O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Para Sir Phillip, com Amor - Julia Quinn

(Título Original: To Sir Phillip, With Love
Tradutora: Viviane Diniz
Editora: Arqueiro
Edição de: 2015)

Série Os Bridgertons - 5/8

Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. 

Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. 

Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. 

Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. 

Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro. 



Palavras de uma leitora... 


"E ela estava sozinha. Sozinha em meio a uma Londres cheia de gente, em meio a uma família grande e amorosa. 
Era difícil imaginar um lugar mais solitário."

- Às vezes uma dama precisa ser imprudente. Não que ela fosse sair por aí dando tal conselho. Mas ao menos necessitava convencer a si mesma de que fizera a coisa certa. Ou a errada pelos motivos certos

Nunca imaginou que um dia seria capaz de fugir não só de casa, mas também de sua amada Londres, deixando para trás uma mãe e irmãos preocupados e desejosos de matá-la. Muito menos que fugiria em direção ao desconhecido para encontrar-se com um homem que nunca vira na vida e que conhecia apenas por cartas. Tudo bem que eles já trocavam cartas há mais de um ano, porém, bem lá no fundo, ela sabia que não estava fazendo apenas algo imprudente, mas também extremamente arriscado... 

"Sir Phillip era, à sua própria e estranha maneira, dela. A única coisa que nunca tivera de dividir com ninguém. [...] Ele era seu segredo. Seu."

Mas... ainda que sua própria ousadia a deixasse um tanto chocada, enquanto a carruagem a deixava cada vez mais próxima de seu destino, ela sentia-se estranhamente confiante de que, pela primeira vez na vida, fizera realmente algo por si mesma. Sentia que fizera o que era preciso para encontrar a felicidade que tanto buscava. Mesmo tendo crescido protegida pela mãe e os irmãos mais velhos, Eloise sabia que na vida era preciso correr riscos. Apostar. E que não havia meio-termo. Era tudo ou nada. Ou ela jogava tudo para o alto e ia atrás dos seus sonhos... ou passava a vida inteira sentada lamentando pelo que poderia ter feito e não fez. A escolha era sua. E se tinha uma coisa que Eloise Bridgerton jamais faria seria ficar sentada. Parada. E muito menos lamentando. Não. Aquilo não era do seu feitio. Qualquer um que a conhecesse concordaria com ela....

... E se tinha uma coisa pela qual ela estava disposta a lutar... era pelo amor. Queria amar. E nada nem ninguém iria impedi-la de realizar seu sonho. Nem mesmo Sir Phillip, que sequer poderia imaginar que ela estava indo ao seu encontro. É verdade que ele a convidara. Só que em sua pressa para sair de Londres, esquecera-se por completo de avisá-lo. Mesmo que tivesse esquecido de propósito. 

"E agora ali estava, seguindo em direção a Gloucestershire, ao seu destino, acreditava - ou esperava, ainda não sabia bem -, com nada além de algumas mudas de roupa e uma pilha de cartas escritas para ela por um homem que nunca tinha visto. 

Um homem que esperava poder amar. 
Era emocionante.
Não, era assustador. 
[...] Ou poderia ser sua única chance de felicidade."


- Tudo que ele queria era uma mãe para os seus filhos. Claro que para isso ela precisaria ser sua esposa. Mas isso era apenas um detalhe. O mais importante, seu objetivo, era encontrar alguém que pudesse amar os dois pestinhas que ele tinha como filhos e torná-los crianças normais. Consertar todos os erros que ele havia cometido nos poucos anos em que assumira a responsabilidade como pai. Ele sabia que fizera um grande estrago. Sabia que seus filhos não eram felizes, que ele era um péssimo pai e que não conseguira sequer manter a mãe deles viva, para que ao menos eles tivessem o consolo de ter uma mãe, alguém que soubesse lidar com eles e compreendê-los. A frustração o atormentava dia após dia, mas pior que isso era o sentimento de culpa. Queria fazer a coisa certa pelo menos uma vez na vida e, quando aquela desconhecida lhe escreveu para lhe dar os pêsames pela morte da esposa, Phillip soube que Deus havia ouvido as suas preces. E ele teve ainda mais certeza quando, um ano depois de terem iniciado aquela troca de cartas, ela seguia parecendo apreciar sua distante companhia, o que o encorajou a pedi-la em casamento. Através de uma carta, é claro. Não. Não havia realmente feito isso. Apenas sugeriu que ela passasse um tempo em sua propriedade para que eles pudessem descobrir se dariam certo como marido e mulher. E só aí ele a pediria em casamento. O que não significava que não seria por meio de uma carta. Afinal de contas, ele nunca tinha sido bom com as palavras quando precisava falar

"Então sorriu de maneira educada e encorajadora, esperando que ele puxasse algum assunto. 
Ele pigarreou.
Ela se inclinou para a frente.
Ele pigarreou de novo.
Ela tossiu.
Ele pigarreou pela terceira vez."

"[...] Ele abriu a boca mas depois a fechou e olhou pela janela. 
  - Está fazendo sol - comentou.
  - É, está - concordou Eloise, achando aquilo meio óbvio.
  - Mas acho que vai chover à noite."

- E embora reconhecesse que não era muito bom com as palavras na hora de cortejar uma mulher (ou em qualquer outro momento), se tinha uma coisa que Phillip não desejava fazer quando estava ao lado de Eloise, afogando-se em seus olhos e perdendo-se naquele sorriso que definitivamente tinha o poder de lhe tirar todo o ar, era falar. Tudo que ele mais queria era puxá-la para os seus braços e beijá-la. Até que ela conseguisse curar suas feridas. E fazê-lo sentir-se inteiro de novo. Eloise era vida. E como ele queria viver. Ao seu lado. Para sempre. Será que era pedir demais? A verdade é que não importava. Ele faria o que fosse preciso para mantê-la ao seu lado... para fazê-la compreender que era a pessoa que estava esperando. Perdê-la não era sequer uma opção. 

"Só tinha de conseguir fazê-la ficar."

- Cheguei à seguinte conclusão: jamais irei me cansar desses Bridgertons. Tudo bem que eu já tinha chegado à esta conclusão desde o primeiro livro da série, mas agora tenho ainda mais certeza.rs É impossível não amá-los, é impossível não me acabar de rir com suas loucuras e desejar que cada livro dure uma eternidade. É sempre uma tristeza terminar a leitura, pois logo bate aquela saudade, aquela sensação de perda. Se o livro tivesse pelo menos 5 vezes o seu número de páginas, eu já ficaria mais feliz. Só que as histórias são sempre tão curtinhas que sempre tento me demorar mais em cada página, tentando prolongar a leitura e adiar o momento da despedida. Eu sei que sou louca. Mas tenho a certeza de que vocês me entendem. Principalmente se forem tão fãs dos Bridgertons como eu.rs Amá-los é maravilhoso, mas também provoca uma dorzinha no coração. Suspiros... Sobretudo agora que falta tão pouco para a série terminar. 

"- Preciso de você - gemeu ele, com a voz rouca.
 Seus lábios correram da boca de Eloise para a bochecha, depois para o pescoço, provocando e  fazendo cócegas.
 Ela sentia que estava perdendo a razão. Ele a estava fazendo perder a razão, até ela não saber mais quem era ou o que estava fazendo. 
 Tudo o que queria era ele. Mais e mais. Por inteiro."

- Acompanhar esta história foi uma delícia. Ela tem tudo na medida certa, tornando-a minha segunda preferida da série. Porque por mais que eu ame muito cada um dos livros que li até agora, Um Perfeito Cavalheiro será sempre o meu querido. Seguido de perto por Para Sir Phillip, com Amor. A história de Eloise e Phillip é completa, nos levando ao riso e as lágrimas quando menos imaginamos. E a presença dos filhos do mocinho torna o livro ainda mais perfeito. Oliver e Amanda sabem bem como roubar as cenas... e nossos corações. Sim. Eles são terríveis. Capazes das piores travessuras. Mas tocaram tão profundamente meu coração. Toda aquela carência e sofrimento que eles escondiam por trás da raiva e da rebeldia... é impossível não sentir um nó na garganta ao ver o quanto eles estavam perdidos, implorando por um pouco de carinho, um pouco de atenção e amor. Não sei quem me conquistou mais. Se o casal ou as crianças.kkkkkkkk... 

"[...] Phillip estendeu o braço e pegou sua mão.
  - Está tudo bem - disse ele. 
  E estava, ela percebeu. Estava mesmo."

- Diferentemente do casal de Um Perfeito Cavalheiro, Eloise e Phillip não se apaixonam à primeira vista. Não. O relacionamento e os sentimentos se constroem pouco a pouco. O amor vai nascendo lentamente. Da convivência, das trocas de olhares, sorrisos e carícias. Da necessidade que um tinha do outro. E é simplesmente lindo acompanhar este relacionamento, ver o amor surpreendê-los e tomar conta deles, arrancando a tristeza que carregavam no fundo de seus olhos e escondida em seus corações. É emocionante ver como aquele sentimento se espalha pela casa, que antes parecia tão sombria, e atinge as crianças, envolvendo-as também. Não é uma história que dê para esquecer. 

"- Sempre vou amar vocês - sussurrou Phillip, agachando-se até ficar da altura dos dois. Então puxou-os para perto, feliz em sentir seu calor. - Sempre vou amar vocês."

- E para tornar o livro ainda mais maravilhoso... quem vocês acham que marcou presença nesta história?! Sim, claro que quase todos os Bridgertons tinham que aparecer para se meter na vida da irmã. E lembrem-se que ela fugiu, então vocês podem ter uma ideia do quanto eles demonstram a felicidade deles quando a encontram. Ela deu sorte por continuar viva. E o Phillip deu mais sorte ainda.kkkkkkkkkk Mas o casal que marcou presença neste livro foi o meu querido, o meu mais amado. :D Sim, Sophie e Benedict estiveram bem presentes e até mesmo tiveram uma cena muito importante e triste na história. Eu quase tive um troço do coração naquele momento, mas felizmente tudo termina bem. :)

"Ela tocara e mudara seu coração. Ela o mudara."


Os Bridgertons

1- O Duque e Eu (Daphne e Simon)
2- O Visconde que me Amava (Anthony e Kate)
3- Um Perfeito Cavalheiro (Benedict e Sophie)
4- Os Segredos de Colin Bridgerton (Colin e Penelope)
5- Para Sir Phillip, com Amor (Eloise e Phillip)
6- O Conde Enfeitiçado (Francesca e Michael)
7- Um Beijo Inesquecível 
8- A Caminho do Altar (título provisório. Ainda não publicado no Brasil)


"Ele vivia a aurora de um novo dia, a primeira página de um novo capítulo da vida. Era emocionante. E assustador. Porque Phillip não queria fracassar. Não agora, não quando finalmente descobrira tudo de que precisava. Eloise. Seus filhos. Ele mesmo."

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