O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

segunda-feira, 19 de maio de 2014

Desafio do Amor - Lynne Graham

(Título original: Flora's Defiance
Tradutora: Ligia Chabú
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)

2º Livro da Trilogia Gravidez Secreta

As mulheres se atropelavam para dizer “sim” a todos os desejos de Angelo van Zaal... e por isso a orgulhosa Flora Bennett o desafiou ao dizer “não” a seus planos! 

Afinal, ela estava decidida a adotar sua pequena sobrinha, apesar de Angelo estar certo de que teria a guarda da menina. E, ainda que estivesse bravo consigo mesmo por não resistir a Flora, ela o deixou ainda mais arredio por ignorar a atração evidente entre ambos. Para Angelo, deveria haver alguma maneira de fazer Flora obedecer a todos os seus desejos… e de fato havia - mas isso envolveria outra gravidez e mais bebês…



Palavras de uma leitora...


“ - Eu não sou linda – ela lhe disse, relutante em confiar nele ou em qualquer homem.
Angelo de repente sorriu, e o rosto bonito foi iluminado por um brilho que fez o coração dela disparar no momento em que ele abaixou-se ao seu lado na cama.
- Eu acho que você é, e só estou interessado em minha própria opinião.”
                                             
Depois de passar por um período bastante turbulento em sua vida, Flora tinha todos os motivos do mundo para não confiar mais em homem algum. Não tinha uma opinião muito boa sobre eles e decidira fazer todo o possível para mantê-los o mais longe de sua vida e de seu coração. Mesmo que no fundo seu coração e todo o seu ser ansiasse por amor e estivesse em guerra com ela desde que conhecera Angelo van Zaal, o dono dos olhos azuis que a hipnotizavam, do corpo que lhe tirava o fôlego e a fazia desejar mandar toda a prudência para o espaço… e de uma arrogância que a fazia pensar em atacar o objeto mais próximo (e pesado) em sua cabeça. Se todos os homens eram cretinos indignos de confiança, Angelo era o líder deles. Não existia ninguém que conseguisse tirá-la do sério com tanta facilidade como ele fazia. Não havia ninguém que a fizesse comportar-se como uma histérica e ao mesmo tempo a tornasse tão ciente do seu corpo e de suas vontades como ele. Mas Flora jurara que jamais se apaixonaria por alguém como Angelo. Porque não estava disposta a repetir a mesma história de sua mãe. Não queria ver-se presa a um relacionamento destrutivo, fadado ao fracasso desde o início. No entanto, seu coração tinha outros planos. E estava decidido a ignorá-la por completo.

“- A perspectiva de dormir com uma mulher pelo resto da vida o apavorava tanto como uma dose de veneno.”

Angelo não acreditava no amor. Jamais em sua vida havia se apaixonado e não acreditava que isso um dia fosse acontecer. Também não via com bons olhos o casamento e lhe dava pânico imaginar-se a vida inteira dormindo ao lado de uma mesma mulher. Era definitivamente o tipo de vida para a qual ele não havia nascido. Mas quando seu irmão e cunhada morrem em um terrível acidente, ele se vê, de um momento para o outro, com uma linda garotinha de nove meses sob sua responsabilidade e, de repente, já não importava mais o que ele desejava. Tudo passara a girar em torno da sua pequena sobrinha e do que pudesse ser melhor para ela. Algo que o faz rever seus planos para o futuro e coloca Flora, tia da menina, novamente em seu caminho. O que o desestabiliza, irrita e atormenta na mesma proporção em que desperta nele um sentimento que ele não admitiria nem para si mesmo. Um sentimento que vira seu mundo de ponta-cabeça e o faz perceber que tudo que ele tinha não era suficiente. Que no fundo, ele ansiava por mais. Pelo que Flora podia lhe dar. Com Flora a vida era sempre uma montanha-russa, com quedas bastante violentas e que muitas vezes o pegavam desprevenido. Mas, conforme o tempo passa e ela vai penetrando cada vez mais em seus dias (e pensamentos), Angelo começa a se perguntar o que faria quando ela partisse… E se seria possível convencê-la a ficar…


“Angelo suspirou lentamente.
- Que tipo de garantias você está pedindo?
- As óbvias: pare de agir como se você fosse duro como um tijolo! – gritou ela, com raiva. – Você sabe o que estou pedindo! Quão comprometido você estaria para tentar fazer este relacionamento dar certo?
- Eu não vou discutir os bons pontos de relacionamentos – declarou Angelo, fechando outra porta diante do rosto dela.
- Então, fim da conversa. Eu não vou me mudar para Amsterdã para viver com um homem tão imaturo que nem mesmo pode falar sobre o que quer e espera de mim ou de si mesmo!”


- Eu comecei a leitura desta história sem muita esperança.rs… Depois da decepção que tive com a história anterior, estava com um certo receio. Porém determinada a ler a trilogia até o final. O que se provou uma excelente decisão logo que li as primeiras páginas. Assim que iniciei a leitura pude ter certeza de que a Lynne Graham realmente estava num mau momento ao escrever Coração Rebelde. Porque Desafio do Amor é Lynne Graham no seu melhor estilo. E quando digo melhor… quero dizer uma história escrita à semelhança de A Promessa de Volakis (que é a melhor história que a LG já escreveu). A história de Angelo e Flora contém tudo o que o livro anterior não possuía. A paixão que passou há quilômetros de distância da história de Alejandro e Jemima se fez presente neste livro. Em nenhum momento deixei de acreditar no relacionamento que foi surgindo entre Flora e Angelo. A paixão que imediatamente tomou conta deles, assim que se reencontraram. A intensidade. A fúria que um despertava no outro. Se bem que para ser bem sincera, o Angelo era muito mais racional.rsrs… Ele não era de ficar fazendo cena. Mas a Flora… Fiquei até surpresa por não vê-la arremessar algo na cabeça dele. Creio que foi porque não tinha nada muito pesado por perto.rs…

- Flora não tivera o que se pudesse chamar de “infância”. Aquela havia sido a fase mais difícil e traumática de sua vida e se servira de algo, fora para ensiná-la a não confiar jamais em homem algum e lutar para ser independente. Para que jamais ficasse presa a um relacionamento destrutivo, por não ter condições financeiras para se libertar. Ela havia visto sua mãe destruir-se, dia após dia, diante das diversas traições de seu pai, que não ficava satisfeito apenas em ter alguns casos extraconjugais, mas tivera também a necessidade de formar uma nova família, enquanto ainda vivia com a esposa e a filha. Somente anos depois, quando seus pais finalmente se separaram, Flora viera a ter conhecimento de Julie, sua meio-irmã, apenas cinco anos mais nova que ela. Durante a vida inteira Julie tivera que suportar a constante ausência do pai e vê-lo com frequência fazendo compra com a esposa e a filha, e fazer de conta que ele não era seu pai. Fingir que não o conhecia. Quando ambas cresceram e Julie entrou para a faculdade, passou a morar no apartamento da irmã e assim as duas se aproximaram. Mas não o suficiente para que a menina confiasse na irmã e contasse o que de fato se passava com ela. Vivendo seu próprio pesadelo na época, Flora não conseguira perceber a tragédia que se anunciava. Quando finalmente soubera já era tarde demais. Já não havia tempo para salvar sua irmã. Ela já a havia perdido. E para sempre. O que lhe restaura havia sido as lembranças do curto tempo que passaram juntas, das afinidades, da oportunidade que se deram como irmãs. Mas, acima de tudo, lhe restaura Mariska. Sua pequena sobrinha que sobrevivera por um milagre. Que havia sido lançada para fora do carro, sofrendo nada mais que alguns arranhões. Sorte que os pais dela não tiveram…  

Determinada a levar sua sobrinha com ela para a Inglaterra, Flora viaja para a Holanda, mas ao chegar lá percebe que conseguir a guarda de Mariska não seria tão simples como ela pensava. Embora fosse a única parente de sangue que a pequena possuía, a influência de Angelo sob a menina, e todos que haviam acompanhado aquela história, era muito grande e ele possuía maiores chances de vencer nos tribunais do que ela. Além disso, Flora também percebe que a atração que sentira ao conhecer Angelo não passara como ela pensava que ocorreria. Apenas aumentara, ao ponto de ela perder qualquer possibilidade de pensar quando estava perto dele. Ele mexia com ela como homem algum jamais havia mexido. E transformava suas convicções em meras ilusões. Ela sabia que seria loucura acreditar nas promessas daqueles lindos olhos azuis. Que perder-se neles representaria de fato a sua perdição. Sabia que acabaria se machucando. Mas seu coração estava disposto a correr o risco. Talvez se ferisse. Talvez não conseguisse se recuperar das feridas provocadas por aquela paixão. Mas, ao menos uma vez na vida, ela devia dar-se ao direito de amar. Nem que fosse só por um momento.

“- Eu era totalmente independente, até que você entrou na minha vida e insistiu em interferir. Por que isso? Por que não me deixou em paz?
- Baixe seu tom de voz – ordenou Angelo.
- Não! – recusou Flora, sem hesitação, porque gritar com ele era uma forma de extravasar suas emoções, e isso estava lhe fazendo bem.”


- Uma das coisas que mais amei nesta história, é que tudo não surgiu à primeira vista. Nem da parte do Angelo e muito menos da parte da Flora. Eles não se apaixonaram logo que se conheceram. Eles se sentiram atraídos um pelo outro sim, mas não passava disso: atração física. Uma atração violenta, que os impedia de pensar em qualquer outra coisa que não fosse tirar a roupa um do outro o mais rápido possível, mas ainda não existia amor ali. O amor foi surgindo aos poucos e nenhum dos dois saberia dizer quando de fato toda aquela paixão foi se transformando em amor. Só perceberam que se amavam quando a separação se tornou a única alternativa e tal fato lhes provocou muito sofrimento. Só quando passaram a sofrer um pelo outro foi que se deram conta que ali existia amor. Que aquele sentimento doloroso, que os implorava para ignorar todas as mágoas e tentar novamente, se chamava amor. Quando eles mergulham naquele relacionamento é com muitas desconfianças e já prevendo o fim. Para ser mais sincera, eles sequer começam de fato um relacionamento. Eles próprios não saberiam nomear aquele “arranjo” que tinham.rs… Não é que o Angelo não desejasse assumir um relacionamento com a Flora (desde que fosse sem compromisso. Uma relação “aberta”, é claro), o problema estava no fato da nossa mocinha não desejar tal coisa. Por mais que quisesse o nosso mocinho, ela não o queria. Não queria se machucar. Não queria quebrar a cara como a mãe quebrara. Tinha verdadeiro pavor de relacionamentos, embora tivesse sido noiva anos antes. Lhe faltava confiança até para se entregar a um breve caso sem compromisso. Mas quando seu poder de resistência mostra-se insignificante e as coisas se complicam, nossa mocinha mostra que realmente é digna de ser considerada uma mocinha. E que sequer deveria ser uma mocinha da Lynne Graham, pois desde quando elas possuem tanta determinação em lutar pelo direito de se defenderem e de dizer “não” bem na cara dos mocinhos quando eles mereciam isso e muito mais? Flora, por mais vulnerável e perdida que se sentisse em certos momentos, não se deixa intimidar pelas circunstâncias e nem permite que o Angelo governe sua vida. Ela não lhe dá o poder de tomar decisões sérias por ela. Deixa claro desde o início quem é que mandava nela e que essa pessoa de modo algum era ele. Ela era dona do próprio nariz e jamais pedira para ele tentar interferir em sua vida, para começo de conversa. Em alguns momentos ela até relevava certas coisas, deixava o Angelo achar que estava no controle, mas quando ele começava a ficar muito engraçadinho ela puxava o freio e o fazia perceber que não… ela não estava em suas mãos. No momento em que ficar ao lado dele não fosse mais algo que lhe agradasse, ela simplesmente faria suas malas e voltaria para sua própria vida, sem olhar para trás. Por mais que isso a fizesse sofrer. Ela jamais se sujeitaria a um relacionamento sem confiança, onde tivesse que ouvir palavras ferinas e aceitar todo e qualquer comportamento do Angelo. E ele logo percebe que ela não estava de brincadeira. Que com ela seria tudo ou nada. Que se quisesse tê-la, teria que dançar ao som da música dela. E não é que o nosso mocinho começa a gostar bastante desse som? rsrs…


“ – Eu odeio você! – declarou Flora, esforçando-se para enunciar as palavras de rejeição que pareciam vir das profundezas de seu ser. – E estou indo embora.
Quando Flora foi em direção à porta, Angelo subitamente estava lá à sua frente, bloqueando-lhe a passagem.
- Eu não a deixarei partir…
- Eu não estou lhe dando uma escolha.
Olhos azuis a encararam com determinação. Ele deu um passo para mais perto, como se a desafiasse a insistir:
- Eu não permitirei isso!
- Não preciso de sua permissão para deixá-lo, Angelo! – declarou Flora com raiva. – Então, saia do meu caminho e pare de tentar me impedir!”

- Eu posso dizer, sem pensar duas vezes, que adorei esta história. Não é a melhor história da LG, mas chega bem perto. De uns tempos para cá a LG passou a criar mocinhos menos idiotas e mais racionais. Mais dispostos a ouvir o lado das mocinhas (mesmo que só fizessem isso depois de julgá-las e condená-las por seus supostos pecados), a deixar a mente aberta para outras versões dos fatos. O Angelo é assim. Inicialmente, ele me irritou muito por ter julgado a mocinha sem sequer parar para pensar que as coisas não poderiam ser bem como eram, ainda mais levando em conta que ele fazia parte do mundo dos negócios e sabia bem como as coisas funcionavam. Ele me irritou. Cheguei a ter vontade de gritar dentro do ouvido dele para ver se ele realmente tinha algum problema de audição ou era mera teimosia, mas depois, quando o medo de perder a mocinha se tornou grande demais, ele finalmente resolveu "pensar" e "ouvir". Sim. Foi sob pressão, mas pelo menos ele ouviu a mocinha e tentou ver as coisas pelo lado dela.rs... Uma coisa que me divertiu muito nesta história era o fato da mocinha estar quase sempre no controle da situação, por mais que o Angelo não gostasse de receber ordens, muito menos dela. Mas Flora tinha seu próprio jeitinho de fazer as coisas serem como ela queria.rsrs...

- Dei cinco estrelas ao livro porque apesar de ter uma ou duas coisinhas das quais não gostei muito na história, não é nada que a estrague ou tenha me impedido de amá-la. Eu simplesmente adorei o livro e estou ansiosa para ler o último livro da trilogia. :) O primeiro foi uma grande decepção, mas o segundo até me fez esquecer isso.rsrs... Já não me sinto mais com raiva da autora. Já a perdoei por seu "deslize".rsrs...


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