O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Essas Coisas Ocultas - Heather Gudenkauf


(Título Original: THESE THINGS HIDDEN
Tradutor: Bruno Casotti
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)


"Uma história tão real e arrepiante que poderia ter saído de uma das últimas manchetes." Publishers Weekly, crítica estrelada.


Allison Glenn tentou ocultar os acontecimentos daquela noite... 
E falhou. Com apenas 16 anos foi mandada para a prisão.
Cinco anos mais tarde ela estava livre. Mas ainda se sentia prisioneira dos próprios segredos...

Quando Allison foi condenada por um crime hediondo, não perdeu apenas sua reputação de garota de ouro de Linden Fall. Ela foi renegada pelos pais, e seus amigos se regojizaram com sua derrota.

Brynn, sua irmã caçula, teve de suportar todos os dias os cochichos de colegas nos corredores da escola. Afinal, era ela, uma garota quieta e tímida, quem precisava carregar o estigma do que realmente havia acontecido. Seu maior desejo era esquecer Allison e deixar para trás um passado assombroso.

Mas quando Allison foi levada para um centro de reabilitação, ela decidiu que falaria com Brynn de qualquer maneira.

Agora, um legado de segredos recai sobre um garotinho de apenas 5 anos. E se a verdade for revelada, as consequências serão avassaladoras sobre quatro vidas: a de sua mãe adotiva, a da menina que tentou protegê-lo e a de duas irmãs que detêm a chave para a revelação de coisas ocultas.




Palavras de uma leitora...



- Ao terminar de ler essa história, um sem-número de perguntas atormentaram minha mente. "E se...?", "E se...?" São tantas perguntas que começam desta forma! De quem, afinal de contas, foi a culpa?! De todos, um pouco. Todos os envolvidos poderiam ter impedido o desastre anunciado. Mas ninguém o fez. Porque pensar em si mesmo é muito mais confortável, porque não se importar com os outros é conveniente. Nos faz bem, sabe? Por que deveríamos nos importar? Por que deveríamos ajudar quem dizemos amar? Ah, não! Que a pessoa se dane, não é verdade? Não podemos perder nem um instante sequer da nossa vida nos importando com alguém além de nós mesmos. A vida é curta demais para isso, verdade? 

- Deu para perceber? A raiva borbulhando em minhas palavras? O nojo, a revolta? Não????!!! Eu podia jurar que está saindo até mesmo fogo das minhas palavras. Que qualquer leitor que abrir essa página pode sentir a quentura insuportável. Voltada para quem? Para que pessoa/personagem/falso ser humano?????!!! Bem... É uma pergunta que prefiro responder da seguinte forma: "Embora doa, nada fiz para mudar." "Embora doa, não me faz perder o sono." "Embora doa, não me sujo desse sangue. Embora doa, há sempre outro canal.". 

Quantos de nós fazem isso? Quantos de nós chegam a perceber sinais em alguém... sinais que mostram que alguém está à beira do abismo e mesmo assim nada fazem para salvá-la? Quantos????!!! É tão mais fácil depois do desastre virarmos e dizermos: "Nossa, como fulano de tal pôde fazer isso???!!!", "Eu bem que sabia que ela não valia nada!"  ou então: " "Eu tinha percebido que fulano de tal estava indo por esse caminho.", etc, etc, etc... É tão fácil falar depois. Com choque. Repulsa. Raiva. Tristeza. Ou o que quer que seja! Tivemos a chance de evitar o desastre?! Tivemos?????!!!! Se a resposta for sim, somos tão ou mais culpados do que a pessoa. E como podemos conviver com nós mesmos?! Fácil! Não nos importando. Afinal de contas, não vale a pena se importar. Não é conveniente, de modo algum. 

- Sim. Estou revoltada. Bastante. Sinto tanta raiva dentro de mim. E aquela sensação terrível de que não houve justiça. De que uma grande injustiça foi cometida. Tudo poderia ter sido diferente se parassem de pensar neles mesmos e olhassem mais atentamente para alguém que eles diziam amar. Mas isso, para eles, era perder tempo. E não podiam fazer isso, é claro. O mais revoltante é saber que é algo que não fica somente entre os muros da imaginação. É algo que acontece com uma frequência assustadora, por esse mundo afora. Por nossa culpa. Por culpa dos chamados seres humanos. Não é à toa que quando olho para os meus gatos ou para qualquer animalzinho nas ruas, vejo neles mais humanidade do que quando olho/observo muitos seres humanos no meu dia a dia. Quem é humano e quem é animal (um gatinho ou uma pessoa?)? Às vezes, é difícil saber... 


- E de quem terá vindo a maior prova de amor nesta história? É uma pergunta para a qual ainda não encontrei resposta. Talvez... Talvez... Talvez... eu jamais saiba. Mas é uma questão que me faz refletir muito. De quem veio a maior prova de amor? A resposta não é simples. E muito menos universal. Depende de muita coisa, inclusive da opinião de quem leu a história. A resposta, no fundo, no fundo, é pessoal. Eu, sinceramente, não formei uma opinião sobre isso. Não me atrevi a fazer tal coisa. Só... refleti. Refleti bastante sobre as escolhas, os pensamentos e atitudes de muitos personagens. 


"Depois de cinco anos, estou livre para deixar Cravenville. [...] Estou indo morar num lugar onde nunca estive, com pessoas que nunca vi. Não tenho dinheiro, nem emprego, nem amigos e minha família me renegou. Mas estou pronta. Tenho que estar."

"Nunca falei com ninguém sobre o que aconteceu naquela noite, e ninguém parece muito interessado em saber os detalhes exatos. [...] Todos sabem em linhas gerais o que eu fiz. Isso para eles é o suficiente."


Cinco anos depois de ter cometido um crime hediondo, Allison Glenn, agora com 21 anos, está saindo da prisão. Ela foi condenada há 10 anos de prisão, mas lhe foi concedida uma liberdade condicional por bom comportamento. Um prêmio... ou uma chance para reencontrar-se com um passado que a atormenta dia após dia? Uma chance de terminar de destruir o que tinha começado a destruir 5 anos antes? Ou talvez (só talvez) seja uma oportunidade para finalmente consertar tudo o que ainda pode ter conserto? 

Ao sair da prisão, Allison não sabe bem o que fará da sua vida. Finalmente está livre... Ao menos, fisicamente. E está mais só do que nunca esteve em toda sua vida. Seus pais não a querem de volta na vida deles. Sua irmã sequer atende seus telefonemas ou responde suas cartas. Para todas as pessoas que a conheceram naquela época, ela estava morta. Ela tinha sido riscada da vida deles. Todos tinham retirado de suas vidas qualquer coisa que pudesse fazê-los lembrar-se dela. Era como... se ela nunca tivesse existido. E queriam que as coisas continuassem assim. Não havia lugar para Allison na vida deles. Não importava se ela havia mudado ou não. Para eles, ela não existia mais. Estava morta e enterrada há cinco anos. 

Sozinha num mundo disposto a devorá-la, odiada por um passado que não pode mudar, Allison tenta dia após dia entrar em contato com a irmã caçula, pedir perdão e reconstruir o relacionamento que um dia as duas tinham tido. Juntas elas compartilharam sorrisos e dores. Brynn sempre esteve por perto quando Allison precisou dela. E Allison também tinha feito muitas coisas pela irmã na infância. Ela sentia falta. Ela queria voltar no tempo e ter aquilo que tinha destruído. Aquela relação. E não suportava a dor que a rejeição de Brynn lhe causava... 

No meio disso tudo, ela se vê, frente a frente, com uma parte importante e assustadora de seu passado. Uma parte que ela preferia ter esquecido... E as consequências desse choque... podem ser desastrosas. Para muitas vidas. 


"Sinto falta de minha irmã, aquela que segurou minha mão enquanto eu chorava a caminho da sala de aula no primeiro dia do jardim de infância, aquela que me ajudaria a escrever as palavras até eu aprendê-las de trás para a frente, aquela que costumava tentar me ensinar a chutar uma bola de futebol. Sinto falta dessa Allison. Da outra... nem um pouco. Eu poderia passar o resto da vida sem ver minha irmã de novo e ficaria bem assim."


Brynn tinha apenas 15 anos quando a irmã foi presa. Ela estava transtornada e durante um tempo teve esperanças de ver a irmã entrando pela porta de casa, voltando para perto dela. Mas isso não aconteceu. Allison havia partido de vez e as coisas nunca mais seriam as mesmas. 

Para sentir-se perto da irmã, Brynn costumava ir para o quarto dela, onde estavam suas lembranças, suas coisinhas preciosas, tudo que era importante para sua irmã, tudo que ela guardava com carinho. Então, Brynn se deitava na cama da irmã e assim podia senti-la perto, como se ela estivesse de fato ali. Ela fez isso frequentemente até a mãe descobrir. Depois, ao tentar entrar no quarto da irmã, Brynn passou a encontrar a porta trancada. 

Foi um inferno para ela suportar as piadas dos colegas, os olhares maldosos, o desprezo, depois que todos descobriram o que sua irmã havia feito. Dia após dia, ela era perseguida, atormentada pelos erros da irmã. Cada dia era um inferno pior do que o outro. Não suportando mais tudo aquilo, ela decidiu que era necessário colocar um ponto final naquela história. Não podia suportar ter sua vida destruída por um erro que não tinha cometido, não suportava a decepção dos pais que preferiam que ela tivesse partido e Allison tivesse ficado, não suportava mais saber que seus pais preferiam até mesmo que ela estivesse morta, desde que Allison estivesse com eles. Tudo era demais para sua cabeça ao ponto dela decidir acabar com a própria vida. 

Após a tentativa de suicídio mal sucedida, Brynn foi enviada para a casa da avó, onde encontrou um pouco da paz que procurava. E conseguiu construir uma vida própria, descobrir seu lugar no mundo. Até... receber a notícia de que Allison havia saído da prisão. Ela sabia que Allison a procuraria, que a irmã tentaria destruir tudo aquilo que ela tinha conseguido construir com tanto sofrimento... Tantos segredos... Tantos anos lutando contra o passado. De que tinha valido? Será que jamais conseguiria se libertar dos fantasmas do passado? Por que Allison não podia simplesmente esquecê-la? Deixá-la viver em paz? Mas não... Mais uma vez, a irmã a carregaria com ela, não lhe dando nenhuma oportunidade de escolha. Sempre tinha sido assim. Sempre seria. Era inútil acreditar que ela poderia realmente ter uma vida. Recomeçar. Era uma piada, até. 


"Quando Dana pôs Joshua nos braços de Claire, foi como se ela ficasse curada. Como se todos os abortos espontâneos e cirurgias nunca tivessem acontecido. A dor e a perda se tornaram uma lembrança fraca."

"Às vezes, ela imagina como seria a mulher que deu Joshua à luz. Seria de Linden Falls ou teria vindo de longe? Seria jovem, uma adolescente que não sabia o que fazer? Seria uma adulta que já tinha vários filhos e não podia cuidar de mais um? Talvez em algum lugar Joshua tenha irmãos e irmãs parecidos com ele. Talvez sua mãe seja uma viciada em drogas ou tenha sofrido abuso sexual. Claire não sabe e não quer realmente saber. É grata por essa garota ter optado por desistir dele. Nesse simples ato de altruísmo ou egoísmo - ela nunca saberá qual dos dois - essa garota lhe deu tudo."


- Claire já havia passado dos quarenta anos e durante boa parte de sua vida tinha tentado ter um filho. Um bebê para amar, proteger... Um filho que a chamasse de "mamãe" e corresse para os seus braços fosse para chorar ou rir. Mas por algum motivo que ela não conhecia ou compreendia, Deus havia decidido que ela nunca daria à luz. Não importava o quanto ela tentasse. Foram muitos os filhos que ela perdeu antes mesmo de poder ver seus rostinhos, sentir o corpo quente deles. Foram muitas as cirurgias, os tratamentos para engravidar. Mas nada deu resultado. E quando Claire finalmente desistiu de tentar, sentindo um vazio profundo dentro do seu útero, um vazio que jamais seria preenchido, ela decidiu adotar uma criança. Na verdade, não importava se seria um filho biológico ou não. Ela só queria um filho. Ela precisava ser mãe. Esse era o sonho da sua vida. Seus braços vazios estavam quase enlouquecendo-a. Ela não suportava mais aquela dor. Foi aí... que ele apareceu. Um bebê... Um bebezinho abandonado. Um ser rejeitado por um motivo que ela jamais conheceria. Mas de alguma forma, era como se Deus finalmente tivesse olhado para ela e notado que era demais. Que ela não poderia continuar vivendo se Ele não tivesse misericórdia dela.

Ao sentir aquele pequeno bebê em seus braços, Claire sentiu como se a vida tivesse voltado para ela. Mesmo temendo, dia após dia, que a mãe biológica do menino voltasse para buscá-lo, Claire não conseguiu evitar ligar-se ao bebê. Quanto mais tempo passava com ele, mais o amava e mais dependente daquela pequena vida ela se tornava. Mas os anos foram passando... e a mãe de Joshua jamais retornou. Aquele bebê era definitivamente o seu presente de Deus. Mas... seria ela capaz de protegê-lo de um passado assombroso? 


"Ela precisava fazer o impossível, desistir da única coisa que já a amara à primeira vista e sem nada pedir em troca."

" Ela queria se aproximar o suficiente para se certificar de que ele estava bem, sendo bem cuidado. Queria dizer com um simples olhar: Você é um menino que foi amado. Você nasceu numa noite fresca de verão e, quando o segurei em meus braços pela primeira vez, eu já não era uma criança, mas sim uma mãe - sua mãe, ainda que tenha sido apenas por pouco tempo. Você era um bebê que gostava de ter sua cabeça careca acariciada, que adorava ser acalentado por um homem doente e ninado por uma jovem. Você chorava até que todas as lágrimas fossem espremidas de seu corpo. Mas então olhava para mim como se eu fosse a única pessoa do mundo, e aí não importava que eu tivesse tido apenas duas horas de sono na noite anterior. O segredo de ter você era pesado demais. Eu queria que você tivesse uma infância terrivelmente maçante com uma mãe e um pai. Era isso que seu olhar diria.

E o olhar do menino diria: Eu conheço você. Não sei bem como, mas conheci você certa vez, em algum lugar, e esse lugar era quente e bom."


Aos 15 anos, Charm fez a escolha mais difícil de sua vida. Ela abriu mão do bebê que amava, do bebê que tinha amado desde o primeiro instante. Mas fez a única escolha possível. Jamais poderia dar a ele o que ele merecia. Jamais seria uma mãe ideal. Só que repetir para si mesma dia após dia, semana após semana, mês após mês... ano após ano... que tinha feito a escolha certa, não diminuía o vazio que ela sentia dentro dela, não fazia a dor desaparecer. Em sua casa, ainda existiam lembranças de que ele esteve ali. Em sua memória e em seu coração, ela sentia sua ausência. E a vontade de saber o que havia sido da sua vida a fez, aos 18 anos, tomar a coragem de procurar por ele. Só para vê-lo. Só para acompanhar, mesmo que fosse de longe, o seu crescimento. Para vê-lo sorrir. Para saber se tinha realmente valido a pena aquele sacrifício. Ela sabia que não era a ideia mais sensata, mas precisava vê-lo. Precisava daquilo para continuar vivendo. 

E quando um perigo enorme começa a ameaçar seu menino, Charm percebe que será capaz de qualquer coisa para mantê-lo em segurança. Só que... qualquer coisa... será suficiente? 


- Esta é a primeira história que leio da Heather Gudenkauf. Fazia muito tempo que eu desejava ler esse livro, desde que li sobre seu lançamento (dois anos atrás), para ser mais precisa. A sinopse dessa história tinha despertado minha curiosidade e eu tinha sentido que esse era um livro que eu não poderia deixar de ler. Eu soube, desde que li a sinopse, e tive certeza absoluta ao ler o primeiro capítulo, que esta história seria uma daquelas histórias mais perturbadoras e inesquecíveis que já li. E não estava errada.

- É incrível o talento dessa autora. Sua capacidade de nos manter grudadas no livro até mesmo quando queremos com todas as nossas forças fechá-lo e mantê-lo longe de nós. Quanto mais lemos, mais vamos descobrindo coisas e mais chocadas ficamos... e isso nos faz desejar abandonar a leitura. Mas basta fecharmos o livro e o deixarmos num canto... para logo corrermos de volta para ele, pedindo perdão por nossa fraqueza.rsrs... Não dá para abandoná-lo. É impossível. E eu tentei. Realmente tentei deixar o livro de lado, pois não estava aguentando mais a carga emocional dele. Só que não consegui. Mesmo sofrendo, mesmo temendo profundamente o que ainda viria pela frente, eu continuei lendo. E, sabe... Eu não me arrependi. O livro dói? Com certeza. É chocante? Sem sombra de dúvidas. Você vai sofrer ao lê-lo? Sim, vai. Mas no fundo, é um livro que todos deveríamos ler. Ele tem muito para mostrar. Ele tem histórias marcantes para contar. Histórias que eu, você e você também, precisamos conhecer. 

- Querem saber o que, afinal de contas, eu achei das quatro protagonistas da história? Seria complicado demais falar o que penso delas. Nem sei ao certo o que penso. Muitas coisas ainda estão tentando se arrumar na minha mente. Meus pensamentos ainda não estão quietos. São tantas cenas... tantas falas... tantas escolhas e pensamentos das personagens... se misturando na minha mente. Me pergunto se um dia conseguirei me libertar totalmente deles. Não digo esquecer, mas sim me libertar. Ou... sempre levarei essa história comigo? Sempre lembrarei deles como se os tivesse conhecido pessoalmente, como se um dia tivessem feito parte da minha vida e depois tivessem ido para bem longe, deixando somente suas lembranças? No momento, eu não sei. Estou confusa ainda. E muito triste. 

- Como disse no início da resenha, tudo poderia ter sido diferente se pensar em si mesmo não fosse uma prioridade. Se alguém, ao menos uma pessoa, tivesse estendido a mão e segurado com força a mão de quem estava caindo e caindo, num buraco profundo. Nós seres humanos somos tão egoístas... e sabemos ser tão cruéis! Por que será que, ao ver/ler/ouvir certas coisas, eu ainda me surpreendo? Ainda consigo ficar chocada? Não deveria. Eu sei até onde podemos ir para conseguir o que queremos, sei o que somos capazes de fazer... vejo todo dia na TV, na internet, nos jornais... Mas... mesmo assim, bem lá no fundo, ainda fico chocada. Por quê? Porque, no fundo, ainda tenho esperanças...


- Somos especialistas em julgar, não é? Não concordam comigo? Eu, pelo menos, vejo todo santo dia, um sem-número de julgamentos. E me isento disso? Não. Não tenho a cara de pau de dizer que eu também não o faço. Mas muitas vezes, até mesmo depois de eu própria julgar alguém, paro para pensar. E me pergunto: "O que há por trás disso?", "O que levou tal pessoa a agir assim?" Em Identidade Roubada, a Annie se faz uma pergunta parecida. Ela se pergunta quem terá pisado com o calcanhar da bota e esmagado a vida do cara que a sequestrou e a dela, no processo. Onde terá ocorrido o problema, em que fase da vida dele, e por quê. É claro que nenhuma explicação seria suficiente. Ainda assim, ela teria sido apenas uma vítima de um erro cometido contra outra pessoa, mas que a atingiu. Mesmo assim... nem sempre é só uma pessoa que detém a culpa. Muitas e muitas vezes, existem outros culpados, que levam suas vidas normalmente, como se nada tivesse acontecido, como se nada tivessem feito... como se não tivessem destruído a vida de alguém. Ou ao menos, contribuído para a destruição dessa vida. E sabe o que é mais... interessante? São pessoas tão egoístas que muitas vezes "não sabem" o que fizeram. 

- Voltando à questão de que somos especialistas em julgar...rsrs... Me pergunto que direito temos de fazer isso. E encontro a resposta, clara como água pura: nenhum. Esse direito não é nosso. Somente Jesus Cristo, aquele homem, lembram? Que morreu na cruz para nos salvar (sempre me pergunto se valeu a pena), que suportou todos os nossos pecados para que recebêssemos perdão, possui esse direito. Só Ele. Mas é claro que isso não nos impedirá de continuar julgando, condenando e pouco nos importando se possuímos esse direito ou não. É mais fácil julgar do que tentar ajudar a pessoa. É muito mais simples. Gastamos menos tempo assim. Nada nunca vai mudar... É uma triste verdade.

- Por que será que estou tão revoltada e tão triste? Apesar da leitura valer muito a pena e eu não ter me arrependido nem por um segundo de ter lido esse livro... é uma história tão real e que aconteceu de tal forma por puro egoísmo de outras pessoas... que eu não consigo evitar esses sentimentos. O que mais dói é justamente isso. Saber que tudo poderia ter sido evitado se o ser humano fosse menos cruel, se importasse mais com alguém além de si próprio. Isso é revoltante. 


"Ela tentara fazer a coisa certa, ser uma boa mãe, mas será que isso foi suficiente? Seria tarde demais?"

1 comentários:

Carla disse...

Acho difícil que alguém leia essa história e não termine se sentindo triste e deprimida. Eu própria estou me sentindo e não li. :(

Bjs!

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