O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

De Repente, Pai - Michelle Reid


Uma traição separou Nic de Sara. Ele a mandou de volta para Londres e não acreditou quando ela disse que era inocente e muito menos que a pequena Lia era filha deles. Apesar da convicção, quando a menina foi seqüestrada três anos depois, ele veio ao socorro de Sara - era o único que poderia recuperá-la viva. O reencontro forçou uma série de confrontos que levaram no retorno da família quebrada para a Sicília. Sara tinha que enfrentar a desconfiança de Nic, as péssimas lembranças dos piores momentos do casamento e um sogro disposto a tudo para tirá-la do caminho... Como convencer o marido de que falava a verdade? Será que ela estaria disposta a perdoá-lo por tanto sofrimento se isso acontecesse?


Palavras de uma leitora...


- Três anos antes, Sara viu seu casamento ser destruído sem que lhe fosse dada qualquer chance para se defender das acusações, das mentiras e intrigas que fizeram Nicolas se voltar contra ela e rejeitar o bebê que ela esperava. Um dia, ela acreditou que poderia realizar seus sonhos ao lado daquele homem. Mas, de repente, ele se transformou num estranho e em sua maior fonte de sofrimento. Para ele, Sara não passava de uma adúltera, uma perdida que merecia todo o seu desprezo e crueldade. E a criança que ela esperava era a prova viva de sua traição e por isso ele jamais colocaria os olhos nela e muito menos a reconheceria como filha. 

Desesperada, ela o viu lhe virar as costas, no momento em que ela se sentia mais vulnerável e mais necessitada de seu apoio. Mas ele não lhe deu ouvidos; ignorou suas súplicas e ordenou que seus seguranças garantissem que ela sairia da Sicília e seria levada para Londres, onde viveria na casa que ele quisesse, da maneira que ele quisesse. Negando-lhe o divórcio, ele fez questão de que ela fosse constantemente vigiada e mantida sob o seu controle. Porque, por mais que não quisesse voltar a colocar os olhos nela, não permitiria que nenhum outro homem a tocasse. Jamais. 

"[...] E embora não tenha mais nenhuma intenção de encostar um dedo em você, cuidarei para que nenhum outro homem tenha o mesmo privilégio."

- Durante todo o tempo que se passou, ela suportou aquele tratamento desprezível. Foi às consultas sozinha e também esteve só no momento em que sua pequena Lia nasceu. E por mais doloroso que fosse saber que sua filha havia sido rejeitada pelo pai antes mesmo de nascer, ela era sua vida e Sara se dedicou a fazer com que ela fosse feliz e não sentisse a falta do pai. Na filha, ela encontrou um motivo para seguir em frente, um refúgio e... esperança. E então sua vida sofre outro duro golpe no momento em que sua filha é sequestrada e os sequestradores só se dispõem a negociar com Nicolas... Sem chão, mergulhada numa dor que parece que vai consumi-la, ela o vê entrar novamente em sua vida. O mesmo homem que se negou sequer a conhecer sua filha era o único que poderia resgatá-la com vida. 

"- Minha filhinha... Minha pobre filhinha... Quero-a aqui! - Voltou-se na direção de Nicolas. - Em meus braços... - E abraçou a si mesma, como se estivesse envolvendo a garotinha. - Oh, Nicolas, faça alguma coisa!"

Ainda existiria alguma chance de reconstruir um casamento em pedaços? Seriam eles capazes de perdoar a si mesmos e consertar os erros do passado? Isso... só o tempo dirá...

- Por anos e anos eu fugi desta história.rs Tinha verdadeiro pavor e a clara intenção de seguir fugindo, ignorando totalmente sua existência. Para o bem da minha saúde mental, sabe. Mas durante uma conversa com minha amiga Moniquita, ela me convenceu de que eu deveria dar uma oportunidade ao livro, pois quem sabe eu não enxergaria algo de bom na história e nos personagens. Isso me fez incluir o livro na minha meta de leitura deste ano e criar coragem para lê-lo. E posso dizer que apesar do Nicolas, eu não me arrependi nem por um segundo de seguir com esta leitura. 

"- Aonde pensa que vai?
- É hora de Lia dormir - ela informou secamente.
- Fábia cuidará dela. Ainda temos muito a discutir.
- Mas eu preciso cuidar de minha filha!
- Estou lhe dizendo para ficar! - ele esbravejou, tentando se controlar em seguida. - Isso é mais importante. A criança está segura com Fábia.
Ela se voltou, com lágrimas nos olhos.
- Esta é outra punição, não é? - acusou amargamente. - Como pode ser cruel a ponto de me separar de minha filha?"

- O que eu estava dizendo mesmo? Ah, sim. Eu estava falando que não me arrependi de ler esta história apesar da presença do Nicolas. Apesar dele ser o mocinho (ou suposto mocinho para ser mais justa), foi uma leitura envolvente, cativante, que eu apreciei muito. O livro é curtinho e delicioso de ler, por mais que eu passasse muita raiva vendo as atitudes do Nicolas e a submissão da Sara. Ah, eu desejei estrangulá-lo. Açoitá-lo em praça pública, fazer picadinho do infeliz. Mas isso não estragou a história para mim. Porque o livro tem conteúdo, emoção, paixão... além da pequena Lia, que rouba as cenas com sua fofura e seu imenso carinho pela mãe. Sem mencionar todo o amor da Sara pela filha, que era a razão da sua vida. Meu coração se derretia toda vez que eu as via juntas e não dá para negar que por mais que o Nicolas se empenhasse em fingir que a menina não existia, ela foi tocando seu coração. Dava para notar o esforço que ele fazia para resistir à criança, para manter a fachada de frieza. Não foi algo que eu pudesse não perceber. 

"- Não me odeie, Nic... - ela sussurrou."

- Foram muitos os erros que o Nicolas cometeu desde o início. Ele próprio tratou de destruir seu relacionamento com a Sara. A levou para viver na casa do pai dele, onde sabia que ela não seria bem recebida. A jogou em seu mundo e depois se ocupou com os negócios, passando semanas inteiras sem vê-la, deixando-a sob os cuidados do pai e cercada por pessoas que a desprezavam e a tratavam com zombaria e total desrespeito. E quando ela tentava iniciar uma conversa, ele se enfurecia e a intimidava para fazê-la desistir, para que ela não se atrevesse a contrariar suas vontades. Sequer permitia que ela falasse e mesmo vendo-a cada vez mais infeliz, preferiu ignorar isso, acreditando que o que eles tinham na cama seria suficiente para que o casamento continuasse. Ele sabia que a Sara era uma pessoa extremamente tímida, vulnerável e influenciável. Sabia que podia fazer com que ela o que bem entendesse e que ela jamais teria coragem de deixá-lo. Ele se aproveitava do poder que tinha sobre ela, não ligando a mínima para o que ela desejasse, para o que estivesse sentindo ou pensando e quando ambos caíram na armadilha preparada pelo pai dele, ele a quis longe de suas vistas, mas ainda assim não abriu mão do controle. E seguiu fazendo-lhe mal. Castigando-a pelos erros que ele cometeu. Se fazendo de surdo como se fazia desde que o casamento começou. Porque para ele só existia uma verdade: aquela na qual ele acreditasse. E se ele queria acreditar que a Sara era uma vadia, então isso era um fato. E não ouviria ninguém que afirmasse o contrário. 

- O Nicolas acabou com toda a minha paciência. Fez meu sangue ferver e me deixou chocada com sua infatilidade, com o absurdo de querer competir com uma criança pela atenção da Sara. Me deu náuseas ao rejeitar a própria filha e não consegui perdoá-lo por isso. Ele não tinha motivos para desprezar aquela criança. Foi ele que não quis fazer o exame de DNA. Rejeitou a Lia por anos, simplesmente porque não queria que suas verdades fossem questionadas. Porque estava determinado a acreditar que a menina não tinha seu sangue. Para mim, isso foi intolerável. Se tudo o que ele fez a Sara sofrer já não me fizesse desprezá-lo, o que ele fez com aquela menina inocente o teria feito ganhar meu ódio. E não me conforta o fato da Lia não ter tido consciência da ausência dele em sua vida. Ainda assim ele cometeu um pecado grande demais. Reconheço que ele se arrepende, que sofre muito depois, atormentado pela culpa e pelo desprezo que sente por si mesmo. Mas eu não fui capaz de perdoá-lo, gente.

"A menina levantou-se e, sem desviar o olhar, começou a caminhar lentamente na direção do pai. Parou diante dele, estendeu a mãozinha e abriu-a lentamente.
Era apenas uma pedrinha, uma insignificante pedrinha. Mas preciosa como um diamante. E, acima de tudo, um teste para a sinceridade da proposta de Nicolas.
- É para mim? - ele perguntou, a voz rouca.
Lia confirmou solenemente, meneando a cabecinha loura. As lágrimas toldaram a visão de Sara.
- Então... obrigado - murmurou Nicolas, pegando a pedrinha. - Vou guardá-la como um tesouro, prometo."

- Mas não nego que ele me deu pena. Perdeu a chance de ver a filha logo após o nascimento. Seu primeiro sorriso, suas primeiras palavras, seus primeiros passos. Perdeu momentos que jamais poderia recuperar, tudo por causa do seu orgulho maldito e de sua teimosia. Sofreu como um condenado por anos e tudo por escolha própria. Não pude evitar sentir pena de alguém tão imbecil. E isso me deu ainda mais raiva, sabe. Ele fez a Sara sofrer e ainda por cima sofreu junto, simplesmente porque não se permitia ouvir, não queria acreditar na verdade. Preferia viver acreditando nas mentiras que no fundo ele sabia que não passavam disso: de venenosas mentiras. 

- Nem por um instante duvidei do amor dele pela Sara. Se existia alguém que ele realmente amava na vida, era ela. Ele até podia não saber como amar, mas a amava com todo o seu coração e nem minha raiva por ele me permitiria ser tão injusta.rs A Sara era o mundo dele e quando seu casamento se destruiu bem na sua frente, ele também ficou muito perdido. Desamparado, desejando uma chance para tê-la de volta. 

- Como eu disse, adorei a história. E a considero digna de 4 estrelas. Se fosse pelo mocinho, o livro ganharia apenas 2, mas a história vale muito mais. Nem ele consegue estragar o livro.kkkkkkkk... Eu teria adorado que a Sara fosse menos submissa e mais vingativa. Que não o perdoasse tão fácil, que o fizesse penar antes de lhe dar outra chance, porém nem sempre as coisas são como desejamos.rsrs Para a sorte do Nicolas, claro. Apesar de tudo, acredito que eles conseguirão ser felizes. Os três juntos. Sobretudo quando o pai dele usar sua passagem só de ida para o inferno. :)

"Ele ergueu-se e apoiou-se num dos cotovelos, as mãos trêmulas afastando os cabelos de Sara do rosto.
- Nunca mais irei a lugar algum. Prometo."

- Lembrando que eu não sou a maior fã do Nicolas. Na verdade, a pena que sinto dele não me impede de desprezá-lo e de já o considerar totalmente digno de fazer parte da lista de mocinos canalhas. Porque ele é um completo canalha.

domingo, 24 de janeiro de 2016

O Conde Enfeitiçado - Julia Quinn

(Título Original: When He Was Wicked
Tradutora: Claudia Costa Guimarães
Editora: Arqueiro
Edição de: 2015)


Série Os Bridgertons - 6/8


Toda vida tem um divisor de águas, um momento súbito, empolgante e extraordinário que muda a pessoa para sempre. Para Michael Stirling, esse instante ocorreu na primeira vez em que pôs os olhos em Francesca Bridgerton.

Depois de anos colecionando conquistas amorosas sem nunca entregar seu coração, o libertino mais famoso de Londres enfim se apaixonou. Infelizmente, conheceu a mulher de seus sonhos no jantar de ensaio do casamento dela. Em 36 horas, Francesca se tornaria esposa do primo dele.

Mas isso foi no passado. Quatro anos depois, Francesca está livre, embora só pense em Michael como amigo e confidente. E ele não ousa falar com ela sobre seus sentimentos – a culpa por amar a viúva de John, praticamente um irmão para ele, não permite.

Em um encontro inesperado, porém, Francesca começa a ver Michael de outro modo. Quando ela cai nos braços dele, a paixão e o desejo provam ser mais fortes do que a culpa. Agora o ex-devasso precisa convencê-la de que nenhum homem além dele a fará mais feliz.



Palavras de uma leitora... 


"Quatro anos, ao que parecia, não eram capazes de apagar uma lembrança. 
 Mas havia algo diferente agora. Ele estava mudado, embora ela não soubesse exatamente como.
 E não soubesse ao certo por quê."

- Se alguém tivesse lhe dito que ele se apaixonaria à primeira vista, Michael teria chorado de tanto rir. E se, além disso, a pessoa também lhe dissesse que ele se apaixonaria à primeira vista pela futura esposa de seu primo, a quem ele amava como irmão, ele pensaria que a pessoa estaria necessitando urgentemente de um tempo num hospital psiquiátrico. Aquilo era totalmente impossível. Jamais entregaria seu coração, muito menos a uma mulher que lhe fosse proibida. Porém... quando ele a viu, quando encarou aqueles olhos azuis pela primeira vez, soube que estava perdido. Que ela havia roubado para sempre o seu coração e que sua vida jamais seria a mesma. A partir daquele instante, Michael sabia, estava condenado ao inferno. Em vida. E não poderia existir algo mais doloroso do que isso. Pelo menos, era o que ele pensava. E o destino tratou de mostrar-lhe que ele estava muito, muito errado.

" Ninguém conhecia John tão bem quanto ele. Ninguém.
 E John não estava no quarto. Tinha partido. O que estava sobre a cama...
 Não era John."

- Pior do que amar em segredo a mulher de seu primo durante dois longos anos e de fingir para todos que não passava de um mulherengo incorrigível, que colecionava conquistas e não tinha um pingo de vergonha na cara, sempre com um sorriso malicioso nos lábios... Pior do que representar tal papel durante tanto tempo e de ser o melhor amigo da mulher que amava... Pior do que tudo isso... era ver que John já não fazia parte de seu mundo. Que havia partido. Para sempre. Isso era insuportável. Porque ele havia crescido com John. Havia partilhado toda uma vida com ele e só Deus sabia o quanto ele o amava. Só que não era só a dor por sua partida que o destruía. Era também a sensação de que ele era culpado. De que ao amar e cobiçar sua mulher, tinha contribuído de alguma maneira para aquele final. E ele sentia que jamais seria capaz de se perdoar. Então fugiu... Para longe de Francesca e das lembranças. Fugiu... durante quatro anos. Até perceber que não importava o quanto estivesse distante fisicamente dela... ainda era capaz de vê-la. De ouvir sua risada, sua voz... De perder-se em seus olhos e sentir o seu toque. E ele estava cansado de fugir. 

"Sentiu um aperto no peito, o coração começou a bater mais forte e, de repente, o impossível se tornou inevitável. Michael se deu conta de que, dessa vez, não havia como parar. Dessa vez o que contava não era o seu controle, o seu sacrifício ou a sua culpa.
 Dessa vez o que contava era ele.
 E ele ia beijá-la."

Ela não queria voltar a amar. Na verdade, considerava isso impossível. Tinha encontrado o amor ao lado de John e os anos não tinham sido capazes de diminuir a dor de sua perda. Ainda conseguia lembrar-se com clareza de cada momento, de cada sorriso, de cada carícia. Ela havia sido imensamente feliz durante os dois anos que durou o seu casamento. Ao conhecê-lo, Francesca sentiu como se tivesse encontrado a parte que lhe faltava. O que eles tiveram durante aquele breve tempo era muito mais do que muitos casais tinham durante toda uma vida. E ela sabia que jamais encontraria um homem que a fizesse sentir o mesmo. E nem queria. Porque não seria capaz de se perdoar se um dia traísse a memória do marido. Se um dia permitisse que um outro alguém a fizesse amar de novo. Tudo o que ela queria era um bebê. Depois de quatro anos vivendo sozinha, ela sentia tornar-se extremamente dolorosa a necessidade que tinha de ser mãe. E por isso estava disposta a encontrar um marido. Só por isso. Nada mais. Porém, quando Michael de repente retorna, Francesca percebe que sua vida está prestes a mudar para sempre. Que nada jamais voltaria a ser como antes.

"Mas agora, de repente...
 Ela olhara para ele e vira algo completamente novo.
 Vira um homem.
 E aquilo a assustara terrivelmente."

- Ao iniciar a leitura, eu estava cheia de expectativas. Tudo bem que eu já era consciente de que essa não era a melhor história da série. Mas ainda assim estava animada, ansiosa para conhecer a história do amor proibido que o Michael sentia e como ele conseguiria lidar com seus sentimentos, com a culpa e de que maneira se desenvolveria o romance entre ele e a Francesca. E quando li as primeiras páginas e senti toda aquela emoção, toda a dor que eles estavam sentindo, soube que a história seria maravilhosa. Infelizmente, eu soube errado.rsrs 

- Não. A história não é de modo algum ruim. Nem apenas boa, como costumo classificar certas histórias das quais gostei mais ou menos. Não é isso. A história é envolvente, cativante e me fez rir em vários momentos. Além de ter cenas para lá de quentes, que nos fazem perceber que neste verão está realmente fazendo muito calor.rs Enfim... Como eu estava dizendo, a história é muito boa e não me arrependo de lê-la. Mas confesso que quando cheguei à página 245 já estava mais do que determinada a matar a Francesca. Minha paciência já tinha ido para o espaço fazia tempo e quando li certo pensamento dela naquela página senti meu sangue ferver e a vontade de simplesmente estrangulá-la foi forte. E não. Não fui mais compreensiva com o Michael. Por mais que eu entendesse o sentimento de culpa deles e tudo que os fazia sentir dúvidas e relutar em construir uma vida juntos, toda paciência tem limites, gente. E eles ultrapassaram todos os limites. Acabaram com minha paciência e me deixaram a ponto de explodir. Foi difícil me controlar. Foi difícil tentar recuperar a calma e voltar a me colocar no lugar deles. 

- Durante a maior parte do livro, a história entre Michael e Francesca não acontece. Somente após quase duzentas páginas é que realmente começa e se desenvolver algum romance. Antes temos o Michael enfrentando seus próprios dramas, culpas, tristezas e fantasmas. Tentando se afogar no álcool e pensando em maneiras de descontar sua frustração nos outros. E temos a Francesca, determinada  a encontrar um marido com o único objetivo de ter um filho, e alimentando dentro de si a culpa por desejar tal coisa. Só temos Francesca e Michael, uma história entre os dois, depois de mais de metade do livro. E até as últimas páginas ela fica naquela indecisão que dá nos nervos. Tive vontade de sacudi-la e gritar em seu ouvido para ver se assim ela acordava. E quando ela finalmente acorda... Bem... Sinto muito, gente, mas eu não consigo acreditar. Terminei a história sem acreditar no amor da Francesca pelo Michael. Eu acreditava totalmente no amor dele por ela. E me partia o coração a certeza que ele tinha de que ela jamais corresponderia aos seus sentimentos e de que ele não merecia ser amado por ela. Embora eu também me aborrecesse com ele, acreditava em seu amor. Mas no que se refere à Francesca, não. Não acredito que ela em algum momento passou a amá-lo. E nada pode me convencer do contrário. :(

- Apesar disso, como eu disse, considerei a história muito boa. E dei 4 estrelas ao livro. Porque, como um todo, é um livro bem escrito, que nos envolve, nos faz rir e não desejamos interromper a leitura. Mas se fosse apenas pelo romance entre o casal, eu teria dado menos estrelas. 



Os Bridgertons

1- O Duque e Eu (Daphne e Simon)
2- O Visconde que me Amava (Anthony e Kate)
3- Um Perfeito Cavalheiro (Benedict e Sophie)
4- Os Segredos de Colin Bridgerton (Colin e Penelope)
5- Para Sir Phillip, com Amor (Eloise e Phillip)
6- O Conde Enfeitiçado (Francesca e Michael)
7- Um Beijo Inesquecível (Hyacinth e Gareth)
8- A Caminho do Altar (título provisório. Ainda não publicado no Brasil)

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Para Sir Phillip, com Amor - Julia Quinn

(Título Original: To Sir Phillip, With Love
Tradutora: Viviane Diniz
Editora: Arqueiro
Edição de: 2015)

Série Os Bridgertons - 5/8

Eloise Bridgerton é uma jovem simpática e extrovertida, cuja forma preferida de comunicação sempre foram as cartas, nas quais sua personalidade se torna ainda mais cativante. 

Quando uma prima distante morre, ela decide escrever para o viúvo e oferecer as condolências. Ao ser surpreendido por um gesto tão amável vindo de uma desconhecida, Sir Phillip resolve retribuir a atenção e responder. 

Assim, os dois começam uma instigante troca de correspondências. Ele logo descobre que Eloise, além de uma solteirona que nunca encontrou o par perfeito, é uma confidente de rara inteligência. E ela fica sabendo que Sir Phillip é um cavalheiro honrado que quer encontrar uma esposa para ajudá-lo na criação de seus dois filhos órfãos. 

Após alguns meses, uma das cartas traz uma proposta peculiar: o que Eloise acharia de passar uma temporada com Sir Phillip para os dois se conhecerem melhor e, caso se deem bem, pensarem em se casar? Ela aceita o convite, mas em pouco tempo eles se dão conta de que, ao vivo, não são bem como imaginaram. Ela é voluntariosa e não para de falar, e ele é temperamental e rude, com um comportamento bem diferente dos homens da alta sociedade londrina. 

Apesar disso, nos raros momentos em que Eloise fecha a boca, Phillip só pensa em beijá-la. E cada vez que ele sorri, o resto do mundo desaparece e ela só quer se jogar em seus braços. Agora os dois precisam descobrir se, mesmo com todas as suas imperfeições, foram feitos um para o outro. 



Palavras de uma leitora... 


"E ela estava sozinha. Sozinha em meio a uma Londres cheia de gente, em meio a uma família grande e amorosa. 
Era difícil imaginar um lugar mais solitário."

- Às vezes uma dama precisa ser imprudente. Não que ela fosse sair por aí dando tal conselho. Mas ao menos necessitava convencer a si mesma de que fizera a coisa certa. Ou a errada pelos motivos certos

Nunca imaginou que um dia seria capaz de fugir não só de casa, mas também de sua amada Londres, deixando para trás uma mãe e irmãos preocupados e desejosos de matá-la. Muito menos que fugiria em direção ao desconhecido para encontrar-se com um homem que nunca vira na vida e que conhecia apenas por cartas. Tudo bem que eles já trocavam cartas há mais de um ano, porém, bem lá no fundo, ela sabia que não estava fazendo apenas algo imprudente, mas também extremamente arriscado... 

"Sir Phillip era, à sua própria e estranha maneira, dela. A única coisa que nunca tivera de dividir com ninguém. [...] Ele era seu segredo. Seu."

Mas... ainda que sua própria ousadia a deixasse um tanto chocada, enquanto a carruagem a deixava cada vez mais próxima de seu destino, ela sentia-se estranhamente confiante de que, pela primeira vez na vida, fizera realmente algo por si mesma. Sentia que fizera o que era preciso para encontrar a felicidade que tanto buscava. Mesmo tendo crescido protegida pela mãe e os irmãos mais velhos, Eloise sabia que na vida era preciso correr riscos. Apostar. E que não havia meio-termo. Era tudo ou nada. Ou ela jogava tudo para o alto e ia atrás dos seus sonhos... ou passava a vida inteira sentada lamentando pelo que poderia ter feito e não fez. A escolha era sua. E se tinha uma coisa que Eloise Bridgerton jamais faria seria ficar sentada. Parada. E muito menos lamentando. Não. Aquilo não era do seu feitio. Qualquer um que a conhecesse concordaria com ela....

... E se tinha uma coisa pela qual ela estava disposta a lutar... era pelo amor. Queria amar. E nada nem ninguém iria impedi-la de realizar seu sonho. Nem mesmo Sir Phillip, que sequer poderia imaginar que ela estava indo ao seu encontro. É verdade que ele a convidara. Só que em sua pressa para sair de Londres, esquecera-se por completo de avisá-lo. Mesmo que tivesse esquecido de propósito. 

"E agora ali estava, seguindo em direção a Gloucestershire, ao seu destino, acreditava - ou esperava, ainda não sabia bem -, com nada além de algumas mudas de roupa e uma pilha de cartas escritas para ela por um homem que nunca tinha visto. 

Um homem que esperava poder amar. 
Era emocionante.
Não, era assustador. 
[...] Ou poderia ser sua única chance de felicidade."


- Tudo que ele queria era uma mãe para os seus filhos. Claro que para isso ela precisaria ser sua esposa. Mas isso era apenas um detalhe. O mais importante, seu objetivo, era encontrar alguém que pudesse amar os dois pestinhas que ele tinha como filhos e torná-los crianças normais. Consertar todos os erros que ele havia cometido nos poucos anos em que assumira a responsabilidade como pai. Ele sabia que fizera um grande estrago. Sabia que seus filhos não eram felizes, que ele era um péssimo pai e que não conseguira sequer manter a mãe deles viva, para que ao menos eles tivessem o consolo de ter uma mãe, alguém que soubesse lidar com eles e compreendê-los. A frustração o atormentava dia após dia, mas pior que isso era o sentimento de culpa. Queria fazer a coisa certa pelo menos uma vez na vida e, quando aquela desconhecida lhe escreveu para lhe dar os pêsames pela morte da esposa, Phillip soube que Deus havia ouvido as suas preces. E ele teve ainda mais certeza quando, um ano depois de terem iniciado aquela troca de cartas, ela seguia parecendo apreciar sua distante companhia, o que o encorajou a pedi-la em casamento. Através de uma carta, é claro. Não. Não havia realmente feito isso. Apenas sugeriu que ela passasse um tempo em sua propriedade para que eles pudessem descobrir se dariam certo como marido e mulher. E só aí ele a pediria em casamento. O que não significava que não seria por meio de uma carta. Afinal de contas, ele nunca tinha sido bom com as palavras quando precisava falar

"Então sorriu de maneira educada e encorajadora, esperando que ele puxasse algum assunto. 
Ele pigarreou.
Ela se inclinou para a frente.
Ele pigarreou de novo.
Ela tossiu.
Ele pigarreou pela terceira vez."

"[...] Ele abriu a boca mas depois a fechou e olhou pela janela. 
  - Está fazendo sol - comentou.
  - É, está - concordou Eloise, achando aquilo meio óbvio.
  - Mas acho que vai chover à noite."

- E embora reconhecesse que não era muito bom com as palavras na hora de cortejar uma mulher (ou em qualquer outro momento), se tinha uma coisa que Phillip não desejava fazer quando estava ao lado de Eloise, afogando-se em seus olhos e perdendo-se naquele sorriso que definitivamente tinha o poder de lhe tirar todo o ar, era falar. Tudo que ele mais queria era puxá-la para os seus braços e beijá-la. Até que ela conseguisse curar suas feridas. E fazê-lo sentir-se inteiro de novo. Eloise era vida. E como ele queria viver. Ao seu lado. Para sempre. Será que era pedir demais? A verdade é que não importava. Ele faria o que fosse preciso para mantê-la ao seu lado... para fazê-la compreender que era a pessoa que estava esperando. Perdê-la não era sequer uma opção. 

"Só tinha de conseguir fazê-la ficar."

- Cheguei à seguinte conclusão: jamais irei me cansar desses Bridgertons. Tudo bem que eu já tinha chegado à esta conclusão desde o primeiro livro da série, mas agora tenho ainda mais certeza.rs É impossível não amá-los, é impossível não me acabar de rir com suas loucuras e desejar que cada livro dure uma eternidade. É sempre uma tristeza terminar a leitura, pois logo bate aquela saudade, aquela sensação de perda. Se o livro tivesse pelo menos 5 vezes o seu número de páginas, eu já ficaria mais feliz. Só que as histórias são sempre tão curtinhas que sempre tento me demorar mais em cada página, tentando prolongar a leitura e adiar o momento da despedida. Eu sei que sou louca. Mas tenho a certeza de que vocês me entendem. Principalmente se forem tão fãs dos Bridgertons como eu.rs Amá-los é maravilhoso, mas também provoca uma dorzinha no coração. Suspiros... Sobretudo agora que falta tão pouco para a série terminar. 

"- Preciso de você - gemeu ele, com a voz rouca.
 Seus lábios correram da boca de Eloise para a bochecha, depois para o pescoço, provocando e  fazendo cócegas.
 Ela sentia que estava perdendo a razão. Ele a estava fazendo perder a razão, até ela não saber mais quem era ou o que estava fazendo. 
 Tudo o que queria era ele. Mais e mais. Por inteiro."

- Acompanhar esta história foi uma delícia. Ela tem tudo na medida certa, tornando-a minha segunda preferida da série. Porque por mais que eu ame muito cada um dos livros que li até agora, Um Perfeito Cavalheiro será sempre o meu querido. Seguido de perto por Para Sir Phillip, com Amor. A história de Eloise e Phillip é completa, nos levando ao riso e as lágrimas quando menos imaginamos. E a presença dos filhos do mocinho torna o livro ainda mais perfeito. Oliver e Amanda sabem bem como roubar as cenas... e nossos corações. Sim. Eles são terríveis. Capazes das piores travessuras. Mas tocaram tão profundamente meu coração. Toda aquela carência e sofrimento que eles escondiam por trás da raiva e da rebeldia... é impossível não sentir um nó na garganta ao ver o quanto eles estavam perdidos, implorando por um pouco de carinho, um pouco de atenção e amor. Não sei quem me conquistou mais. Se o casal ou as crianças.kkkkkkkk... 

"[...] Phillip estendeu o braço e pegou sua mão.
  - Está tudo bem - disse ele. 
  E estava, ela percebeu. Estava mesmo."

- Diferentemente do casal de Um Perfeito Cavalheiro, Eloise e Phillip não se apaixonam à primeira vista. Não. O relacionamento e os sentimentos se constroem pouco a pouco. O amor vai nascendo lentamente. Da convivência, das trocas de olhares, sorrisos e carícias. Da necessidade que um tinha do outro. E é simplesmente lindo acompanhar este relacionamento, ver o amor surpreendê-los e tomar conta deles, arrancando a tristeza que carregavam no fundo de seus olhos e escondida em seus corações. É emocionante ver como aquele sentimento se espalha pela casa, que antes parecia tão sombria, e atinge as crianças, envolvendo-as também. Não é uma história que dê para esquecer. 

"- Sempre vou amar vocês - sussurrou Phillip, agachando-se até ficar da altura dos dois. Então puxou-os para perto, feliz em sentir seu calor. - Sempre vou amar vocês."

- E para tornar o livro ainda mais maravilhoso... quem vocês acham que marcou presença nesta história?! Sim, claro que quase todos os Bridgertons tinham que aparecer para se meter na vida da irmã. E lembrem-se que ela fugiu, então vocês podem ter uma ideia do quanto eles demonstram a felicidade deles quando a encontram. Ela deu sorte por continuar viva. E o Phillip deu mais sorte ainda.kkkkkkkkkk Mas o casal que marcou presença neste livro foi o meu querido, o meu mais amado. :D Sim, Sophie e Benedict estiveram bem presentes e até mesmo tiveram uma cena muito importante e triste na história. Eu quase tive um troço do coração naquele momento, mas felizmente tudo termina bem. :)

"Ela tocara e mudara seu coração. Ela o mudara."


Os Bridgertons

1- O Duque e Eu (Daphne e Simon)
2- O Visconde que me Amava (Anthony e Kate)
3- Um Perfeito Cavalheiro (Benedict e Sophie)
4- Os Segredos de Colin Bridgerton (Colin e Penelope)
5- Para Sir Phillip, com Amor (Eloise e Phillip)
6- O Conde Enfeitiçado (Francesca e Michael)
7- Um Beijo Inesquecível 
8- A Caminho do Altar (título provisório. Ainda não publicado no Brasil)


"Ele vivia a aurora de um novo dia, a primeira página de um novo capítulo da vida. Era emocionante. E assustador. Porque Phillip não queria fracassar. Não agora, não quando finalmente descobrira tudo de que precisava. Eloise. Seus filhos. Ele mesmo."

domingo, 10 de janeiro de 2016

Por Um Ano Apenas... - Lynne Graham

(Título Original: Zarif's  Convenient Queen
Tradutora: Maria Vianna
Editora: Harlequin
Edição de: 2014)


Heranças do Poder 3/3

Rainha por um ano.

Anos atrás, Ella Gilchrist cancelou seu casamento com o príncipe Zarif al-Rastani, mas agora precisava da ajuda dele. Ella terá que se submeter ao homem que passou anos tentando esquecer se quiser salvar sua família da falência. A fim de manter a paz em seu país, Zarif tinha a obrigação de se casar. Por isso, decide ajudá-la, mas com uma condição: Ella será sua esposa por um ano. E governará ao seu lado como a rainha perfeita, em público e na cama...


Palavras de uma leitora...


- Ela ainda não era capaz de entender como sua vida podia ter mudado tão bruscamente, a arrancando da segurança de sua rotina e a lançando novamente no mundo dele... Do homem que ela amava e a quem tinha dito "não" três anos antes, quando ele a pedira em casamento. Embora seu coração ainda doesse com aquela despedida tão amarga, Ella sabia que tinha tomado a decisão certa. Era preferível renunciar a ele do que condená-los a um casamento que acabaria por fazê-la odiá-lo. Mas agora se via novamente diante daquele passado... com as lembranças invadindo sua mente e um Zarif bem diferente retornando à sua vida... disposto a fazê-la pagar por suas dívidas. Com juros e correção monetária. 

"Zarif contraiu o queixo com um ar implacável.
 - Eu já vivi o bastante para saber que as pessoas mudam de maneira inesperada."

- Três anos antes, Ella acreditava que estava realizando o sonho da sua vida. Desde os 17 anos era apaixonada por Zarif, quando ele passou a frequentar sua casa graças à amizade com seu irmão. E por mais que desejasse que ele a notasse sabia que isso era impossível porque ela não passava de uma menina tola enquanto ele era um homem vivido, com uma cultura diferente da sua e acostumado a uma vida que jamais o faria prestar atenção a uma menina tão insignificante quanto ela. Mas ele a surpreendeu quando, em seu aniversário de 21 anos, finalmente pareceu enxergá-la e a chamou para sair, iniciando um relacionamento que terminou de forma extremamente dolorosa no dia em que ele a pediu em casamento. O que para muitas mulheres poderia ser a coisa mais maravilhosa do mundo, para Ella foi um pesadelo porque a assustava profundamente a ideia de casar-se e ir para um país onde as mulheres eram tratadas de maneira diferente, onde a cultura entrava em choque com a sua. Só que pior do que isso era largar seu país e ir embora com um homem que não a amava e que deixara mais do que claro naquele maldito dia que nunca a amaria... Que sua primeira esposa sempre ocuparia um lugar especial em seu coração e que não haveria espaço para Ella ali. Aquelas palavras foram como facadas, destruíram seus sonhos e provocaram uma separação que sempre a perseguiria. Que ela não conseguia esquecer. 

"Era uma ironia que, somente agora, quando não o amava mais, ela estivesse percebendo que havia um lado mais sombrio e mais complexo no seu caráter, que fazia com que ela temesse por seu próprio futuro."

- Ao vê-la depois de tantos anos, Zarif imaginou que a única coisa que sentiria seria ódio, um profundo desprezo pela mulher que ele um dia quisera tanto e que acabara com seu orgulho ao recusá-lo, sem nenhuma explicação. Todas aquelas bobagens que ela dissera não passavam de desculpas ofensivas, que agrediam ele e seu povo, o país que ele tanto amava e para o qual tinha entregado o seu sangue. Jamais tinha passado por sua cabeça que ela pudesse rejeitar o seu pedido de casamento e ele ainda não superara a fúria que o invadiu, que o fez riscá-la de sua vida, de sua mente... que o fez fingir que ela jamais havia feito parte dos seus dias. Mas quando ele finalmente põe em prática a sua vingança... percebe que o tempo não passara. Que seu amor por ela permanecia o mesmo, ainda que ele tivesse lutado para esquecê-la, ainda que ele jamais tivesse admitido que o que sentia era amor. 

"Ele não conseguia imaginar o mundo sem Ella."

Ao entender que estava destruindo tudo o que um dia eles partilharam, Zarif percebe que precisa rever seu comportamento e fazer todo o possível para salvar o que ainda resta daquela história, daquele amor. Porém, por mais que reconheça que magoara a única mulher que conseguira realmente possuir seu coração, nada é tão simples quando o orgulho luta contra a paixão, e a raiva tenta sufocar o amor. É preciso muito mais do que força de vontade para salvar um casamento fadado ao fracasso desde o princípio. É necessário abrir o coração para o perdão e para a verdade. 

"- Há três anos, eu a pedi em casamento e você disse não. Não espere ter os mesmos privilégios que eu teria lhe oferecido naquela ocasião. - advertiu ele secamente. - Aquele tempo acabou."

- Será que acabou mesmo?rs Dos três livros, este sem sombra de dúvidas é o mais complexo. A relação entre Ella e Zarif é muito complicada, embora a solução para tanta dor, tanta mágoa e arrependimentos fosse bastante simples: diálogo. Uma conversa sincera, na qual eles jogassem na mesa toda a verdade, sem omissões, sem ficar ocultando os sentimentos, teria resolvido tudo. Teria poupado anos de sofrimento, anos de saudade. Porque o medo do Zarif de expor o que realmente sentia levou a Ella a ficar ainda mais insegura do que ela se sentia na época em que ele a pediu em casamento. Ela já se sentia inferior a ele, estava com os nervos à flor da pele e tudo que necessitava era que ele a abraçasse e ao menos uma vez esclarecesse o que ela realmente representava para ele, o que ele de fato sentia, pois ela não tinha o poder da adivinhação. E o Zarif, por outro lado, quando ela disse "não, não vou me casar com você.", precisava que ela dissesse a verdade e não desse desculpas hesitantes para aquela recusa. Então, eles seguem por caminhos diferentes porque não se sentiam preparados para ser sinceros. Um ficou alimentando mágoas do outro, sem seguir em frente, fazendo cada uma de suas escolhas baseados naquela separação dolorosa. Fiquei chateada com a quantidade de tempo perdido e a forma como eles insistiam em se machucar, porque a verdade para eles significava algo extremamente ameaçador. Eles preferiam se agredir, dizer coisas que não sentiam, fazer o outro se sentir um lixo. Enfim... Relacionamentos nunca são fáceis, não é mesmo? 

- Eu fiquei com muita pena deste casal.kkkkkkkkkk... Na verdade, não sei de qual dos dois sinto mais dó. Eles passam a história quase toda vivendo uma mentira, tentando construir pontes para se reencontrarem, mas sempre fazendo uma nova besteira para se machucarem mais uma vez. O Zarif com sua suposta vingança, ao aproveitar-se da situação delicada que a mocinha estava vivendo para obrigá-la a se casar com ele, fez com que a Ella se sentisse uma prostituta, alguém que estava se vendendo, alguém que não merecia mais do que aquele tratamento desprezível. E em momentos assim eu tive imensa vontade da Belle estar presente para aconselhar a mocinha a pegar algum objeto "apropriado" para arremessar na cabeça dele. Mas assim como minha raiva pelo Zarif vinha, passava.rs Porque as emoções dele são mais do que evidentes a história inteira. Nós sabemos que ele adora a Ella e que fica apenas inventando desculpas para detestá-la, convencendo-se de que ela é uma falsa, de que ela nunca o amou e de que ele próprio jamais a amou. Ele tenta se convencer de que o que eles têm é apenas algo físico e que logo ele vai se cansar dela e se ver livre daquela doença.kkkkk E eu tenho que concordar com ele, não acham? Porque se ele quase teve um troço do coração quando ela sofreu um choque anafilático é porque ele não a ama. Se ele encheu o quarto dela de flores ao não saber como se desculpar é porque ele não a ama, se ele escreveu um bilhete pedindo perdão (quando não se sentia preparado para desculpar-se pessoalmente) é porque ele não a ama. E cada vez que ficava todo bobo quando ela mostrava algum interesse por seu país ou por ele, ou quando voltava atrás após discutir com ela, é evidente que não era por amá-la.rs 

- Eu adorei o livro, apesar de ter ficado com a cabeça dando voltas com a confusão que esses dois fizeram com a própria vida. Eu me via perdida, tentando entender como eles podiam estragar tudo daquela maneira, mas admirava as tentativas deles de se entenderem, ainda que eles fizessem besteira logo em seguida.rs Como eu disse, senti muita compaixão por eles.kkkkkkkkk... Se um dia eles conseguirem ser menos complicados e perdidos, eu mudo meu nome.rs

- Foi delicioso rever os casais dos livros anteriores e a minha querida Belle, sempre rebelde e espontânea. Ela não cansa de ser louquinha, louquinha, mas na verdade é a alma de toda a trilogia. Sempre que ela aparece, algo acontece.kkkkkkkkkk... 


Trilogia Heranças do Poder

Noiva Rebelde (Belle e Cristo Ravelli) 
Esposa Decidida (Betsy e Nik)
Por Um Ano Apenas... (Ella e Zarif)