O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

O Príncipe do Deserto - Iris Johansen

(Título Original: And The Desert Blooms
Tradutora: Adriana di Pietra
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2009)

Não me procure... Voltarei quando estiver pronta...

Pandora Madchen escreveu essas palavras quando fugiu, seis anos atrás. Nesse meio tempo, ela se tornou uma famosa cantora de rock e viajou pelo mundo inteiro, mas nunca se esqueceu da promessa que fez a si mesma. Agora ela está pronta para voltar à desértica Sedikhan e para o homem por quem se apaixonou cedo demais... e nunca conseguiu esquecer.

O sheik Philip El Kabbar é um homem poderoso e influente. Contudo, durante seis longos anos não conseguiu encontrar a garota a quem ainda considera ser seu dever proteger. Pandora está de volta, e não é mais uma garota, mas sim uma mulher linda e atraente, determinada a envolvê-lo num jogo de sedução, de onde ambos podem sair de coração partido...



Palavras de uma leitora...



Olá, queridos!

 - Sim. Eu sei. Estou negligenciando muito o blog, vocês e os meus livrinhos, de uns tempos para cá. De bastante tempo para cá, na verdade. E é algo que me deixa muito triste. Mas realmente não tenho outra opção. Minha vida está uma confusão completa; têm horas que sinto como se estivesse numa montanha-russa, subindo e descendo com tanta rapidez que mal consigo me acompanhar.kkk... Enfim... Viver não é nada fácil.rs

"Ele a estudou por um longo momento.
- Você mudou, Pandora.
- Eu cresci. Acontece com todos nós eventualmente."

- Seria o tempo capaz de pôr fim ao amor? Ou, na verdade, o que acaba com o amor não é o tempo, mas sim as atitudes das pessoas às quais doamos nosso amor? Fazia seis anos que eles não se viam. Seis anos de saudades, lembranças, arrependimentos e mágoas. Seis anos perguntando-se o que estariam fazendo de suas vidas, seis anos imaginando se o outro estaria nos braços de alguém, quando era nos braços um do outro que deveriam estar... Seis anos de uma distância planejada. Ao menos, por Pandora, que para estar para sempre ao lado do homem que amava, teve que ir para longe dele. Crescer e mudar. Para ter a coragem necessária de lutar pelo amor dele, para ir contra a dureza do seu coração e destruir todas as suas defesas. Para fazê-lo perceber que ela era importante para ele, até mesmo quando ele achava que tudo que desejava era tê-la o mais longe possível. Para fazê-lo enxergar que era possível ser amado. Que nem todas as mulheres estavam interessadas em seu dinheiro, em seu poder ou em partir seu coração. Tudo que ela queria da vida era doar-se a Philip. E receber dele o amor que ninguém nunca foi capaz de lhe dar. 


" - Roubou de mim os últimos seis anos... Tenho o direito de saber com quem passou esse tempo. Afinal, ele me pertencia. 

- Roubei? - Ela não conseguia acreditar no que estava ouvindo. Precisava se controlar ou poria tudo a perder. - Você é mesmo impossível, Philip. Continua achando que o mundo gira ao seu redor. O tempo era meu, não seu. É de minha vida que estamos falando."


- Pandora era apenas uma criança quando despertou a atenção de Philip. Ela tinha se metido numa encrenca, algo que já era até rotina em sua vida, e Philip decidiu tornar-se o seu protetor. Por algum motivo que ele desconhecia, aquela menina mexia com as suas emoções e provocava nele uma ternura que nenhuma outra pessoa tinha conseguido provocar. Por esse motivo, ele decide lhe dar um medalhão, cujo desenho representava a sua marca. Tal atitude dava um aviso claro: qualquer um que fizesse mal àquela menina, estaria fazendo mal ao próprio Philip e pagaria caro por isso. Dessa forma, ele a colocava debaixo de sua proteção. E por esse motivo, também se achava no direito de decidir sua vida. Para ele, Pandora lhe pertencia. Mesmo que ele jamais tenha imaginado que um dia a desejaria como mulher. 

" [...] Como Helena não podia descontar a raiva em seu pai, descontava em você. - Apertou os lençóis com força. - Eu a teria matado, sabia?

- Teria? - Havia uma ponta de ternura na voz de Philip. - Sempre foi protetora, não é, Pandora? Mas isso foi há  muito tempo. - A ternura transformou-se em frieza. - Não preciso que se vinguem por mim, muito menos que sintam pena de mim - adicionou, amargo. - E também não preciso de você.

Ela sentiu uma pontada no peito.

- Precisa, sim. Apenas ainda não se deu conta disso. Mas farei com que o perceba."


- Ela o compreendia. E enxergava o que ninguém mais era capaz de enxergar. Conhecia os sentimentos que Philip ocultava dentro dele, sentimentos que o faziam tratar as mulheres com distância e desprezo, sentimentos que o faziam parecer cruel, insensível e egoísta. Ela sabia por que ele agia assim. Porque dentro dela habitavam os mesmos sentimentos: a dor, a mágoa que a rejeição é capaz de provocar. A ferida profunda que um pai ou uma mãe pode provocar dentro de um filho. As cicatrizes que tempo algum consegue apagar. O medo que somente um amor muito forte e corajoso pode superar. Por isso Pandora estava disposta a lutar por ele. Porque o conhecia. Porque sabia que dentro dele, em algum lugar bem profundo, estavam presos os sentimentos que ela conseguia despertar nele. Ela apenas precisava libertá-los. Porque a outra opção seria abrir mão de Philip, algo que ela jamais teria coragem de fazer. Não importava o quão mal ele fosse capaz de tratá-la, ela suportaria tudo e mostraria que jamais iria ser como a mãe dele. Que não brincaria com os seus  sentimentos. Que não o tornaria dependente dela somente para depois partir, deixando-o com o coração em pedaços.


"[...] O que aconteceu aqui foi sublime e sabe disso, Philip.

- Foi bonito - ele concedeu a contragosto. - Mas não significa que estávamos no paraíso. Sexo não é amor, Pandora.

- Sei muito bem a diferença. Sempre soube. Mas entre nós é diferente, Philip. É o mais puro amor... Tire a venda dos olhos e enxergue a realidade. Já perdemos muitos anos, e estamos envelhecendo. 

Philip não conseguiu conter o riso, vendo-a enrolada nos lençóis, os enormes olhos a encará-lo. Pandora não parecia muito mais que uma criança.

Já não sentia mais raiva dela. A fúria de momentos antes estava desaparecendo. Por que não conseguia se manter firme quando o assunto dizia respeito àquela menina?"


- Eu nunca esqueço de uma história, quando de alguma forma ela se tornou especial, querida por mim. E muito menos esqueço personagens. Posso até não lembrar de todos os detalhes de uma história, mas os sentimentos que a história me provocou, eu sempre lembro. E é por isso que nunca esqueci Philip e Pandora. Apesar de tê-los conhecido quase quatro anos atrás. 

- Eu estava lendo Sob o Sol do Deserto - Iris Johansen, quando a autora decidiu colocar Philip e Pandora na história. Eles não eram os protagonistas, mas tinha algo neles que os tornava especiais, ao ponto de desejarmos ler a história deles. Na época, eu sequer sabia que eles realmente possuíam a própria história. Descobri isso um tempo depois e aí fiquei completamente louca pelo livro. Mas não o encontrava em parte alguma, de modo algum. Passaram-se os anos... E, um dia, sem esperar, enquanto eu estava olhando alguns livros antigos que estavam sendo vendidos numa banca de jornal, esbarrei nesse livro. Imediatamente eu soube que era a história que eu tanto tinha procurado anos antes e aí, não pude deixar de trazê-la para casa. :) Mas só agora tive a oportunidade de lê-la. E a única coisa que lamento é não tê-la lido antes. 

- Em Sob o Sol do Deserto, encontramos dois personagens secundários marcantes. Pandora era pura vida naquela história, estava sempre cheia de energia e querendo chamar a atenção de Philip que fingia (apenas fingia) não perceber o interesse dela por ele. Philip era um homem cínico, insensível (aparentemente, é claro), egoísta e que tratava as mulheres da forma que achava que elas mereciam: com claro desprezo. Não que ele as maltratasse, mas não as considerava dignas de coisa alguma, além de alguns momentos na cama com ele. Exceto Pandora. Apesar de ela ser mulher e por tal motivo, não merecer nenhum segundo de sua atenção, ela o fascinava. E despertava nele um sentimento que ele não sentia por ninguém: ternura. Ela era apenas uma criança rebelde, disposta a sempre encarar o perigo de frente e necessitava de proteção. Não existia, na mente de Philip, ninguém mais capaz de protegê-la do que ele próprio. E assim os anos se passam e os laços entre os dois vão se tornando mais e mais fortes, ao ponto de Philip perceber que necessita mandá-la para longe. Para o bem de ambos. 

- Pandora, profundamente magoada pelo que ela considera uma fria rejeição, não aceita ir para longe, estudar na droga de lugar que fosse. Se não podia estar com Philip, também não iria para outro lugar, debaixo da proteção dele. Se ele a queria longe, ela iria. Mas da maneira dela. E assim, Pandora escapa, decidindo que voltaria quando estivesse pronta para conquistá-lo. Quando estivesse disposta a sofrer o que tivesse que sofrer, para mostrar a ele o quanto o amava. Seis anos antes, ela não passava de uma menina de quinze anos que não sabia como mostrar àquele homem que o amava. Mas agora, aos vinte e um anos, ela sabe exatamente como mostrar a Philip que ele não pode viver sem ela. Que sem ela, sua vida não passa de uma triste escuridão. 


- Em O Príncipe do Deserto, ocorre o reencontro entre os dois. Um reencontro que não é lá muito agradável, levando em conta que Philip havia sido contrariado e tinha passado seis anos imaginando onde aquela pestinha estaria; se estaria passando fome, se estaria sofrendo maus-tratos, se estaria viva ou morta. Seis anos desejando ver de novo o seu sorriso, a alegria que ela deixava transparecer cada vez que o via chegar... Desejava ver de novo algum de seus empregados procurando-o às pressas para contar que Pandora havia se metido numa nova encrenca. Ele tinha passado tempo demais sentindo falta. E isso o incomodava, pois fazia muito tempo que ele não sentia falta de alguém. Porque para sentir falta é necessário nutrir por alguém um sentimento profundo, um afeto. E Philip, desde criança, tinha se proibido de sentir tal coisa. Porque doía amar. E ele sabia bem o quanto. 

- É muito bonita a história entre os dois. Apesar de Pandora tê-lo amado muito cedo e de nós leitoras percebermos claramente que de alguma forma Philip assumiu o lugar de pai na vida dela, não duvidei do amor que ela sentia por ele. Possa ser que no início tenha sido apenas uma espécie de "transferência". O pai dela não a amava e fazia questão de mostrar isso claramente. Ele a queria sempre o mais longe possível. Ele desejava que ela sequer existisse. Então, aquela menina tão carente de amor, tão necessitada de carinho, viu em Philip um substituto do pai. Isso é evidente. Mas com o tempo tal sentimento se modificou e ela já não o viu mais como uma espécie de pai, mas sim como homem. O homem que a atraía, que despertava o seu desejo e o seu amor. Que a fazia sentir coisas que ela nunca tinha sentido antes. E corajosa e determinada como só ela sabia ser, ela luta por ele. Com todas as suas forças. Com todas as armas que a natureza lhe deu.rsrs... Eu gosto demais da Pandora e do Philip. Apesar do Philip ter me deixado fervendo de raiva em determinados momentos, eu o compreendi. Ele nunca foi deliberadamente cruel com ela, até mesmo quando ele próprio acreditava que tinha sido. Cada coisa que ele faz é sempre pensando no que ele julga melhor para ela, pois se importa. Se importa com ela como nunca se importou com ninguém. Ele sente ternura por ela e com o tempo descobre que isso é o mais intenso amor. Que demorou a amadurecer... Philip aprende de forma amarga a valorizar o que a vida lhe deu. É com dor que ele aprende, queridos. E no fundo eu penso que ele mereceu.kkkkkkkk... Se a Pandora tinha sofrido tanto, ele merecia sofrer também.rsrs... 

- Em resumo, posso dizer que essa é uma história leve, divertida e deliciosa. Uma história simples e comovente, para ser lida sem muitas expectativas, exceto se deliciar com um doce romance. E que mesmo assim, simples, consegue ser especial. A beleza dessa história está justamente em sua simplicidade. É uma bonita história, para ser lida com o coração. :)

"Philip cerrou o maxilar, sentindo-se ultrajado.

- Nunca fui comparado a um cavalo antes, muito menos a um tão perigoso - comentou em voz baixa, enquanto a segurava para ajudá-la a desmontar.

- Apenas algumas vezes ele me lembra você - ela corrigiu, tensa. - Em outras é adorável."

4 comentários:

Mónica Ferreira disse...

uma coisa que não entendi.Se ela se tornou uma cantora de rock tão famosa,como é que isso não chegou a ele,através duma revista,jornal,tv?

Luna disse...

Olá, amiga!

Pelo que lembro, ela nunca usou o sobrenome dela. Além disso, rock é algo que ele definitivamente não aprova. Ele não se interessa nada por isso e creio que nem assiste TV. Ele é muito sério, muito ocupado, se interessa pelo que tem a ver com trabalho e cavalos. Jamais a encontraria através da profissão dela. Até porque, Pandora jamais manifestou interesse pelo rock, enquanto vivia com ele. Sempre manifestou interesse pela equitação.

Bjs!

Nicolly Cardoso disse...

Preciso ler esse livro!!!! Alguém sabe se há ele em algum site?

Luna disse...

Olá, Nicolly!

Não sei. Mas acho que se você der uma olhada no Google talvez encontre algum site no qual ele esteja disponível. Mas você também pode procurá-lo nas lojas ou bancas de jornais que vendem livros antigos. :)

Bjs!

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