O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

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O coração de uma mulher é um oceano de segredos

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Conto: O Patinho Feio - Hans Christian Andersen



Será que existe alguém que não conhece este conto? Duvido muito! Mesmo que jamais tenha lido certamente conhece a história. 

- Eu podia jurar que já tinha lido O Patinho Feio. Todavia, conforme fui lendo-o hoje, percebi que tudo o que eu conhecia do conto era de tê-lo ouvido e também visto em desenhos animados. Nunca antes tinha realmente chegado a lê-lo. Até agora, claro. 

Era uma vez uma pata que já estava tremendamente cansada de ficar deitada esquentando os ovos que deveria chocar. Queria que seus filhotes nascessem logo para que ela pudesse ensiná-los a nadar e assim voltar a socializar com as demais patas e suas famílias. E, num belo dia, seus filhotes saíram dos ovos, exceto um. Desesperada e um tanto irritada já, voltou a sentar-se, aguardando que esse parasse de preguiça e abandonasse o ovo para unir-se aos demais. Porém...

Quando seu filhote preguiçoso finalmente "nasceu", a mamãe pata não estava preparada para sua feiura. Enquanto todos os seus outros filhos eram belíssimos aquele mal parecia seu. Dividida entre a repulsa e o instinto maternal, ela tentou encontrar nele qualidades que compensassem a visão desagradável que ele provocava. Isso até ela resolver apresentá-lo às outras famílias. 

Assim que surgiu no pátio dos patos, o pobre patinho feio começou a sentir na pele o bullying que sofreria dali para a frente. Todos o maltrataram, agrediram, ofenderam pelo simples fato dele ser diferente. De não ter a beleza que os demais patos e outros animais com os quais convivia consideravam ideal. Nem mesmo sua mãe lhe dava carinho. O instinto maternal do início deu lugar à vergonha que ela sentia por tê-lo na família. Ele era uma mancha, algo que ela gostaria de ter bem longe. 

Sentindo-se muito triste com a vida que levava, recheada de sofrimento e sendo sempre olhado com desprezo, o patinho feio resolveu fugir, ir pelo mundo... em busca de um lugar em que se encaixasse. Um lugar onde fosse aceito. 

Existiria algo assim? Será que o nosso patinho feio encontrará o que tanto necessita? O amor que nunca recebeu? É necessário ler o conto para saber, não acham? :)

- Na verdade, não. Mesmo antes de ler o conto, eu já o conhecia e sabia como ele terminaria. E não é nenhum spoiler dizer que esse patinho tão desprezado por todos se tornará o mais belo dos cisnes. Porque ele nunca foi um pato. Apenas foi chocado no ninho errado e rejeitado por sua diferença. Como a lagarta antes de virar borboleta, ele não possuía nenhuma beleza exterior enquanto pequeno, mas quando a transformação finalmente aconteceu sua beleza impressionou todos que olhavam para ele. Tornou-se querido, amado. 

Não dá para evitar aquela sensação de que mesmo os Cisnes, que eram sua verdadeira família, somente o aceitaram e até mesmo chegaram a venerá-lo porque ele se tornou bonito. Porque na realidade todos os personagens desta história só se importavam com a beleza exterior. Nenhum deles procurou ver o que aquele patinho tinha em seu interior, se ele era bom, se seria um bom amigo, um dedicado filho... Nada. Se ele não tinha beleza exterior então não servia para nada. Deveria ser fortemente rejeitado e maltratado por isso. Isso é horrível! Ninguém nunca pensou na dor desse patinho, nos seus sentimentos. Nem mesmo no final. 

Me partiu o coração ver sua felicidade por finalmente ser aceito. Porque foi uma aceitação superficial, baseada apenas na beleza que ele desenvolveu. Jamais foi aceito por si mesmo. :(

4 comentários:

Ana Reis disse...

Olá Luna!

Nossa, que história triste 😪😢

Sempre existiu seres desumanos e não é somente neste século, basta assistimos a filme de época que percebemos que a imbecilidade humana é antiga.
A valorização da aparência, do superficial sempre existiu, até se lermos alguns relatos da bíblia percebemos isso, exemplo, Salomão que não podia ver um rabo de saia bonito que já ia correndo igual um cachorrinho, mesmo sabendo que era errado, pois aqueles mulheres adoravam deuses pagãos, outro exemplo, é José quando foi sediado por ser jovem e bonito. Por conta dessa imbecilidade muitos acabam ficando com baixa autoestima e se endividando para melhorar o exterior e seres aceitas. Não é atoa que a indústria da moda está em alta, salões de cabeleireiros e academias lotados. Isso é muito triste!

No mais... não sei que tenho coragem de ler essa história, pois irei sentir toda a angústia desse pequeno cisne 😢😢

Luna disse...

Também me senti triste ao ler este conto, Ana. :(

Pois é. Este, infelizmente, é o mundo no qual vivemos. O que importa é o exterior. As pessoas cultuam aparências.

Ele não tem um final que eu poderia considerar feliz. Porque ele acaba sendo aceito porque se tornou belo. Caso contrário seguiria sendo maltratado.

Ana Reis disse...

Sim Luna, realmente não há como considera este final feliz. Ele somente foi aceito por ter ficado belo.
O autor foi de uma genialidade ao escrever o patinho feio, pois ele descreveu num conto toda a natureza humana e a sociedade. Apesar de não ter coragem de ler esse conto, mas pela resenha que nos proporcionaste dá para perceber a criatividade do autor.

Luna disse...

Verdade! Concordo completamente. O autor era um gênio, ele fez uma crítica à sociedade e nos mostrou as coisas como elas são através de um simples conto. Quero ler mais de suas histórias!

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