O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Tudo por Amor - Judith McNaught


2º Livro da Série Segundas Oportunidades

Julie é uma menina que perdeu os pais e vivia num orfanato até que uma família decide adotá-la. Porém, ela acredita que não merece, por ser essa uma família de moldes perfeitos, coisa que Julie não acreditava ser. Por isso, durante toda sua vida se esforçou ao máximo para ser perfeita e se encaixar entre eles. 

Zack nasceu entre os privilegiados, porém num momento de sua vida, sua avó decide expulsá-lo de casa e se esquecer que ele existe. Ele porém, consegue seguir adiante como ator e diretor de Hollywood, mas a morte de sua mulher em um estranho acidente durante a rodagem de um filme, o torna um presidiário. Zack decide fugir para tentar provar sua inocência e no meio do caminho ele cruza com a doce Julie, tão diferente das falsas atrizes com as quais estava acostumado.


Palavras de uma leitora...


"O que o derreteu não foram as palavras de Julie, e sim sua maneira de olhá-lo... a admiração que havia em seus olhos, em seu tom de voz. Depois do julgamento humilhante e dos desumanizantes efeitos da cadeia, já era alentador que o considerasse um ser humano em vez de um monstro. Mas que Julie o olhasse como se fosse um ser valente, decente e valioso, foi o presente mais precioso que já havia ganho em sua vida."


- Se existia algo que Zack conhecesse bem nesta vida era a dor da perda e da traição. Sabia bem o que era ser golpeado e perder aquilo que lhe era mais importante. Ainda bem jovem perdeu o irmão que amava, o lar e a vida que conhecia, e os irmãos que lhe restavam. Além, é claro, de perder uma avó que nunca lhe demonstrou nenhum afeto, mas que ele amava e admirava. E de quem não estava preparado para receber tamanho desprezo e rejeição. Embora ele soubesse que aquela mulher jamais seria capaz de amá-lo, e de dar a ele o carinho que ele tanto necessitava, foi um golpe terrível vê-la olhá-lo com todo aquele ódio, antes de expulsá-lo de sua casa e de sua vida... deixando-o por conta própria, isolando-o e tirando dele até a oportunidade de construir uma vida digna naquela cidade. Porque a influência dela era tão grande que ela poderia destruir qualquer pessoa ali que estivesse disposta a ajudá-lo, até oferecendo-lhe um abrigo ou um emprego. Ela o queria longe dali e para isso estava disposta a prejudicar quem tivesse que prejudicar. Ela deixou mais do que claro que jamais gostaria de vê-lo em sua frente ou ouvir falar seu nome. E embora a dor que o invadiu tenha sido grande demais, ele saiu de sua vida de cabeça erguida. Disposto a recomeçar em outro lugar. Sem jamais olhar para trás. Porque aquela vida já não existia mais. Sua avó e os irmãos que lhe viraram as costas... estavam mortos e enterrados para ele. E assim deveriam ficar. 

Com a ajuda de um desconhecido, Zack viajou para Los Angeles, onde começou com trabalhos humildes, que apenas abriram uma porta para o seu sucesso. Não demorou para que percebessem seu talento e seu valor e apostassem nele... num ator que se tornou brilhante, construiu uma carreira de sucesso e foi além, tornando-se diretor de filmes sensacionais, que o tornaram mundialmente conhecido... mas, ao confiar novamente na pessoa errada... ao abrigar em seu coração a esperança de ter de volta um sonho que ainda não havia morrido... tudo que ele construiu, toda a vida que ele tanto batalhou para ter, foi destruída. E, de repente, ele se viu numa maldita prisão, condenado por um crime que não cometeu, e onde deveria permanecer por mais de quarenta anos de sua vida... 

Só que desistir não fazia parte do seu caráter. Não era algo que ele pudesse aceitar. Sabia que tudo estava contra ele e que estaria arriscando a própria vida ao fugir daquele inferno... mas que vida ele possuía? Como alguém poderia ter uma vida naquele lugar? Se perdesse, poderia ao menos saber que tinha tentado... que não tinha perdido sem lutar. E então, com a ajuda de alguém que acreditou nele e ofereceu a sua amizade num momento em que ele tinha fechado seu coração para qualquer sentimento e preferia manter as pessoas o mais longe possível, ele escapou... Cogitando diversas possibilidades... imaginando que poderia ser preso ou assassinado a qualquer momento... Mas se havia algo que jamais tinha passado pela sua cabeça... é que tal fuga colocaria em seu caminho Julie Mathison e os sonhos que ele tanto tinha tentado sufocar... Não estava disposto a acreditar de novo. Não queria mais amar porque a dor que tal sentimento provocava era forte demais. Só que assim como a vida não lhe deu ouvidos ao destruir tudo o que ele tinha... também não estava disposta a levar em conta o seu querer agora que estava pronta para devolver-lhe tudo o que lhe roubou...

"Tinha conseguido uma vida perfeita. Só que algumas vezes, de noite e quando estava só, não podia evitar a sensação de que tudo isso não era perfeito. Havia algo falso, faltava algo, ou existia algo que estava errado. Tinha a sensação de que havia inventado um papel que devia interpretar, e não estava segura do que devia fazer no futuro."

- Ela havia recebido uma segunda oportunidade em sua vida... no momento em que aquela psicóloga enxergou dentro dela algo que ninguém, nem ela mesma, conseguia ver. Aquela mulher, que era uma completa estranha para ela e nenhuma obrigação tinha de ajudá-la, conseguiu para Julie o lar que seu coração tanto pedira, tanto ansiara ter... e não acreditava mais que um tinha fosse possuir. Foi como se um sonho estivesse se realizando e, mesmo temendo que a qualquer momento fosse acordar e estar de volta a uma vida que a sufocava, ela agarrou aquela oportunidade com toda a sua força e jurou, para si mesma e para Deus, que valorizaria a sua chance e seria para aquela família, a filha e a irmã perfeita. E assim, os anos se passaram. Ela se tornou uma mulher, mas jamais esqueceu a sua promessa. Uma promessa que a libertou de uma vida terrível, mas também a condenou... a condenou a sempre buscar uma perfeição que ser humano algum seria capaz de encontrar. A condenou a uma vida incompleta, sufocada por um desejo cada vez mais forte de ser um exemplo, de ser motivo de orgulho para seus pais, seus irmãos, seus alunos, vizinhos e qualquer pessoa que encontrasse em sua vida. Ela exigia demais de si mesma e, no fundo, sabia que aquilo não era suficiente. Não era bom. Porque lhe faltava algo... porque havia um vazio... e enquanto seguisse atrás da perfeição, aquele vazio jamais seria preenchido. 

E, quando a vida coloca em seu caminho Zack Benedict, um fugitivo condenado por assassinato, que durante a sua fuga a transformou em refém.... Julie de repente se vê diante de mais uma oportunidade... uma chance que nunca teria de volta. Ela teria que fazer uma escolha. Seguir sendo perfeita... ou abrir seu coração para o amor. Possuir as duas coisas... não era uma possibilidade. 

Qual será a sua escolha? E... quando tudo começa errado... quais são as chances de terminar bem? Existirá um futuro para duas pessoas tão diferentes e tão marcadas por uma vida que segue jogando com elas? 

"Compreender que era possível que Julie tivesse razão foi uma bofetada para Zack, que agarrou os braços dela com mais força.
— Julie...
— Dediquei os últimos quinze anos de minha vida tentando ser perfeita — soluçou ela, lutando para liberar-se dele. — Me tornei professora para que pudessem estar orgulhosos de mim. Vou... vou à igreja e ensino na escola dominical. Depois disto não me deixarão voltar a ensinar em nenhuma parte...
De repente Zack não pôde seguir suportando o peso da dor de Julie, nem a consciência de sua própria culpabilidade.
— Não chore mais, por favor! — sussurrou, tomando-a em seus braços. Pegou a cabeça dela entre suas mãos e a apertou contra seu peito. — Eu entendo, e lamento. Quando tudo isto terminar, os obrigarei a ver a verdade.
— Diz que entende? — repetiu ela com amargo desprezo, olhando-o com o rosto acusador empapado de lágrimas. — Como alguém como você vai entender o que eu sinto?
Alguém como ele. Um monstro como ele.
— Ah, mas eu entendo! — ladrou ele, afastando-a de si e sacudindo-a até que a obrigou a olhá-lo. — Compreendo exatamente o que se sente quando alguém é desprezado por algo que não fez!
Julie conteve seus protestos pela rudeza com que ele a tratava, ao registrar a fúria de seu rosto e a dor que havia em seus olhos. Zack cravava os dedos nos seus braços e sua voz vibrava de emoção.
— Eu não matei ninguém! Ouviu? Minta e diga que acredita! Só te peço que diga isso! Quero ouvir alguém dizendo!
Depois de experimentar em pequena medida o que ele devia sentir se fosse realmente inocente, Julie se encolheu interiormente ao pensar no que esse homem podia estar sentindo. Se era inocente... Tragou com força e estudou com os olhos molhados o rosto de Zack. Então expressou em voz alta seus pensamentos.
— Eu acredito! — sussurrou enquanto novas lágrimas começavam a correr por suas bochechas. — Juro que acredito!"

- Não é novidade para ninguém que é sempre muito complicado para mim falar de um livro especial. É algo que já repeti um sem-número de vezes.rsrs... E Tudo por Amor é especial. Afinal de contas, o Zack é o protagonista da história. Um mocinho único que desde o princípio eu senti vontade de pegar no colo e cuidar. Alguém que foi traído e abandonado pela família que amava... e que, mais tarde, ao permitir que seu coração se abrisse de novo, foi traído por uma esposa que apenas o usou para conseguir o que queria. E que, como se não bastasse esquecer as promessas que lhe fez e os sonhos que alimentou dentro dele, ainda teve a coragem de traí-lo e humilhá-lo publicamente. Foi um segundo golpe terrível para o Zack, que por fora sempre tentou ser alguém forte, arrogante e insensível... que construiu essa capa para proteger um coração que ainda possuía feridas abertas. Foi difícil para ele encarar aquela situação, só que pior do que tudo isso foi ver a esposa morrer em sua frente, durante as gravações das cenas finais de seu novo filme, e ser julgado e condenado por esse crime. Um crime que ele não cometeu, mas que um júri decidiu que sim. A única pessoa que acreditou em sua inocência foi seu amigo Matt. Nenhuma das outras pessoas que o conheciam há anos e supostamente o admiravam, confiou nele. Nem seus advogados acreditavam nele. E assim ele perdeu cinco anos de sua vida numa prisão terrível, onde todos acreditavam que ele deveria ficar para sempre. Esquecido. Enjaulado como um animal. 

Foi muito difícil para mim acompanhar o sofrimento do Zack sem poder fazer nada para livrá-lo daquela situação. Logo quando a avó o expulsou de casa, eu senti um aperto no coração pelo menino que sofria, mas que fazia de tudo para esconder isso das outras pessoas... para esconder sua dor até de si mesmo. E quando ele acreditou na Rachel, quando apostou num relacionamento com ela... quando acreditou em suas promessas e pôde sonhar com os filhos que teriam, eu voltei a sentir aquele mesmo aperto... porque sabia que era tudo falso, que aquela mulher era falsa e apenas o faria sofrer de novo. Como se tudo o que ele passou já não fosse o suficiente. Vê-lo naquela prisão também foi desesperador e pude respirar com mais tranquilidade no momento em que ele conseguiu escapar... e quando aquela jovem, que já havia conquistado meu coração também, apareceu em seu caminho, eu pude começar a sorrir e ter esperanças... 

"— Zack? — disse ela de repente. — A próxima vez que uma mulher disser alguma dessas coisas, a aconselhe para que o olhe de perto. — Levantou os olhos para olhá-lo. — Se fizer isso, acredito que verá uma estranha nobreza e uma extraordinária doçura.
Completamente surpreso, Zack descruzou os braços e sentiu que seu coração dava um salto, como cada vez que ela o contemplava dessa maneira.
— O que não quer dizer que não ache que seja autocrático, ditatorial e arrogante, como entenderá — adicionou Julie, reprimindo uma gargalhada.
— Mas mesmo assim, você gosta de mim — brincou ele, enquanto passava o dorso da mão pela bochecha dela, desarmado e aliviado. — Apesar de tudo isso.
— Pode adicionar "vaidoso" à lista — disse ela enquanto ele a abraçava.
— Julie — sussurrou, inclinando a cabeça para beijá-la —, cale a boca!
— E determinante também! — declarou ela contra os lábios dele. Zack começou a rir. Julie era a única mulher que o deixava com vontade de rir enquanto a beijava.
— Me lembre de nunca mais me aproximar de uma mulher com seu tipo de vocabulário! — disse Zack. Percorreu com a língua a forma da orelha de Julie e ela estremeceu, agarrando-se a ele enquanto adicionava outra palavra à definição sumária de seu caráter.
— E incrivelmente sensual... e muito, muito sexual...
— Por outro lado — corrigiu ele, lhe beijando a nuca —, não existe substituta para uma mulher inteligente e de grande discernimento."

- Não posso reler esse trecho sem começar a rir de novo.rsrs... Se eu já não amasse a Julie pela pessoa maravilhosa que ela era, a teria amado por ter derrubado as defesas dele e ter lhe devolvido a capacidade de sorrir... por tê-lo feito voltar a demonstrar afeto e estar disposto a receber o carinho, a ternura que ela tão naturalmente lhe dava. Eu me divertia muito vendo os dois juntos. Tanto quando eles brigavam quanto nos momentos em que ela o contagiava com seu bom humor e seus sorrisos. Eles tinham começado como captor e refém, mas não demorou muito para que se deixassem levar pelos sentimentos tumultuantes que um provocava dentro do outro. Até mesmo quando a ameaçava, ele sentia dentro dele algo diferente... que não conseguia explicar, mas que definitivamente não queria sentir.rs E até mesmo quando aproveitava todas as oportunidades para tentar escapar dele e acreditava que a cadeia era o seu lugar, Julie sentia algo forte em seu coração... uma sensação estranha. E quando ele suplicou para que ela o ajudasse, ela não pôde lutar contra os sentimentos que tais palavras e o desespero em sua voz provocaram dentro dela. 

"— Tem a distinção, Julie, de ser a única mulher que conseguiu me fazer sentir como que dançando em uma maldita corda guiada por seu dedo.
Julie mordeu o lábio inferior para não sorrir, porque pareceu maravilhoso e significativo isso de afetá-lo de uma maneira distinta de todas as demais mulheres. Embora ele não gostasse.
— Sinto... muito — disse por fim com total falta de honestidade.
— Muito! — retrucou ele, mas a tensão tinha desaparecido de sua voz. — Está fazendo todo o possível para não rir.
Julie levantou seu dedo indicador e o inspecionou com cuidado.
— Me parece um dedo comum — brincou.
— Não há absolutamente nada comum em você, senhorita Mathison — respondeu ele entre irritado e divertido."

- Como conseguimos perceber desde o princípio que aquela relação teria que chegar ao fim em algum momento, uma vez que o Zack era um fugitivo e não poderia ficar naquele esconderijo por muito tempo, aproveitamos ainda mais intensamente cada momento deles juntos... rimos e choramos e ansiamos para que a separação não seja muito longa. Na verdade, ansiamos para que sequer haja separação. Queremos que eles fiquem juntos, que enfrentem tudo juntos... que ela não o deixe, ainda que ele a mande embora. 

"— Não vá! — suplicou ele com voz rouca. — Por favor!
Ante o tom desesperado de Zack, o coração de Julie se retorceu, mas seu orgulho ferido gritou que só uma tola, insensata e sem dignidade permitiria que ele se aproximasse depois do que tinha feito na noite anterior, e seguiu caminhando. Quando esticou o braço para pegar o trinco da porta traseira, a voz de Zack chegou até ela já muito perto. Estava afogada de emoção.
— Julie! Não, por favor! — A mão de Julie se negou a fazer o trinco girar, seus ombros começaram a ser sacudidos por violentos soluços e teve que apoiar a cabeça contra a porta, com a face banhada em lágrimas. A bolsa deslizou de suas mãos. Chorava de vergonha por sua falta de força de vontade, e por medo de um amor que não conseguia controlar. E enquanto chorava por si mesma, permitiu que ele a abraçasse e a apoiasse contra seu peito.
— Sinto muito — sussurrou Zack, enquanto fazia desesperados esforços por consolá-la, acariciando-lhe as costas, sustentando-a com força. — Peço que me perdoe! Por favor, me perdoe!"

- Estou em lágrimas de novo, acreditam?!kkkk... Oh, Deus! Eu amei esta história, gente. Amei o Zack logo que o conheci. Ele invadiu meu coração sem pedir licença. Quando eu dei por mim já estava completamente louca e envolvida por ele. Amei a criança que a Julie foi. Aquela menina perdida que suplicava em silêncio por socorro. Ela era tão orgulhosa, mas também tão frágil. Eu me deixei levar pelo desejo de protegê-la. E quando ela cresceu, admirei a mulher que ela se tornou, ainda que soubesse que ela estava fazendo um grande mal para si mesma ao ir atrás de uma perfeição que jamais encontraria. Enfim... Eu acreditei nela, confiei nela mesmo sabendo que chegaria um momento em que ela me magoaria muito. Mas quando eu a via com o Zack, quando via o bem que ela lhe fazia e a maneira como o defendia, eu a amava ainda mais... e mais medo sentia, confesso. Mas falarei sobre a Julie um pouco mais logo, logo. Enfim... Eu me apaixonei perdidamente por este livro. Não só pelo Zack e pela história dele com a Julie, mas também por tudo que torna esta história tão linda e tão querida. Por todos os outros personagens que marcaram presença na história e que me divertiram e me encantaram, que também conquistaram espaço em meu coração. Como não amar a família linda que recebeu de braços abertos aquela criança tão assustada e ferida, tão necessitada de amor? Como não amar o Ted, irmão adotivo da Julie, apesar de seu temperamento difícil? Ao conhecer a história dele com a Katherine, melhor amiga da Julie, podemos ver um outro lado dele e entender o que o tornou tão amargo e difícil. E ao conhecer a Katherine melhor, também não podemos culpá-la. Eu cheguei à conclusão de que ambos erraram. Que os dois não estavam muito preparados para um casamento e que por isso aquela história chegou ao fim... ou ficou adormecida por um tempo.rsrs... Quanto mais os conhecemos, mais desejamos um recomeço para eles... uma segunda oportunidade. E como não amar também o Matt, a Meredict e a filhinha deles? Eles possuem sua própria história no livro Em Busca do Paraíso. Uma história que ainda não li, mas da qual eu pude sentir um gostinho através deste livro. O Matt é o melhor amigo do Zack, o único que esteve ao lado dele sempre, que jamais deixou de acreditar em sua inocência. Eu tive algumas reservas com o Matt no princípio. No que se refere à amizade dele com o Zack, mas depois que fui conhecendo-o melhor, pude perceber que o Zack jamais teria um amigo tão leal, tão especial e completo. Enfim... E como não amar os alunos da Julie e aquelas mulheres que ela estava ensinando a ler? São poucos os personagens que odiamos nesta história. A maior parte deles enche de luz o livro, faz com que a história seja completa e muito mais do que maravilhosa. :)

"— Eu nunca dou uma segunda oportunidade a ninguém, Julie. Nunca.
— Mas...
— Para mim, todos eles morreram."

Mais que uma história de amor, esta é uma história de recomeço. De segundas oportunidades... dadas pela vida e para pessoas que magoaram, feriram quem os amava, mas ansiavam por uma segunda chance. Dentre essas pessoas que tiveram sua segunda chance, só o Zack realmente merecia, na minha opinião. Ele não tinha destruído o coração de ninguém. Não tinha virado as costas para alguém que o amava... mas a vida tinha lhe tirado muito e de repente resolveu lhe dar outra chance de correr atrás de sua felicidade. Não porque ele tenha desperdiçado a primeira chance, mas porque ele tinha o direito de recomeçar de novo após perder tudo. Para mim, só ele era realmente digno de tal oportunidade... mas eu compreendo a intenção da autora. Sei que ela quis restaurar relações rompidas, provocar um recomeço... trazer de volta o que tinha sido destruído. E não a culpo de maneira alguma pelo fato de eu não ter conseguido perdoar certos personagens e de ter terminado a leitura odiando-os. Como eu disse para minhas amigas, uma opinião por uma história e seus personagens é sempre muito subjetiva... dependente de muita coisa. Enfim...

- Corrigindo o que eu disse mais acima (rs), não foi só o Zack que mereceu uma segunda chance... Na verdade, dois outros personagens queridos também mereceram. Quando eu disse o que disse acima, estava pensando nos personagens que odiei. E sigo odiando.

- Como eu disse, amei esta história! Com todo o meu coração! Já é uma das minhas preferidas da autora e sempre será especial e inesquecível. E dei cinco estrelas ao livro sem sequer necessitar pensar duas vezes! Nada que tenha acontecido na história foi capaz de destruir ou manchar o meu amor por ela. Como eu falei com as minhas amigas também, a luz, a magia que o livro e quase todos os seus personagens possui, torna a sombra de um certo alguém algo totalmente insignificante. Porém, não posso deixar de falar disso...

... Não posso deixar de dizer que terminei a leitura odiando profundamente a Julie. Que ela conseguiu destruir o amor lindo que eu sentia por ela. Que ela me magoou como nenhum outro protagonista da autora tinha sido capaz de magoar. Lembram do Clayton, de Whitney, Meu Amor? Lembram de tudo que ele fez? Pois nem ele me feriu tanto. E no final das contas, ele conseguiu o meu amor. Uma mescla de amor-ódio. A Julie... para ela só restou o meu ódio. 

E talvez vocês queiram saber o motivo, certo? Como meus sentimentos por ela podem ter mudado desta maneira?! Revelar meus motivos seria dar spoiler e na realidade me sinto sem forças, gente. Sem forças para colocar em palavras novamente o ódio intenso que sinto por ela. Sem forças para falar mais uma vez de tudo que ela fez. Mas, para quem quiser saber, deixarei o spoiler abaixo. Durante a leitura e ao término dela, eu falei muito sobre o livro com as minhas amigas. E se querem saber exatamente o que penso da... minha "querida mocinha", basta lerem os trechos dos emails que estarão logo abaixo. 

 A PARTIR DAQUI, TERÁ SPOILER! SE NÃO QUISER SABER SEGREDOS DA HISTÓRIA, PARE DE LER IMEDIATAMENTE!!!!rs


Bem... Antes de colocar os trechos desses emails, vou dizer o que a Julie fez... ELA ENTREGOU O ZACK PARA A POLÍCIA!!!!!!!!!! A maldita desgraçada não só preferiu seguir sendo a pessoa "perfeita" que era, como também preferiu dar ouvidos a alguém que já tinha deixado claro o quanto desprezava o Zack. A maldita avó dele, filha de todas as pragas. Se ela tivesse feito apenas isso... se decidisse simplesmente não ir ao encontro dele... mas não. Ela tinha que fazer o que era certo, é claro. E participar de uma armadilha contra o Zack era a coisa certa a fazer, segundo o raciocínio dela. Eu sabia que ela iria traí-lo, mas não imaginava que as coisas seriam como foram. Que ela cederia tão fácil. Que ela duvidaria dele e o entregaria de bandeja tão rápido como fez. Ela preferiu acreditar nas palavras de alguém que ela nem conhecia e que, pior ainda, era uma pessoa que ELA SABIA que odiava o Zack!!!! E ainda por cima, ela própria cogitou uma outra possibilidade, gente. Não fui eu que gritei nada no ouvido dela não. Ela própria imaginou que poderia ter uma outra explicação para aqueles crimes. Ou seja, houve uma dúvida razoável. E como a senhorita perfeição decide condenar alguém quando ela própria tinha uma dúvida razoável sobre a autoria dos crimes?! Foi como se ela agisse como aquele júri agiu. Condenando-o quando não possuía provas suficientes da culpa dele. Ela o julgou, condenou e levou os policiais até ele para prendê-lo. O traiu como ninguém merece ser traído. Enfim... Sinceramente, gente. Não tenho condições de seguir falando sobre isso, porque ainda me magoa muito e porque odiar a Julie também me magoa. Só que é inevitável, sabe. Não sinto mais um pingo de amor por ela. Sinto um ódio que não pode ser medido.

Trechos de emails:

"A Julie amava o Zack realmente. Mas não o suficiente. Seu desejo de ser perfeita acabou falando mais alto que isso e após entregá-lo ela seguiu com sua vida. Rindo, saindo todo final de semana com o Paul, levando sua maldita vida normalmente, como se não o tivesse condenado por toda a vida! E não esqueci que ela queria que ele fosse internado para tratamento... mas o que nossa perfeita mocinha fez depois que o tempo passou e ele continuou preso, e ela sabia que provavelmente seguiria preso para sempre, sem nenhuma avaliação psiquiátrica? Ela não fez nada! Só no início, depois ela fingiu que nada daquilo estava se passando. Fingiu que ele não estava numa maldita prisão sem receber ajuda psiquiátrica alguma! E ainda me ferveu totalmente o sangue quando achou que a vida a estava golpeando e ainda sentiu raiva do Zack por tê-la envolvido naquilo. Pelo amor de Deus! Que ela deixasse de se fazer de vítima! Ele a envolveu no início, mas foi a desgraçada que fez a cabeça dos amigos dele e inventou uma mentira para voltar para a vida dele!!!!!! Ela não tinha nenhum direito de reclamar, pois ele a tirou de sua vida e ela quis entrar de novo! E a vida a estava golpeando droga nenhuma! Ela golpeou o Zack! Ela o condenou, destruiu sua vida! Cada vez que ela ria eu tinha vontade de agredi-la, sinceramente! A pobrezinha tinha que continuar vendo o Paul porque ele a fazia rir e se lembrar do Zack. E isso apenas me enfurecia mais! Além disso, ela também entrou em contato com a Meredict, após o Matt dizer a ela o que ela merecia ouvir para se fazer de pobre coitada com ela também. E depois se despediu como uma pobre coitada também. Ela não suportava que alguém a visse como uma víbora, não suportava que não gostassem mais dela. Ela ficava se defendendo o tempo inteiro. Em qual maldito momento ela realmente pensou no que ele estava sentindo naquele momento, em como eram os dias dele naquela prisão? Ela preferiu voltar para sua vida perfeita e pensar apenas no que ela estava sentindo, no quanto ela estava sofrendo. Não consigo compreender esse amor.

Amiga, quando ela ficou tentando obrigá-lo a perdoar a avó porque a havia perdoado, meu ódio por ela conseguiu se multiplicar. Ela sabia o que ele tinha passado, o quanto ele tinha sofrido. E no entanto quis impor a presença de todas aquelas pessoas, achando que ele tinha que ser compreensivo e perdoá-los. Pelo amor de Deus! O que aquela gente fez por ele em todos aqueles anos? Quando o procuraram, quando se importaram? Nunca! Apenas estavam ali para aliviar suas malditas consciências. Que ele os tenha perdoado, eu acho lindo. Sei que o nosso Zack era totalmente capaz disso. Que ele tem um coração lindo e que sempre quis fazer as pazes com sua família. Mas ninguém ali merecia, flor. São todos podres."

"Meu sentimento pela Julie é tão diferente do que sinto pelo Clayton que dói. :( Eu sofri com o sofrimento do Clayton. Eu quis protegê-lo dele mesmo. Sabia que o que ele tinha feito era imperdoável e ainda assim eu o perdoei. A Whitney era minha protegida, mas eu perdoei o Clayton após ele machucá-la daquela maneira terrível. E quis que ela o perdoasse. Me incomodei muito quando falaram mal dele naquele grupo. Fiquei furiosa com certas coisas que disseram sobre ele. Mas com a Julie... se qualquer pessoa vier a falar mal dela um dia, eu não me importarei nada. Tudo que eu sentia por ela morreu... toda a admiração foi para o espaço. Eu sei que não a amo mais. Sinto um desprezo que é impossível de explicar, de medir... de superar. Ela sempre será inesquecível, mas por um motivo totalmente negativo: sempre lembrarei dela como a única protagonista da JM que eu realmente desprezo. "

"Eu penso que poderia ler o livro 100 vezes e ainda assim seguiria odiando essa coisa maldita! Sinto um ódio tão grande que você nem imagina, amiga! Eu quero que ela sofra muito, que fique no chão como o deixou. E ainda assim eu sei que não a perdoaria! Eu odeio essa p...!!!! Odeio, odeio, odeio!!!!!! Sempre vou odiá-la!"

"Aceito que o Zack tenha ficado com a Julie. Porque o amo tanto que só quero que ele seja feliz. E se somente ao lado dela isso é possível, então que assim seja. Só o que importa é que ele foi capaz de perdoá-la, de lhe dar uma segunda oportunidade (embora eu ache que ele ainda precisará lhe dar diversas oportunidades na vida... pois a "perfeita" Julie não aprendeu droga nenhuma com o que fez!) e recomeçar. Enfim...

 Não me surpreendi com o fato da "minha querida" vaca, digo, "mocinha" ter se aliado à avó dele. Já quase parecem amigas, as queridinhas. Não me surpreende porque elas têm muito em comum, sabe. Ambas são grandes traidoras. Especialistas em abandonar alguém que as ama e confia nelas. Então podem dar as mãos e sair andando!"

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Uma Nova Chance (Parte I) - Hillary Lancaster (novidades para 2015)





Alix Shulman tem tudo o que qualquer pessoa desejaria para si: fama, dinheiro, uma excelente profissão e reconhecimento além dos limites de Edimburgo.

Aos 23 anos é uma mulher atraente, perspicaz e determinada e faz da empresa onde trabalha o lugar mais invejado por outras revistas. Sua ambição e ceticismo a tornam ainda mais notável, ainda que as pessoas a sua volta, principalmente Sétmy, a alertem para os prazeres da vida. Afinal, como alguém pode ser feliz apenas com riquezas materiais? Ainda que falem e repitam, Alix não se importa. Ela é feliz e tem uma força e autoconfiança inabaláveis. Para ela, seu trabalho a satisfaz mais do que qualquer outra coisa. Mas seus colegas de trabalho não pensam o mesmo dela; ela trata todos com desdém. Alix não precisa deles; é o que pensa. Mas será que um dia viria a precisar? De qualquer um deles? E sua chefe? Por que ela deixa Alix no controle de tudo mesmo sabendo como se comporta? E por que Alix não pensa em mais nada para ocupar seu tempo que não o trabalho já que tem tanto para si? Ela não se faz essas perguntas, mas certos acontecimentos farão com que muito mais que esses simples questionamentos lhe venham atormentar.

E no rumo da vida, Alix aprenderá que existem muito mais coisas com que se importar antes que o essencial lhe seja percebido tarde demais. E antes que perceba, Alix estará envolta em teias invisíveis e marcantes de sua própria vida que ela vai entender – por mais incompreensível que seja – que não pode controlar. 

E enquanto tempo e destino brigam e a devoram, Alix vai lutar contra o sentimento dentro dela mesma e fugir daquilo que ela mais teme.



- Posso dizer, com toda a sinceridade, que um dos meus principais motivos para resolver apostar nesta história, é esta sinopse. Depois de lê-la, senti que despertava em mim uma necessidade de conhecer esta história mais profundamente, de saber o que se passou com a Alix para torná-la uma pessoa assim e para fazê-la se fechar no trabalho e trancar a porta para que ninguém tivesse a oportunidade de se aproximar. Quero conhecer a Alix... sua vida. Sua história. E descobrir qual é esta nova chance que será dada... e a quem será dada. Espero que não seja tarde demais para nada na vida desta mocinha, que ela possa agarrar as chances que a vida ainda está disposta a lhe dar... porque sou fã dos finais felizes e penso, ainda que eu não a conheça, que ela merece seu final feliz. Como todos nós. :)

Uma Nova Chance me promete algo... desde que tive contato com sua sinopse pela primeira vez. Tenho por esta história a mesma sensação que costumo ter antes de ler certos livros especiais que já encontrei em meu caminho. Livros que me marcaram e que nunca esquecerei.  Espero estar certa, espero que esta história venha invadir minha vida e ficar. Estou mais do que ansiosa para ter a oportunidade de ler este livro! :D

Uma Nova Chance é o primeiro livro escrito por Hillary Lancaster, uma autora nacional que acredita que sonhos podem se realizar, sobretudo se lutamos para que eles se realizem. Algo no que, eu creio, todos deveríamos acreditar... O lançamento do livro está previsto para início de 2015 e será publicado pela Editora Deuses. 

Gostariam de conhecer um pouco mais da Hillary? Ela aceitou falar um pouquinho mais de si mesma, seus gostos e o que Uma Nova Chance representa para ela. Hillary, muito obrigada por dividir um pouco mais de você com a gente! E desejo desde já que você faça muito sucesso e realize seus sonhos! Que esta seja a primeira de muitas e lindas histórias! 


Você sempre gostou de escrever?

Antes mesmo de existir! (risos) Desde os sete anos, rabiscava poesias, frases e pequenos textos nas capas dos cadernos e apostilas e qualquer coisa era motivo para escrever. Sempre foi como se as palavras possuíssem uma magia que me atraísse a desenhá-las.

O que a fez escrever este livro? Houve algo que a inspirou, um livro, uma música, alguém...?

Não há um motivo; simplesmente eu precisava escrevê-la. Veio de forma espontânea demais, natural demais. Foi como se ela estivesse adormecida há muito tempo, apenas esperando a hora certa de despertar. Tudo surgiu de forma simples e fácil, a história criou vida própria em minhas mãos.

O que este livro significa para você?

Esse Livro significa que sonhos são reais e sempre há esperança e força em si mesma. Ele é parte de mim, parte da minha essência, e representa uma magia que quase todos os seres humanos parecem ter esquecido existir. É uma história que exprime verdade e pureza, crueldade e mentira; esse livro representa para mim as várias faces humanas. Para mim é mais que apenas um livro; ele representa fé, persistência e luta e acima disso: ele me faz sentir orgulho do reflexo que vejo todas as manhãs quando encaro o espelho.  

Como está sendo o processo de produção da história?

 Minha nossa! Está sendo... maluco! Quero dizer, para mim isso tudo ainda é meio surreal, porque até algum tempo atrás isso estava nos meus sonhos maiores e agora... ele está criando vida “diante de meus olhos”. Para mim está sendo um processo de assimilação dupla, porque ao mesmo tempo em que estou louca para pegá-lo nas mãos, fico imaginando se estou realmente acordada. Mas é um momento incrível e acredito que todas as histórias vão ter essa sensação de “primeiro livro”. Quanto a segunda parte,  já está pronta, então vocês não vão sofrer muito para esperar a continuação de “Uma Nova Chance”.  E acreditem, está bem emocionante.

Quase todos os livros que leio, de uma forma ou de outra, me ensinam lições que jamais esquecerei... Poderia dizer uma lição que você queira ensinar através da sua história... algum tema de reflexão? 

“Uma Nova Chance” é uma história que carrega várias lições, porque é uma trama que envolve vários personagens em muitas perspectivas. Mas há algo que eu quis mostrar que era exatamente: não é porque desejamos algo, que aquilo deve ser tudo em nossas vidas. Há mais e muito a ser visto e escutado, tocado e vivenciado, e não podemos nos dar ao luxo de perder isso. Quero que quando vocês lerem essa história, que vivenciem e sintam cada emoção e sentimento que experimentei enquanto escrevia; que a leitura os leve para longe de tudo por aquele breve momento e que seja um instante único. Só quero que as pessoas enxerguem que não é tarde para ir em frente com aquele sonho que muitas guardaram no fundo mais mórbido de seus corações e que estamos tendo chances a todo o momento, mas que precisamos viver e aproveitar para poder agarrá-las. E que nunca, jamais, é tarde demais.

Cite:

Um livro preferido...

Isso é MUITO difícil; não tem como escolher só um, porque todos são especiais. Mas... Trilogia de Tinta, Cemitério dos Livros Esquecidos, Sherlock Holmes, Alice no País das Maravilhas... Todos!

Uma música preferida...

Crazy – Aerosmith e Guardian – Alanis Morissette

Um filme...

Avatar; Frozen; Enrolados; Entrevista com o Vampiro...

Uma frase...

São muitas, mas uma das melhores é: “Deem-me um pedaço de papel e um instrumento para escrever, e eu mudarei o mundo” – Friedrich Nietzsche


P.S. “Uma Nova Chance; Parte I” é uma história onde a própria escrita transmite a personalidade das personagens e dessa forma, molda cada uma delas. Ao longo da narrativa, você percebe a evolução nítida delas.


Que tal dar uma olhadinha no Book Trailer? Eu adorei! 



Quer entrar em contato com a Hillary? Basta acessar um dos links abaixo (ou todos eles!rs):


sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Votos Forçados - Lynne Graham


(Título Original: A Vow Of Obligation
Tradutora: Ingrid Guimarães
Editora: Harlequin
Edição de: 2012)

Casamentos Ordenados 3/3

Ela arrumava a cama dele. Mas agora iria ajudá-lo a desarrumá-la!

Com o intuito de salvar a reputação de uma amiga de trabalho, Tawny tinha como missão roubar o laptop de Navarre Cazier. Porém, ao ser pega em flagrante, seu rosto ficou mais vermelho do que suas madeixas ruivas. Não havia dúvidas de que seria demitida sumariamente. Mas Cazier a surpreendeu com uma proposta inusitada... Fingir ser sua noiva a fim de cessar as intermináveis fofocas acerca de sua vida. 

Seduzir mulheres ricas sempre fora uma tarefa fácil para ele, mas convencer Tawny a colocar sua aliança se tornara mais do que um desafio!



Palavras de uma leitora...


- "Ela arrumava a cama dele. Mas agora iria ajudá-lo a desarrumá-la!" Lendo isso eu penso: ainda bem que não escolho as histórias baseada puramente em sinopses. Porque se escolhesse... passaria a quilômetros de distância do livro após ler a frase acima. E assim perderia a oportunidade de ler uma história incrível, que tornou o meu dia muito mais leve e divertido. E sim. Ainda estou absurdamente chocada com isso. Afinal de contas, não tinha mais a menor esperança de amar algum livro desta trilogia, que me frustrou desde o princípio. Por conta disso, fiquei totalmente surpresa ao me pegar grudada ao livro, rindo como uma boba com o humor fascinante da Tawny e deliciada com os gestos românticos e irresistíveis do MEU Navarre. Sim! Ele já entrou direto para a lista dos meus mocinhos! :D

"Uma batida soou na porta.
- Atenda. - disse a ela. 
-Diga por favor - respondeu, desafiando-o. - Você está me pagando, mas ainda pode ser educado.

Não acreditou naquilo.
- Sou muito bem educado.
- Não, não é... Já vi como trata sua equipe. Faça isso, faça aquilo... Por que ainda não fez isso? Por favor e obrigado não constam...
- Abra a maldita porta! - disse, perdendo a paciência.
- Não é apenas rude, é também ameaçador - declarou Tawny, indo abri-la."

- Tawny sabia que estava numa terrível encrenca. E realmente isso era tudo que ela mais precisava na sua vida, naquele momento. Disso não tinha dúvidas! Mas ela não era do tipo que se lamentava por conta dos problemas. Se a vida lhe dava limões, ela os espremia e tomava azedo mesmo, para depois fazer piada sobre o assunto. Afinal de contas, a vida era curta demais para tanto estresse e drama. E não seria porque estava prestes a ser demitida e presa que ela iria entrar em pânico. E muito menos deixar de se divertir às custas do francês lindo e mal humorado, que seguia fascinando-a mesmo depois da frase "Vou chamar a polícia." Talvez ela fosse meio louca, conclusão a qual Navarre já chegara, mas a verdade é que não era o tipo de pessoa que acreditava que não existia saída para os problemas. Era corajosa, independente, bem humorada e louca o suficiente para saber que a saída existia... embora não fosse possível vê-la... ainda

" - Não me responda - advertiu-a enquanto Jacques entrava, curioso ao ouvir aquela última frase.
- É um alvo muito tentador - disse Tawny.
- Controle a tentação. Se não puder fazer o que mandam, não será de grande serventia.
- Por acaso ouço um chicote estalar acima da minha cabeça? - Ela olhou para cima."

- Em toda sua vida, Navarre jamais encontrara uma mulher como Tawny. Embora tivesse chegado à conclusão de que ela certamente não jogava com o baralho todo, havia algo nela que o prendia. Que o fazia admirá-la e desejar passar mais tempo com ela, ainda que soubesse que ela era uma ladra e uma mercenária, cuja lealdade possuía um preço. No entanto, nada disso o impedia de ficar mais e mais atraído conforme ia conhecendo-a e de desejar, em seu íntimo, que em toda aquela farsa que construíram juntos, existisse um fundo de verdade...

- Tawny, que nunca antes tinha tido realmente uma amiga, ficara tocada quando Julie, a recepcionista do hotel no qual ela trabalhava como camareira para completar sua renda, oferecera sua amizade sem pedir nada em troca e ainda por cima a ajudara no momento em que ela mais necessitava. E quando a amiga, desesperada, lhe pedira para entrar no quarto de Navarre e pegar seu laptop "emprestado" para que pudesse apagar umas fotos comprometedoras, Tawny soube que precisava fazê-lo... porque possuía uma dívida com a amiga e não podia lhe virar as costas quando ela mais precisava. Além disso, depois do que Julie lhe contara, Navarre havia caído muito em seu conceito e merecia uma pequena lição, para deixar de ser tão depravado ao ponto de tirar fotos nuas de uma mulher e depois se recusar a apagá-las, mesmo após ela implorar para que ele o fizesse. No final das contas, ele pedira por aquilo e tal constatação aliviava sua consciência. 

Só que após ser pega em flagrante e de perceber o quanto havia sido estúpida por acreditar numa amizade que havia sido falsa desde o início, Tawny sentiu que recebia mais um golpe em sua vida. Só que não era o tipo de pessoa que simplesmente desistia. Se a vida lhe derrubava, ela se erguia novamente, levantava a cabeça e seguia em frente... sempre. E, ao ouvir a proposta que Navarre lhe fazia, em troca de não mandá-la para a cadeia, ela acabou por perceber que realmente existiam males que vinham para o bem...

Tudo que Tawny necessitaria fazer, para não ser presa, seria fingir ser noiva de Navarre durante um curto período de tempo. Um emprego pelo qual seria muito bem paga e que permitiria que ela continuasse pagando as despesas da avó, que era sua motivação para arranjar aquele trabalho como camareira. Ela sabia que era muito mais fácil arrumar os quartos de um hotel do que trabalhar para Navarre, porém pela avó valia o sacrifício.rsrsrs... Ainda que fizesse parte do seu trabalho suportar as constantes demonstrações de afeto que seu "noivo" recebia de uma mulher, cujo anel de noivado no dedo de Tawny não inibia...

"Uma noiva de verdade, refletiu ironicamente, teria vontade de atirar nela e enterrá-la ali mesmo."

- Com o convívio, o que era apenas uma atração intensa por parte dos dois, acaba por se transformar em algo muito mais profundo, que nenhum deles estava disposto a reconhecer. Era muito mais fácil levar aquele relacionamento como um jogo, um caso que logo chegaria ao fim... do que encarar as emoções tumultuantes que os invadiam e os faziam ansiar por algo que mais parecia uma ilusão. Eram de mundos diferentes. E Tawny era uma prova viva de que homens como ele jamais queriam algo sério com mulheres como ela. E não estava disposta a entregar seu coração para que o mesmo fosse feito em pedaços. Não. Não permitiria que tal coisa acontecesse. Mas uma coisa que ela ainda não sabia... é que o coração é muito desobediente e que quase sempre ama justamente quem não queremos amar... 

- Lembram do que eu disse sobre os dois livros anteriores serem carentes de emoção? Pois bem. Creio que toda a emoção que fugiu desses livros veio parar direto nesta história!rsrs... Porque uma coisa que realmente não faltou ao livro foi emoção, paixão, sentimentos. Eu comecei a leitura da história hoje e em pouquíssimo tempo já havia terminado. Lembro claramente de ter dito, ao virar a última página: "Já acabou? Não acredito!" E fiquei realmente decepcionada por conta disso.kkkkkk... Não queria que o livro acabasse. Por mim, todas as páginas que a autora usou para escrever a história das irmãs da Tawny, poderia ter usado para escrever a história dela e do Navarre. Porque 183 páginas é muito pouco! :( Embora a autora tenha talento o suficiente para conseguir escrever uma belíssima, e completa, história em poucas páginas, eu fiquei com um gostinho de quero mais... Simplesmente porque amei este casal e a história deles! E não queria de modo algum deixá-los. :( 

Eu estava com um humor terrível quando coloquei o livro na bolsa antes de sair de casa hoje. E fiquei ainda mais estressada depois de tomar um banho de chuva (risos), pois choveu tanto que o guarda-chuva não deu conta. Cheguei ao meu destino ensopada e morrendo de frio e peguei o livro acreditando que apenas me estressaria mais. No entanto, mesmo tendo certeza absoluta de que não existia a menor chance deste livro salvar a série, eu precisava me ocupar lendo algo, qualquer coisa, pois estava prestes a perder totalmente a minha paciência hoje.kkkkkkkkk... E o livro, para minha completa surpresa, conseguiu me fazer rir e até gargalhar em certos momentos, me encantando e fazendo o dia de repente ficar muito bonito. :) 

- A primeira coisa que notei ao iniciar a leitura deste livro, foi que o livro tinha muito mais ritmo, "fôlego" do que os outros livros da série e que a Tawny era meio doidinha, muito divertida e descontraída, do tipo de pessoa que sempre olha para a vida vendo o que de melhor ela tem a oferecer em vez de ficar pensando em coisas que a entristeçam. Não que ela não seja capaz de ficar triste ou chorar e na verdade ela chora em alguns momentos (embora tente esconder isso do Navarre), porém ela não se deixar abater pelas adversidades e logo recupera seu bom humor de novo. Ela é uma pessoa simples, da qual é impossível não gostar. Eu já a amava e desejava ser sua amiga muito antes de ser conquistada também pelo Navarre. Já considerava o livro maravilhoso por contar com uma mocinha incrível, criada com todo carinho e atenção pela autora. Uma mocinha que em momento algum me decepcionou. Muito pelo contrário! Quanto mais a conhecia, mais me surpreendia e a admirava. E claro que isso poderia significar um problema para o Navarre, já que eu me considerava protetora dela e estava disposta a esganar qualquer um que se atrevesse a magoá-la. Mas o Navarre foi feito sob medida para ela e também não me decepcionou. Pelo contrário! Me fez suspirar aqui com a maneira linda de amá-la e de tentar conquistar seu coração. Ele comete erros? Sim! Como todo ser humano. E não era muito experiente nos assuntos do coração, portanto não sabia bem como agir. Mas ele tenta. E reconhece quando está errado. Sabe pedir perdão e tentar novamente. Eu o achei totalmente digno de alguém como ela e a autora até fez eu me esquecer da minha frustração com os outros livros. Com Votos Forçados ela voltou a me encantar com uma história que ela soube transformar numa verdadeira joia. :) É Lynne Graham no seu melhor estilo!

"- De que maneira eu o atingi?
- De todas as maneiras que uma mulher pode atingir um homem. Primeiro no meu corpo, depois na mente e, finalmente, em meu coração"

- Eu poderia dizer muita coisa, mas não quero contar a história toda.rsrsrs... Tudo que eu disse é apenas o princípio. Certas coisas vão se passar entre o casal. Desentendimentos, brigas, momentos que me deixaram com o coração partido (que crueldade eles dois sabem colocar em suas palavras!)... Enfim... E ambos me encantaram com a maneira como conseguiam lidar com os problemas que haviam entre eles... e a Tawny me divertiu demais no final da história.kkkkkkk... Mas não posso seguir falando. :D Tenho que permitir que vocês conheçam o livro por si mesmos! E espero sinceramente que o amem tanto como eu amo!  :) 

- Vale mencionar que a Beatriz e o Sergios, protagonistas de Acordo no Altar, aparecem nesta história. E até possuem uma participação importante, que me fez gostar um pouco mais deles dois.rsrsrs... Zara também apareceu e Vitale foi apenas mencionado (pelo que pude perceber). Mas falando da participação da Zara... eu preferia que ela não tivesse aparecido.kkkkk... No segundo livro eu quis que ela aparecesse, mas me arrependi amargamente quando ela finalmente apareceu neste livro aqui. A autora não parece ser muito fã de sua própria personagem, sinceramente. Porque sempre tem que colocá-la como uma imbecil, incapaz de fazer algo certo. A Zara é sempre muito fraca e impulsiva e senti vontade de esganá-la quando ela não percebeu que ninguém a tinha chamado para se meter onde não devia. Ela devia ter seguido cuidando de sua própria vida! Sinceramente! Como ela me irritou naquele momento! Sei que ela não fez por mal, mas foi impossível não me irritar. Enfim...

- Dei 5 estrelas ao livro sem sequer pensar duas vezes! :D E uma coisa que não consigo entender é a classificação dele no Skoob. :( Desejo de Vingança possui uma média de 3.6 estrelas; Acordo no Altar possui uma média de 3.7 estrelas; e Votos Forçados, que é realmente o único livro que vale a pena nesta trilogia (na minha opinião, é claro!!!!) tem uma média de apenas 3.8 estrelas. E dos três é o menos favorito e desejado no Skoob. :( Até o epílogo do livro é completo, a mocinha tem toda a personalidade que faltou nas outras mocinhas, o mocinho é incrível como os outros nunca conseguiram ser e no entanto o livro não é tão querido. Bem... não importa! Ele tem todo o meu amor e proteção! Eu o amo muito e isso é suficiente. :) Apesar disso... vou seguir torcendo para que o livro seja muito conhecido por outros leitores e receba todo o amor que merece! :D

Trilogia Casamentos Ordenados

3º Votos Forçados

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Acordo no Altar - Lynne Graham


(Título Original: A Deal at the Altar
Tradutora: Ana Resende
Editora: Harlequin
Edição de: 2012)

Casamentos Ordenados 2/3


Ela fizera uma proposta indecente!

Sergios Demonides conseguira sobreviver à vida miserável nas ruas de Atenas e se tornara um poderoso bilionário. Ele pensava já ter vivido as experiências mais inusitadas, até o dia em que Beatriz Blake invadiu seu escritório e o pediu em casamento! Simples, orgulhosa e independente, Beatriz é bem diferente das mulheres glamourosas que costumam enfeitar a cama de Sergios. No entanto, ele não precisa de outro troféu, e sim de uma mãe para os filhos de seu falecido primo. Beatriz, a herdeira ignorada, e Sergios, o homem indomado, deverão chegar a um acordo pré-nupcial. Mas ela se esquece de ler as letras miúdas, e nelas está escrito que como marido e mulher também deverão dividir a mesma cama! 


Palavras de uma leitora... 


"- E o que acontece se eu me humilhar e ele recusar a oferta?
- Você terá que rezar para que ele diga sim - respondeu Monty Blake, recusando-se a perder as esperanças, - Afinal, apenas dessa maneira sua mãe continuará a viver com o conforto que tem há tantos anos.
- Eu tenho uma novidade para o senhor. A vida em uma cadeira de rodas não é confortável.
- E a vida sem segurança financeira será menos confortável ainda - devolveu o pai, determinado a ter a última palavra."

- Depois que sua irmã se envolvera num escândalo com Vitale Roccanti, pondo fim aos planos de Monty Blake, de ver sua linda filha casada com Sergios Demonides (o que garantiria a ele o negócio dos seus sonhos), Beatriz se viu de repente numa grande armadilha. O pai que nunca se preocupara com o fato de ela estar viva ou morta e que sempre fizera questão de não vê-la como filha, resolveu que caberia à ela salvar os negócios da família. E que a única maneira de ela fazer tal coisa seria pedindo Sergios em casamento. 

Beatriz jamais desfrutara dos privilégios que o dinheiro de seu pai poderia proporcionar. Sempre fora independente, aceitando sem reclamar o fato de que sempre seria invisível para um pai que só valorizava um filho quando via nele alguma forma de lucrar. Porém, ela não construíra uma carreira capaz de proporcionar à mãe o conforto que ela necessitava desde que sofrera um acidente que a deixara presa a uma cadeira de rodas. Emilia teve que suportar o desprezo do marido e o inevitável divórcio após o acidente. E como "gratidão" por ela ter aceitado o divórcio sem problemas, Monty Blake a presenteara com uma casa adaptada às necessidades dela... casa essa que ele nunca colocou no nome dela. E que agora ele pretendia usar para chantagear a filha e convencê-la a fazer exatamente o que ele queria. Caso contrário, ele colocaria a mãe dela na rua. Beatriz jamais desampararia sua mãe, mas era ciente de que não possuía condições financeiras para dar a ela o conforto ao qual ela se acostumara e que era o mínimo que poderia ter depois de todos os golpes que sofrera. Por esse motivo, aceitou fazer a vontade do pai, ainda que soubesse que estaria apenas se expondo ao ridículo. Afinal de contas, Sergios Demonides era bonito e rico o suficiente para ter a mulher que desejasse. Não necessitava de um acordo com Beatriz, no qual certamente sairia perdendo... ou não?

Quando Beatriz apareceu em seu escritório, Sergios já imaginava que ela tivesse ido até ali para interceder por seu pai. Só que jamais passara pela sua cabeça que a séria e reservada mulher, professora do ensino fundamental, seria capaz de ousar tanto ao ponto de pedi-lo em casamento. Nem em seus mais excêntricos sonhos isso era possível. E ele, que jamais ficava sem palavras por causa de ninguém, se viu realmente atordoado. Mas não demorou a perceber as vantagens que tal proposta lhe daria...

"Uma esposa como funcionária? Era um novo olhar sobre o papel tradicional que lhe agradava. Sempre um homem de negócios, ele rapidamente percebeu as vantagens de um arranjo como aquele. Uma esposa remunerada respeitaria os limites dele ao mesmo tempo em que se esforçaria em agradá-lo, pensou. Haveria pouco espaço para emoções confusas e desentendimentos em um acordo tão prático."

- Depois de um casamento desastroso, que ainda lhe provocava amargas lembranças, tudo que Sergios menos queria era voltar a se casar. Já conhecia bem os "prazeres" do casamento e de modo algum desejava prová-los novamente. Mas no momento em que se tornara responsável por três crianças pequenas, tudo mudara. Ele já não podia pensar apenas em si mesmo e sabia que após perder os pais de maneira tão brusca e trágica, tudo que aquelas crianças menos precisavam era da inconstância de um lar no qual só teriam contatos com babás ao longo de seu crescimento. Elas precisavam de uma mãe e ele não poderia negar-lhes isso. Por esse motivo, casar-se com Beatriz lhe pareceu um negócio bastante lucrativo...

... Mas, logo após o casamento, para Sergios já não parecia tão vantajoso aquele acordo e ele estava disposto a fazer o que fosse preciso para alterá-lo... 

" - Você é muito nervosa, Beatriz. E precisa de um homem como eu para aprender a relaxar. 
Bee ergueu-se ainda segurando a toalha.
- Não quero relaxar. Estou muito satisfeita do jeito que sou. 
Sergios soltou a respiração e falou:
- Se quiser, você pode engravidar. Nós já temos três crianças... que diferença faria mais uma?"

- Creio que ter esperanças no que se refere a esta série foi um grande erro. Esta história conseguiu ser ainda menos cativante do que a primeira. Não posso dizer que me decepcionei, pois na realidade eu não tinha muitas expectativas. Afinal de contas, já conhecia o casal através da história anterior. E nunca fui muito com a cara do Sergios.rsrs... Da Beatriz eu até gostava e dela sim eu esperava mais. Não a condeno por ter feito o que o pai queria, embora achasse que não era sua única alternativa.rsrsrs...  E na maior parte do livro, eu gostei dela. E ela ganhou minha admiração pela dignidade com que agiu num momento muito complicado, mas teve momentos nos quais achei que ela não teve personalidade e permitiu que o Sergios fizesse o que bem entendesse com ela e com o casamento deles. Além de ter realmente pensado em fazer algo que não queria, só para agradá-lo. Ela começou a deixar de pensar nela, deixar de valorizar-se para viver em função das vontades dele, para fazer com que sua vida girasse em função dele. E tive a sensação de que se o Sergios não tivesse tomado a decisão de mudar, ela aceitaria viver num casamento infeliz, só para não perdê-lo. Era como se ela levasse em consideração o que ele disse: 

"Vamos manter as coisas desse jeito. Eu digo a você o que quero, e você trata de cumprir."

- Ao que parece, ela tinha a intenção de obedecê-lo. Porque até quando se manifestava contra, era de uma maneira pouco determinada, convincente. Enfim... 

O Sergios eu já considerava um egoísta desde o primeiro livro, quando o conheci através da Zara. Ele me passava a ideia de uma pessoa que não enxergava nada além de si mesmo e que estava disposto a fazer o que fosse preciso, e a magoar quem necessitasse magoar, para realizar seus desejos e estar sempre satisfeito. O remorso dele sobre o casamento anterior não me convenceu. E o pouco que ele falou sobre a relação com a primeira esposa foi o bastante para confirmar a ideia que eu tinha sobre ele. Seu passado triste não me comoveu, pois ele era calculista o suficiente para saber exatamente o que fazia e não era seu passado que influenciava nisso. A relação dele com as crianças apenas contribuiu para me fazer detestá-lo ainda mais. Claro que reconheço que ele tentou mudar, ser mais presente na vida das crianças. Só que mais uma vez ele estava pensando só nele. Nos seus interesses. E até quando tentou salvar o casamento, foi pensando nele mesmo. Então... nada significou. Ele não me convenceu. Terminei a leitura sem acreditar nem por um segundo no grande amor dele pela Beatriz. 

Mas o pior de tudo não foi o Sergios. E sim a falta de emoção que há nesta história. Não existe no livro nem metade da intensidade que costuma existir nas histórias da minha autora. Nenhum personagem salva o livro, e muito menos o casal. Não dá para enxergar emoção por parte de nenhum deles e livros "vazios" não me agradam. Não quero ler só palavras escritas num papel. Quero emoção, paixão, intensidade nas histórias. Algo que passou bem longe deste livro...

- Vale mencionar que a Zara e o Vitale nem sequer apareceram nesta história.rsrs... A terceira irmã, filha de um relacionamento extraconjugal, fez uma breve aparição na qual não deu para perceber nada sobre ela. Mas a Zara e o Vitale, que eu esperava realmente ver, nem compareceram ao casamento. 


Trilogia Casamentos Ordenados

Acordo no Altar (Beatriz e Sergios)
3º Votos Forçados (Tawny e Navarre)