O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Do Amor e Outros Demônios - Gabriel García Márquez

(Título Original: Del Amor y Otros Demonios
Tradutor: Moacir Werneck de Castro
Editora: Record
Edição de: 2016)


Em 1949, o então jovem repórter Gabriel García Márquez acompanha a remoção das criptas do convento histórico de Santa Clara, e o túmulo de uma menina o faz lembrar as lendas contadas por sua avó. Segundo ela, no Caribe, havia uma marquesinha que tinha uma "cabeleira que se arrastava como a cauda de um vestido de noiva". Venerada por seus milagres, ela foi mordida por um cachorro e morreu de raiva. Seria ela ali enterrada? García Márquez conta a história da filha única de um marquês, criada no convívio de escravos e orixás, e um padre incumbido de exorcizar os demônios que se acredita terem possuído a pequena, cujos cabelos só seriam cortados em seu casamento.



Palavras de uma leitora...


- Não faço ideia de como começar a falar desta história tão perturbadora. Eu bem sabia que tinha razão ao fugir tanto dos livros do Gabriel García Márquez. Para o bem da minha saúde mental

Alguns anos atrás, eu ganhei uma edição de Cem Anos de Solidão e Lolita (o segundo livro não é do Gabriel, mas de outro autor que também evito). Como já tinha ouvido falar dos livros do autor e tinha medo dele me convenci que o melhor era me desfazer da obra, pois "não fazia meu gênero".kkkkkkk... Lolita eu troquei porque o tema da história me enojava e eu me negava a ler um livro narrado por um pedófilo (estou falando que o personagem principal é um pedófilo, não o autor da obra). Enfim... Nunca me arrependi de ter me desfeito de Lolita, mas o livro do Gabriel, Cem Anos de Solidão, eu gostaria de ainda ter, pois faz parte dos livros que pretendo ler no futuro. Isso se tiver coragem de encarar outra vez uma obra dele.rsrs

Do Amor e Outros Demônios entrou na minha lista de leituras do ano por causa do Desafio 12 Meses Literários. O tema de julho era ler um livro publicado no ano em que nasci. E como foi difícil!kkkkkkk... Como esta história do autor estava entre os livros lançados naquele ano resolvi adquiri-lo e apostar nele. Afinal de contas, era uma narrativa curta. Apenas 191 páginas. Não existia muita chance do Gabo (como os fãs gostam de chamá-lo) me traumatizar. Ledo engano!kkkkkk

- Quando terminei a leitura, já extremamente angustiada com a quantidade de crueldades e misérias encontradas na história, cheguei à conclusão que praticamente todos os personagens eram loucos. E que eu estava ficando bastante perturbada também.rs... Sério! O livro me deu vários socos no estômago, me provocou náuseas, revolta, desespero, vontade de esmurrar determinados personagens que mais pareciam ter um pacto com o coisa ruim, como, por exemplo, a abadessa preconceituosa que via o demônio em tudo e usava isso como desculpa para seu comportamento vil. Como eu odiei essa mulher! Víbora! Escória! Ela é que merecia ser tratada como tratou a Sierva María, a menina de doze anos protagonista do livro. Uma desgraçada que apenas PENSAVA que servia a Deus. Eu diria que ela servia a outra coisa! Ninguém que trate uma criança como ela e suas noviças trataram a menina pode se considerar servo de Deus. A vontade que tenho é de xingá-las de todos os nomes nos quais consigo pensar. Faz horas que terminei a leitura, mas continuo muito furiosa. 

Mas tenho que respirar fundo para que possam compreender do que se trata o livro...

- No dia 26 de outubro de 1969, um dia sem grandes notícias, Gabriel García Márquez, um jovem jornalista, recebeu a informação de que estavam esvaziando as criptas funerárias do antigo convento de Santa Clara, que cerca de um século antes tinha se transformado num hospital e agora daria lugar a um hotel cinco estrelas. Naquelas criptas estavam enterradas gerações de bispos e abadessas e outras pessoas importantes. Valia a pena acompanhar a retirada do que restara dessas pessoas há tanto tempo falecidas. 

"Quase meio século depois, ainda sinto o estupor que me causou aquele terrível testemunho da passagem devastadora dos anos."

Por mais que os anos tenham se passado desde o fatídico dia em que acompanhara a retirada dos ossos e pertences daquelas pessoas, Gabriel jamais conseguiu esquecer o acontecido. Ficou nele uma forte impressão, sobretudo por conta de uma misteriosa menina. Que o fez recordar uma antiga lenda, contada por sua avó. A história de uma marquesinha que era venerada por acreditar-se que operava milagres. Sua cabeleira era impressionante e nunca tinha sido cortada por causa de uma promessa. Seus cabelos só deveriam ser cortados após seu casamento. Que nunca ocorreu, pois a criança morreu aos doze anos de idade, vítima da mordida de um cachorro contaminado pela raiva.  

"No terceiro nicho do altar-mor, do lado do Evangelho, é que estava a notícia. A lápide saltou em pedaços ao primeiro golpe da picareta, e uma cabeleira viva, cor de cobre intensa, se espalhou para fora da cripta."

Na pedra estava escrito o seu nome: Sierva María de Todos los Ángeles. Claro que a história contada pela avó do autor era apenas uma lenda, não existia nenhuma ligação entre a criança da cripta e a marquesinha que teve um fim tão trágico. Todavia, na mente do autor se construiu uma história... E utilizando o nome real gravado na lápide ele escreveu Do Amor e Outros Demônios, uma obra de ficção chocante, que mostra a loucura da obsessão, do desamor, do fanatismo religioso e tantos outros males que os seres humanos insistem em manter em suas vidas não para destruir apenas a eles próprios, mas também para prejudicar outras pessoas. 

"A ideia de que aquele túmulo pudesse ser dela foi a minha notícia do dia, e a origem deste livro."

- Publicado em 1994, o livro já começa nos mostrando o momento em que Sierva María, nossa pobre protagonista, é mordida por um cachorro raivoso, que ainda atacou outras pessoas que cruzaram seu caminho antes de morrer. Como a ferida era muito pequena e quase insignificante, a criada que a acompanhava não deu muita importância ao caso. Limpou o machucado e seguiu em frente com os preparativos do aniversário de doze anos da menina que seria comemorado entre os escravos, sua verdadeira família. 

"Naquele mundo opressivo em que ninguém era livre, Sierva María o era: só ela e só ali. Por isso era ali que se celebrava a festa, em sua verdadeira casa e com sua verdadeira família."

Embora fosse branca, uma marquesa de nascimento, Sierva María conhecia o abandono desde o instante em que sua mãe lhe deu à luz. Odiada pela mulher que a pariu e tratada como se não existisse pelo pai, a pequena encontrou refúgio entre os escravos que a acolheram de braços abertos. Como não recebeu uma educação padrão já que seus pais preferiam fazer de conta que não tinham filha alguma, foi pelos escravos que foi educada, aprendendo seus costumes, música, religião. Sua língua era a língua deles. Seus hábitos também. Tudo o que ela tinha de branca, conforme sua mãe dizia nas poucas vezes que a mencionava, era a cor. De resto, ela era africana. E a menina, que não deixava de sentir a ausência da família, se sentia orgulhosa de quem era. Quando a dor não a consumia. 

Quando os casos de raiva humana se espalharam e pessoas mordidas por aquele cachorro começaram a enlouquecer e morrer, os escravos se preocuparam e procuraram utilizar seu conhecimento de cura para livrar a menina do mal. Bernarda, a "mãe" de Sierva María, já sabia da mordida que a menina sofrera, pois a criada não demorou a lhe comunicar. Sua única preocupação era a mancha que uma morte por raiva provocaria na honra da família. Ela estava mais do que preparada para fingir um grande luto pela filha que odiava profundamente, mas não queria que a real causa de sua morte fosse divulgada. 

- Ao tomar conhecimento do que acontecia, o pai da menina, o marquês de Casalduero sofreu um grande abalo. Sempre acreditou que odiasse a filha. Não gostava de tê-la por perto, ela não dormia sequer sob o mesmo teto que ele e a esposa. Era com os escravos da propriedade que vivia. Mas ao saber que aquela pequena criatura que levava seu sangue possivelmente estava condenada, ele sofreu uma considerável transformação. Desejou ter um maior contato com ela. Procurar fazê-la feliz. 

Três meses após a mordida, quando todas as demais vítimas já tinham padecido, Sierva María seguia sem apresentar qualquer sintoma da raiva. Seu pai, aliviado pela segunda chance que recebera de ter a filha ao seu lado, estava preparando uma grande viagem para os dois. Todavia, num determinado dia, já bem próximo da viagem, a criança acordou queimando de febre. Todos se desesperaram (menos a mãe dela). E aí começou um verdadeiro inferno na vida da menina: curandeiros, feiticeiros, médicos, o que fosse... Todos queriam tentar algo. Alguma forma de "tirar o mal" de dentro dela. Eram rasgos na ferida, sangrias, bebidas, diversas tentativas de "cura". A ferida que antes estava cicatrizada infeccionou pelos cortes provocados pelos curandeiros. O sofrimento que a faziam passar era tão grande que Sierva María começou a ter crises terríveis, gritando incontrolavelmente, debatendo-se... Para alguns, sintomas inequívocos da raiva. Para a Igreja Católica, evidência de uma possessão demoníaca. 

"No fim de tudo, o mais longe possível e largado pela mão de Deus, havia um pavilhão solitáro que durante sessenta e oito anos serviu de cárcere da Inquisição, e continuava a sê-lo para clarissas desgarradas. Foi na última cela desse recanto de esquecimento que encerraram Sierva María, noventa e três dias depois de ser mordida pelo cachorro e sem nenhum sintoma de raiva."

Intimado pelo Bispo, o marquês foi convencido pelo mesmo e pelo padre Cayetano Delaura a entregar a filha aos seus cuidados, pois através do exorcismo (que bem poderia matá-la) a alma da criança ficaria livre do demônio que a possuía e tentava levá-la para o inferno. Mesmo não acreditando de verdade que a filha estivesse possuída, ele a deixou no convento de Santa Clara, não sem se arrepender. Todavia, não teve coragem de voltar atrás. Deixou a filha à própria sorte. 

E é nesse convento que Sierva María conhecerá tipos diferentes de dor e até onde o fanatismo religioso pode ir... e quanta destruição é capaz de provocar. 

"Às vezes atribuímos ao demônio certas coisas que não entendemos, sem cuidar que podem ser coisas que não entendemos de Deus."

- Talvez muitos de vocês saibam que sou católica. Desde o ano passado. Minha Crisma aconteceu em maio deste ano e não me arrependo nem por um instante. Fui evangélica a vida quase toda, mas me tornar católica foi uma decisão que tomei com o coração, apesar de toda a resistência que tive na família. De todos os que foram contra.rs 

Na sexta série, nas aulas de História, eu ouvia falar muito sobre a Inquisição, apesar do meu professor ser católico. Ele próprio reconhecia o passado obscuro que a Igreja Católica possuía. Sabia dos crimes cometidos. E não deixava de falar sobre isso para os alunos. Eu nunca esqueci. Lembro até o nome do meu professor. Ele foi um dos poucos a não negar esse passado tão terrível. E em Do Amor e Outros Demônios eu vi bastante desse fanatismo e do poder que a Igreja tinha de condenar quem quer que fosse por coisas que acreditava, por faltas que julgava terem sido cometidas. Pessoas perseguidas por lerem "livros proibidos", chamadas de hereges e sendo assassinadas em fogueiras, doenças que a medicina já conhecia sendo vistas pela Igreja como possessões demoníacas... Isso tudo me fez muito mal. Não era falta de conhecimento. Era querer ver as coisas de determinada maneira para poder julgar as pessoas. Uma criança, gente! Sierva María era uma criança e foi vítima dos preconceitos, do fanatismo religioso, da prepotência e até mesmo do desejo de pessoas que tinham sua vida nas mãos. 

"Mal começaram os curativos, a menina fixou nele uns olhos aflitos e falou com voz trêmula:
- Vou morrer.
Delaura estremeceu."

- Meu coração se partiu em vários pedaços por essa criança. Negligenciada pelos pais, abusada por uma determinada pessoa (conto no spoiler daqui a pouco), torturada pela abadessa, pelas noviças, pelo Bispo e seus cúmplices. Ela nunca foi amada ou compreendida de verdade. Talvez os escravos tenham sido os únicos que lhe deram um pouco de amor, mesmo que vivessem em condições desumanas, mesmo que não fossem livres. Eles a aceitavam. Eles a queriam e respeitavam. Seu pai se arrependeu por sua indiferença, mas de que adiantou? De que valeu se depois lavou as mãos e a entregou ao inferno que era aquele convento?! Antes não tivesse se arrependido. Porque seu passageiro amor apenas deu algo à menina para depois retirar abruptamente. Seria preferível que ela nunca tivesse se apegado a ele. 

"- Estou com medo - disse ela.
Jogou-se na cama e desatou num pranto dolorido. Ele se sentou mais próximo e consolou-a com paliativos de confessor. Só então Sierva María soube que Cayetano era o seu exorcista e não médico.
- Então por que me cura? - perguntou.
Ele falou com voz trêmula:
- Porque gosto muito de ti."

- Este é um livro para pessoas que não se impressionam fácil, para quem tem estômago forte. Não era uma história para mim.rsrs Todavia, não me arrependo de ter lido. É um livro muito bem escrito, que lemos em poucas horas e nos envolve por completo. Só que é uma história que machuca. A criança do livro é vítima de muitos maus-tratos. Não dá para ler algo assim e ficar bem. 

GRANDE SPOILER: No trecho que coloquei logo acima vocês podem ver a conversa entre a Sierva María e outra pessoa. O padre Cayetano, encarregado de exorcizá-la, embora ele não acreditasse que ela estava possuída por demônio algum. Era uma pessoa culta, inteligente, que não se deixava cegar pelas doutrinas da Igreja. E se apegou muito à menina. Eu gostava imenso dele. Achava que ele faria algo pela criança. Que a ajudaria. E ele conseguiu me decepcionar de uma forma... Ainda estou muito arrasada. De pessoa culta, instruída, ele se transformou num homem enlouquecido pelo desejo. Um homem de 36 anos que passou a ver sua protegida como mulher. Que enxergou numa criança de 12 anos alguém por quem tinha se apaixonado. Ele seduz a menina, ele impõe seu "amor" à ela, passa a visitar o convento todas as noites e dormir na mesma cama que a criança. Embora ele não a tenha penetrado, isso não muda o fato de que era estupro e era pedofilia, gente!!! Ele toca nela, ele a beija, fala coisas que não devia. Eu sentia fortes náuseas quando lia essas cenas. Ela era só uma criança. Foi fácil para ele convencê-la de que aquilo era certo. Mas não era! Não posso aceitar algo tão absurdo! 

O autor coloca misticismo na história para explicar a relação que surge entre os dois, mas nada justifica ou torna aceitável algo assim. Sierva María era uma criança. O interesse de Cayetano, que ainda por cima era padre, pela menina é algo criminoso, doentio. Repugnante. Não senti pena alguma dele. O seu final ainda foi pouco. Porque o da menina foi terrível demais. E não. Ela não morre de raiva. Sequer contraiu raiva alguma. E também não estava possuída por demônio. O que entendi é que quando ela teve febre, que poderia ter diversas causas, as pessoas se desesperaram e foi por conta de tantas tentativas de "cura" que ela foi levada ao seu limite e começou a gritar, pois a faziam sofrer com seus experimentos. Enfim... Não houve raiva nem possessão. Ela morreu por outras causas e aos doze anos de idade. :(



Como eu disse, em julho a proposta do Desafio 12 Meses Literários é "ler um livro publicado no ano em que você nasceu". Minha escolha foi um desafio e tanto! Um livro que me provocou tormento, mas que eu não me arrependo de ter lido. Como um todo valeu a leitura.rs Dei 4 estrelas. 

segunda-feira, 9 de julho de 2018

Joia da Coroa - Lynne Graham



“Uma esposa virtuosa é mais valiosa do que os rubis…”

O sheik Raja al-Somari está ciente de que seu dever é sacrificar a própria liberdade pelo bem do país que governa. Porém, ele terá de utilizar táticas mais amenas para conquistar sua noiva… De um dia para o outro Ruby Sommerton deixou de ser uma garota comum, do tipo que fofocava todas as noites com sua companheira de apartamento, e se tornou uma princesa. Agora, ela aguarda ansiosamente pela chegada de seu príncipe dentro de um dos quartos do palácio no deserto. Ruby tem muito a aprender sobre etiqueta real. E ainda mais sobre as noites quentes na companhia de seu marido…



Palavras de uma leitora...



- A última vez que li um livro da minha autora querida foi em outubro do ano passado. O motivo? Já li tudo o que foi publicado dela aqui no Brasil.kkkkkkkk... Até mesmo livros que não foram eu já li.rs O único que eu achava que ainda não conhecia era Joia da Coroa e foi muito bom descobrir isso, pois era a escolha perfeita para começar minha Maratona Romances de Banca

Eu estava preparada para me estressar. Para desejar matar o mocinho... Coisas que geralmente se passam quando lemos algo da Lynne Graham. Muitos de seus mocinhos (não todos, claro) são esganáveis. Cretinos que se fazem de surdos para não ouvir nada do que as mocinhas digam e as acusam de mil coisas que eles imaginam que elas fizeram. Ou seja, é para passar muita raiva. Todavia, nesta história eu encontrei um personagem maravilhoso, que me fez pensar em contos de fadas... Me senti muitíssimo bem enquanto acompanhava o romance entre Ruby e Rafa e estava realmente necessitando demais de uns momentos tranquilos. Precisava de sossego. De uma história leve para passar o tempo e tirar as preocupações da mente. Tenho sentido como se o peso do mundo estivesse sobre os meus ombros e tudo o que eu queria era me sentir bem. Só isso. E o livro foi perfeito. Uma delícia! 

"Seria possível que o futuro de todo um país estivesse nas mãos dela?"

Aos 21 anos, Ruby já tinha enfrentado problemas suficientes na vida para desconfiar de todos os homens e tentar levar a vida de maneira independente e sensata. Não deixando espaço para emoções que a confundissem e a fizessem cometer os mesmos erros que destruíram a vida de sua mãe. Não estava satisfeita com a rotina entediante que levava como recepcionista e sempre estava sem dinheiro para o lazer, mas pelo menos conseguia pagar suas contas. Com o tempo, tudo melhoraria. 

E não foi sem choque que ela recebeu uma visita extremamente inesperada de um homem ligado ao seu passado... como filha de um rei de um país pequeno e distante, parte do mundo oriental. Durante a vida inteira sua família paterna tinha preferido ignorar a sua existência, já que ela era fruto do primeiro e malsucedido casamento de seu pai e tivera o "azar" de não nascer homem. Agora, como o país enfrentava uma séria crise após a morte de todos os herdeiros do trono fosse na guerra ou num acidente de avião, ela passara a ser considerada valiosa. Porque apenas o seu casamento com o herdeiro do país vizinho poderia encerrar um conflito antigo e sangrento e possibilitar a tão sonhada paz para o povo de ambos os países.

"Em sua mente pairava o sofrimento de pessoas simples, cujas vidas tinham sido arruinadas pelo conflito."

Determinada a não se sacrificar por pessoas que nem procuraram saber se ela estava viva ou morta durante todos aqueles anos, que lhe viraram as costas quando sua mãe tentara uma reaproximação, ela se nega terminantemente a aceitar um casamento por conveniência com uma pessoa que nunca sequer tinha visto na vida. Mas Rafa conhecia suas próprias responsabilidades e não desistiria antes de fazê-la entender que era a vida de milhares de pessoas que estava em jogo. 

"Nos últimos anos, vinha se queixando do marasmo que sua vida se tornara e, de repente, via-se confrontada pela verdade daquele velho ditado: Cuidado com o que deseja!"

- Como eu disse, este livro foi uma surpresa deliciosa. Eu amei os protagonistas desde o início. A mocinha com sua independência e jeito decidido, que sabia o que queria e não abaixava a cabeça para os outros só por eles serem mais "importantes". O mocinho com seu senso de dever, sua paciência e compreensão. Por mais que ele fosse um tanto reservado e o comportamento da mocinha o chocasse, pois era bem diferente das outras mulheres com as quais ele geralmente lidava, ele se importou com a mocinha desde o começo da relação deles. Ainda que as explosões dela o deixassem desnorteado, ele parava para pensar e entendia que realmente não estava fazendo as coisas da maneira correta, que ela precisava do apoio dele. E então procurava agir certo para não magoá-la. Eu o achei maravilhoso! O casamento poderia ser novo para a Ruby, mas era também para ele e acabam tendo que aprender juntos. 

"- Não me chame de 'esposa' de novo - resmungou Ruby, girando o anel no dedo, inquieta - Faz com que eu me sinta uma prisioneira."

- Embora tenha lutado bastante contra o casamento, pois era um absurdo, uma loucura, quando entende a situação do país no qual nasceu, quando percebe que muitas pessoas estavam sofrendo e que sem aquele casamento existia a possibilidade de estourar outro conflito entre aquele e o país do mocinho, ela acaba cedendo, não sem antes estabelecer algumas regras. Como, por exemplo, o fato de ser um casamento de fachada. Apenas no papel. Com prazo para acabar. Ela cumpriria sua obrigação e quando as coisas estivessem em paz, simplesmente entraria com o pedido de divórcio. Bem... ela foi ingênua, mas valeu a intenção.rsrs

- Mesmo tendo amado muito a Ruby, confesso que existiram momentos nos quais ela me estressou. Como quando se ofendeu por ele considerá-la sua esposa. O cara só faltava lhe oferecer a lua, a respeitava e queria vê-la feliz e a outra achava a palavra "esposa" algo ofensivo, inaceitável. É absurdo demais para minha cabeça.rsrs Afinal de contas, ela não foi obrigada. Tinha a opção de dizer não e permanecer firme. Ninguém a amarraria e levaria até o altar. Portanto, uma vez que era sua esposa seria infantilidade dar chiliques por coisas tão insignificantes. E, na verdade, o fato de ele a ver como esposa era o natural, certo? Porque ela era sua esposa, caramba!kkkkkkkk... Queria que ele a visse como o quê?! 

Isso não a torna uma protagonista desagradável. Apenas tinha seus defeitos e erros como qualquer pessoa. E uma coisa nela que a fez ganhar meu coração foi seu carinho por uma garotinha de 3 anos, que ela conheceu durante uma visita oficial ao orfanato. Por conta da guerra, muitas crianças perderam suas famílias e Leyla, que se mantinha distante de qualquer pessoa que visitasse o local, se apegou à Ruby. Ao ponto de ter uma crise de choro quando ela teve que ir embora. Isso fez com que a mocinha passasse a visitar o orfanato todos os dias e desejasse adotar a criança. Acabaram formando um laço. Eu amei a Leyla! Uma menininha carente de amor que escolheu aquela que seria sua mamãe. 

- É uma leitura que recomendo aos fãs da autora e quem gosta de histórias curtas e leves, com um toque de sensualidade (mas que não chega a ser erótico de modo algum) e a garantia de um final feliz. 



Com este livro eu abri a Maratona Romances de Banca, que consiste na leitura de pelo menos um livro de banca por mês, preenchendo os temas escolhidos. O tema de julho é Autora preferida. Em agosto trarei a resenha de um livro sobre Casamento em Crise. Aguarde! E se quiser participar basta escolher seu livro e lê-lo! :) 

Bjs!

sábado, 7 de julho de 2018

Memórias Póstumas de Brás Cubas - Machado de Assis

(Editora: Abril Cultural
Edição de: 1982)

"Memórias Póstumas de Brás Cubas é um romance original desde a dedicatória: "Ao primeiro verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver' e prossegue na idéia de um autor defunto que, para fugir ao tédio do túmulo, escreve suas memórias."



Palavras de uma leitora...


- Esta é a edição que eu tenho do livro. Adquirida em 2012, quando a instituição de ensino na qual eu fazia um curso de Enfermagem promoveu um incentivo à leitura. Você deixava um livro que não queria mais e poderia levar outro da sua escolha. Nem lembro qual livro eu troquei, mas fiquei muito feliz ao ter em minhas mãos esse exemplar tão bonito. Fiquei completamente apaixonada. E tenho muitos ciúmes dele. Não empresto. Além de ser raro, uma edição de 1982, está bem conservado. Parece que a pessoa cuidou com todo o carinho antes de abrir mão dele. Nunca tive um exemplar antigo que estivesse tão "novo". 

Quem acompanha o blog sabe que me apaixonei pela escrita do Machado de Assis ao conhecer seus contos. Embora eu tivesse esse exemplar de Memórias Póstumas de Brás Cubas/Dom Casmurro, foi somente no ano passado, ao comprar Contos Escolhidos, uma reunião de diversos contos do autor, que fiquei completamente envolvida por ele e desejando ler os seus romances. Foi nesse momento que despertei para os seus livros.rs

- Minha primeira aposta foi o tão famoso Dom Casmurro, de 1899/1900, que até os dias atuais causa tantos debates, estudos e polêmicas. Afinal de contas, Capitu traiu ou não traiu o Bentinho?! Vocês podem conferir minha opinião acessando a resenha aqui. Acabou se tornando uma das minhas histórias preferidas da vida, ainda que eu tenha desejado matar o Bento e o considere parte da escória do mundo. Um lixo. Um dos piores vermes. Sim, penso muito bem do personagem.rs

Eu deveria ter iniciado a leitura de Memórias Póstumas de Brás Cubas em junho, pois ele preenchia o Desafio Mensal e o Desafio Literatura Nacional. Todavia, foi impossível. Somente no dia 1º deste mês dei o pontapé inicial na leitura e apenas nos dias 05 e 06 eu consegui de fato lê-lo. Levei dois dias para concluí-lo, o que me surpreende considerando o quanto a história é arrastada. Tudo acontece lentamente. Sabe aquilo de "devagar quase parando"? É bem assim.kkkkkk... E se você pensa que o autor não tinha consciência disso te digo que ele fez de propósito. 

"Começo a arrepender-me deste livro. Não que ele me canse; [...] Mas o livro é enfadonho, cheira a sepulcro, traz certa contração cadavérica; vício grave, e aliás ínfimo, porque o maior defeito deste livro és tu, leitor. Tu tens pressa de envelhecer, e o livro anda devagar; [...]"

- E quem é o autor destas memórias? Brás Cubas, claro! Não seria o Machado de Assis.rsrs A originalidade desta narrativa não me era desconhecida, pois ouvi falar imenso da história quando estava no colégio, muitos anos atrás. Lembro que nas provas perdia um tempo fascinada com os trechos selecionados em cima dos quais trabalharíamos. Eu lia e relia, muito envolvida mesmo. Mas te digo que se eu tivesse me deixado levar pelo fascínio que tais trechos despertavam, com tão pouca idade, provavelmente teria odiado este livro. Aquela, definitivamente, não era a época certa para lê-lo. Não seria capaz de compreender nada. Porque é um livro "difícil". E entendo quem considere chato ou o pior livro que já leu (li alguns comentários do tipo). Realmente entendo porque, além de ser arrastado, o autor (Brás Cubas) viaja tanto em certos momentos que é necessária muita atenção para chegar ao núcleo do que ele quer dizer com tantas divagações. 

"Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte."

- Aos 64 anos de idade, Brás Cubas expirou vítima de uma pneumonia malcuidada. Foi em agosto de 1869. Ele culparia não a pneumonia em si, mas um bendito emplasto que o distraiu e o fez tratar a doença como se nada fosse. Estava concentrado demais em seu projeto para perder tempo com a própria saúde. Daí que acabou morrendo. 

Muito entendiado com a morte no túmulo, sem nada para fazer, resolveu escrever suas memórias. Um meio de passar o tempo. E sem saber se começava pelo início ou fim, acabou por nos mostrar como partiu para só então voltar no tempo... e nos apresentar a sua vida. Infância, adolescência, juventude, velhice. Sem muitos filtros. Tão bem expôs sua personalidade dúbia e cínica que não é surpreendente terminarmos a leitura detestando-o. Ele não me provocou nada de empatia. Está se tornando um hábito odiar os protagonistas do Machado de Assis (vide o que aconteceu quando conheci o Bento). São seres humanos normais, com qualidades e defeitos... muitos defeitos, na verdade. Mas são pessoas que podemos encontrar no nosso dia a dia. Um tipo que gostamos de ver longe. Quanto mais longe melhor. 

Ao iniciar por sua morte, o autor menciona que umas nove ou dez pessoas estavam presentes quando da sua partida. Entre elas, três mulheres. Sua irmã e sua sobrinha e... uma terceira mulher. Ele cria meio que um mistério em torno de sua identidade, mas não demora a "soltar" quem era a que padecia mais, que mais sofria por perdê-lo. Não seria spoiler algum dizer quem era a criatura. 

"De dois grandes namorados, de duas paixões sem freio, nada mais havia ali, vinte anos depois; havia apenas dois corações murchos, devastados pela vida e saciados dela, não sei se em igual dose, mas enfim saciados."

Não seria spoiler, mas não revelarei seu nome. Deixo que descubram lendo. Basta dizer que tal personagem foi importante na vida do autor, nosso detestado Brás Cubas, todavia, não tanto ao ponto de ter realmente lutado por ela. Foi o proibido que a tornou parte de sua vida. Foi o perigo que o fez querê-la durante tanto tempo. Não acredito em amor sincero de sua parte. Como uma música que ouço tocar em vários lugares eu diria que era mais um "amor falso". Conveniente por ser desafiador. Por representar uma aventura. Mas não digo também que sinto pena da tal mulher. Considero os dois farinha de um mesmo saco. Feitos um para outro, sem dúvida.rs Eram dois hipócritas. 

"De manhã, antes de do mingau, e de noite, antes da cama, pedia a Deus que me perdoasse assim como eu perdoava aos meus devedores; mas entre a manhã e a noite fazia uma grande maldade."

- Não é possível sequer gostar da criança que o nosso narrador personagem foi. Era um menino criado com bastante liberdade por um pai que achava "bonitinho" o seu comportamento deplorável. Que não achava errado ele agredir os escravos (a história se passa numa época em que a escravidão ainda existia) por não fazerem suas vontades e que estava sempre disposto a dar tudo o que o garoto quisesse. Enfim... Seu estrago começou ainda na infância. E a mãe, apesar de existir, via o marido como um herói, seu deus na Terra, e não fazia nada para corrigir a criança. De todos os parentes com os quais o personagem teve contato, apenas uma tia não tinha paciência para suas birras e lhe dava umas lições. Mas, como ele mesmo disse, quase não teve contato com essa tia. 

Há inclusive um episódio terrível, quando já adulto, o protagonista reencontra um antigo escravo, que recebeu a alforria de seu pai muitos anos antes, para revolta do nosso "querido" Brás. Ele reencontra essa pessoa num momento de violência, uma vez que seu ex-escravo, agora homem livre, espancava outro ser humano. Acontece que o Prudêncio (acho que era esse o nome dele) se sentia muito bem em ter seu próprio escravo, já que era livre. E descontava no pobre infeliz tudo o que tinha sofrido. Isso fez o Brás lembrar do que fazia com ele no passado e entender que ele fazia o mesmo como forma de vingança, mesmo que indireta. Achei simplesmente insuportável tal cena. 

"Talvez espante ao leitor a franqueza com que lhe exponho e realço a minha mediocridade; advirta que a franqueza é a primeira virtude de um defunto. Na vida, o olhar da opinião, o contrate dos interesses, a luta das cobiças obrigam a gente a calar os trapos, a disfarçar os rasgões e os remendos [...] Mas, na morte, que diferença! que desabafo! [...] Porque, em suma, já não há vizinhos, nem amigos, nem inimigos, nem conhecidos, nem estranhos; não há platéia."

- Como eu disse, o defunto autor (ele diz que não é um autor defunto, mas sim um defunto autor) não filtra nada de sua própria personalidade. Uma vez que já está morto não há perigo algum em contar os seus defeitos, falar francamente do que foi ou deixou de ser. Expõe sua hipocrisia, seu interesse, sua inveja, cobiça, seu cinismo, embora algumas vezes tente se defender, por um instinto natural. É difícil gostar dele. Bem fácil desprezá-lo. 

Fazendo uma análise de toda a leitura, não posso dizer que existiram muitos personagens dos quais eu tenha gostado. A "querida" do Brás Cubas caminha lado a lado com ele pela minha antipatia. O Quincas Borba é tão perturbado que nem mesmo pena eu consegui sentir. Sei que o autor (Machado de Assis) tem um livro publicado com esse título, mas não sei se fala do mesmo personagem, uma vez que a história do Quincas Borba tem um ponto final neste livro. Enfim... Mas duas personagens chegaram a despertar minha compaixão e aumentaram minha raiva pelo protagonista. Uma delas foi a pobre Eugênia. Jovem muito inocente que se apaixonou pela pessoa errada, mesmo sabendo disso. O fim dela me deixou revoltada. A outra personagem foi a Dona Plácida. O passado dessa mulher foi muito triste. Sem muita opção, como meio de sobrevivência, ela aceitou fazer parte de algo que reprovava e caiu bem na lábia do Brás. Chegou a se apegar a ele, vendo como um filho. Mas o muito egoísta só agia por interesse. Sempre. Não considero bondade alguma o que ele fez por ela. Tudo era baseado no seu amor próprio, que era o único amor capaz de sentir. Mas essa senhora... a vida foi injusta demais com ela. E seu fim também me partiu o coração. 

"Cada estação da vida é uma edição, que corrige a anterior, e que será corrigida também, até a edição definitiva, que o editor dá de graça aos vermes."

Memórias Póstumas de Brás Cubas é um livro "diferente", mas que em síntese nos apresenta as memórias de um protagonista, suposto autor do livro, que após morrer resolveu escrever como passatempo. Através de suas palavras conhecemos um pouco da vida de outros personagens (lembrando que é tudo do ponto de vista dele, o que não é confiável), de pessoas que cruzaram seu caminho, umas permanecendo atá o fim outra seguindo viagem também. Tem uma narrativa difícil, mas eu já estou acostumada com os livros do Machado de Assis, então, depois das primeiras páginas tudo acaba fluindo naturalmente. Todavia, pode sim ser considerado cansativo, entediante. Eu não achei. Gostei bastante, até. Só não fui com a cara da maioria dos personagens.rs

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Tudo o que li... em junho/2018



- Olá, queridos!

Como ocorre desde abril deste ano, junho foi mais um mês no qual não consegui assistir nada. Nem sequer um filme. :( É algo muito triste, pois sinto falta das minhas séries amadas, especialmente de Lei e Ordem - SVU, cuja 19ª temporada ainda não consegui terminar de ver. Enfim... 

Em junho consegui ler 5 livros, restando pendente a leitura do clássico Memórias Póstumas de Brás Cubas, que faz parte do Desafio Mensal e Desafio Literatura Nacional e que comecei a ler somente no atual mês.rs

- O Morro dos Ventos Uivantes foi relido para o projeto Leitura Coletiva. Várias blogueiras se uniram para colocar em prática esse desafio e cada momento foi delicioso! A leitura durou quatro semanas encerrando em 10/06. E se vocês pensam que acabou estão muito enganados! Vem mais leitura coletiva por aí! Já começamos a nos organizar e ainda este mês publicarei o post sobre o novo livro escolhido e como será feita a inscrição daqueles que quiserem ler com a gente. :D 




As Filhas da Noiva foi minha leitura da parceria com a editora Harlequin. Como sou fã incondicional da Susan Mallery, assim que recebi o livro larguei tudo o que estava lendo e mergulhei nesta história. Foi maravilhoso! Amei demais! Já se tornou um dos meus livros preferidos do ano. 

Falando em histórias apaixonantes, também dei muita sorte com a leitura de Segredos de uma Noite de Verão, livro escolhido tanto para o Desafio Mensal quanto para o Desafio 12 Meses Literários. É romance de época e é da Lisa Kleypas. Só podia ser uma experiência incrível, não é mesmo?! :) Já estou louca para continuar lendo a série!




La Magia de Tu Ser foi minha última leitura do mês passado. Era para ter sido lido em maio, mas como não consegui adiei para o mês seguinte. Faz parte do Desafio Mensal e foi o primeiro livro lido em espanhol este ano. As coisas estão tão corridas que pouco tenho treinado o meu espanhol e pretendo incluir mais leituras nesse idioma nos próximos meses. Eu tinha como hábito, algo que fazia parte do meu cotidiano, ler, assistir novelas, ouvir músicas, ver filmes em espanhol. Só que tudo está muito louco neste ano de 2018 e nem músicas, que eu não passava um só dia sem ouvir, estou conseguindo mais escutar. Não dá tempo, acredita?! Isso tem que parar! Preciso me organizar de um jeito a encaixar tudo de novo. 

Um Reino de Sonhos foi outro livro que li novamente. Minha primeira e inesquecível experiência com a história ocorreu em 2011, quando a Bertrand Brasil nem sonhava em publicá-la aqui. Agora que a editora finalmente criou juízo e trouxe essa maravilha para o país eu tive que reler! Seria impossível resistir! E tenho o meu exemplar belíssimo na estante. Judith McNaught é diva! Se fizer um top 5 de autoras mais amadas ela, sem sombra de dúvidas, estará entre elas. 


Essas foram minhas leituras de junho. Consegui manter o mesmo número de livros lidos em maio e isso já me deixa muito feliz. Para conferir as resenhas basta clicar aqui