O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Persuasão - Jane Austen


Persuasão foi o último trabalho completo de Jane Austen. O livro conta a história de Anne Elliot, uma moça que "fora obrigada a ser prudente na juventude, e aprendera o romantismo à medida que envelhecia: a sequela natural de um começo antinatural". Anne é uma das heroínas mais tranquilas e reservadas de Austen, mas, ao mesmo tempo, é uma das mais fortes e abertas às mudanças. O livro enaltece a constância do amor numa época turbulenta na história da Inglaterra: as guerras napoleônicas. Escrito nesse período, o romance descreve como uma mulher pode permanecer fiel ao seu passado e, ainda assim, pensar em um futuro feliz. Austen expõe de maneira sutil como uma mulher pode passar por cima das convenções sociais e das restrições femininas em busca da felicidade.




Palavras de uma leitora...



- A capa acima não é da edição que li, mas sim da que desejo com todo o meu coração.rs Eu a namoro sempre que a vejo nas livrarias, mas sempre acabo tendo que comprar outros livros. :( Faço isso porque tenho vários livros na lista de prioridades e essa edição de Persuasão acaba não sendo por eu já ter o livro em outra edição (que é aquela rosa linda que vem com três histórias). A sinopse acima também não é da que li. 

De qualquer forma, a tradução é a mesma e ambas as edições são da Martin Claret. Amo todos os detalhes da minha rosa, é realmente linda. Ocorre que é pesada e um tanto desconfortável para a leitura (letras muito juntas, apertadas ao ponto de você misturar as linhas e ter que voltar a leitura). Tive que ler o livro só quando estava em casa, pois era impossível carregar por aí.rsrs Por isso que quando li Razão e Sensibilidade foi numa edição de bolso. Eu tenho a edição azul de luxo também, contendo outras três histórias da autora, mas não há a menor possibilidade de lê-las nela. Terei que comprar livrinhos de bolso ou ler em e-book. É uma edição que serve para colecionar, mas dificulta muito ler. Enfim...

- Vocês sabem que me apaixonei perdidamente por Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade. E que coloquei como meta ler todos os livros que a autora escreveu. Todavia, mesmo guardando com carinho essas duas histórias no coração, Persuasão conseguiu um canto exclusivo, especial. A construção dos personagens foi perfeita e a ambientação como sempre nos faz desejar estar nos lugares mencionados, sentimos até que estamos realmente lá, acompanhando o desenrolar dos acontecimentos. E das protagonistas que conheço a Anne consegue se destacar, mesmo com seu jeito reservado e tímido, mesmo tendo cometido o grave erro de se deixar persuadir pelos outros. De abrir mão do homem que amava porque seus familiares e sua amiga não o aceitavam, não o consideravam digno dela. O preço que pagou foi alto, sem dúvidas. E ter a noção disso tornava tudo pior. 

"Passaram-se poucos meses entre o começo e o fim daquele relacionamento; mas alguns meses não foram suficientes para pôr um fim nos sofrimentos que ele provocara em Anne."

Talvez jamais o revisse na vida. Ou, quem sabe, seus caminhos poderiam voltar a se cruzar quando ele já estivesse casado e pai dos filhos que deveriam ser deles. Nem sempre o destino nos permite consertar os erros do passado, as escolhas que tomamos podem alterar todo o nosso futuro, com consequências que nos marcam de uma forma ou de outra. E ao longo dos oito anos que se passaram desde que Frederick partiu, após o rompimento do relacionamento, Anne nunca conseguiu deixar de pensar nele. Mas tentava. Dia após dia levava a vida a qual se condenou, não aceitando nenhum outro homem, nenhuma outra proposta de casamento, porque sabia que não poderia ser feliz com alguém que não fosse ele. Vivendo numa casa com familiares que sabia que não faziam a menor questão de sua companhia ou se importavam se ela estava bem ou não. Foi a essas pessoas que ela deu ouvidos anos antes. E mesmo que sua amiga sim tivesse boas intenções, ao contrário de seu pai e irmã, a verdade é que nunca deveria ter rejeitado aquele que seu coração desejava. 

Agora aos vinte e sete anos e prestes a ter que abandonar o lar no qual crescera para ir viver em Bath com o pai e a irmã, Anne não sabia bem o que sentia. Sobretudo porque os inquilinos de seu pai, que passariam a viver em seu antigo lar, eram parentes dele, do homem que não esquecera. E não demora nada para que Frederick retorne à sua vida, mas não para reatar qualquer laço rompido. Não retorna por ela, mas para estar próximo de seus entes queridos e encontrar uma noiva adequada para finalmente estabelecer-se. Assim, obrigada a vê-lo por conta dos conhecidos em comum Anne acaba acompanhando dolorosamente de perto o progresso de sua relação com Louisa, a mocinha aparentemente perfeita e dona dos afetos dele. Alguém que não se deixaria persuadir, que não teria o defeito que para Frederick era o pior de todos. Que era imperdoável. 

"Ele a amara ardentemente e nunca amara outra mulher tanto quanto a ela; mas, a não ser por um natural sentimento de curiosidade, não tinha nenhum desejo de tornar a encontrá-la. O poder dela sobre ele acabara para sempre."

Mas teria o amor do passado morrido com a dor e a distância? Seria Frederick realmente indiferente à Anne do presente? Seria incapaz de perdoar os seus erros e recomeçar? O tempo... ele pode destruir muitas coisas, mas nunca um amor verdadeiro...

- Eu me emocionei muito com a história deste casal. É a primeira vez que os casais formados pela autora me causam tal impacto e olha que o Frederick durante o livro quase todo não recebe tanto destaque assim, sendo a história concentrada mais na Anne. Mesmo assim eu senti muito por eles. Por tantos anos perdidos, por tudo o que poderiam ter vivido. Não posso culpar o mocinho pelo fim do relacionamento. Sei que foi a Anne a errar, mas tenho que considerar que ela tinha apenas dezenove anos na época e nada conhecia do mundo, deixando que os "adultos" decidissem o que era adequado ou não e fortemente influenciada pela amizade com Lady Russell, cujos conselhos lhe eram tão importantes. Fez o que os outros queriam, mas enquanto sua família e sua amiga tão bem seguiram com suas próprias vidas foi ela a sofrer. Foi ela quem perdeu. E passou tantos anos sem realmente viver, estando à sombra da irmã, sendo praticamente invisível em sua casa. Ela era quem tinha ficado vazia. 

"Antes, eram tudo um para o outro! Agora, nada!"

- Não suportei nem por um instante a família da Anne. Que gente mais insuportável! Pessoas hipócritas, superficiais, que só se importavam com posição social e assuntos fúteis. Ao que parece a Anne tinha puxado à falecida mãe, mas acho que sua personalidade forte e sua inteligência eram muito próprias. Ela era uma mulher incrível, capaz de causar admiração em muitos dos personagens, mas insignificante para a própria família. A insensibilidade deles, o desprezo latente com o qual a tratavam me causou muita revolta. Eu sentia vontade de esganá-los, sobretudo por ver a maneira como a Anne estava acostumada com aquele tratamento, em sempre ser anulada, menosprezada pelas pessoas que deveriam amá-la, mas que só se lembravam de sua existência quando queriam usá-la. Eu só queria que ela acordasse e fosse embora. Que os mandasse para o inferno! 

- Outra questão é a tal da lady Russell. Mesmo sendo uma mulher boa e quase uma mãe para a Anne também era cheia de preconceitos e se acreditando no direito de se meter na vida da mocinha. Não consegui gostar dessa mulher. A verdade dela não tinha que ser a verdade da Anne e foram os seus preconceitos e malditas boas intenções que tanto influenciaram a mocinha, por causa dos laços de afetos que as uniam. Eu não consegui suportá-la. Gente intrometida assim só causa problemas para aqueles que julgam amar. E não posso perdoá-la por preferir a posição social que a felicidade daquela que tanto protegia. 

- Foi um livro que me provocou muitos sentimentos confusos. Revolta, amor, tristeza, alívio, medo... eu sentia muito medo do casal não ficar junto. Temia que tudo estivesse perdido, que não existisse retorno. Não vou dizer se o final é feliz ou não, mas posso afirmar que foi o livro da Jane Austen que mais me provocou angústia. Quando eu via o Frederick e a Louisa juntos eu é que sentia vontade de chorar. 

"Anne não desejava mais aqueles olhares e palavras. A fria polidez e a cerimoniosa graça demonstradas por ele eram piores do que tudo."

Enquanto a Anne estava lá forte e com aquela tranquilidade exterior que escondia seus sentimentos dos olhares das outras pessoas. Ela estava conformada. E eu querendo que ela fosse até ele e o obrigasse a escutá-la! Mas as coisas vão dar uma baita reviravolta, lhes garanto!rsrs E provocar sentimentos ainda mais intensos em nós leitores. É simplesmente a melhor história da autora para mim. E não sei se conseguirei amar mais algum outro livro dela do que esse. Se sentirei o mesmo, se eles conseguirão chegar aos pés deste livro. 

- Acredito que uma lição ensinada por esta história é não deixarmos que os outros tomem decisões por nós, não importa o quão bem intencionadas elas sejam. Temos o direito de fazermos nossas próprias escolhas e suportarmos as consequências delas. E nunca deixarmos de fazer algo, de seguir um sonho porque nossa família ou nossas amizades não acham que aquilo é bom para nós. Ouvir conselhos é importante, mas sermos incapazes de pensarmos e decidirmos por nós mesmos é muito grave. :( Anne aprendeu isso de maneira dolorosa e muitas eram as chances de nunca mais recuperar o que tinha perdido. A vida não é piedosa. Ela não vai ficar nos dando várias oportunidades de consertar nossos erros. E o tempo definitivamente não para. Ele passa... e como passa!

"[...] ele não conseguia vê-la sofrer sem desejar reconfortá-la."

- Este livro foi minha última leitura do mês de setembro e nem sabia se conseguiria fazer a resenha. Não encontrava as palavras, não sabia nem por onde começar. Só me pegava pensando... refletindo... e analisando minhas próprias escolhas.rs Sim, a história realmente mexeu muito comigo. Demais. 

domingo, 30 de setembro de 2018

Última Noite de Inocência - India Grey

(Título Original: Her last night of innocence
Tradutora: Deborah Barros
Editora: Harlequin
Edição de: 2011)


Uma noite inesquecível, um segredo a ser revelado…

O piloto Cristiano Maresca sempre passava a noite anterior à corrida nos braços de uma bela mulher… Três anos atrás, Kate Edwards fora sua companhia… e com ela viveu momentos inesquecíveis. Mas no dia seguinte, em uma disputa acirrada, Cristiano sofreu um acidente quase fatal. Logo depois, Kate descobriu que estava grávida dele. Quando ele retorna às pistas de Monte Carlo, festejado pela sua recuperação, reencontra Kate, em meio à multidão de fãs e paparazzi, ansiosa para revelar ao homem que acelerou seu coração a verdade que mudará suas vidas para sempre!



Palavras de uma leitora... 



- Eu só posso me considerar uma completa imbecil. Simplesmente detesto quando adio demais a leitura de um livro e depois descubro que ele era perfeito e eu deveria ter dado uma chance antes. Estou revoltada comigo mesma! Porque Última noite de inocência é uma história preciosa, que nos faz recordar contos de fadas e imaginar que para sermos felizes basta acreditarmos...

Para vocês terem uma noção eu recebi este livro da Harlequin em 2011, nos primeiros meses da parceria, pelo que posso recordar. E não sei por que o pulei. Deve ser porque sou doida mesmo. E estou imensamente arrependida por ter esperado mais de sete anos (recebido em maio/2011) para lê-lo. É uma história tão linda e que me envolveu por completo. Eu sonhava acordada com os personagens.kkkkkk... Mas acho que preciso fazer um resumo para que entendam a história, certo?rsrs Não deem muita atenção à sinopse. Porque o livro é muito mais profundo do que pode parecer. 

- Kate era uma publicitária no início de sua carreira e com um passado que preferia esquecer, mas que guiava todas as suas escolhas. Que era um freio nos seus sonhos. Ela nunca tinha saído da cidade na qual morava até que a esposa do seu chefe e amigo entrou em trabalho de parto e ela teve que ser mandada no lugar dele para entrevistar um famoso piloto de corridas. O que só poderia ser um carma, vez que perdera o pai na infância para um acidente de carro e como se não bastasse a eterna dor por uma perda tão brusca e marcante também perdera o irmão de dezessete anos recentemente para um terrível acidente. Não queria estar perto de carros de corrida. Não queria aquilo em seu caminho. 

Todavia, não teve outra opção senão viajar para Mônaco e entrevistar Cristiano Maresca, um mulherengo cheio de si que jamais perdia uma corrida. Só que o que era para ser apenas uma entrevista se transformou na sua primeira noite de amor. Conscientemente não saberia dizer por que abrira mão de todas as suas reservas e aceitara estar nos braços dele. Talvez tenha sido a maneira como ele a olhou e como se abriu, revelando suas próprias feridas, mostrando a vulnerabilidade que nunca dividira com ninguém. O que teria sido aquilo? Por que confiara nela se sequer a conhecia? 

A noite tinha sido mágica. Mais que sexo tinham partilhado sua dor. Seus medos e desejos. Não foram feitas promessas. Pelo menos não durante a noite. Mas na manhã seguinte, pouco antes de entrar no carro que destruiria tudo, Cristiano lhe prometera sim. Que nada estava acabado. Que ela deveria ficar e esperar por ele. E foi o que ela fez. Ficou... apenas para vê-lo perder o controle do carro e a explosão que se seguiu, mostrando que todos os seus medos não eram infundados. Que não deveria ter aberto seu coração. 

Quatro anos depois, mãe de um lindo menino de três anos, Kate vivia do trabalho e da criação de seu menino. Embora Cristiano não tenha morrido, os ferimentos o deixaram em coma durante um tempo e quando ela descobriu que estava grávida e tentou contatá-lo não conseguiu. Chegou a se humilhar e deixar seu nome com os seguranças dele, dizendo que se ele soubesse quem ela era a receberia, mas tudo foi em vão. Destroçada seguiu com a própria vida, mas no fundo do coração ainda esperava por ele. Ainda imaginava que ele iria buscá-la. 

Cansados de vê-la estacionada no mesmo lugar, esperando por um homem que nunca sequer tinha ligado ou mandado uma mensagem, seus amigos a forçaram a ir ao encontro dele e colocar um ponto final naquela história. Deveria lhe contar a verdade. Falar sobre a criança e depois suportar a escolha dele em vez de ficar sempre imaginando o que poderia ter sido. 

Teriam quatro anos destruído o que começara naquela única noite? Teria um acidente quase fatal que roubara a memória de Cristiano o suficiente para impedi-los de recomeçar? Às vezes... é preciso apenas acreditar. 

"[...] Somente depois que você perde alguém, percebe que sentimento precioso é o... amor. - Ela balançou a cabeça. - Todo o resto é detalhe."

- Ai, gente! Que história linda! Não consigo apagar do meu rosto o sorriso provocado por esta leitura. E eu não esperava realmente nada do livro. Eu tinha resolvido lê-lo para a Maratona Romances de Banca, por causa do tema amnésia, que sempre foi um dos meus preferidos. E fui surpreendida dessa maneira maravilhosa. :D

Fiz toda a leitura em poucas horas, pois tudo fluía naturalmente. Terminava de ler uma página e já devorava as outras sempre querendo mais, tentando imaginar como é que consertariam o estrago de toda uma vida. Tanto a Kate quanto o Cristiano possuem marcas profundas. Enquanto a Kate deixou-se levar pelos sentimentos e se entregou mesmo temendo estar cometendo o maior erro da sua vida, Cristiano era mais fechado. O passado dele é realmente muito doloroso. :( Ele não passou por pouca coisa, não. E isso o endureceu, o fez construir diversas barreiras ao seu redor, determinado a nunca mais estar vulnerável outra vez, a nunca fracassar. É impossível não nos identificarmos com ele, não sentirmos a sua dor e compreender todas as suas escolhas. 

Mas o incrível é que ele abriu seu coração para uma desconhecida. Embora não soubesse expressar o que sentira por Kate naquela noite confiou o suficiente para contar tudo e chorar nos braços dela. Isso tocou tanto o meu coração. E se não fosse a amnésia a história deles teria sido incrível desde o princípio. Porém, veio o acidente e a perda de memória. E quatro anos foram suficientes para endurecê-lo ainda mais. E quando se reencontram Cristiano já não confia. Já não está disposto a se abrir novamente. E não faz ideia do tanto que tinha dividido com ela no passado. 

É a partir disso que precisam se reencontrar. Buscar o caminho de volta um para o outro. Kate é maravilhosa! Uma mocinha doce e forte, uma mãe guerreira e uma apaixonada. Mesmo magoada ela ainda acreditou nele e tentou fazê-lo enxergar as coisas de outra maneira, deixar os fantasmas para trás. Cristiano também é um mocinho incrível! Em nenhum momento eu o desprezei, pois foi muito fácil entendê-lo e ele jamais se comportou de maneira cruel com a Kate. Pelo contrário! Mesmo cheio de reservas estava sempre sendo cuidadoso, sempre ouvindo-a e tentando antecipar suas necessidades. Impossível não amá-los! Estou apaixonada por este casal! :)

Se recomendo o livro?! De olhos fechados! É perfeito! Simplesmente perfeito! Uma história que com certeza lerei novamente. 

"[...] Porque subitamente entendi que o amor é um milhão de vezes mais forte que o ódio."




Como eu disse esta foi minha escolha para o tema de setembro da Maratona Romances de Banca, que consistia em ler um romance (de banca, obviamente) sobre mocinho/mocinha com amnésia. E foi a melhor escolha que eu poderia ter feito! :)

sábado, 29 de setembro de 2018

O Vento da Noite - Emily Brontë

(Tradução de: Lúcio Cardoso
Editora: Civilização Brasileira
Edição de: 2016)

Único livro no país que reúne exclusivamente a poesia de Emily Brontë - mais conhecida como a autora de O morro dos ventos uivantes -, este volume traz 33 poemas da escritora inglesa. 

Publicado no Brasil originalmente em 1944, como parte da primorosa Coleção Rubáiyát, da editora José Olympio, O vento da noite, traduzido por Lúcio Cardoso, retorna em edição bilíngue pela Civilização Brasileira. 

É uma bela oportunidade de reviver o encontro entre dois grandes nomes da literatura e de observar as especificidades que permeiam os processos de criação do autor e do tradutor - uma relação marcada pela sensibilidade, intimidade, escuta e delicadeza.



Palavras de uma leitora...



- Quem aqui ainda não sabe que um dos meus livros preferidos é O Morro dos Ventos Uivantes? E que já o li quatro ou cinco vezes (começo a perder a conta)? Minha mais recente releitura aconteceu alguns meses atrás durante o projeto Leitura Coletiva e foi uma experiência única. Sinto muitas saudades das conversas, das discussões sobre a história, de todas as impressões partilhadas, de ouvir a música inspirada no livro, de falar sobre os filmes também. Enfim... Foi tudo maravilhoso! E gostaria de voltar no tempo para reviver tudo. Suspiros...

E foi justamente no período da leitura coletiva que eu soube por uma das leitoras que a Emily Brontë também tinha poemas publicados e que existia a possibilidade de eu encontrá-los traduzidos. Eu fiquei louca para conhecê-los, pois vocês sabem que a Emily só escreveu um romance e sua vida foi muito curta. Ela morreu pouco tempo depois da publicação de O morro dos ventos uivantes e nem chegou a ver o sucesso que sua história faria, após a rejeição inicial da sociedade da época. Em muitos aspectos eu me identifico com ela. Quanto mais a conheço, procuro saber de sua vida, mais sinto que seríamos boas amigas se tivéssemos nos conhecido.rs Eu viajo toda vez que ouço a música, muitas vezes volto ao livro para reler meus trechos mais amados. Respiro essa história. Portanto vir a ler seus poemas era inevitável. Destino. :D

A Lauren Harris, que também participou da leitura com a gente, compartilhou algum tempo atrás um vídeo de uma canção chamada Lullaby, inspirada em um dos poemas da Emily. E achei a letra tão linda, mas tão linda que soube que não suportaria passar muito tempo longe dos escritos da minha autora. E fui à procura dos poemas.kkkkkkkkk... 

Assim descobri o livro O Vento da Noite, que não fazia a menor ideia que tinha sido publicado aqui. Consegui uma baita promoção na Americanas e hoje o tenho em destaque na minha estante. Um livro que abraço, beijo, aperto forte. E muitas vezes imagino a Emily escrevendo... consigo vê-la sentada com os pensamentos longe... tentando voar. 


Lullaby (é o poema da Emily cantado)
Música de Aylona


- Este poema faz parte da coletânea O Vento da Noite? Não!kkkkkkk... Confesso que eu fiquei triste quando percebi que não o encontraria neste livro, mas logo pensei nos 33 outros poemas que tinha a oportunidade de ler e me vi de novo emocionada por ter o privilégio de conhecer um pouco mais de uma autora tão querida. De sentir um pouco do que ela tentou transmitir com suas palavras. E foi maravilhoso! Simplesmente perfeito! Amei todos os poemas, embora tenha sim os meus preferidos. Aqueles que me impactaram. Que me atingiram com força, sobretudo num determinado dia em que eu era só lágrimas. Que tinha perdido um pouco da minha esperança, da vontade de insistir. 

"Diante de mim a noite se torna mais escura, 
As rajadas do vento são mais frias e selvagens. 
E eu, aprisionada a este sortilégio, 
Não posso mais partir. " [Trecho de A noite se torna mais escura...]

- A Emily gostava das rimas em seus versos, mas quando os mesmos foram traduzidos pelo Lúcio Cardoso ele optou por abrir mão delas para manter a essência dos poemas. Sua maior preocupação era conectar-se com os poemas e retirar deles o que a Emily queria dizer e que se traduzidos ao pé da letra para o português talvez não passassem a mesma emoção. Mas para aqueles que não gostam dessa espécie de tradução que é chamada de "tradução livre" não precisam ficar preocupados: os textos são integrais no idioma original, ou seja, de um lado você tem o texto em inglês do jeito que ela escreveu e do outro a tradução do Lúcio. :)

Eu compreendo bem o que o tradutor fez. Não entendo nada de inglês, mas de espanhol sim. E muitas vezes quando quero traduzir um trecho emocionante de um livro para uma pessoa tenho a necessidade de não fazer a tradução literal, de escolher outras palavras por saber que a magia se perderia com a tradução. 

"As lágrimas me perseguiam até em sonhos, 
A noite como o dia me enchia de terror." [Trecho de Agora está acabado]

- Se eu já me sentia próxima da autora lendo O morro dos ventos uivantes e vivendo cada momento com os personagens maior foi essa sensação ao ler seus poemas. Eu me sentia realmente transportada para o momento em que ela estava escrevendo e me pegava refletindo em como a vida é misteriosa. Duzentos anos atrás, no dia 30 de julho de 1818, a Emily nascia. E no dia 19 de dezembro de 1848 seu coração parou de bater, com apenas trinta anos. Em 1994 eu nasci, cento e quarenta e seis anos após a morte dela. Nunca nos conhecemos, cerca de um século e meio nos separa, mas suas palavras são importantíssimas para mim. Me provocam um bem que ela nem poderia imaginar. Os escritos dela a eternizaram, mas nunca poderei dizer isso para ela. Porque a história dela terminou muito tempo antes da minha começar. :(

"Qual o destino que te pode aguardar, 
Não quero, não ouso dizê-lo." [Trecho de A noite brilhante do infinito]

- A escrita da Emily era muito intensa e seus poemas falam sobre diversos momentos de nossa própria existência. Falam de infância e a saudade deixada, da juventude perdida, da amizade esquecida, de família, de amores, de tristeza, solidão, morte. Sim, os poemas dela tem aquele tom dos da Florbela Espanca (outra poetisa que amo), aquele ar sombrio, nostálgico. Mas suas palavras nos atingem em algum ponto necessário. Pelo menos, foi assim comigo. As coisas das quais ela fala... eu sei o que é sentir boa parte delas. 

"Lanço-me de joelhos nesta fria pedra,
E convido ao adeus os sentimentos passados;
Deixo contigo minhas lágrimas e minhas penas, 
Para voltar apressadamente às coisas deste mundo." [Trecho de Oh! Não me retenhas]

- É uma coletânea que deixa aquele gostinho de quero mais, sabe. E realmente existe mais. Eu queria que O Vento da Noite reunisse todos os poemas da Emily, mas infelizmente não foi assim. Espero ter a chance de encontrar os outros na internet. Sei que irei relê-los muitas vezes ao longo da minha vida. Sobretudo quando estiver triste, necessitando sentir que alguém me compreende. E sei que a Emily sim.rs

"E eu sentia meu coração, angústia de meus olhos, 
Abandonar-se de repente à doçura de um sonho. 
Tremia à ideia de saber seu nome,
E no entanto eu me inclinava e esperava sua voz, 
Esta voz que eu jamais tinha ouvido, 
Que me falava docemente dos antigos anos, 
E parecia despertar uma imagem longínqua. 
Lágrimas subiam, e queimavam os meus olhos." [Trecho de Onde pois estavas tu]

- Quando chegamos ao último poema desta coletânea, poema esse intitulado Minha alma não teme coisa alguma, temos uma mensagem da Charlotte Brontë, irmã mais velha da Emily e escritora como ela, na qual ela diz: "Estes versos foram os últimos que minha irmã Emily escreveu." E vocês podem ter uma ideia da tristeza que senti nesse momento. :( 

É um livro que eu recomendo a todos os fãs da autora e também aqueles que mesmo não conhecendo sua obra são apaixonados por poesia. Vale muito a pena dar uma chance a esses versos. São incríveis! Eu me apaixonei por quase todos.rsrs

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

A Fênix de Fabergé - Sue Hecker e Cassandra Gia

(Editora: Harlequin
Edição de: agosto/2018)

Desde que perdeu o pai em um incêndio no circo em que trabalhavam, Aleksei Ivanovich Markov ficou marcado para sempre, no corpo e na alma. Seu maior desejo é vingar-se do homem que devastou sua família. Quando o encontra, convicto de que nada nem ninguém o demoverá de seus planos, Aleksei conhece Kenya, uma bela jovem, também ligada ao seu passado trágico. Um romance intenso desenrola-se entre os dois, porém, amargurado pelo rancor, Aleksei tem sede de vingança. Muito mais do que ajudar Kenya a se libertar de um pai abusivo, ele terá que superar suas dores e, tal qual a fênix, renascer das próprias cinzas, a fim de evitar mais destruição. Como um ovo Fabergé, recheado de surpresas, talvez assim possam viver um amor que os levará — ou não — ao êxtase.



Palavras de uma leitora...



- Depois de ter apreciado muito a leitura de Pertinácia (mesmo com ressalvas) e do gênero erótico ser um dos que menos gosto resolvi apostar em mais uma história da autora. Desta vez ela escreveu em parceria com a Cassandra Gia, uma autora que eu conhecia só por nome, mas de quem ainda não tinha lido nada. 

Todavia, vou confessar desde o princípio da resenha: prefiro mil vezes Pertinácia. Porque A Fênix de Fabergé não conseguiu provocar em mim nem metade dos sentimentos que a outra história despertou. A premissa do livro é muito boa, as pesquisas das autoras foram incríveis, nos fazendo mergulhar nos espetáculos circenses, no trabalho dos funcionários dos circos, conhecer um pouco da cultura russa, algumas palavras, pratos típicos e tudo mais. Mas e os personagens? O desenvolvimento deles era o que mais me importava no livro e não achei, sinceramente, que foram bem desenvolvidos. Não senti conexão com eles. E tive um problema enorme com a estupidez da protagonista. 

Mas continuarei a falar da minha opinião daqui a pouco (risos). Vamos saber do que se trata a história! :)

- Dispostos a mudar de vida os pais de Aleksei saíram da Rússia para tentar a sorte em outros países. Enquanto sua mãe seguiu a trabalho para o Canadá, ele o pai vieram para o Brasil por ouvirem falar de Máximo Gorkov e das oportunidades que ele oferecia aos artistas imigrantes. Só que após chegarem descobriram que Máximo havia falecido e em seu lugar estava o filho Adrik, um homem perverso que via nos russos os sacos de pancadas perfeitos para sua desforra. 

Não demora para que o sonho de juntarem dinheiro suficiente para unirem a família novamente pareça quase uma utopia. O salário era escasso e as humilhações às quais eram submetidos pareciam não ter fim. Todos os funcionários eram maltratados e não tinham nenhuma motivação. Não havia alegria nas apresentações que continuavam a fazer por pura persistência. Não era uma vida boa, mas o pesadelo real teve início quando um curto-circuito incendiou o circo, causando feridas, traumas e morte. Levando de Aleksei o seu pai e marcando para sempre não só todo o seu corpo, mas também a sua alma. Porque embora o incêndio não tivesse sido criminoso, mas fruto da negligência, do descaso de Adrik, a morte de seu pai não foi puro acidente. 

Anos mais tarde, agora dono de seu próprio circo, Aleksei retorna ao Brasil para obter a vingança que durante tanto tempo alimentou. Não teria paz enquanto não fizesse Adrik pagar por todas as vidas que tinha destruído e por ter assassinado seu pai. Não importava se no meio dessa história existisse Kenya, a filha de seu inimigo, e alguém que ele precisaria usar para chegar onde desejava. 

Tudo era muito simples. Não existia possibilidade de erro. Ainda que usar Kenya parecesse errado, seus motivos eram justos e não tinha qualquer intenção de lhe fazer mal. Porém, quando os sentimentos entram nesse jogo o que era fácil se torna mais complicado do que ele poderia um dia imaginar. 

O amor não fazia parte dos seus planos e deixá-lo entrar em sua vida não era uma alternativa... certo? Só que o amor não tem o hábito de pedir qualquer permissão. Ele simplesmente acontece. E temos que lidar com as consequências. 

- Como eu disse no início da resenha, a história tinha muito potencial. A trama criada pelas autoras é diferente do que costumamos ler. Apesar do tema vingança já ser clichê (e nem por isso deixar de ser interessante) a ambientação é diferente de outras histórias. É a primeira vez que leio um romance que se passa no circo, que praticamente todos os personagens são artistas de circo. Gostei muito disso. Meu problema foi a construção dos personagens. E não só dos secundários (que mal tiveram suas personalidades definidas), mas sobretudo dos protagonistas. E principalmente a Kenya. Achei a criação deles, de suas personalidades muita rasa. Superficial. 

- A começar pelo Aleksei que tinha passado por um trauma tão grande. As cenas do incêndio me deixaram agoniada. Porque consegui visualizá-las, imaginar as pessoas gritando, os animais indefesos que poderiam morrer, as crianças que estavam presentes quando o fogo se espalhou. Fiquei realmente desesperada. E muito triste com a morte do pai do mocinho que, para vocês terem uma noção, trabalhava TRANCADO dentro da bilheteria. Isso mesmo. Como Adrik gostava de humilhar as pessoas e se aproveitar da necessidade que elas tinham de trabalhar trancava o pai do Aleksei dentro da bilheteria e só abria quando o circo fechava e o outro prestava contas do dinheiro do expediente. Então, quando o incêndio começa o outro está preso naquele lugar sem poder fazer nada. Mas isso não basta. Não contarei todas as circunstâncias da morte do personagem, porém digo que foi realmente um assassinato. E aí temos o protagonista, que ficou todo marcado ao tentar salvar o pai, que teve que passar por cirurgias e carregava cicatrizes que nunca o deixariam. Que não demorou a perder a mãe também num acidente no ambiente de trabalho, por ela ter ficado tão obcecada por ter condições financeiras melhores e poder se vingar de Adrik e assim ter ficado descuidada. Diante de tantas perdas e tanta dor que carregava dentro de si eu esperava sentir tudo isso no personagem. Mas ele não me despertou nada. E olha que eu tentei muito. Largava o livro para pegar em outro momento, para ver se o problema era eu. Lia novamente algumas páginas para tentar estabelecer uma conexão com os protagonistas. Mas não adiantava. Era a mesma coisa com todos os personagens da história. Eles não me envolviam. Não sei o que se passou. Porque não foi assim com Pertinácia. Com o outro livro eu me envolvi. Mas neste aqui... não deu. 

E aí temos a Kenya. Se o Aleksei não me provocou nada a Kenya ainda conseguiu me despertar uma vontade de sacudi-la para ver se conseguia ser menos estúpida. Entendo que as autoras quiseram mostrar que ela não enxergava, como centenas de vítimas, que sofria abuso familiar. Que seu pai era violento, que o que ele fazia era crime. Mas a personagem era tonta demais. Não tinha força para nada. Só tinha atitude durante suas apresentações como contorcionista e quando estava com o Aleksei. De resto qualquer um poderia levá-la. Era meio como "deixe a vida me levar" mesmo.rsrs Ainda assim nem mesmo minha revolta com o comportamento tão passivo dela foi intensa, pois não cheguei a me importar com a personagem, a sentir algo por ela. 

Eu ficava chocada com a maneira como os crimes do Adrik, as agressões físicas e verbais eram tratadas de forma tão normal pelos personagens. Não é que eles achassem que era certo, mas não pareciam ver como crime. Um exemplo é quando ele dá um soco na Kenya. Ninguém fala que ela deveria denunciá-lo, que aquilo era violência doméstica. E nem vou contar o que mais ele faz! Mas a Ivana, que estava com a Kenya na hora, nem pede ajuda (embora existissem outros trailers por perto e ela pudesse ter gritado por socorro) ou tenta convencer a Kenya a chamar a polícia. Não. Ela consola a mocinha e depois só fala com o Yuri, outro funcionário do circo, para proibir a entrada do Adrik até que a Kenya voltasse a sentir segura na presença dele. Que ela pudesse achar que a atitude deveria partir da mocinha, tudo bem, mas poderia pelo menos tentar orientá-la, certo? Sabemos que hoje em dia não tem mais isso de não se meter em brigas familiares. Quando presenciamos violência é nosso dever procurar ajuda. Se fizéssemos isso mais vezes talvez menos mulheres morressem todos os dias neste país. E é por isso que não vi uma incoerência no comportamento da Ivana. Não estou criticando isso no livro, pois as autoras mostraram sim o comportamento comum da sociedade diante de violências do tipo. Quando vemos e não fazemos nada. Mas que o tema do abuso poderia ter sido melhor trabalhado não nego. Todavia entendo que é um romance. O foco é o casal e não os acontecimentos paralelos. 

- Outro ponto a mencionar: o Adrik. Ele era o vilão da história. Um psicopata. Mas as autoras o construíram de forma tão caricata que ele chegava a ser realmente ridículo. Não me provocou nem ódio porque eu ficava parada pensando em como ele estava sendo mostrado e o achava simplesmente absurdo. Eu sabia que suas atitudes eram desprezíveis, que ele era um monstro, mas sua construção também não me envolveu nem mesmo para provocar o ódio que os vilões me provocam. Era caricato demais, não encontro outra palavra para descrevê-lo. 

- Como podem ver meu problema inteiro com o livro foi o desenvolvimento dos personagens. A história em si foi bem construída, mas os personagens eram o principal para mim e o fato de tê-los achado superficiais estragou a história. Sinto muito. Queria ter amado, mas não amei e não vou mentir. Quem me segue sabe que se não gosto de um livro não adianta que não vou falar o contrário. E os fãs que me perdoem. Mas tenho direito à minha opinião. E só para deixar claro: não, eu não gostei do livro. 

Hoje em dia as pessoas estão tão chatas que você não gostar de um livro nacional parece o maior dos pecados. E não estou exagerando porque esses dias mesmo vi no Facebook o absurdo de uma pessoa criticar um grupo em geral dizendo que havia intolerância com os livros nacionais só porque uma leitora não gostou de uma história nacional. O problema foi esse, entende? Que o livro era de uma escritora brasileira. Logo, a garota tinha obrigação de gostar. São comportamentos absurdos assim de fãs que decepcionam alguns leitores e blogueiros e fazem a pessoa preferir ler outra coisa. As pessoas têm que aprender a aceitar críticas e opiniões diferentes das suas. Cansei de ver gente odiando livros que amei com todo o meu coração, mas sou racional o suficiente para não desejar matar a pessoa por isso.rsrs E como os leitores do blog me conhecem sabem que não estou nem aí se é nacional ou internacional. Não discrimino livros. Portanto, do mesmo jeito que critico um livro estrangeiro que odiei farei o mesmo com um nacional. Só que no caso de A Fênix de Fabergé eu não odiei a história. Eu simplesmente não gostei. Não leria de novo. E não recomendo. Ponto. 

Esta é a opinião geral sobre o livro? Não mesmo. Ele está super bem cotado no Skoob, muitas pessoas o amaram. Portanto, o melhor é a pessoa ler e formar a própria opinião. A chance de ser diferente da minha opinião é grande, gente. 

- Este livro eu recebi em parceria com a editora Harlequin, que este ano me possibilitou conhecer várias histórias nacionais e atingir a minha meta de ler mais esses livros. Acho que o meu preferido até agora foi Bruto e Apaixonado, da Janice Diniz. E o que menos gostei foi A Fênix de Fabergé.rs

P.S.: Sobre a questão do livro ser erótico: quase não tem cenas explícitas. E ele nem tem palavras chulas, felizmente!!! De todos os eróticos que li este ano (foram poucos, mas li) este é o que menos cenas assim tem. O que seria algo positivo para mim se eu tivesse gostado do livro.