezes eram ditas abertamente. Foram muitas as vezes nas quais ela chorou, foram muitas as palavras negativas que ela teve que suportar. A incerteza, o medo de Andreas se interessar por outra mulher enquanto estivesse longe. Louisa foi atingindo o limite, mas Nikos nasceu e se transformou na alegria da vida deles. 

- Disposta a interferir mais uma vez no casamento do casal, a família do mocinho sugeriu que Louisa deixasse o filho sob os cuidados da avó paterna, para que voltasse a estudar e mais uma vez, sem saber o que fazer, Louisa entrou em desespero, buscando em Andreas ajuda. Não houve uma só vez, antes do filho deles nascer e enquanto o menino era vivo, que Louisa procurou a ajuda, o apoio do mocinho e não a recebeu. Andreas a amava e sempre estava lá para apoiá-la. Mas isso não foi suficiente. E a morte do filho do casal derrubou aquele casamento, que já estava abalado, e o deixou muito perto do fim. 



"— Você não pode falar assim! — ele gritou por entre os dentes.

Todo o corpo de Louisa tremeu, abalada.

— Assim como? — ela disse com voz trêmula. Ele deu as costas a ela, virando os calcanhares de seus sapatos de couro preto.

— Como se ele ainda estivesse vivo.

Tremendo agora, sem nenhum indício de suavidade, Louisa recolocou o carrinho no mesmo lugar. Uma tensão fez o silêncio pesar. Não disse nada. De maneira confusa, entendeu. Falou de Nikos como se ele ainda estivesse ali com ela. Algumas vezes a sensação era tão forte que ela poderia acreditar que estava..."


- O acidente fatal marcou profundamente o casal, fazendo cada um mergulhar na própria dor e na culpa que ameaçava devorá-los. Perder Nikos também os fez perder o único elo que eles tinham. A única coisa que ainda mantinha aquele casamento de pé. Louisa desmoronou e foi aí que ela mais precisou de Andreas. Foi nesse momento, mais do que em qualquer outro, que ela precisou do apoio dele. Que precisou de sua força para poder sobreviver, para poder suportar todo aquele pesadelo. Mas Andreas não estava disponível. Culpando-se pela morte do filho, sofrendo tanto quanto ela, ele preferiu se afastar e deixar que aqueles que tanto tinham lutado para destruir o casamento deles ficassem perto dela. Ele se escondeu. Fugiu para sofrer sozinho. E esse foi seu maior erro.As duas famílias se aproveitaram do momento mais vulnerável da vida do casal, para separá-los. Não é injustiça minha afirmar que tanto a família da mocinha quanto a do mocinho ficou feliz com a morte do menino de três anos. Creio que eles só não fizeram uma festa para comemorar a destruição daquele elo, porque não suportariam a opinião dos outros. E também porque precisavam fingir que se importavam para conseguir, sutilmente, acabar de destruir aquele casamento.

- Sem Andreas por perto, Louisa não teve forças para dizer "não" quando seus pais decidiram que o melhor seria ela voltar para a Inglaterra. Louisa chegou a esperar por Andreas. Acreditou que ele fosse voltar e apoiá-la, mas ele não apareceu. Pensando que ele a culpava pela morte do filho e desejando mergulhar fundo na depressão, Louisa foi com os pais. E se entregou à depressão, sendo enviada, pela família, para uma clínica de "repouso". Qualquer contato que pudesse haver entre ela e o marido foi cortado. Mentiras foram ditas, palavras venenosas foram disparadas a cada oportunidade e assim o tempo foi passando. Até eles desistirem de acreditar numa segunda chance.

"— Essa é a última vez que venho aqui.

— Não seja boba! — ele respondeu asperamente. — Como estou tentando lhe dizer, você não deve dar atenção às interferências da minha mãe.

— Entretanto ela está certa. É tempo de partir.

— Tempo — ele repetiu. — O que o tempo tem a ver com o que nós deixamos para trás aqui toda vez
que partimos?"


- Como eu disse, a história começa depois que cinco anos se passam. Era o quinto aniversário da morte de Nikos e, como em todo ano, Louisa sai da Inglaterra para visitar o túmulo do filho na Grécia. Só que dessa vez, para surpresa dos dois, o casal se reencontra e é como se o tempo nunca tivesse passado. Eles estavam mais maduros, mais tristes e todos os sonhos já tinham morrido, mas o sentimento ainda estava ali. Vivo e intenso. Mexendo com todos os nervos e emoções do casal. Fazendo-os, mais uma vez, mandarem a cautela para o inferno. Para o desespero da família deles e a alegria e suspiros de nós leitoras.rsrs...


"Foi maravilhoso acreditar, aos 22 anos, que o amor poderia ser eterno. Percebendo tarde demais o que deveria ter sido feito, ele agora podia afirmar com certeza que, se tivesse sido forçado a viver o que Louisa passou naquela época, teria abandonado o casamento deles muito antes do que ela."


- Não irei contar o que acontece depois que o casal se reencontra, pois já falei demais.rsrs... Acredito que será muito melhor se vocês descobrirem como se torna a relação deles, através dos seus próprios olhos. Mas posso afirmar que é tudo muito lindo e emocionante, gente. Não consigo imaginar alguém desprezando essa história.rsrs... Só pensar nela me emociona e não é qualquer livro que consegue isso. Sou exigente com as histórias das autoras que amo, mais do que com autoras desconhecidas, e já desprezei abertamente algumas histórias da Michelle Reid. Já xinguei mocinhos e mocinhas dela aqui e não faço diferente quando amo um livro. Não escondo o que sinto e tenho a necessidade de recomendar a história, de fazê-los desejar conhecer o livro, pois é uma emoção tão forte e tão boa que eu desejo que vocês sintam o mesmo, entendem? Estou cansada no momento, pois enfrentei um trânsito horrível hoje (quando o trânsito no RJ não é terrível?kkkkkkk...), e talvez isso esteja fazendo com que a resenha não seja suficiente, não transmita o que estou sentindo. Mas deixo claro aqui que amo essa história, que fiquei completamente louca por ela e que cinco estrelas é pouco demais. Histórias como essa merecem muito mais do que cinco estrelas e passagem para os preferidos. Merece ser conhecida pelas outras leitoras apaixonadas por belas histórias de amor. Merece ter um lugar próprio em nossos corações e se tornar inesquecível. A história pode ter algumas falhas, mas a autora conseguiu o que queria: nos fazer sofrer com o casal, nos fazer sentir o que eles sentiam, acreditar nos sentimentos deles. Eu vivi essa história com Louisa e Andreas, gente. Eu viajei para aquela ilha através dessa história e vivi cada momento. Pude ver claramente o primeiro encontro, o desenvolvimento da relação, as brigas, as reconciliações. Cada um sofrendo num canto. Pude sentir tudo isso. E a história se tornou perfeita por isso. Eu pude viver a história com o casal, eu senti tudo com eles e quando um livro consegue isso, não me importam as falhas. 


"— Porque a idéia de vê-la concebendo um filho de outro homem era tão inaceitável para mim que você teve sorte por estar com nosso filho quando fui procurá-la. Provavelmente a teria estrangulado na remota possibilidade de estar grávida de outro homem!

— Meu Deus! — Louisa respirou ofegante.

— Bem, tente pensar dessa forma. Pergunte-se, minha relutante esposa, o que acharia se eu semeasse um filho em outra mulher...

Foi um golpe que Louisa não esperava. Colocou-a contra a parede e a empalideceu.

— Como você ficou tão cruel? — ela sussurrou. Suas mãos cercaram o rosto de Louisa com dedos
compridos, incrivelmente macios ao alisar-lhe os cabelos para trás da orelha. Era um.gesto antigo e íntimo que ele fazia como forma de desculpas. — Posso ser primitivo e brutal, mas isso dói, não? — ele persistiu."


- Andreas é exatamente o tipo de mocinho que mais me encanta. Possessivo, protetor, completamente dedicado à mulher amada. Claro que ele sabe ser um idiota (é uma especialidade dos mocinhos arrogantes), mas é encantador. Todas as emoções dele sempre estavam à flor da pele e era muito difícil para ele manter o controle. E apesar de tudo, até das piores suspeitas e provas, ele nunca foi agressivo com a mocinha. Bem...rsrs... Jogar ela no ombro como se ela fosse um saco de batatas conta como agressão? Arrastá-la para dentro de algum lugar e prender seus pulsos também conta?rsrs... Se sim, não foi nada grave e no fundo a mocinha gostava.kkkkkk... Acho que era por isso que ela tentava ser difícil.rsrs... Apesar do tempo, das mágoas, das feridas que não tinham cicatrizado e de todas as suspeitas e situações não resolvidas, ele ainda acreditava no amor que sentiam um pelo outro. Ainda acreditava que aquele amor estava vivo e não aceitava a ideia de um divórcio. Como apagar o passado? Como simplesmente fingir que nada tinha existido? Jamais poderia considerar a Louisa e o filho que tiveram e perderam, como um erro. Eles eram parte da sua vida e ele não podia simplesmente seguir em frente. Sabia que jamais conseguiria seguir em frente sem a Louisa. Sabia que seus sentimentos por ela não eram coisa de adolescente. O tempo só serviu para fortalecer aqueles sentimentos e se ela não estava disposta a lutar por isso, ele lutaria pelos dois. Queria que outros mocinhos fossem como ele.rsrs... Não é com frequência que encontro mocinhos tão apaixonados, tão emotivos, tão dispostos a lutar pelo que querem e amam e capazes de pedir perdão como o Andreas. Ele me emocionou muito. Não tinha como ser diferente. Impossível não amar um mocinho como o Andreas. :)


- Recomendo muito a história, gente. Leiam!!! Deem uma chance ao livro! Tenho certeza de que minha resenha sequer chegou aos pés da história, mas isso não é culpa do livro e sim do quanto estou cansada. Mas eu não podia deixar de falar do livro. Então, arrisquei falar dele mesmo sabendo que não conseguiria fazer justiça à história. Espero ter passado pelo menos um pouquinho do que sinto pelo livro. Espero tê-los convencido a arriscar ler o livro. :D


Bjs e até breve!


2 comentários:

Beatriz Solano Pinzon disse...

Lindo romance, tenso, sofrido, mas com muito erotismo, muito amor envolvido... O amor de Andreas e Louisa era muito forte, apesar dos mal entendidos e de suas famílias, eles se amaram durante os cinco anos de separação, não teve rival, não teve vingança, mas teve o perdão. Enfim adorei...

Luna disse...

Ai, Beatriz! Este livro é um dos meus preferidos da vida. A Michelle Reid colocou a alma nesta história. O casal sofreu demais, mas se amaram como ninguém. É triste e lindo.

Bjs!

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