O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

O Preço de Uma Dívida - Linda Howard

(Título Original: Heartbreaker
Tradutora: Maria Fernanda Bittencourt
Editora: Nova Cultural
Edição de: 1988)


Michelle está perturbada. Rafferty, de maneira ostensiva, mede-a dos pés à cabeça, e em seguida detém o olhar nas curvas dos seios bem-feitos. Ela sente que enrubesce; jamais um homem a olhara de tal forma, como se a desnudasse. 

O medo e a revolta crescem dentro de Michelle. A proposta que acabara de ouvir dos lábios daquele homem é indecorosa, abjeta. 

“Chega!”, ela grita. “Você não pode me tratar assim! Jamais me tornarei sua amante para pagar as dívidas deixadas por meu pai!”


Palavras de uma leitora...



"Se sua sobrevivência dependia exclusivamente da boa vontade de Rafferty, o melhor a fazer seria começar a cavar sua própria sepultura."

- Isso era tudo que Michelle menos precisava em sua vida. Como se não bastasse ter perdido o pai, a única pessoa que ela possuía no mundo, ela estava prestes a perder tudo que lhe restara: o lar que o pai lutara para construir. A fazenda que era seu orgulho e sua paixão. E por mais que pensasse numa saída e estivesse disposta a lutar com todas as forças para manter a fazenda, para não perder tantos anos de esforços, dedicação e amor, ela sabia, bem no fundo, que era uma luta perdida. Fadada ao fracasso desde o princípio. Sozinha ela jamais conseguiria. Estava afundada em dívidas e de uma maneira ou de outra, perderia a propriedade. A única solução possível seria pedir ajuda a John Rafferty. E isso era igual (ou pior) que pedir ajuda ao próprio diabo. 

Porém, desesperada para ao menos pagar o empréstimo que o pai pegara com ele, Michelle resolve entrar em contato com Rafferty, sabendo de antemão que no momento em que pegasse aquele telefone, estaria selando para sempre o próprio destino. Correndo o risco de ter justamente aquilo que sempre sonhara... e que jamais admitira querer... nem para si mesma

- Michelle e Rafferty se conheciam há dez anos. E fora antipatia à primeira vista. Ou ao menos era o que eles demonstravam. Um era tudo que o outro mais desprezava numa pessoa. E aproveitavam cada oportunidade que aparecia para deixar bem claro, como se alguém ainda tivesse a menor dúvida, que se odiavam. Mas durante todo aquele tempo de suposto desprezo, guardavam dentro de si um sentimento muito diferente. Que a distância e o passar dos anos apenas tratariam de amadurecer... Ainda que eles negassem. Ainda que eles tentassem esquecer. 

 - Desde a primeira vez em que o viu, Michelle percebeu o perigo que ele poderia representar para sua vida. Conhecia sua reputação. Sabia que ele nunca levara a sério nenhuma mulher. Que elas não passavam de uma mera distração em sua vida, logo substituídas e esquecidas quando ele se cansava. Ela tinha apenas 18 anos e estava determinada a não ser apenas mais uma mulher em sua cama. Queria algo mais para sua vida e de modo algum cairia na armadilha do seu olhar, nunca se deixaria convencer por seu sorriso irresistível e suas palavras bonitas. Mas também sabia que quando Rafferty queria uma coisa, não desistia até conseguir... e para afastá-lo... ela precisava fazer com que ele jamais a desejasse. Ele tinha que desprezá-la e ela se empenhara bastante até conseguir construir a imagem de mulher mimada, caprichosa e egoísta, que preferia viver à custa dos homens e só se importava com futilidades. Mas uma coisa era despertar tal sentimento no homem que tanto mexia com ela... outra bem diferente seria suportar, dia após dia, seus olhares de desprezo e suas palavras afiadas. Assim... Michelle decide, após terminar seus estudos, passar um tempo longe da fazenda e é quando o conhece... o homem com o qual se casaria. Acreditando poder, ao seu lado, esquecer o homem que ela realmente amava, mas não queria amar. O homem que ela jamais conseguira tirar de sua mente. Mas o que era para ser a solução para os seus problemas, torna-se um grande pesadelo, que quase custara a sua vida e a marcara, física e emocionalmente, para sempre. Mas também lhe ensinara a jamais confiar novamente. A contar apenas consigo mesma, pois assim não voltaria a se decepcionar. E por mais que no fundo desejasse poder contar com alguém, poder contar com Rafferty, confiar que com ele tudo seria diferente... ela sentia medo. Morria de medo de ter esperanças... pois ela sabia que se ele a decepcionasse... ela jamais iria conseguir se recuperar.

"Baixando o rosto, aproximou-o do de Michelle e olhou-a bem dentro dos olhos:
- Quando estiver na cama comigo, benzinho, vai entender que mereço a minha reputação.
- Eu não vou para a cama com você! - disse Michelle entredentes, enfatizando cada palavra.
- Isso é o que você pensa."


- Ler esta história foi uma deliciosa surpresa. Quando decidi lê-la, tinha em mente algo totalmente diferente do que encontrei neste livro. A sinopse me passava uma ideia e confesso que eu não estava muito animada para ler o livro, não. Curiosa sim, mas animada não. Porém, logo após ler as primeiras páginas, percebi que a história era muito mais do que eu esperava e com o passar do tempo fui me apaixonando cada vez mais pelos personagens e pela história deles. Claro que lamentei toda a perda de tempo, todos os anos que eles perderam por causa dos seus medos, de suas inseguranças... por ideias equivocadas... por terem formado uma imagem baseada em impressões falsas e fofocas. Mas no fundo, o que eu acredito é que antes eles não estavam preparados para se amar. Talvez se tivessem tentado antes, quando ela era ainda tão jovem e insegura e ele tão controlador e arrogante, o relacionamento não teria dado certo. Na verdade, eu tenho certeza que não daria. Eles precisaram desse tempo, das experiências, das decepções, para que quando estivessem maduros o suficiente, realmente preparados para a intensidade do que sentiam um pelo outro... pudessem ter o que por tanto tempo apenas sonharam. 

- Eu achei lindo o amor que os unia. Até no medo deles eu encontrei um certo charme.rsrsrs... Eles tinham tanto, mas tanto medo de que o outro percebesse o que sentiam... porque não acreditavam que eram correspondidos. E não poderiam suportar tal rejeição. Mas por todos aqueles anos, mesmo distantes, pensavam um no outro. Ainda que dissessem para eles mesmos que era somente porque se desprezavam demais.kkkkkk... Uma das coisas que mais me tocou foi descobrir que tudo que o Rafferty construiu, tinha sido pensando nela. Tinha sido por ela... ainda que achasse que nunca dividiria nada daquilo com a mulher que amava. Mesmo fingindo sequer notá-la, ele sabia cada um dos seus gostos, o que era capaz de fazê-la feliz e todos os seus planos giraram em torno disso. Mesmo após saber que ela tinha se casado.

- Esse amor à distância... esse sentimento que eles tanto negaram me emocionou. E quando eles finalmente decidiram lutar por aquilo que queriam e apenas trataram de evitar durante todo aquele tempo... quando eles finalmente se envolveram, eu achei lindo. Cada momento deles juntos. O Rafferty, mesmo sendo arrogante, convencido, teimoso, controlador, autoritário e não saber ficar de boca fechada quando deve, é um encanto. Um fofo, que apenas tratava de tentar fazer feliz a mulher que amava. Que queria protegê-la, mimá-la, dar-lhe todo o amor que tinha mantido preso dentro dele. Eu me apaixonei perdidamente por ele. E lamentei muito pela história ser tão curtinha. Eu achava que eles mereciam uma história mais longa e mais profunda. 

- Apenas uma coisa me desagradou nesta história. E sim. Afetou o livro. Ainda me considero bastante generosa por ter apenas tirado uma estrela do livro após essa cena. A história estava indo perfeitamente bem... eu estava prestes a encerrar a leitura com um suspiro e aí... acontece aquilo. Eu fiquei tão chocada e tão furiosa com a mocinha, que na hora até pensei em dar apenas três estrelas ao livro. Porque a minha paciência tem limite. E eu detesto atitudes imbecis por parte dos personagens, sobretudo, das mocinhas. Não tinha sido a primeira vez que ela fazia algo assim. Mas foi a primeira vez que ela chegou bem perto de conseguir o que buscava. Porque não dá para acreditar que ela não buscava aquele resultado! Ninguém em sã consciência age como ela agiu! Faz a besteira que ela fez! Já faz horas que terminei a leitura, mas quando lembro da cena sinto meu sangue esquentar de novo. Eu a entendo. Conheço os motivos dela para fazer o que fez. Sei que no fundo ela achava que era a única maneira de solucionar as coisas. No entanto, eu fiquei muito furiosa. Ainda que a compreenda, considero a atitude dela algo digno de uma idiota. Mas a perdoei.rsrsrs...

- Enfim... É uma história leve, romântica, sensível, doce. Um livrinho para lermos quando desejamos fugir daquelas histórias lindas, mas pesadas, que tanto abalam nossos nervos. Um livro para recuperar a calma.rsrsrs... 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

A Viajante do Tempo - Diana Gabaldon

(Título Original: Outlander
Tradutora: Geni Hirata
Editora: Saída de Emergência
Edição de: Agosto/2014)

1º Livro da Série Outlander


Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?



Palavras de uma leitora...


"[...] os fantasmas estão à solta nos dias sagrados e podem ficar vagando por aí como quiserem, fazer o bem ou o mal, de acordo com sua vontade."

- Era para ser um recomeço. Uma chance de conhecer o homem com quem era casada. A guerra os havia separado poucos meses depois do casamento e durante vários anos permaneceram assim... dois estranhos unidos por alianças e assinaturas num pedaço de papel. Agora que a guerra havia finalmente chegado ao fim, tudo que Claire desejava era salvar seu casamento. Construir aquilo que não tivera a chance de construir. Uma família. Ao lado do homem que amava. 

Ela sabia que não seria fácil. Era tolo aquele que acreditava que a distância não significava nada quando se amava uma pessoa. O tempo... a distância podem provocar grandes estragos. Rachaduras, até mesmo no amor. Ela estava ciente dos danos que causara ao seu casamento, mas se aprendera algo em sua vida era jamais desistir. Não se daria por vencida enquanto não tentasse superar a distância que os anos criaram entre ela e o homem com quem planejara viver toda a sua vida. Mas o que ela jamais poderia imaginar é que teria que superar não só uma distância emocional, mas também temporal. Porque uma ironia do destino, os colocaria num mesmo lugar, mas separados pelo tempo. Por dois séculos

"A verdade é que nada se movia, nada mudava, nada parecia acontecer e, ainda assim, eu experimentava uma sensação de terror tão grande que perdi completamente a noção de quem ou quê eu era, de onde me encontrava. Estava no âmago do caos e nenhuma força física ou mental era útil contra isso."

Após ser atraída por uma rocha num círculo de pedras onde aconteciam rituais misteriosos, Claire se vê de repente na Escócia do século XVIII, no meio de um ataque sangrento e sem a menor ideia de como acordar daquele pesadelo. Aos poucos, percebe que não está sonhando ou tendo alucinações e antes que possa ter a chance de enlouquecer, é atacada por alguém que se parece com seu marido, agredida e sequestrada por um clã escocês que a leva para longe da sua única oportunidade de voltar para casa: o círculo de pedras. Porque se aquele maldito círculo a tinha levado para uma época que ela imaginava que só conheceria pelos livros de História, ele também deveria levá-la de volta. Isso se vivesse tempo suficiente para voltar. O que ela começava a achar pouco provável. 

"Uma figura saiu da escuridão tão perto de mim que eu quase esbarrei nela. Contendo um grito, virei-me para correr, mas a mão grande e forte agarrou meu braço, impedindo-me de fugir.
- Não se preocupe, dona. Sou eu.
- Era o que eu temia - disse asperamente embora na realidade ficasse aliviada por ser Jamie." 

No meio do caos que se tornara a sua vida, só havia uma certeza: fosse o que fosse que ela viesse a enfrentar, existia alguém que apesar de tê-la conhecido há tão pouco tempo e, como os outros, possuir um monte de perguntas sem resposta sobre ela... estaria ao seu lado. E por mais que ela relutasse em admitir, aquela certeza era estranhamente reconfortante. 

"Involuntariamente, estendi a mão, como se eu pudesse curá-lo e apagar as marcas com um toque dos dedos. Ele suspirou profundamente, mas não se moveu, enquanto eu percorria as cicatrizes profundas, uma a uma, como se quisesse mostrar-lhe a extensão dos danos que ele não podia ver. Finalmente, descansei as mãos o mais levemente possível sobre seus ombros em silêncio, procurando as palavras.

Ele colocou a própria mão sobre a minha e apertou-a levemente, como se compreendesse o que eu não conseguia dizer." 

- O amor não é à primeira vista. Acontece lenta e naturalmente, conforme a vida trata de colocar Jamie cada vez mais em seu caminho... em sua vida. E conforme algo dentro dela começa a inventar desculpas para vê-lo, para estar em sua presença, ainda que sem tocá-lo. Ela amava ouvi-lo, observá-lo enquanto ele trabalhava, vê-lo abrir um sorriso diante das próprias piadas e olhá-la daquela maneira que sempre provocava um sentimento estranho dentro dela. Não. Ainda não era amor. Mas ela sabia que o que separava aquela atração de um sentimento mais forte era tênue, frágil. Sabia que seria apenas uma questão de tempo. E isso a apavorava. Muito mais do que ela seria capaz de admitir para si mesma.

"Tive a impressão de que um estava sustentando o outro; se um de nós soltasse a mão ou desviasse os olhos, ambos cairiam. Estranhamente, a sensação era reconfortante. Onde quer que estivéssemos nos metendo, ao menos estávamos juntos nisso."

- Quando as circunstâncias e uma obsessão doentia colocam Claire em perigo, somente um casamento pode mantê-la em segurança e salvar sua vida. E ainda que ela soubesse que tudo aquilo não estava certo e lutasse com todas as forças contra o inevitável... uma parte de si desejava aquele casamento. Desejava ser de Jamie, poder estar em seus braços, sentir que algo ali era real, mesmo que numa outra vida ela já pertencesse a outro homem.

Claire se sentia dividida entre a vida que começava a construir no passado e a vida que possuía no futuro. Dividida entre ficar ou voltar. Entre os dois homens que ela amava. Que escolha fazer? Que vida escolher? Qualquer que fosse a sua decisão, ela sabia que tudo possuía um preço. Que jamais sairia intacta daquela situação. E que seu coração nunca iria se recuperar. 

"- Queria que você pudesse me acalmar, Sassenach, é o que desejo fervorosamente, pois tenho pouca paz em mim agora." 

-  Eu não ia fazer esta resenha. Era uma decisão que eu tinha tomado antes mesmo de terminar a leitura desta história. No máximo, pretendia escrever um post com os trechos mais impactantes com um ou dois comentários sobre o quanto eles eram importantes para mim. Sobre a maneira como me arrebataram. Pensei: "De que adianta tentar escrever algo que eu sei que jamais estará sequer aos pés desta história?" Seria inaceitável escrever algo que não fosse digno deles, por isso eu tinha tomado essa decisão. Mas acontece que até dos livros que eu odeio, eu faço resenha. Como poderia não compartilhar com vocês o quanto a história do Jamie e da Claire me marcou? Como poderia guardar para mim toda essa confusão de sentimentos, toda essa intensidade e saudade louca que já sinto deles? Não poderia. E ainda que eu saiba que minhas palavras jamais serão suficientes para expressar tudo que sinto, preciso escrever. Preciso dividir um pouco do meu amor por eles. Preciso dizer o quanto esse casal significa para mim. E porque eu jamais conseguirei esquecê-los. 

"- Eu mesmo posso suportar a dor - disse ele suavemente -, mas não aguentaria vê-la sofrer. Está acima das minhas forças."

- Jamie... Quem é Jamie Fraser? Um mocinho que ainda bem jovem pagou um alto preço por amar. Por querer proteger a sua família, a sua irmã. Só Deus poderia saber o quanto as lembranças do seu passado ainda eram capazes de derrubá-lo no chão e fazê-lo sentir um desespero que lutava dia após dia para superar. Era um homem marcado pela vida e pela crueldade humana. Mas que ainda assim era capaz de fazer piada de si mesmo e ver nas piores situações algo bom, um motivo para sorrir. Alguém que nunca amava pela metade e que seria capaz de dar a própria vida para proteger quem amava. Alguém que ao conhecer uma inglesa misteriosa e mandona, percebe que seu pai tinha razão ao dizer que ele saberia quando a encontrasse... quando encontrasse a mulher da sua vida. Aquela com a qual se casaria. E quando a oportunidade de unir a sua vida a dela aparece, ele não hesita. Claire era a mulher que ele tanto havia esperado. A única que possuiria seu coração. Ainda que ela partisse... ainda que ela não pudesse permanecer em sua vida... ele sabia que jamais a esqueceria. E fosse para onde fosse, ela carregaria consigo o seu coração. Ela seria para sempre a sua mulher, a sua Claire... ainda que não estivesse ao seu lado. 

Jamie me conquistou desde o princípio. Desde quando o vi pela primeira vez, com o seu bom humor, com o seu sorriso irresistível, com a sua capacidade de me roubar o fôlego sem ao menos tentar. Se já seria difícil escrever essa resenha por não possuir palavras, tudo fica mais complicado pelo fato de eu mal conseguir enxergar o que escrevo já que meus olhos estão tomados pelas lágrimas. Nunca. Nunca consigo falar sobre ele sem chorar. E somente quem conhece esta história é capaz  de entender isso. O Jamie me atingiu profundamente. Minha alma. Meu coração. A minha vida. E toda vez que ele sofria, eu sentia como se uma faca se cravasse dentro de mim. Me sentia impotente, inútil, desejando com todas as minhas forças entrar dentro da história e protegê-lo. Eu o amava mais cada vez que ele fazia o que era preciso para proteger a mulher que amava. Mas ao mesmo tempo, sofria demais. Porque qualquer dor que ele sentisse, me derrubava. Me matava um pouco mais. Não foi apenas amor que essa história me provocou. Eu também senti um ódio violento, que quase me sufocava, cada vez que a crueldade humana se aproveitava dos sentimentos profundos que uniam a Claire e o Jamie. Toda vez que o filho das profundezas do inferno (porque ele veio direto de lá. Nenhuma mulher poderia ter parido esse demônio) usava esse amor para feri-los, eu sentia um ódio assassino, uma vontade enorme de assassinar um certo personagem com minhas próprias mãos. Me senti numa montanha-russa lendo essa história. Com subidas e descidas cada vez mais rápidas, mais loucas. Eu amava e odiava com uma rapidez impressionante. Ia das lágrimas ao riso. Do desespero à calma. E ao mesmo tempo que sentia que precisava ler mais e mais páginas, estar mais e mais com o meu casal amado, sentia que precisava fechar o livro por alguns instantes senão acabaria enlouquecendo. Senão não conseguiria suportar. Foram tantas e tantas coisas que aconteceram... tantos e tantos momentos lindos. Tantos e tantos momentos desesperadores. Eu ainda não consegui voltar ao meu normal. Todas as minhas emoções continuam confusas. E meus nervos profundamente abalados. Eu já não tenho sequer a ilusão de seguirei sendo a mesma depois desta história. Não. Não tenho tal ilusão...

" - Eu vou protegê-la. Dele e de qualquer outra pessoa. Até a última gota do meu sangue [...]" 

- Jamie nunca foi homem de fazer promessas vãs. O que ele sentia, ele sentia intensamente. E tudo que prometia era com a intenção de cumprir. Por isso, eu me desesperava com algumas promessas que ele fazia. Cheguei a ter a sensação de que ele só podia estar tentando me matar. E acabaria conseguindo fazer isso.rsrsrs... Intenso. Verdadeiro. Apaixonante. Terno. Selvagem. Teimoso como só ele sabia ser. Tudo ele sempre sentia com paixão. Amava com uma paixão impressionante, lutava e se irritava com a mesma intensidade. E sempre disposto a desafiar quem achasse necessário, ainda que não estivesse numa posição muito favorável para fazer tal coisa. Ainda me lembro com um sorriso no rosto de como ele provocou o Black Jack anos antes de conhecer a Claire. A maneira como ele tirou aquele demônio do sério, num momento em que ninguém esperaria que ele fosse dizer o que disse.kkkkkkkkk... O que aconteceu depois não foi nada divertido, mas eu fiquei fascinada pela coragem do meu mocinho, pela sua determinação, pela sua garra. Conheço pouquíssimos mocinhos que aguentariam o que ele aguentou e ainda seguiriam lutando. Nada que vocês imaginem chega perto do que ele passou. Acreditem. Nem os spoilers que eu conhecia da história puderam me preparar para o que vi... E ainda que ele tenha caído, sempre se levantou. Sim. O ser humano (que ironicamente é chamado de "ser" "humano") quando se empenha em dobrar uma pessoa, pode conseguir. Pode destruir essa pessoa. Fazê-la em pedaços aparentemente impossíveis de serem colocados no lugar. Mas quando existe alguém disposto a nos estender a mão, quando um sentimento mais forte do que qualquer dor,  do qualquer sofrimento... mantém-se vivo dentro de nós, cada pedacinho pode voltar ao lugar. Ainda que as cicatrizes permaneçam. Ainda que doam. 

" - Ah, sim, Sassenach - respondeu ele, um pouco melancolicamente. - Eu sou seu senhor... e você é minha senhora. Parece que não posso possuir sua alma sem perder a minha."

- Ainda me pego suspirando ao lembrar dos momentos lindos que eles viveram juntos. Dos risos, dos momentos de paixão (em lugares inadequados.kkkkkk...), da maneira como conseguiam dizer tudo com uma simples troca de olhares, dos momentos em que eles apenas ficavam abraçados, nem nada dizer... sem nenhum toque mais íntimo e ainda assim eu sentia que existia ali uma conexão única. Lembro das brigas... lembro do quanto lutaram um pelo outro. E choro. Sempre choro. Seja de felicidade ou tristeza. Uma mescla dos dois. Porque não é possível ficar indiferente. Não é possível não se emocionar. Eu estou profundamente marcada por essa história. Não importa quantos livros lerei depois desse, quantas histórias lindas ainda conhecerei... Claire e Jamie seguirão sempre, sempre em meu coração. Jamais poderei esquecê-los.

"Quaisquer que fossem os problemas que pudéssemos enfrentar - e eu sabia que havia muitos - estávamos juntos. Para sempre. E isso era suficiente."

- Uma mocinha única, corajosa, que nunca desistia sem lutar. Que ainda que tudo parecesse sem saída, seguia insistindo, buscando a solução que ela sabia que estava oculta em algum lugar. Esta história não seria tão especial se ela fosse diferente. Se ela não fosse exatamente como é. A mocinha que me enche de orgulho, que me causa tanta admiração, respeito e carinho. Existem mocinhas que não merecem o amor dos mocinhos. Que não são dignas dos sacrifícios e da entrega deles ao que sentem por elas. Mas a Claire... ela não só merecia, mas me impressionava com a maneira como ela sabia valorizar tudo que o Jamie tinha feito por ela. Tudo que ele tinha aberto mão por amá-la... para protegê-la. Ela chegava a me deixar chocada com sua paixão, com seu amor. Eu sinceramente... ainda que conheça muitas mocinhas corajosas, guerreiras, capazes de fazer tantas coisas pelo mocinho amado... não consigo imaginá-las fazendo tudo que a Claire fez. Lutando como ela lutou. Pelo Jamie ela era capaz de qualquer coisa. Morreria e mataria por ele. Porque o que ela sentia por ele era mais forte do que tudo. Do que seus princípios, do que suas crenças, do que sua própria vida. Nada lhe importava mais do que ele. Posso dizer sem pensar duas vezes que eles nasceram um para o outro. Que a Claire necessitou viajar ao passado porque era lá que estava a sua alma gêmea, sua outra metade. Ainda que ela pudesse ser feliz em sua época, ainda que pudesse amar... jamais seria o mesmo. Porque ela era do Jamie. E sempre seria. Estivesse onde estivesse. Estavam unidos por algo mais forte do que o tempo. Tudo que viveram jamais poderia ser apagado. Nem mesmo a morte seria capaz de destruir aquele amor. O que eles sentiam iria além de qualquer vida.

"- Claire, você poderia... eu só queria... Claire, abrace-me com força. Se eu começar a tremer de novo agora, não vou conseguir parar. Claire, me abrace!"

"- É... difícil de explicar. É... é como... acho que é como se todo mundo tivesse um pequeno lugar no íntimo, talvez um lugar particular que guardasse para si mesmo. É como uma pequena fortaleza, onde vive a sua parte mais pessoal... talvez seja a sua alma, talvez apenas aquela parte que faz de você quem você é e ninguém mais."

- Sei que minha resenha (se é que se pode chamar isso de resenha) não chega nem aos pés desta história. É incapaz de expressar tudo que sinto e transmitir metade da magia desta história. Eu sei. Mas deem uma chance ao livro. Não consigo imaginar alguém lendo essa história e não sendo capaz de amá-la, de mergulhar dentro dela e jamais querer retornar. Ninguém consegue ficar indiferente ao Jamie e a Claire. É impossível conhecê-los e não amá-los!

- E para quem ainda não sabe, este ano a história de Jamie e Claire virou série de TV!!!! Outlander. Que só em seu primeiro episódio já se tornou um grande sucesso, com garantia de segunda temporada (e se Deus quiser, terá muitas outras temporadas!). Abaixo segue um vídeo feito por fãs, com imagens deles dois na série de TV. :)





"Achei que ele tivesse adormecido e surpreendi-me quando ouvi sua voz atrás de mim.
- Claire?
- Sim?
- Eu amo você."

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Titanic (música)




- Creio que quem conhece meu blog há algum tempo, sabe que sou e sempre serei louca por Titanic. Por esta linda e marcante história de amor. Por uma história que me leva às lágrimas sempre que a recordo. Titanic marcou minha vida quando eu era ainda uma menina. Desde criança eu amava histórias de amor e quando eu assisti o filme pela primeira vez, foi através da televisão. Se bem me lembro, ele foi exibido em dois dias. Uma parte em cada dia. E minha tia gravou, algo de que ela veio a se arrepender depois.kkkkkk... Eu fiquei tão impressionada com a história, que queria assistir o filme todos os dias. E durante bastante tempo eu perturbei minha tia, implorando para que ela colocasse o filme para eu assistir. Todos os dias. E o pior era que eu chorava sempre que assistia.kkkkkkkk... Parecia que tudo era sempre novo. Que era sempre a primeira vez, sabe. Eu chorava como se com o Jack tivesse ido a minha alma também. E não cansava de achar tudo muito injusto. Não aceitava que uma história como a dos dois terminasse daquela maneira tão trágica e cruel. Mas apesar da perda... apesar da morte, eles sempre permaneceram juntos. Através das lembranças da Rose, através do seu coração. Suas almas nunca estiveram realmente separadas. Mas, de qualquer forma, eu acho o reencontro no final lindíssimo. É uma das cenas que mais me marcaram. Era um amor tão forte que nem a morte era capaz de destruir. Era algo que ia além da vida. 



"Você pula, eu pulo, lembra?"


- Infelizmente, eu passei vários anos longe de Titanic. Porque, e eu ainda não sei como, a fita de vídeo, na época, acabou desaparecendo. Ainda suspeito que alguém deu fim na fita de propósito, por eu ser totalmente viciada no filme.kkkkkk... Enfim... Com tantas coisas na cabeça e entrando no mundo dos livros, eu acabei "esquecendo" um pouco o filme, já que não encontrava em DVD e nem conseguia assisti-lo pela internet. Nem sabia que isso era possível. Mas... não era capaz de esquecer a história. E a recordava muito através de sua música. Seja instrumental ou em inglês. É uma música que sempre me abala, que balança toda a minha estrutura e me leva aos prantos. Me joga no chão, sabe. E... ao mesmo tempo... faz com que tudo perca importância diante da beleza deste amor. Cada vez que escuto esta música, sinto que nada importa, que nada consegue ser mais poderoso do que este sentimento. E que tudo valeu a pena na vida da Rose, porque ainda que ela o tenha perdido... a vida lhe deu um presente, permitindo que ela o conhecesse e que ele fizesse parte da sua vida. Ainda que por pouco tempo. Valeu a pena. E ela faria tudo de novo. A mesma escolha. Ela sempre o escolheria

E hoje... depois de eu escutar uma outra música belíssima... acabei encontrando a música deles numa outra versão. Em espanhol. Cantada por um grupo chamado Guardianes del Amor. E voltei a sentir toda aquela emoção de novo. E, como se fosse possível, ainda mais intensa. Ouvir esta música em espanhol... não há palavras. Ela é a minha música. A música de um dos casais mais importantes para mim. Mais amados. :) Jack e Rose sempre estarão em meu coração. Seguirão sempre, sempre em minhas lembranças.





Cada noche sueño, contigo...  contigo
Sé que aun existes, amor
Siempre en la distancia 
podremos amarnos 
sigues en mis sueños... amor

Tu... yo...
 eterna pasión 
siempre habrá la esperanza... amor 
Si... ves... 
en donde tu estés 
yo te llevo en el alma... mi alma te seguirá

El amor nos llega y nunca nos deja 
Sigue siendo luz en mi ser

No podré olvidarte... dejar de amarte
Siempre extranaré tu querer

Tu... yo... 
eterna pasión 
siempre  habrá la esperanza... amor 

si... vez.. 
el donde tu esteés 
Yo te llevo en el alma... mi alma te seguirá

Amor... no siento temor
 Yo sé bien que en mi alma estás...



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Um Marido... E Um Bebê? - Penny Jordan


(Título Original: The Blackmail Baby
Tradutora: Elizabeth A. Bueno
Editora: Nova Cultural
Edição de: 2002)


MAIS DE TRÊS MILHÕES DE DÓLARES... PARA DORMIR COM O MARIDO... E TER UM FILHO DELE!?

O que Maggie mais queria na vida era ser a esposa de Patrick Barrington! Mas no dia do casamento, uma chocante revelação mudou tudo, e ela fugiu da vida de seu marido...

Quatro anos mais tarde, ao saber que Maggie precisava de dinheiro, Patrick fez uma proposta ultrajante: mais de um milhão de dólares se ela voltasse para ele... e mais outro milhão e um pouco mais se ela desse à luz um filho seu!



Palavras de uma leitora...


- As coisas colocadas da maneira como estão na sinopse não são lá muito agradáveis, certo? Claro que não. Mas acontece que a história não aconteceu exatamente assim. Não era uma questão de dinheiro em troca do corpo e de um filho. Era mais uma questão de agarrar qualquer oportunidade que tivesse para ter de voltado aquilo que ela havia deixado para trás. Que ela tinha abandonado quatro anos antes... Mais que tudo, era pedir uma segunda chance. 

" - Acho que o odeio, Patrick - sussurrou, trincando os dentes. Depois, se corrigiu: - Não, eu sei que o odeio."

Maggie mal poderia recordar um momento de sua vida em que Patrick não estivesse. Desde que ela era criança, ele estivera presente, ensinando-a andar de bicicleta... preenchendo os seus dias e tornando-a totalmente dependente dele. De seu sorriso, de seu abraço, de sua companhia. E foi mais do que natural para ela se apaixonar... de uma forma que não conseguia ocultar de ninguém, muito menos dele. Mas seu amor não parecia correspondido, já que Patrick fazia o possível para ignorar o que ela tão inocentemente lhe oferecia. Até a morte de seu pai... quando para todos parecia apropriado um casamento entre os dois, embora Maggie tivesse apenas dezoito anos. Todos esperavam que Patrick retribuísse a confiança que o pai de Maggie depositara nele ao longo dos anos, casando-se com ela e tornando-se seu protetor. 

Porém, poucos instantes após o casamento, ao ouvir algo que fizera em pedaços o seu coração, Maggie fugiu. Para longe da casa que a madrasta decidira vender, para longe das lembranças do tempo em que era feliz ao lado dos seus pais, para longe de seu país e, sobretudo, para bem longe de Patrick, pois ela sentia que se passasse mais um só segundo ao seu lado, acabaria não suportando. Porque nenhuma dor poderia se comparar com a que ela sentira após descobrir que ele não passava de uma grande mentira. Que tudo que ela tinha compartilhado com ele não passou de uma ilusão. Apenas isso... uma ilusão... que ela teria amado viver para sempre...

"Patrick virou-lhe as costas e ficou olhando a escuridão da noite pela janela do quarto.

- Pode me odiar o quanto quiser, mas, mesmo assim, vai me dar um filho, Maggie."


- Agora... quatro anos depois... quando ela acreditara que tinha conseguido matar todo o amor que sentia por ele... Patrick reaparece em sua vida, exigindo aquilo que ela lhe negara. E se Maggie fosse bem sincera consigo mesma, admitiria que esperara, ao longo de todo aquele tempo, que ele fizesse exatamente isso. Que estivesse disposto a recuperá-la, custasse o que custasse. Ela tinha a chance de recusar... poderia pegar um avião e voltar para sua vida tranquila e segura, ao lado das crianças que ela tanto amava... ou poderia ficar... e ter aquilo que só tivera em seus sonhos... A escolha era sua. 

- Eu não gostei muito da sinopse desta história, porque se fosse por ela eu nem leria o livro. Li o livro apenas por ser da Penny Jordan e posso dizer que não me arrependi. A história é tão querida como a que li recentemente. Tem aquela mesma simplicidade dos livrinhos que tanto preencheram os meus dias no passado. E o Patrick me fez lembrar de vários outros mocinhos da PJ. :D Os de verdade, sabe? Não aqueles ogros que ela sabia criar às vezes.rsrs...

O amor do Patrick pela Maggie é lindo e fiquei muito triste por todo o tempo que eles perderam pelas mentiras e intrigas de uma pessoa que qualquer um poderia perceber que não valia absolutamente nada. Não pude deixar de considerar a Maggie uma grande imbecil por ter dado ouvido às mentiras daquela mulher. Mas eu até a compreendo. A outra conhecia bem a nossa mocinha. Sabia exatamente o que dizer para magoá-la e colocar dúvidas em sua cabeça. Era especialista em manipular as pessoas. E fez o próprio Patrick se condenar, por dizer a coisa errada e no momento errado, fortalecendo as mentiras que ela havia contado para a Maggie. O coitado sequer sabia o que tinha feito. Quando percebeu... já era tarde demais. 

Mas a verdade é que nenhum dos dois estava preparado para um casamento, quatro anos antes. Por mais que se amassem, estavam inseguros e confusos. Com muito medo de um relacionamento mais sério. Patrick se sentia culpado por amá-la, achava que ela era muito jovem e que merecia a chance de viver antes de se prender a ele. Ainda que deixá-la livre pudesse significar perdê-la. E Maggie, apesar de amá-lo, era realmente muito jovem e imatura, facilmente influenciável e de modo algum preparada para as responsabilidades que assumiria ao se casar com ele. Eu tive a sensação de que ela sempre tinha desejado fugir... e que apenas se aproveitou da oportunidade que apareceu para fazê-lo. Ambos estavam apavorados e precisavam crescer antes de ficar juntos. Aqueles quatro anos foram essenciais para eles adquirirem a maturidade necessária. 

Enfim... Eu adorei a história e fiquei torcendo para que aquela víbora acabasse se dando mal, depois de todo veneno que tinha distribuído. Mas as autoras insistem em esquecer-se de punir os vilões. É uma mania que elas têm.rs 

Achei que o livro tinha que terminar exatamente como terminou. Foi um final perfeito. :)