O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

sábado, 15 de novembro de 2014

E Foi Assim... - Fernanda Brum


O que fazer quando você é golpeado pela vida de uma forma muito cruel?

De repente, a família dos sonhos se encontra em pedaços, e relacionamentos cada vez mais conturbados passam a compor a música do seu coração. E, quando menos se espera, seus maus hábitos - antes raros, usados para diversão ou para fuga - tornam-se vícios arraigados.

Será que há alguma solução para recuperar alguém desacreditado da vida? Algo que não produza somente um efeito anestésico?

Há alguma decisão a ser tomada para que, de fato, as marcas mais profundas e doloridas se transformem em música para os ouvidos, a ponto de uma pessoa passar a ser como um "bom perfume" - exalando paz, cura e fé para quem a seguir?

Neste livro, a cantora e pastora Fernanda Brum, expõe, sem rodeios, as próprias experiências de vida para que você saiba que a resposta para as perguntas acima é "Sim". 


Palavras de uma leitora...


"Eu caí num buraco negro, como se estivesse sendo puxada para baixo com todas as minhas lembranças, como um filme rodado ao contrário, como um álbum de fotografias passado em velocidade máxima diante dos meus olhos, de traz para frente."


- Quando eu era menina, por iniciativa própria entrei numa igreja. Foi num momento muito difícil da minha vida. Naquele mesmo ano eu tinha perdido aquela que eu considerava minha mãe, a avó que me criara desde que eu era uma bebê. Quem tanto me tinha amado. Quem me ensinara a me importar com as outras pessoas, a nunca pensar só em mim mesma. Perdê-la foi um golpe e tanto. Que até hoje não superei. Eu já tinha ouvido falar de Deus antes (através da minha avó) e naquele ano não estava muito feliz com Ele. Muito pelo contrário! Ele me tinha tirado o chão e me deixara por conta própria. Eu não queria que minha avó fosse a estrela que mais brilhasse no céu. Não. Eu queria que ela fizesse chocolate quente para mim e sentasse ao meu lado para assistir nossas novelas. Eu estava com o meu coração de menina todo feito em pedaços. Mas naquele ano de tantas perdas e mudanças, uma noite, enquanto andava pela rua, passei em frente a uma igreja. Eu ia passar direto. Estava com minha irmã e um primo. Tínhamos que comprar algo e voltar. Sem pausas no caminho. Mas eu parei. Porque a música que vinha lá de dentro era tão linda que quando o rapaz que estava na porta da igreja me convidou para entrar, eu entrei. Não. Não fiz parte daquela igreja. Só estive lá uma vez. Mas aquela música me atingiu... abriu uma porta. 

Tempos depois, passei a frequentar uma igreja com minha mãe. E uma das minhas melhores lembranças daquela época são as músicas da Fernanda Brum. As letras falavam sempre o que eu precisava ouvir, ou o que queria dizer para Deus e não era capaz. Na época, eu não tinha nenhum CD dela e nada sabia de internet. Pegava o CD Quebrantado Coração emprestado e ficava ouvindo, repetindo várias vezes as mesmas músicas. Copiava as músicas num caderno e quando não estava com o CD, tentava cantar, pois precisava dessas músicas. Ele é por MimMarcas, Espírito Santo, O Amor que Cura, Lembranças de Jesus marcaram minha vida e eu acredito que de alguma forma, através delas, Deus foi fechando minhas feridas, que até então sangravam. E tem sido assim desde então... As canções dela são canções que curam, que fazem as lágrimas que tanto precisamos derrabar em certos momentos, rolarem. Vem me Consolar, Em Tua Presença, Cura-me, Coração que Sangra, e tantas outras... 

Eu conhecia a minha própria dor. E amava ouvir as canções dela, assistir os DVD`s... Sabia o bem que me causavam. O quanto eram capazes de me aproximar de Deus e me lavar por dentro, cicatrizar... E da vida da Fernanda Brum eu só conhecia a dor com relação aos filhos que ela perdeu. Seis gestações. Apenas dois bebês nasceram. Mas eu não conhecia tão profundamente esses momentos. Essa parte tão triste da vida dela. Não tinha nem noção do quanto ela sofreu na vida, do quanto perdeu... do tanto que a magoaram... do quanto duvidaram dela, dos momentos em que ela tentou sufocar a dor da sua vida com o álcool. Eu a via como alguém que compreendia a dor das outras pessoas e curava o sofrimento delas através das suas canções. A conhecia como alguém que viveu por duas vezes o milagre de dar à luz, embora muitos achassem já praticamente impossível. A conhecia como alguém que me ajudou muito através de suas músicas. Somente ao ler "E foi assim..." eu pude conhecê-la como pessoa. Uma pessoa normal, com qualidades e defeitos, com momentos de sofrimento e vitórias. Alguém que até mesmo quando tocava os corações das pessoas com suas palavras, estava vivendo uma intensa angústia, pedindo a Deus socorro. Suplicando que Ele se lembrasse dela. 

"No ano de 2001 muitas coisas ainda aconteceriam. Eu não tinha a menor ideia do quanto aprenderia a chorar, do quanto a vida ainda me quebraria. Eu era de ferro, não chorava, não me lamentava, seguia a passos firmes. Destemida, nunca percebi as muralhas que pulei, os desertos que atravessei, e durante muito tempo me considerei um soldado calçado com botas de couro, mas com bolhas de sangue nos pés. Um dia teria que tirar as botas e tratar as feridas do caminho."

- Neste livro, a Fernanda Brum nos conta um pouco da sua história. Da sua vida. Desde o princípio, desde a sua infância. Ela decide dividir com a gente um pedaço grande dela, falando de seus erros e acertos, dos momentos nos quais tentou se anestesiar, se afastar de tudo. Fingir que não sentia. Fingir que não se importava. Fala do período em que esteve afastada da casa de Deus. Não me parece que algum dia ela tenha estado afastada de Deus. Pelo que pude conhecer dela através deste livro, diria que ela apenas viveu um período de tanta dor, de tanta mágoa, que apenas se afastou do caminho que conhecia. Do seu caminho. Mas jamais esteve longe de Deus. Nem mesmo quando esteve prestes a se deixar destruir pelo álcool. 

"Rasgada ao meio é uma outra palavra que pode expressar, um pouco, a situação em que eu me encontrava. Eu estava congelada por fora, fazendo um bom papel diante da família, mas emocionalmente não tinha mais por onde sangrar."

- Apesar do fato de ela geralmente descrever certos momentos de dor de maneira "leve", com um toque de humor, existem momentos nos quais ela coloca toda sua alma nas palavras, lembrando de tantos momentos tristes que ela viveu e que a fizeram até mesmo deixar de acreditar que existiria amor neste mundo para ela. Ao voltar para o seu caminho, ela decidiu dedicar-se de corpo e alma a Deus, à missão que ela acreditava possuir. O amor não fazia parte dos seus planos. Depois de tantas decepções e traições, não queria voltar a entregar seu coração. Ele estava fechado. Protegido contra novos sofrimentos. Mas acontece...rsrsrs... que um certo alguém já tinha cruzado o seu caminho algumas vezes. Apesar de em nenhuma dessas vezes eles terem se apresentado, ela o notou o suficiente para se lembrar de que o tinha encontrado naquele, naquele e naquele outro momento.kkkkkk... A história dela com o Emerson é linda. Foi uma das melhores partes do livro. Uma das partes mais emocionantes. Saber como eles se apaixonaram, como começaram a fazer parte um da vida do outro... tudo que enfrentaram para se casar, para construir tudo do nada... e as perdas. O quanto perderam. O quanto sofreram cada vez que ela perdia um novo bebê. E como não desistiram de acreditar em Deus. De confiar nEle. Como passaram por aquela dor sem perder a fé e o amor. 

"Os dias piores ainda viriam, e eu não tinha a menor ideia disso. Como sempre, eu me mantinha alheia a tudo, dormente, para não quebrar, não fragilizar meu coração."

"Emerson e eu nos abraçamos em nosso banheiro e choramos alto. O medo estava em nossos olhos."

- Ler este livro foi uma experiência única. Eu queria conhecer um pouco mais desta cantora, compositora, pastora e missionária incrível, que eu tanto admiro. E ao ler a história a dela, eu pude perceber que ela tanto compreendia da dor humana porque tinha sentido tudo na própria pele, porque passou por momentos que muitos não suportariam passar. Ao assistir o DVD "Cura-me", por exemplo, eu nunca poderia imaginar o que ela estava vivendo enquanto cantava, sorria e falava de Deus. O que ela estava enfrentando naquele mesmo dia, durante a gravação do DVD. O medo que sentia enquanto subia naquele palco... no lugar dela eu nunca teria a mesma força. A mesma fé. De modo algum

- Foram incríveis os momentos que passei ao lado deste livro. O tanto que absorvi dele, o tanto que aprendi e me emocionei. Porque não é possível ler certas partes sem se emocionar. Ficar indiferente é totalmente impossível. Não dá.

"Enquanto costurava, me derramei aos pés do meu Senhor dizendo: 'Meu Jesus, somos só nós dois agora. O Senhor me conhece e sabe o que eu tenho contigo. Se não queres mais me dar filhos, fecha a minha madre. Eu não quero mais filhos da minha carne, pela minha vontade; quero gerar segundo o seu sonho. Se o Senhor tiver alguém aí no céu para me confiar, por favor, Jesus, eis-me aqui!' Chorei sobre as cortinas por muitas horas... aflita, derrotada. Levantei-me resignada. Eu precisava reagir, seguir, não podia passar a vida sobre aquelas cortinas. E mais uma vez coloquei meus pés ensanguentados nas botinas da vida, amarrei bem amarrado e não quis mais olhar."

- Recomendo este livro para todos aqueles que quiserem conhecer um pouco mais da Fernanda Brum, da sua história. E, sobretudo, recomendo para aqueles que acreditam. Se você não acredita em certas coisas, espirituais, não acredito que vá gostar do livro, que vá sentir por ele o mesmo que eu senti. No entanto, creio que mesmo assim você deveria dar uma chance ao livro. Apenas uma chance. Uma oportunidade dele te atingir como me atingiu. :)

Lembre-se: não é uma ficção. Não é uma história criada por nenhum escritor de romances ou algo do gênero. É uma história real. Uma autobiografia. Contada de maneira simples, pessoal. Por alguém que abriu a sua vida, sua alma, seu coração... suas lembranças. 

Em Tua Presença

Ele Escolheu os Cravos

Espírito Santo

Dá-me Filhos


- O prefácio deste livro é escrito pela Eyshila, melhor amiga da Fernanda Brum. Quem canta ao lado dela músicas belíssimas sobre amizade, no CD Amigas vol. 1 e vol. 2. 


Vou te Levar

Canção para minha Amiga

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Sussurros na Noite - Judith McNaught

(Título Original: Night Whispers
Tradutora: Vitória P. Mantovani
Editora: Best Seller
Edição de: 1999)

3º Livro da Série Segundas Oportunidades 


No mundo dos ricos, uma mulher de hábitos simples conhece o fascínio do luxo e da sedução

Os agitos da alta sociedade eram totalmente desconhecidos para Sloan Reynolds. Até ela entrar no mundo superfcial e sofisticado em que vivem seu pai e sua irmã, frequentados assíduos das colunas sociais. Quando Sloan vai visitá-los, riqueza, glamour e luxo formam uma embriagante e explosiva mistura.

Sloan está no controle da situação até conhecer Noah Maitland, um poderoso e atraente empresário e um dos principais suspeitos do FBI. Ela sabe que Noah é o tipo de homem com quem sempre evitou se envolver e, principalmente, amar. 

Emoção e razão travam uma árdua batalha, lançando Sloan em um redemoinho de sentimentos conflitantes.


Palavras de uma leitora...



Ainda haveria tempo para uma segunda chance? Para ter aquilo que a vida lhe roubara?

Sloan não saberia dizer. No fundo, desejava acreditar que aquilo fosse possível. Que após todos aqueles anos, ela ainda pudesse ter a família que tanto desejara e não era capaz de admitir nem para si mesma. Ela havia pedido para a mãe esquecer o passado... fingir que só existiam elas duas e sua melhor amiga. Com quem crescera. E quem ocupara o lugar que pertencia a uma irmã que ela jamais acreditava que iria ter a oportunidade de conhecer. Alguém que tinha uma vida bem diferente da sua. E que, provavelmente, nem lembrava que ela existia. E durante muito tempo ela conseguiu seguir o próprio conselho. Até receber aquele telefonema. E ver-se de repente diante de uma chance que não sabia se estava pronta para aceitar. 

Nunca realmente esperara que seu pai fosse um dia entrar em contato com ela. Estava acostumada a não ter um pai. Sempre o vira apenas como pai de Paris, pois somente com sua irmã ele se importava. Nunca em toda sua vida recebera sequer um cartão de aniversário. Nunca ouvira sua voz até aquele dia... quando ele ligou para o seu trabalho. Pedindo que Sloan fosse ao seu encontro e passasse as férias com ele e a irmã. Como se todos aqueles anos de ausência nunca tivessem existido...

Invadida de repente pelas lembranças do passado... pelas lembranças que possuía de uma garotinha que ansiava por um afeto que nunca viera... e pela dor que sua mãe suportara com o abandono e a distância que colocaram entre ela e sua outra filha... Sloan recusou o convite. Não podia trair a mãe e nem a si mesma aceitando reatar os laços com alguém que tanto as feriu. Mas acontecimentos inesperados acabam por fazê-la mudar de ideia... e mergulhar numa teia de mentiras, segredos e disfarces... onde não existia espaço para amor ou perdão. Onde cada segundo da sua vida não passaria de uma grande mentira....

Sloan não demora a perceber que não é a única a se esconder por trás de disfarces... Só que percebe tarde demais que estivera confiando nas pessoas erradas. Um erro que pode fazê-la perder o único homem que conseguira fazê-la baixar as defesas e acreditar... desejar tornar um antigo sonho realidade... Ao seu lado

E quando um assassinato é cometido... Sloan percebe de repente que aquela viagem... aquele reencontro é bem mais do que ela poderia imaginar. Algo que pode não só partir seu coração, mas também custar a sua própria vida... 

"Sloan imaginou se ele continuaria achando-a tão franca e honesta se ela lhe dissesse a verdade. [...] Ela não era inocente e sincera. Na verdade, talvez fosse a pessoa mais mentirosa que ele já conhecera. Mas, também, estava tão atraída por ele que chegava a sentir um nó no estômago só de pensar em como ele reagiria quando descobrisse toda a verdade."


- Por onde começar? rsrs... Eu não faço a menor ideia.kkkkkk... Talvez devesse começar dizendo que amei esta história. Que ela não é aquilo que costumo encontrar nos livros da Judith McNaught. Mas que é uma deliciosa diferença. Não é um romance. Não ao estilo Alguém para Amar ou de qualquer outra história que eu tenha lido da autora. É um suspense, uma história familiar, com todos os seus dramas, mágoas, traições e tentativas de reconciliação. Mas com um toque de romance. Porque a JM jamais conseguiria escrever uma história sem romance. Sem amor. Sem nos encantar com um amor que surgiu em meio à muitas mentiras e nos deixou com um gostinho de quero mais.

- Eu comecei a leitura sabendo que esta história não agradou tanto assim os fãs da JM. Alguns acreditam que a história não possui romance ou que o casal principal não possui química. O que me deixou um tanto chocada. Desde quando a JM consegue escrever uma história que não possua romance?! Impossível!rsrsrs... Eu sabia que ainda que a história não fosse centrada no romance entre o casal, teria romance. E me conquistaria. Invadiria meu coração e faria eu me apaixonar pelo casal e sofrer com seu sofrimento, torcer para que tudo entre eles desse certo. Para que os segredos e todas aquelas mentiras não fossem capazes de destruir aquele sentimento. Um amor que surgiu tão naturalmente e era uma novidade para os dois. Algo que eles não esperavam. E no fundo, temiam. Eu sabia antes mesmo de ler, que acabaria amando a história.rsrsrs... Porque Judith McNaught é sempre Judith McNaught!rsrsrs... Até mesmo quando ela decide arriscar algo novo e fugir do padrão ao qual nos acostumou. :) 

- A história me pegou ainda na primeira página, pois já começa com um certo suspense. Eu não fazia muita ideia do que encontraria na história. Fiquei um tanto tensa com o que surge na primeira página. Formando um monte de ideias na minha cabeça e temendo todas elas.kkkkk... Mas logo que a história segue e a autora vai nos situando, fazendo a gente conhecer a vida da Sloan e das pessoas que a amavam e que, de uma certa forma, ocupavam o lugar da família que ela não tivera... eu comecei a perceber como a história seria e o motivo do livro não ter agradado tanto assim alguns fãs da autora. Só que isso não me desanimou. Muito pelo contrário!rsrs... Quanto mais eu lia, mais queria ler. E conforme fui conhecendo alguns personagens, desejei que eles tivessem sua própria história ou que a autora me desse a chance, neste livro mesmo, de conhecer mais profundamente a história deles. O romance deles.rsrsrs... 

- Eu me apeguei muito a alguns personagens. Ao ponto de ter ficado com o coração partido por alguns acontecimentos que de modo algum eu estava esperando. Foram coisas que me pegaram totalmente desprevenida e me roubaram o fôlego. Parecia que tudo aquilo que eu tinha construído, toda a história que eu tinha formado na minha cabeça e a confiança que eu tinha depositado em certos personagens, estivesse desmoronando. Sendo destruído cruelmente pela minha autora, deixando meus olhos cheios de lágrimas e uma sensação de ter sido traída pelos personagens. A autora provoca várias reviravoltas, algo que garantiu ao livro 5 estrelas, mas também me deixou com o coração acelerado e uma dificuldade enorme para respirar.kkkkkk... Em certo momento da história... você começa a duvidar de tudo e todos. Fica com a sensação de que todos escondem algo e que entre eles pode estar um frio assassino. E confesso que isso me deixou muito tensa e muito triste. A autora bagunçou tanto a minha cabeça que eu não sabia se ria ou chorava pela capacidade dela de me confundir.rsrsrs... Foram momentos muito tensos para mim. E seguidos de perto por outros momentos que me fizeram suspender a respiração e sentir uma dorzinha aguda no coração. :( 

- Geralmente, os mocinhos da JM são misteriosos... sempre escondendo algo, seja um sentimento muito forte que eles não querem admitir... seja um passado que os marcou... Mas sabemos no fundo quem eles são. O que podemos ou não esperar deles. E eu sempre espero que eles façam uma grande besteira, que os farão se arrepender amargamente e me farão sofrer com eles e desejar consolá-los. Mas com o Noah... foi diferente. Porque a história é diferente. Então, eu não sabia realmente o que esperar. E tive muito medo de esperar demais. De apostar que ele era um tipo de pessoa e acabar me surpreendendo de uma forma negativa. O Noah sempre pareceu ter muito o que esconder. Ele sempre foi todo um mistério para mim (e claro que a autora o tornou assim de propósito! Eu percebi!rsrs...) e eu confiava desconfiando.rsrs... Temendo me decepcionar. Temendo vê-lo fazer algo que destruísse o sentimento que ele havia despertado em mim. A JM nunca permitiu que eu o conhecesse profundamente. Ele ia se revelando aos poucos e nunca completamente. Mas uma coisa que fui capaz de enxergar... de perceber era a forma como a Sloan começou a invadir a vida dele e transformar seu mundo. Ele não queria gostar dela. E muito menos amá-la. Mas quando ele deu por si... já estava totalmente entregue. Desejando passar sua vida ao lado dela... confiando nela como jamais confiara em ninguém. E tal confiança... Bem... Deixarei que vocês descubram o que tal confiança irá causar...


"Na mente de Sloan, ecoava o mesmo refrão que ela já ouvira antes: ela não o conhecia. Não, mesmo. Fora para a cama com ele, fizera coisas íntimas com ele, mas não o conhecia."

- Eu não costumo acreditar que algum relacionamento possa se sustentar quando há entre as duas pessoas segredos importantes e mentiras capazes de prejudicá-los. Sempre vi a relação entre a Sloan e o Noah como algo muito frágil... profundamente delicado... que poderia ser destruído facilmente. Não o amor entre eles, mas o relacionamento. Porque a única verdade que tinha ali era o que sentiam um pelo outro. E isso não basta. E quanto mais tempo se passava e mais eles se entregavam ao que sentiam... mais desesperada eu ficava.rsrsrs.... Eu já poderia prever o quanto eu sofreria depois.kkkk... 


- Não há muito o que eu possa dizer sobre a história. Tenho tentado me segurar para não revelar nenhum segredo. Para manter o mistério, o suspense e os segredos que a autora constrói e vai revelando somente nas páginas finais do livro. Não posso sequer falar muito sobre o Noah, pois creio que cada pedacinho dele que temos a oportunidade de conhecer... devemos conhecer por nós mesmos. Porque como eu disse... não é uma história centrada no romance. Não espere por isso. Foi justamente por esperar algo assim que alguns fãs se decepcionaram. 

- Muita história é contada no livro. A autora abre espaço para alguns personagens queridos e para o drama familiar que a Sloan possui (daí eu entender o sentido do livro pertencer a uma série chamada Segundas Oportunidades). Então, a história não é só sobre ela e o Noah. Na verdade, o nosso mocinho surge para completar a história dela, entende? Mas nem por isso o livro perde seu brilho. A história brilha por si mesma, e nos conquista por si mesma. Cada personagem, com seu jeitinho (seja um jeitinho bom ou ruim... assassino ou não.rsrs...) contribui para criar uma história da qual eu não esquecerei. Mas ainda que o romance entre a Sloan e o Noah não seja o foco da história, será o que eu mais lembrarei.kkkkkkkk... Eles me conquistaram. Cada oportunidade que eles tiveram para estarem juntos... cada pequeno momento, cada pequeno detalhe foi importante para mim e eu aproveitei ao máximo, lendo nas entrelinhas aquilo que a autora deixou ali realmente para ser lido nas entrelinhas. Para ser visto com o coração. Para que pudéssemos enxergar além do que foi escrito, do que nos foi mostrado. 


" - E adoro crianças - ela acrescentou, penosamente. As lágrimas invadiram seus olhos e teve dificuldade em vê-lo.
Com os olhos fixos nos dela, Noah abaixou-se e puxou a colcha da cama, num movimento rápido.
- Você não quer filhos...
Ele abriu o primeiro botão da camisa.
- E eu acabaria querendo ter um filho seu.
Ele abriu o botão seguinte..."

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Preço de Uma Dívida - Linda Howard

(Título Original: Heartbreaker
Tradutora: Maria Fernanda Bittencourt
Editora: Nova Cultural
Edição de: 1988)


Michelle está perturbada. Rafferty, de maneira ostensiva, mede-a dos pés à cabeça, e em seguida detém o olhar nas curvas dos seios bem-feitos. Ela sente que enrubesce; jamais um homem a olhara de tal forma, como se a desnudasse. 

O medo e a revolta crescem dentro de Michelle. A proposta que acabara de ouvir dos lábios daquele homem é indecorosa, abjeta. 

“Chega!”, ela grita. “Você não pode me tratar assim! Jamais me tornarei sua amante para pagar as dívidas deixadas por meu pai!”


Palavras de uma leitora...



"Se sua sobrevivência dependia exclusivamente da boa vontade de Rafferty, o melhor a fazer seria começar a cavar sua própria sepultura."

- Isso era tudo que Michelle menos precisava em sua vida. Como se não bastasse ter perdido o pai, a única pessoa que ela possuía no mundo, ela estava prestes a perder tudo que lhe restara: o lar que o pai lutara para construir. A fazenda que era seu orgulho e sua paixão. E por mais que pensasse numa saída e estivesse disposta a lutar com todas as forças para manter a fazenda, para não perder tantos anos de esforços, dedicação e amor, ela sabia, bem no fundo, que era uma luta perdida. Fadada ao fracasso desde o princípio. Sozinha ela jamais conseguiria. Estava afundada em dívidas e de uma maneira ou de outra, perderia a propriedade. A única solução possível seria pedir ajuda a John Rafferty. E isso era igual (ou pior) que pedir ajuda ao próprio diabo. 

Porém, desesperada para ao menos pagar o empréstimo que o pai pegara com ele, Michelle resolve entrar em contato com Rafferty, sabendo de antemão que no momento em que pegasse aquele telefone, estaria selando para sempre o próprio destino. Correndo o risco de ter justamente aquilo que sempre sonhara... e que jamais admitira querer... nem para si mesma

- Michelle e Rafferty se conheciam há dez anos. E fora antipatia à primeira vista. Ou ao menos era o que eles demonstravam. Um era tudo que o outro mais desprezava numa pessoa. E aproveitavam cada oportunidade que aparecia para deixar bem claro, como se alguém ainda tivesse a menor dúvida, que se odiavam. Mas durante todo aquele tempo de suposto desprezo, guardavam dentro de si um sentimento muito diferente. Que a distância e o passar dos anos apenas tratariam de amadurecer... Ainda que eles negassem. Ainda que eles tentassem esquecer. 

 - Desde a primeira vez em que o viu, Michelle percebeu o perigo que ele poderia representar para sua vida. Conhecia sua reputação. Sabia que ele nunca levara a sério nenhuma mulher. Que elas não passavam de uma mera distração em sua vida, logo substituídas e esquecidas quando ele se cansava. Ela tinha apenas 18 anos e estava determinada a não ser apenas mais uma mulher em sua cama. Queria algo mais para sua vida e de modo algum cairia na armadilha do seu olhar, nunca se deixaria convencer por seu sorriso irresistível e suas palavras bonitas. Mas também sabia que quando Rafferty queria uma coisa, não desistia até conseguir... e para afastá-lo... ela precisava fazer com que ele jamais a desejasse. Ele tinha que desprezá-la e ela se empenhara bastante até conseguir construir a imagem de mulher mimada, caprichosa e egoísta, que preferia viver à custa dos homens e só se importava com futilidades. Mas uma coisa era despertar tal sentimento no homem que tanto mexia com ela... outra bem diferente seria suportar, dia após dia, seus olhares de desprezo e suas palavras afiadas. Assim... Michelle decide, após terminar seus estudos, passar um tempo longe da fazenda e é quando o conhece... o homem com o qual se casaria. Acreditando poder, ao seu lado, esquecer o homem que ela realmente amava, mas não queria amar. O homem que ela jamais conseguira tirar de sua mente. Mas o que era para ser a solução para os seus problemas, torna-se um grande pesadelo, que quase custara a sua vida e a marcara, física e emocionalmente, para sempre. Mas também lhe ensinara a jamais confiar novamente. A contar apenas consigo mesma, pois assim não voltaria a se decepcionar. E por mais que no fundo desejasse poder contar com alguém, poder contar com Rafferty, confiar que com ele tudo seria diferente... ela sentia medo. Morria de medo de ter esperanças... pois ela sabia que se ele a decepcionasse... ela jamais iria conseguir se recuperar.

"Baixando o rosto, aproximou-o do de Michelle e olhou-a bem dentro dos olhos:
- Quando estiver na cama comigo, benzinho, vai entender que mereço a minha reputação.
- Eu não vou para a cama com você! - disse Michelle entredentes, enfatizando cada palavra.
- Isso é o que você pensa."


- Ler esta história foi uma deliciosa surpresa. Quando decidi lê-la, tinha em mente algo totalmente diferente do que encontrei neste livro. A sinopse me passava uma ideia e confesso que eu não estava muito animada para ler o livro, não. Curiosa sim, mas animada não. Porém, logo após ler as primeiras páginas, percebi que a história era muito mais do que eu esperava e com o passar do tempo fui me apaixonando cada vez mais pelos personagens e pela história deles. Claro que lamentei toda a perda de tempo, todos os anos que eles perderam por causa dos seus medos, de suas inseguranças... por ideias equivocadas... por terem formado uma imagem baseada em impressões falsas e fofocas. Mas no fundo, o que eu acredito é que antes eles não estavam preparados para se amar. Talvez se tivessem tentado antes, quando ela era ainda tão jovem e insegura e ele tão controlador e arrogante, o relacionamento não teria dado certo. Na verdade, eu tenho certeza que não daria. Eles precisaram desse tempo, das experiências, das decepções, para que quando estivessem maduros o suficiente, realmente preparados para a intensidade do que sentiam um pelo outro... pudessem ter o que por tanto tempo apenas sonharam. 

- Eu achei lindo o amor que os unia. Até no medo deles eu encontrei um certo charme.rsrsrs... Eles tinham tanto, mas tanto medo de que o outro percebesse o que sentiam... porque não acreditavam que eram correspondidos. E não poderiam suportar tal rejeição. Mas por todos aqueles anos, mesmo distantes, pensavam um no outro. Ainda que dissessem para eles mesmos que era somente porque se desprezavam demais.kkkkkk... Uma das coisas que mais me tocou foi descobrir que tudo que o Rafferty construiu, tinha sido pensando nela. Tinha sido por ela... ainda que achasse que nunca dividiria nada daquilo com a mulher que amava. Mesmo fingindo sequer notá-la, ele sabia cada um dos seus gostos, o que era capaz de fazê-la feliz e todos os seus planos giraram em torno disso. Mesmo após saber que ela tinha se casado.

- Esse amor à distância... esse sentimento que eles tanto negaram me emocionou. E quando eles finalmente decidiram lutar por aquilo que queriam e apenas trataram de evitar durante todo aquele tempo... quando eles finalmente se envolveram, eu achei lindo. Cada momento deles juntos. O Rafferty, mesmo sendo arrogante, convencido, teimoso, controlador, autoritário e não saber ficar de boca fechada quando deve, é um encanto. Um fofo, que apenas tratava de tentar fazer feliz a mulher que amava. Que queria protegê-la, mimá-la, dar-lhe todo o amor que tinha mantido preso dentro dele. Eu me apaixonei perdidamente por ele. E lamentei muito pela história ser tão curtinha. Eu achava que eles mereciam uma história mais longa e mais profunda. 

- Apenas uma coisa me desagradou nesta história. E sim. Afetou o livro. Ainda me considero bastante generosa por ter apenas tirado uma estrela do livro após essa cena. A história estava indo perfeitamente bem... eu estava prestes a encerrar a leitura com um suspiro e aí... acontece aquilo. Eu fiquei tão chocada e tão furiosa com a mocinha, que na hora até pensei em dar apenas três estrelas ao livro. Porque a minha paciência tem limite. E eu detesto atitudes imbecis por parte dos personagens, sobretudo, das mocinhas. Não tinha sido a primeira vez que ela fazia algo assim. Mas foi a primeira vez que ela chegou bem perto de conseguir o que buscava. Porque não dá para acreditar que ela não buscava aquele resultado! Ninguém em sã consciência age como ela agiu! Faz a besteira que ela fez! Já faz horas que terminei a leitura, mas quando lembro da cena sinto meu sangue esquentar de novo. Eu a entendo. Conheço os motivos dela para fazer o que fez. Sei que no fundo ela achava que era a única maneira de solucionar as coisas. No entanto, eu fiquei muito furiosa. Ainda que a compreenda, considero a atitude dela algo digno de uma idiota. Mas a perdoei.rsrsrs...

- Enfim... É uma história leve, romântica, sensível, doce. Um livrinho para lermos quando desejamos fugir daquelas histórias lindas, mas pesadas, que tanto abalam nossos nervos. Um livro para recuperar a calma.rsrsrs... 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon

(Título Original: Outlander
Tradutora: Geni Hirata
Editora: Saída de Emergência
Edição de: Agosto/2014)

1º Livro da Série Outlander


Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?



Palavras de uma leitora...


"[...] os fantasmas estão à solta nos dias sagrados e podem ficar vagando por aí como quiserem, fazer o bem ou o mal, de acordo com sua vontade."

- Era para ser um recomeço. Uma chance de conhecer o homem com quem era casada. A guerra os havia separado poucos meses depois do casamento e durante vários anos permaneceram assim... dois estranhos unidos por alianças e assinaturas num pedaço de papel. Agora que a guerra havia finalmente chegado ao fim, tudo que Claire desejava era salvar seu casamento. Construir aquilo que não tivera a chance de construir. Uma família. Ao lado do homem que amava. 

Ela sabia que não seria fácil. Era tolo aquele que acreditava que a distância não significava nada quando se amava uma pessoa. O tempo... a distância podem provocar grandes estragos. Rachaduras, até mesmo no amor. Ela estava ciente dos danos que causara ao seu casamento, mas se aprendera algo em sua vida era jamais desistir. Não se daria por vencida enquanto não tentasse superar a distância que os anos criaram entre ela e o homem com quem planejara viver toda a sua vida. Mas o que ela jamais poderia imaginar é que teria que superar não só uma distância emocional, mas também temporal. Porque uma ironia do destino, os colocaria num mesmo lugar, mas separados pelo tempo. Por dois séculos

"A verdade é que nada se movia, nada mudava, nada parecia acontecer e, ainda assim, eu experimentava uma sensação de terror tão grande que perdi completamente a noção de quem ou quê eu era, de onde me encontrava. Estava no âmago do caos e nenhuma força física ou mental era útil contra isso."

Após ser atraída por uma rocha num círculo de pedras onde aconteciam rituais misteriosos, Claire se vê de repente na Escócia do século XVIII, no meio de um ataque sangrento e sem a menor ideia de como acordar daquele pesadelo. Aos poucos, percebe que não está sonhando ou tendo alucinações e antes que possa ter a chance de enlouquecer, é atacada por alguém que se parece com seu marido, agredida e sequestrada por um clã escocês que a leva para longe da sua única oportunidade de voltar para casa: o círculo de pedras. Porque se aquele maldito círculo a tinha levado para uma época que ela imaginava que só conheceria pelos livros de História, ele também deveria levá-la de volta. Isso se vivesse tempo suficiente para voltar. O que ela começava a achar pouco provável. 

"Uma figura saiu da escuridão tão perto de mim que eu quase esbarrei nela. Contendo um grito, virei-me para correr, mas a mão grande e forte agarrou meu braço, impedindo-me de fugir.
- Não se preocupe, dona. Sou eu.
- Era o que eu temia - disse asperamente embora na realidade ficasse aliviada por ser Jamie." 

No meio do caos que se tornara a sua vida, só havia uma certeza: fosse o que fosse que ela viesse a enfrentar, existia alguém que apesar de tê-la conhecido há tão pouco tempo e, como os outros, possuir um monte de perguntas sem resposta sobre ela... estaria ao seu lado. E por mais que ela relutasse em admitir, aquela certeza era estranhamente reconfortante. 

"Involuntariamente, estendi a mão, como se eu pudesse curá-lo e apagar as marcas com um toque dos dedos. Ele suspirou profundamente, mas não se moveu, enquanto eu percorria as cicatrizes profundas, uma a uma, como se quisesse mostrar-lhe a extensão dos danos que ele não podia ver. Finalmente, descansei as mãos o mais levemente possível sobre seus ombros em silêncio, procurando as palavras.

Ele colocou a própria mão sobre a minha e apertou-a levemente, como se compreendesse o que eu não conseguia dizer." 

- O amor não é à primeira vista. Acontece lenta e naturalmente, conforme a vida trata de colocar Jamie cada vez mais em seu caminho... em sua vida. E conforme algo dentro dela começa a inventar desculpas para vê-lo, para estar em sua presença, ainda que sem tocá-lo. Ela amava ouvi-lo, observá-lo enquanto ele trabalhava, vê-lo abrir um sorriso diante das próprias piadas e olhá-la daquela maneira que sempre provocava um sentimento estranho dentro dela. Não. Ainda não era amor. Mas ela sabia que o que separava aquela atração de um sentimento mais forte era tênue, frágil. Sabia que seria apenas uma questão de tempo. E isso a apavorava. Muito mais do que ela seria capaz de admitir para si mesma.

"Tive a impressão de que um estava sustentando o outro; se um de nós soltasse a mão ou desviasse os olhos, ambos cairiam. Estranhamente, a sensação era reconfortante. Onde quer que estivéssemos nos metendo, ao menos estávamos juntos nisso."

- Quando as circunstâncias e uma obsessão doentia colocam Claire em perigo, somente um casamento pode mantê-la em segurança e salvar sua vida. E ainda que ela soubesse que tudo aquilo não estava certo e lutasse com todas as forças contra o inevitável... uma parte de si desejava aquele casamento. Desejava ser de Jamie, poder estar em seus braços, sentir que algo ali era real, mesmo que numa outra vida ela já pertencesse a outro homem.

Claire se sentia dividida entre a vida que começava a construir no passado e a vida que possuía no futuro. Dividida entre ficar ou voltar. Entre os dois homens que ela amava. Que escolha fazer? Que vida escolher? Qualquer que fosse a sua decisão, ela sabia que tudo possuía um preço. Que jamais sairia intacta daquela situação. E que seu coração nunca iria se recuperar. 

"- Queria que você pudesse me acalmar, Sassenach, é o que desejo fervorosamente, pois tenho pouca paz em mim agora." 

-  Eu não ia fazer esta resenha. Era uma decisão que eu tinha tomado antes mesmo de terminar a leitura desta história. No máximo, pretendia escrever um post com os trechos mais impactantes com um ou dois comentários sobre o quanto eles eram importantes para mim. Sobre a maneira como me arrebataram. Pensei: "De que adianta tentar escrever algo que eu sei que jamais estará sequer aos pés desta história?" Seria inaceitável escrever algo que não fosse digno deles, por isso eu tinha tomado essa decisão. Mas acontece que até dos livros que eu odeio, eu faço resenha. Como poderia não compartilhar com vocês o quanto a história do Jamie e da Claire me marcou? Como poderia guardar para mim toda essa confusão de sentimentos, toda essa intensidade e saudade louca que já sinto deles? Não poderia. E ainda que eu saiba que minhas palavras jamais serão suficientes para expressar tudo que sinto, preciso escrever. Preciso dividir um pouco do meu amor por eles. Preciso dizer o quanto esse casal significa para mim. E porque eu jamais conseguirei esquecê-los. 

"- Eu mesmo posso suportar a dor - disse ele suavemente -, mas não aguentaria vê-la sofrer. Está acima das minhas forças."

- Jamie... Quem é Jamie Fraser? Um mocinho que ainda bem jovem pagou um alto preço por amar. Por querer proteger a sua família, a sua irmã. Só Deus poderia saber o quanto as lembranças do seu passado ainda eram capazes de derrubá-lo no chão e fazê-lo sentir um desespero que lutava dia após dia para superar. Era um homem marcado pela vida e pela crueldade humana. Mas que ainda assim era capaz de fazer piada de si mesmo e ver nas piores situações algo bom, um motivo para sorrir. Alguém que nunca amava pela metade e que seria capaz de dar a própria vida para proteger quem amava. Alguém que ao conhecer uma inglesa misteriosa e mandona, percebe que seu pai tinha razão ao dizer que ele saberia quando a encontrasse... quando encontrasse a mulher da sua vida. Aquela com a qual se casaria. E quando a oportunidade de unir a sua vida a dela aparece, ele não hesita. Claire era a mulher que ele tanto havia esperado. A única que possuiria seu coração. Ainda que ela partisse... ainda que ela não pudesse permanecer em sua vida... ele sabia que jamais a esqueceria. E fosse para onde fosse, ela carregaria consigo o seu coração. Ela seria para sempre a sua mulher, a sua Claire... ainda que não estivesse ao seu lado. 

Jamie me conquistou desde o princípio. Desde quando o vi pela primeira vez, com o seu bom humor, com o seu sorriso irresistível, com a sua capacidade de me roubar o fôlego sem ao menos tentar. Se já seria difícil escrever essa resenha por não possuir palavras, tudo fica mais complicado pelo fato de eu mal conseguir enxergar o que escrevo já que meus olhos estão tomados pelas lágrimas. Nunca. Nunca consigo falar sobre ele sem chorar. E somente quem conhece esta história é capaz  de entender isso. O Jamie me atingiu profundamente. Minha alma. Meu coração. A minha vida. E toda vez que ele sofria, eu sentia como se uma faca se cravasse dentro de mim. Me sentia impotente, inútil, desejando com todas as minhas forças entrar dentro da história e protegê-lo. Eu o amava mais cada vez que ele fazia o que era preciso para proteger a mulher que amava. Mas ao mesmo tempo, sofria demais. Porque qualquer dor que ele sentisse, me derrubava. Me matava um pouco mais. Não foi apenas amor que essa história me provocou. Eu também senti um ódio violento, que quase me sufocava, cada vez que a crueldade humana se aproveitava dos sentimentos profundos que uniam a Claire e o Jamie. Toda vez que o filho das profundezas do inferno (porque ele veio direto de lá. Nenhuma mulher poderia ter parido esse demônio) usava esse amor para feri-los, eu sentia um ódio assassino, uma vontade enorme de assassinar um certo personagem com minhas próprias mãos. Me senti numa montanha-russa lendo essa história. Com subidas e descidas cada vez mais rápidas, mais loucas. Eu amava e odiava com uma rapidez impressionante. Ia das lágrimas ao riso. Do desespero à calma. E ao mesmo tempo que sentia que precisava ler mais e mais páginas, estar mais e mais com o meu casal amado, sentia que precisava fechar o livro por alguns instantes senão acabaria enlouquecendo. Senão não conseguiria suportar. Foram tantas e tantas coisas que aconteceram... tantos e tantos momentos lindos. Tantos e tantos momentos desesperadores. Eu ainda não consegui voltar ao meu normal. Todas as minhas emoções continuam confusas. E meus nervos profundamente abalados. Eu já não tenho sequer a ilusão de seguirei sendo a mesma depois desta história. Não. Não tenho tal ilusão...

" - Eu vou protegê-la. Dele e de qualquer outra pessoa. Até a última gota do meu sangue [...]" 

- Jamie nunca foi homem de fazer promessas vãs. O que ele sentia, ele sentia intensamente. E tudo que prometia era com a intenção de cumprir. Por isso, eu me desesperava com algumas promessas que ele fazia. Cheguei a ter a sensação de que ele só podia estar tentando me matar. E acabaria conseguindo fazer isso.rsrsrs... Intenso. Verdadeiro. Apaixonante. Terno. Selvagem. Teimoso como só ele sabia ser. Tudo ele sempre sentia com paixão. Amava com uma paixão impressionante, lutava e se irritava com a mesma intensidade. E sempre disposto a desafiar quem achasse necessário, ainda que não estivesse numa posição muito favorável para fazer tal coisa. Ainda me lembro com um sorriso no rosto de como ele provocou o Black Jack anos antes de conhecer a Claire. A maneira como ele tirou aquele demônio do sério, num momento em que ninguém esperaria que ele fosse dizer o que disse.kkkkkkkkk... O que aconteceu depois não foi nada divertido, mas eu fiquei fascinada pela coragem do meu mocinho, pela sua determinação, pela sua garra. Conheço pouquíssimos mocinhos que aguentariam o que ele aguentou e ainda seguiriam lutando. Nada que vocês imaginem chega perto do que ele passou. Acreditem. Nem os spoilers que eu conhecia da história puderam me preparar para o que vi... E ainda que ele tenha caído, sempre se levantou. Sim. O ser humano (que ironicamente é chamado de "ser" "humano") quando se empenha em dobrar uma pessoa, pode conseguir. Pode destruir essa pessoa. Fazê-la em pedaços aparentemente impossíveis de serem colocados no lugar. Mas quando existe alguém disposto a nos estender a mão, quando um sentimento mais forte do que qualquer dor,  do qualquer sofrimento... mantém-se vivo dentro de nós, cada pedacinho pode voltar ao lugar. Ainda que as cicatrizes permaneçam. Ainda que doam. 

" - Ah, sim, Sassenach - respondeu ele, um pouco melancolicamente. - Eu sou seu senhor... e você é minha senhora. Parece que não posso possuir sua alma sem perder a minha."

- Ainda me pego suspirando ao lembrar dos momentos lindos que eles viveram juntos. Dos risos, dos momentos de paixão (em lugares inadequados.kkkkkk...), da maneira como conseguiam dizer tudo com uma simples troca de olhares, dos momentos em que eles apenas ficavam abraçados, nem nada dizer... sem nenhum toque mais íntimo e ainda assim eu sentia que existia ali uma conexão única. Lembro das brigas... lembro do quanto lutaram um pelo outro. E choro. Sempre choro. Seja de felicidade ou tristeza. Uma mescla dos dois. Porque não é possível ficar indiferente. Não é possível não se emocionar. Eu estou profundamente marcada por essa história. Não importa quantos livros lerei depois desse, quantas histórias lindas ainda conhecerei... Claire e Jamie seguirão sempre, sempre em meu coração. Jamais poderei esquecê-los.

"Quaisquer que fossem os problemas que pudéssemos enfrentar - e eu sabia que havia muitos - estávamos juntos. Para sempre. E isso era suficiente."

- Uma mocinha única, corajosa, que nunca desistia sem lutar. Que ainda que tudo parecesse sem saída, seguia insistindo, buscando a solução que ela sabia que estava oculta em algum lugar. Esta história não seria tão especial se ela fosse diferente. Se ela não fosse exatamente como é. A mocinha que me enche de orgulho, que me causa tanta admiração, respeito e carinho. Existem mocinhas que não merecem o amor dos mocinhos. Que não são dignas dos sacrifícios e da entrega deles ao que sentem por elas. Mas a Claire... ela não só merecia, mas me impressionava com a maneira como ela sabia valorizar tudo que o Jamie tinha feito por ela. Tudo que ele tinha aberto mão por amá-la... para protegê-la. Ela chegava a me deixar chocada com sua paixão, com seu amor. Eu sinceramente... ainda que conheça muitas mocinhas corajosas, guerreiras, capazes de fazer tantas coisas pelo mocinho amado... não consigo imaginá-las fazendo tudo que a Claire fez. Lutando como ela lutou. Pelo Jamie ela era capaz de qualquer coisa. Morreria e mataria por ele. Porque o que ela sentia por ele era mais forte do que tudo. Do que seus princípios, do que suas crenças, do que sua própria vida. Nada lhe importava mais do que ele. Posso dizer sem pensar duas vezes que eles nasceram um para o outro. Que a Claire necessitou viajar ao passado porque era lá que estava a sua alma gêmea, sua outra metade. Ainda que ela pudesse ser feliz em sua época, ainda que pudesse amar... jamais seria o mesmo. Porque ela era do Jamie. E sempre seria. Estivesse onde estivesse. Estavam unidos por algo mais forte do que o tempo. Tudo que viveram jamais poderia ser apagado. Nem mesmo a morte seria capaz de destruir aquele amor. O que eles sentiam iria além de qualquer vida.

"- Claire, você poderia... eu só queria... Claire, abrace-me com força. Se eu começar a tremer de novo agora, não vou conseguir parar. Claire, me abrace!"

"- É... difícil de explicar. É... é como... acho que é como se todo mundo tivesse um pequeno lugar no íntimo, talvez um lugar particular que guardasse para si mesmo. É como uma pequena fortaleza, onde vive a sua parte mais pessoal... talvez seja a sua alma, talvez apenas aquela parte que faz de você quem você é e ninguém mais."

- Sei que minha resenha (se é que se pode chamar isso de resenha) não chega nem aos pés desta história. É incapaz de expressar tudo que sinto e transmitir metade da magia desta história. Eu sei. Mas deem uma chance ao livro. Não consigo imaginar alguém lendo essa história e não sendo capaz de amá-la, de mergulhar dentro dela e jamais querer retornar. Ninguém consegue ficar indiferente ao Jamie e a Claire. É impossível conhecê-los e não amá-los!

- E para quem ainda não sabe, este ano a história de Jamie e Claire virou série de TV!!!! Outlander. Que só em seu primeiro episódio já se tornou um grande sucesso, com garantia de segunda temporada (e se Deus quiser, terá muitas outras temporadas!). Abaixo segue um vídeo feito por fãs, com imagens deles dois na série de TV. :)





"Achei que ele tivesse adormecido e surpreendi-me quando ouvi sua voz atrás de mim.
- Claire?
- Sim?
- Eu amo você."