O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

sábado, 8 de janeiro de 2011

Alguém Para Amar - Judith McNaught


3º Livro da Série Sequels

Uma bela condessa de dezessete anos só podia estar destinada a brilhar na requintada sociedade de Londres. Mas Elizabeth Cameron era muito diferente das jovens de sua época. Órfã, havia sido criada longe dos salões londrinos e não sabia que ligações afetivas e financeiras frequentemente se entrelaçavam, em sutis arranjos de interesses. Não por acaso sua festa de debutante resultou num verdadeiro escândalo: era ingênua demais para suspeitar de intrigas, impulsiva e imatura em excesso para lidar com Ian Thornton, um homem atraente, no entanto perigosamente hábil nos jogos sociais. Elizabeth apaixonou-se por ele à primeira vista e, da noite para o dia, viu todos os seus sonhos se desmancharem. A paixão que sentia foi transformada em pecado, seu amor tornado impossível. Judith McNaught descreve com impressionante vigor e emoção o romance tumultuado de Elizabeth e lan, alternando sensualidade, ternura, aventura e humor. Do riso às lágrimas, impossível não compactuar com os personagens inesquecíveis de Alguém para amar, que é, sem dúvida, um irrecusável convite ao sonho.



Palavras de uma leitora...


"A luz da lua espalhava-se nos degraus do terraço, e ao longo do jardim as tochas iluminadas reluziam. O cenário tranquilo serviu para acalmá-la e, descendo até o jardim, Elizabeth caminhou a esmo, cumprimentando os poucos casais que encontrava pelo caminho. Parou nos limites do jardim e, virando à direita, entrou no caramanchão, um tipo de mirante cercado de plantas. O som de vozes esvaía-se no ar, deixando apenas os acordes distantes da música. Permaneceu parada ali por alguns minutos, quando ouviu uma voz aveludada dizer, atrás de si:



— Dance comigo, Elizabeth.


Assustada pela chegada silenciosa de lan, ela voltou-se e, deparando com ele, levou a mão automaticamente ao pescoço. Imaginara que ele houvesse se zangado com ela, na sala de jogos, mas a expressão de seu rosto era calma e terna. As notas ritmadas da valsa flutuavam em torno deles, e lan abriu os braços.


— Dance comigo — ele repetiu, no mesmo tom suave e quente. Como se estivesse num sonho, ela caminhou até seus braços e sentiu-o enlaçar-lhe a cintura, puxando-a contra a firmeza de seu corpo."
 
 
- O que posso dizer desse livro? Que me fez chorar do início ao fim? Que depois de lê-lo eu já queria imediatamente lê-lo de novo? Que a Judith acabou de ganhar uma nova fã? Que essa é uma das histórias de amor mais belas que eu já li? Eu realmente não sei o que dizer... Eu terminei de ler esse livro era duas horas da manhã e até pensei em fazer a resenha naquela hora, mas desisti da ideia, pois o sono podia me deixar meio incoerente, sabe? rsrs... Aí eu fui dormir e por incrível que pareça, consegui sonhar com a história. Preciso nem dizer que tive uma noite de sono maravilhosa, né? rsrs.... Eu sonhei com as falas dos personagens. Senti de novo a emoção de cada palavra e me deu uma vontade enorme de chorar. Tanta emoção, tanta magia numa só história. Sem dúvida esse é um dos meus romances favoritos. E acho que já tenho o livro que mais marcou nesse mês, né? Elizabeth Cameron, Ian Thornton e a linda história de amor deles me marcou para sempre. Eu li cada página com uma vontade enorme de chorar e tbm desejando que o livro não acabasse. É um dos livros mais longos que já li e mesmo assim eu queria mais. Quando a história terminou eu não fiquei muito contente com esse fato. Queria mais... Muito mais!
 
- Essa é mais uma história de amor de pessoas que desafiaram a sociedade londrina do século XIX, pagaram por esse "erro" e deram a volta por cima, mostrando que a força do amor é maior do que tudo. Maior do que o tempo, maior do que a maldade e intrigas daquela gente hipócrita e maior do que suas regras. E a volta por cima é fantástica, gente! Tanto o Ian quanto a Elizabeth foram massacrados pela alta sociedade londrina, mas, dois anos depois, eles retornam juntos para fazer todos aqueles que um dia os desprezaram, testemunharem o amor deles. E tbm se morderem por não terem conseguido destruir esse amor. Assim como no livro Audácia, em Alguém Para Amar, temos uma mocinha que se torna pária da sociedade e é humilhada por todos. Mas não é esse desprezo o que mais faz nossa Eliza sofrer. Não. Seu maior sofrimento vem do fato de se sentir traída pelo homem que ela amou à primeira vista e por quem desafiou a sociedade. É a dor da traição o que a machuca e a faz desejar chorar até não aguentar mais. Porém, nossa Eliza não sabe que Ian vive o mesmo inferno que ela. Ela não sabe que todas as noites a lembrança daquele tórrido final de semana o atormenta e que ele tbm sente a dor da traição... dela. Ela não sabe que ele também deseja arrancar de seu sangue aquele amo forte e que se recusava a abandoná-lo.
 
Ambos foram enganados. Intrigas, inveja e ambição, fizeram com que esse casal que se amava tanto tivesse que se separar. O amor deles foi encarado como pecado e ambos considerados dignos somente de desprezo. Eu fiquei muito furiosa com isso. E desejei acabar com a raça daquela jovem víbora. A garota mal tinha dezessete anos (não estou falando da Eliza, tá?..rsrs) e já não valia nada. Eu queria que ela se arrependesse amargamente pelo mal que fez, mas não vi ela pagar. Isso não me deixou decepcionada somente pelo fato de que não era necessário gastar nem uma página com o castigo dessa víbora. Era muito melhor estar concentrada na história do casal.
 
"— Dou-lhe minha palavra — ele disse, baixinho — de que não a forçarei a nada que não queira fazer, amanhã.



Estranhamente, Elizabeth acreditava nele. Mas sabia que jamais poderia aceitar tal convite.


— Dou-lhe minha palavra de cavalheiro — ele insistiu.


— Se o senhor fosse um cavalheiro não teria me feito esta proposta — retrucou ela, tentando ignorar a pontada de desapontamento em seu peito.


— Bem, aí está uma lógica com a qual não poderemos argumentar — lan tornou, com um leve sorriso. — Por outro lado, é a única opção que nos resta.


— Não é opção nenhuma. Na verdade, nem deveríamos estar aqui conversando.


— Vou esperá-la no chalé, até o meio-dia.


— Eu não irei.


— Até o meio-dia - ele repetiu.


— Pois estará perdendo seu tempo. Agora, deixe-me ir, por favor. Tudo isso foi um erro terrível!


— Então quem sabe possamos errar novamente — ele disse, a voz enrouquecida. Depois, puxou-a abruptamente contra si, segurando-a com força. — Olhe para mim, Elizabeth — murmurou, e seu hálito quente provocou nela um súbito arrepio.


Sinais de alerta ressoavam na mente de Elizabeth. Se levantasse a cabeça, ele iria beijá-la.


— Não quero que o senhor me beije — avisou-o, embora não fosse realmente verdade.


— Então despeça-se de mim agora. — Elizabeth ergueu os olhos, deparando com os dele.


—Adeus — disse, admirada com a firmeza da própria voz. Os olhos dele deslizaram por seu rosto como se quisessem memorizá-lo, até se fixarem nos lábios. As mãos escorregaram pelos braços dela e, de repente, a soltaram. Deu um passo para trás.


— Adeus, Elizabeth.


Ela virou-se e começou a se afastar, mas a tristeza contida naquela voz profunda a fez voltar-se. Ou, talvez, tivesse sido seu próprio coração que se partira, como se ela estivesse abandonando algo... precioso. Fisicamente separados por apenas alguns metros e, socialmente, por um abismo, ambos trocaram um olhar silencioso."

- E essa manteiga derretida que está fazendo essa resenha se derrama em lágrimas de novo! Esse é um dos trechos mais emocionantes para mim. Um dos trechos, pois são vários. Não me pergunte porque me emociono com essa parte, pois não sei explicar. Talvez seja por saber que eles tiveram que se separar depois. Não gostei disso. Eles não mereciam. Se amavam tanto e se entregaram tão naturalmente a esse amor. Tudo foi tão lindo, tão mágico... Sabe quando você fica sem palavras para se expressar? É assim que eu estou. Vocês não sabem a intensidade das emoções que esse livro provocou em mim. A Judith me transportou à outra época e me fez sentir dentro da história. É como se eu acompanhasse de perto a história de amor dos dois. Foi uma viagem maravilhosa e que eu quero fazer mais vezes. Agora entendo porque a Carla adora essa escritora. E tenho certeza de que você também vai entender depois de ler esse livro. Ele é mágico e maravilhoso. Não. Dizer isso não é suficiente. Acho que não existe nenhuma palavra que possa realmente explicar o que esse livro é. Ótimo? Gente, é muito mais que isso. Estou com muita dificuldade de me expressar... E simplesmente porque não encontro nenhuma palavra que possa transmitir exatamente o que estou sentindo agora só em lembrar dessa história. Acho que estou um pouco chocada também, pois não esperava isso tudo do livro...rsrs... Eu sabia que ele era muito bom pelo que a Carla e outros leitores no skoob disseram, mas não imaginava que fosse tanto... Enfim... Querem mais trechos? Acho lhes dá pedacinhos da história explica melhor do que qualquer palavra minha, né?
 
"— Elizabeth... está aqui porque nós dois estamos meio apaixonados um pelo outro.



— O quê ?- ela ofegou.


— E quanto à necessidade de saber quem eu sou, a resposta é muito simples. — As mãos dele acariciaram-lhe o rosto pálido e, depois, deslizaram até a nuca, segurando-a com delicadeza — Eu sou o homem com quem você vai se casar.


— Ah, meu Deus!


— Creio que é tarde demais para começar a rezar — brincou ele.


— Você... deve estar louco! — ela murmurou, trêmula.


— Sim, é exatamente o que eu penso — lan sussurrou e, inclinando a cabeça, pressionou os lábios em sua testa. Puxou-a contra o peito, abraçando-a como se soubesse que ela iria lutar, se tentasse avançar mais. — Não estava nos meus planos, srta. Cameron.


—Ah, por favor... — ela implorou, transtornada. —Não aja assim comigo, eu não entendo nada disso... Não sei o que está querendo...


— Quero você. — Segurando-lhe o queixo entre os dedos, lan obrigou-a a erguer o rosto e encarar seu olhar firme. — E você também me quer.


Elizabeth sentiu o corpo todo estremecer quando os lábios dele aproximaram-se dos seus, e tentou adiar o que sabia ser inevitável.


— Uma inglesa bem-criada não sente nada mais forte do que afeição —argumentou, citando uma das frases de Lucinda. Nós nunca nos apaixonamos.


Os lábios quentes de lan tocaram os dela.


— Eu sou escocês — ele murmurou. — Nós nos apaixonamos."


- Eu fiquei muito triste quando ele disse que era o homem com quem ela iria se casar. Não pelas palavras, mas por saber que eles iria se separar. E como eu tinha certeza absoluta disso? Porque toda a narração do passado deles acontece quando Eliza está lembrando do passado. A história começa quando já se passaram quase dois anos desde aquele final de semana no qual Eliza conheceu o Ian. Eu não sabia ao certo porque eles iriam se separar e até pensava que a culpa seria do mocinho, pois a mocinha era muito inocente para isso...rsrs... Pois é. Tenho uma mania de preferir culpar o mocinho do que a mocinha. Na maioria das vezes a culpa é realmente do mocinho, mas nesse caso não foi culpa de nenhum dos dois. Foi da víbora invejosa que queria ver a Eliza humilhada pela sociedade. Não consigo considerar o desafio às regras da sociedade como um pecado. Eles não fizeram nada de errado! É algum crime se apaixonar? Para os ingleses da época (nem todos) era sim, pois eles não se apaixonavam. Apenas sentiam "afeição". Mas o maior crime que eles puderam cometer aos olhos da sociedade foi se apaixonar por alguém que não pertencia à mesma camada social que eles. Eliza era uma condessa pertencente à uma das camadas mais altas da sociedade. O Ian, para eles, não passava de um jogador trapaceiro que fazia fortuna roubando da "nobreza". Estavam errados, é claro. Digo ou não digo? rsrs... Mas é tão óbvio, gente! Não é um segredo muito secreto, não...rsrs... Enfim... O Ian é um marquês e o futuro duque de Stanhope. Mas há uma longa história por trás do motivo da sociedade não saber disso. Não sei se revelo isso no "um pequeno resumo" ou se deixo para vocês descobrirem sozinhos... Vou pensar...rsrs...

- Houve um momento no livro em que senti muita tristeza mesmo. Foi quando houve a quarta separação. Pois é. Eles se separaram quatro vezes. Mas explico os motivos depos... Essa quarta separação aconteceu depois do julgamento do Ian. A Eliza foi atrás dele e ele a desprezou. Foi muito dolorosa essa parte. Eu não o odiei. Entendia o motivo de ele está agindo daquela forma, mas fiquei muito triste. Mas foram as palavras da mocinha que mais me fizeram me emocionar. E sabem de quem lembrei nesse momento? Da Brigitte do livro Assim Fala O Coração. Eu entendi ainda mais os motivos dessa mocinha.

"Girando o corpo, encaminhou-se para a escrivaninha, apoiando as mãos úmidas no tampo de madeira, esperando até que ele se viu forçado a encará-la. Parecendo um anjo corajoso e determinado, Elizabeth enfrentou seu adversário, com a voz trêmula de amor.



—Escute-me com atenção, meu querido, pois vou lhe dar um aviso bem claro de que não permitirei que faça isso conosco. Você me deu seu amor, e eu não vou deixar que o tome de volta. Por mais que você tente, mais força eu terei para lutar. Vou assombrar seus sonhos à noite, exatamente como você fez com os meus, em todas as noites em que ficamos separados. Vai permanecer longas horas acordado, desejando-me ao seu lado, e sabendo que eu também estarei ansiando por você. E quando não puder mais suportar... — prometeu, dolorosamente —, então voltará para mim, e eu estarei à sua espera. Vou chorar em seus braços e lhe dizer o quanto lamento todo o mal que lhe causei, e você me ajudará a encontrar uma maneira de perdoar a mim mesma...


—Maldição! — ele gritou, o rosto pálido de fúria. — O que mais é preciso para fazê-la parar?


Ela encolheu-se sob o ódio na voz que amava tanto. E rezou para conseguir dizer tudo o que tinha a dizer sem começar a chorar.


—Eu o magoei demais, meu amor, e vou continuar a magoá-lo nos próximos cinquenta anos. E você também vai me ferir, lan, embora eu espere que nunca mais seja tanto quanto está me ferindo agora. Mas se é assim que tem de ser, vou suportar tudo pois minha única alternativa seria viver sem você, e isso é o mesmo que a morte. A diferença é que eu sei disso, e você... ainda não sabe."

- Acompanharam esse trecho? E principalmente a última parte? "Eu o magoei demais, meu amor, e vou continuar a magoá-lo nos próximos cinquenta anos. E você também vai me ferir, lan, embora eu espere que nunca mais seja tanto quanto está me ferindo agora. Mas se é assim que tem de ser, vou suportar tudo pois minha única alternativa seria viver sem você, e isso é o mesmo que a morte." Entendem porque entendi ainda mais a Brigitte? E também por que me derramei em lágrimas como se aquela separação estivesse acontecendo comigo? Foi tão doloroso, gente! Eu não queria que eles se separassem de novo. Mas A Eliza não desiste. Ela lutou por ele. Não cedeu quando o advogado foi até a casa entregar o pedido de divórcio. Ela sabia que o Ian a amava e sabia também que ela teria que ser muito forte para poder fazê-lo enxergar isso. E nossa mocinha foi. Ela fugiu do advogado e passou meses aguardando o Ian onde ele menos esperava... Mas valeu a pena. O reencontro é lindo! E as palavras do Ian quando a Eliza começa a chorar de uma forma que cortaria o coração de qualquer um? São lindas! Mas só vou colocar esse trecho depois... Agora vamos ao resumo da história.


Um pequeno resumo:


Inglaterra, século XIX. Lady Elizabeth esteve levando sua vida com toda garra e determinação até aquele dia em que seu tio lhe deu a notícia de que havia selecionado três pretendentes e escolheria um deles para se tornar seu marido. Ela entrou em pânico, pois não queria se casar, não queria ficar presa a nenhum homem... Mas o que mais a fez temer e o que mais a machucou foi saber que um desses pretendentes era Ian Thornton, o homem que destruiu sua reputação e fez em pedaços seu coração...

Tudo começou anos atrás, quando os pais de Elizabeth morreram num trágico acidente, deixando nas costas do irmão dela, Robert, todas as dívidas acumuladas ao longo dos anos. Dívidas de jogo. Os pais de Eliza eram dois inconsequentes que não se preocupavam com o amanhã. E como se não bastasse, Robert também passou a jogar, reduzindo ainda mais a herança da família. A salvação da reputação da família e de Havenhurst estava na beleza de Elizabeth. Somente um casamento vantajoso poderia salvá-los da ruína financeira e moral. E foi por esse motivo que, aos dezessete anos, Elizabeth debutou na sociedade londrina.

Ela não passava de uma menina do campo na época e não tinha ideia das intrigas que rolavam dentro dos mesmos salões nos quais ela brilhava. Não sabia que as mesmas pessoas que lhe sorriam e se faziam de suas amigas, também aguardavam ansiosas por sua queda. E também não sabia que iria conhecer Ian Thornton, o homem pelo qual iria se apaixonar, viver momentos lindos e depois passar anos sofrendo por sua traição. Ela não sabia de nada disso. Mas, em apenas um final de semana, descobriu tudo isso... Foi um dos finais de semana pais lindos e dolorosos da sua vida e ela o levaria por toda sua vida.

Foi em um baile na casa da irmã de Valerie, uma de suas melhores amigas, que Elizabeth o viu pela primeira vez. Suas "amigas" fizeram uma aposta na qual Eliza teria que convencer Ian a dançar com ela. Ingênua e inocente, ela lhe pediu uma dança, que foi negada. Mas nem mesmo a fria recusa a fez esquecê-lo. Ao longo daquela noite, ele continuou dominando seus pensamentos. E, após vê-lo ser vítima de uma injustiça durante um jogo, enfrenta todos os homens da sala em sua defesa. E justamente naquele momento, o destino dos dois se tornou um só. Elizabeth se apaixonou por ele sem ao menos perceber e se entregou de corpo e alma ao amor.

Ambos viveram um final de semana maravilhoso, mas após caírem em uma armadilha preparada por uma pessoa invejosa, se separam amargamente. Ian vai embora acreditando que Elizabeth só queria brincar com ele, já que era noiva de outro homem. E Eliza, após se vê humilhada pela sociedade e ouvir as duras palavras de seu irmão, passa a acreditar no mesmo. Que todas as juras de amor de Ian não passavam de mentiras contadas para conseguir seu corpo.

E após o misterioso desaparecimento de seu irmão e o desprezo da sociedade, Elizabeth volta para Havenhurst disposta a permanecer lá para sempre.... Mas, dois anos depois, acontece o reeencontro inevitável.

Ambos ainda irão se machucar muito, mas nada no mundo conseguirá mantê-los separados.

- Falei muito, né? Mas nem metade do que a história é. Nesse pequeno resumo contém um pouco do passado deles, mas não revelei o presente. Não quero ser uma estraga-prazer e decidi deixar vocês descobrirem sozinhos tudo o que o casal ainda terá que enfrentar. Só vou explicar duas coisas. O motivo do reencontro e do escândalo que envolveu a Eliza.

- O tio de Elizabeth, que passou a ser seu tutor depois do desaparecimento de seu irmão, odiava Elizabeth pelo simples fato de ela ser filha de seu falecido irmão. Ele não queria mais tê-la sob a sua responsabilidade e decide, dois anos depois do debut de Eliza e o escândalo que a envolveu, enviar um convite aos quinze pretendentes que ela havia tido naquela temporada. Era uma maneira ultrajante de conseguir um marido para ela. É como se a estivesse oferecendo a quem pagasse o maior preço e era justamente o que ele estava fazendo. Entre esses pretendentes, o tio de Eliza incluiu Ian Thornton. Dos quinze pretendentes, somente três aceitaram essa proposta absurda. Um velho libertino, um solteirão obcecado por cabeças de animais e... Ian. Só que Ian na verdade não aceitou nada. Foi um equívoco do secretário dele que mandou a resposta errada. O tio de Eliza a fez passar um tempo na casa de cada pretendente, a fim de que eles a avaliassem como se avalia um cavalo (preciso dizer que detesto esse homem?) e decidissem se a queriam ou não. Depois desse tempo, ele escolheria o pretendente que tivesse o maior título e riqueza. Elizabeth acredita que conseguiu convencer os dois primeiros de que ela não seria uma boa esposa.. mas seu maior desafio seria enfrentar Ian... E a partir daqui eu paro de falar....rsrs... Estou fazendo um esforço enorme para não revelar mais do que o necessário.

- Agora sobre o escândalo. Eliza e Ian foram enganados por uma suposta amiga da Eliza, que armou uma armadilha e fez com que eles fossem vistos juntos por pessoas "importantes". Esse fato arruinou a reputação da Eliza e ela passou a ser vista como "mercadoria de segunda mão" e também provocou um duelo entre Ian e o irmão dela. A Eliza estava oficialmente noiva de um pretendente muito "importante" só que não tinha sido informada desse detalhe. Ela não sabia que estava noiva. Tudo isso, mais as palavras de Robert, contribuíram para que eles se separassem.

- Bem... A história é linda, linda e linda! Emocionante da primeira à última página é uma história que jamais esquecerei. Sinto vontade de relê-la agora, acreditam nisso? Imagina a história mais linda que você já viu em livro ou filme... Eu coloco essa história de amor nessa categoria. Se não for a mais linda que eu já li, é uma delas. A autora narra de forma apaixonante cada cena, cada frase e cenário. Você não quer largar a história enquanto não terminar de lê-la e quando ela acaba, fica desejando que fosse ainda mais longa do que é. Eu recomendo essa história à todos. Ela é bem longa, mas vale muito a pena e você nem sente o tempo passar.

E qual é o outro trecho emocionante? Aquele do momento em que Eliza chora todas as tristezas do seu coração? Acompanhe!

"lan viu as lágrimas reluzindo nos magníficos olhos de Elizabeth, e uma delas formou uma trilha no rosto suave. Com doloroso esforço, ele falou:



—Se estiver disposta a dar um passo à frente, minha querida, você poderia chorar em meus braços. E, enquanto isso, eu lhe direi o quanto lamento por tudo o que fiz... — Incapaz de esperar, estendeu os braços e apertou-a com força contra o peito. — E quando eu terminar — sussurrou, quando Elizabeth o enlaçou e começou a soluçar —, você pode ajudar-me a encontrar uma maneira de perdoar a mim mesmo.


Torturado por aquele pranto, roçou o queixo contra a testa de Elizabeth, e prosseguiu, num sussurro entrecortado:


—Perdoe-me, Elizabeth... — Devagar, inclinou o rosto e cobriu-lhe a boca com a sua. — Perdoe-me, por favor..."


- E não posso esquecer de dizer que li esse livro graças a indicação da Carla. Muito obrigada, Carla! Eu amei a história! Será inesquecível para mim.

- E termino a resenha deixando pra vocês os trechos que mais me emocionaram.

"Escute-me com atenção, meu querido, pois vou lhe dar um aviso bem claro de que não permitirei que faça isso conosco. Você me deu seu amor, e eu não vou deixar que o tome de volta. Por mais que você tente, mais força eu terei para lutar. Vou assombrar seus sonhos à noite, exatamente como você fez com os meus, em todas as noites em que ficamos separados. Vai permanecer longas horas acordado, desejando-me ao seu lado, e sabendo que eu também estarei ansiando por você. E quando não puder mais suportar... — prometeu, dolorosamente —, então voltará para mim, e eu estarei à sua espera. Vou chorar em seus braços e lhe dizer o quanto lamento todo o mal que lhe causei, e você me ajudará a encontrar uma maneira de perdoar a mim mesma..."


"Eu o magoei demais, meu amor, e vou continuar a magoá-lo nos próximos cinquenta anos. E você também vai me ferir, lan, embora eu espere que nunca mais seja tanto quanto está me ferindo agora. Mas se é assim que tem de ser, vou suportar tudo pois minha única alternativa seria viver sem você, e isso é o mesmo que a morte. A diferença é que eu sei disso, e você... ainda não sabe."



 
"Se estiver disposta a dar um passo à frente, minha querida, você poderia chorar em meus braços. E, enquanto isso, eu lhe direi o quanto lamento por tudo o que fiz... — Incapaz de esperar, estendeu os braços e apertou-a com força contra o peito. — E quando eu terminar — sussurrou, quando Elizabeth o enlaçou e começou a soluçar —, você pode ajudar-me a encontrar uma maneira de perdoar a mim mesmo."





OBS: o livro faz parte de uma série e esse é o terceiro livro dela. O nome da série é  Sequels. Um dos livros, a Carla disse que acha que não foi editado no Brasil e é o segundo livro no qual os protagonistas são a amiga da Elizabeth, lady Alexandra, e o primo do Ian, lorde Jordan. O primeiro livro da série é o Agora e Sempre.
 
E outra observação: assim como aconteceu com os livros da Candace Camp, não consigo ler um livro e ficar só em um. Tenho que ler pelo menos mais um livrinho da Judtih... E mais uma vez acabo adiando a leitura do livro Tardes de Espanha - Penny Jordan. Mas eu não tenho culpa. Não esperava que fosse sentir vontade de ficar nos históricos agora. Antes eu estava na fase de livros com crise em casamento e acabei nem lendo livros com esse tema, mas esse da Judith até atende a esse critério, pois eles se casam e enfrentam uma crise grave. O próximo livro também atende ao mesmo critério, pois é o primeiro livro dessa série. É o Agora e Sempre...rsrs... Eu não pretendia de modo algum ler esse livro agora. Motivo? Há estupro por parte do mocinho. Vai ser um desafio, mas eu quero ler outro livro da Judith e também não quero deixar a série incompleta. Como o "estupro" acontece quando eles já estão casados, (é o que eu entendi) acho que isso provoca uma certa crise, né? Sem contar que esse mocinho parece ser do tipo difícil. Sei que é loucura ler um livro com um tema que eu detesto tanto quando eu acabo de conhecer a autora, mas vou arriscar. Sou corajosa....rsrsrsrs....
 
Sei também que prometi dar prioridade as autoras vencedoras da enquete e não esqueci disso, não. Ainda esse mês pretendo postar mais livros dessas autoras. Mas vocês também gostam de conhecer autoras novas e maravilhosas, né? Há espaço para todas!

17 comentários:

Anônimo disse...

Oi, Luna. Que resenha linda!
Tem um momento que eu tb acho super lindo, além desses que vc citou. É quando ele diz para ela que o filho deles está sendo concebido.. Ai, que emoção. rsrs

Vai ser um desafio mesmo ler "Agora e Sempre". Para mim tb foi. Mas eu acabei dando "colo" para o mocinho. Eu o amei depois e tive muita pena do que fizeram com ele, quando ele era só um garotinho. Além do mal que fizeram com ele (coisas horríveis), ele foi rejeitado pelo próprio pai. Mais tarde ele se casa e sua primeira experiência não podia ser pior. Ele era traído com tudo quanto era homem e para culminar a esposa fugiu com o amante, levou a única pessoa que ele já amou no mundo, seu filho, e a criança morre. Então como eu podia não perdoá-lo? :) E a mocinha é maravilhosa e muito hilária.

Mas olha... se vc quer conhecer mocinhos muito maravilhosos vai ter que ler tb os contemporâneos.. Eu não consigo esquecer o Matt, nem o Zach e nem o Mitchell. rsrsrs Vc tem muita sorte, pq tem muito livro maravilhoso pela frente, para vc ler!

bjs
Carla

Luna disse...

Olá Carla!

Muito obrigada!

Tbm acho. É outra cena linda e o que ele disse se tornou realidade, né? Aquele pingo de gente tentando provar que o paraíso não pode ter ruas de ouro...rsrs...

Espero tbm poder perdoar o mocinho, mas como perdoei o do livro Assim Fala O Coração, acho que tbm vou acabar perdoando esse...rsrs... Vamos ver... Perder um filho deve provocar uma revolta enorme, com toda certeza! E já que a vadia da ex-esposa dele foi a responsável por isso, é óbvio que ele iria passar a desprezar todas as mulheres, mesmo que irracionalmente.

E vou ler os contemporâneos tbm. Talvez não agora... Mas em breve...rsrs... Definitivamente o dia tinha que ser mais longo. Está passando rápido demais.

Bjs!

Lulu Sempre Romantica disse...

Realmente esse livro é muito lindo, parabéns pela resenha.!

Beijos

Anônimo disse...

É mesmo! Um fofo o menino. Não sei se vc reparou mas é dessa conversa que surge o título do livro, "Almost Heaven". Embora em português não tenha sido traduzido como "Quase Paraíso". A autora tem muito esse hábito. O Livro "Em Busca do Paraíso" tem o título "Paradise", que mais uma vez está relacionado com algo muito lindo que o Matt diz a Meredith. E por exemplo o livro "Todo Ar Que Respiras" (Every Breath You Take) tem esse título por algo que o mocinho diz no final, na cerimónia de casamento (é emocionante!)... Quanto mais eu penso nos livros dela mais eu sonho com eles... rsrs

Bem, vou ficar aguardando as suas críticas de "Agora e Sempre". :)

Beijo!
Carla

Luna disse...

Olá Lulu!

Muito obrigada! :)

Sem dúvidas! É um livro apaixonante!

Bjs!

Luna disse...

Olá Carla!

Vc falando agora faz sentido. Não reparei, pois não colocaram a tradução oficial. Mas faz sentido. O Ian disse para o filho dizer então que aqui é quase o paraíso. Que fofo! Gosto disso nos livros. Fica muito lindo se o título tem relação com a história.

Ok...rsrs... Ainda não comecei a ler. Estou adiantando algumas coisas e vou começar a ler daqui a pouco...rsrs... Confesso que estou morrendo de medo de odiar esse mocinho. :)

Bjs!

Anônimo disse...

Hmm... tenho minhas dúvidas de que vc o odeie. Ao longo do livro ele vai baixando as defesas e a gente percebe que ele se diverte com a mocinha. Ela o surpreende bastante e é diferente das outras mulheres que ele conhece. Ele vai gostando dela sem se aperceber. Imagina que ele não sabe nada dos criados dele, nem o nome e por causa dela ele em determinado momento já a imita chamando eles pelo nome. Tem momentos muito divertidos nesse livro. Em momento algum ele é mau com ela, acho que mesmo quando ele a ... odeio essa palavra.. estupra, não é um estupro demasiado chocante. Vc vai entender por que ele chega ao ponto de ter essa atitude. É um conjunto de situações e mal entendidos. Tem uma conversa deles em que ela não entende o que ele está falando e sem querer passa a ideia de que não é mais virgem. Depois ela vive falando do ex-noivo e o mocinho acredita que é o ex-noivo quem ela ama. Antes da noite de núpcias ela se embriaga porque a dama de companhia lhe pintou um quadro super negro da primeira vez e ela bebe para tornar a coisa mais fácil. Então... não estou desculpando o Jason, mas ele a vê embriagada e tão esquiva (para alguém que ele pensa que já não é virgem é estranho fugir dele) e pensa que ela bebeu porque tem nojo dele e provavelmente estará pensando no ex-noivo. Aí ele ainda pensa em ser gentil, mas se sentindo tão desprezado e mal amado, ele acaba sendo bruto. Isso tudo junto com o que a gente descobre dele depois ajuda a apaziguar a nossa raiva. Mas a segunda vez deles (depois de ele a evitar muito como penitência... rsrs e de ela praticamente o seduzir) é linda. Eu confesso que terminei o livro sem raiva nenhuma.

bjs
Carla

Anônimo disse...

Amo essa autora , todos os livros dela são maravilhoos.

adoro o seu blog!

bj
Clara

Luna disse...

Olá Carla!

Eu não odeio o mocinho. Estou quase no final do livro (passei o dia inteiro sem tempo pra ler) e não o odeio. Esse mocinho é muito apaixonante. Ele faz com que eu o perdoe sem grande esforço....rsrs... Já ganhou meu coração. Não tem mais jeito!

Obrigada pela indicação, amiga! Foi muito bom conhecer os livros dessa autora. E lerei mais livros dela... Muito mais!

Bjs!

Mil suspiroos disse...

Ai Luna
Vc me fez querer reler esse livro de novo. Acho que já li ele 2 vezes. Ou três?
rsrsrsrs
É perfeito.
Que bom que você tbm tá adorando históricos. rsrsrsrs
Bruna

Luna disse...

Olá Bruna!

Sim! Agora tbm sou fã de históricos. Existem autoras que deixam eles meio chatos e cheios de narrações desnecessárias e tanta guerra e coisa e tal...rsrs... Mas Candace Camp, Judith McNaught, Johanna Lindsey e Celeste Bradley, por exemplo, sabem escrever histórias de verdade!

Bjs!

P.S. Sei como é... tbm já sinto vontade de reler o livro. É apaixonante!

Jaque disse...

Oi luna.

Adoro os livros da Judith o primeiro livro dessa série é realmente muito bom.
Vc já leu Sussurros na noite? Pra quem não leu recomendo, é um romance contemporâneo que faz vc ficar com gostinho de quero mais.

bjus

Luna disse...

Olá Jaque!

Sim! O primeiro é lindo. O Jason ganhou meu coração.

Ainda não li Sussurros na Noite, mas já está na minha lista. Assim que possível irei lê-lo :)

Bjs!

Jéssica disse...

Eii Luna nem te contei quando terminei 'um amor maravilhoso', gostei bastante! a Judith como sempre me cativando... A Alex era mto boba no começo, mais gostei dela bastante quando descobriu a realidade e se tornou uma mulher forte (odeio personagens fracas). No fim o Jason teve que lutar 'e muito' pra conseguir o amor dela, pq foi humilhado e tudo mais coisa que nao tolerava pra fica com a Alex. Foi horrivel o momento do tiro eu sabia que ela nao ia morrer mais mesmo assim foi horrível rs
Gostei da história, mais 'Alguem para Amar' concerteza se superou, não há amor nos livros que nem aquele não... rsrs
Bjos Até Mais...

Luna disse...

Olá Jessica!

Sim! É difícil um livro ser tão perfeito como 'Alguém Para Amar'.

A parte do tiro é... intensa, digamos...rsrs... fiquei arrasada tbm...kkk... Sabia que ela não iria morrer, mas isso não me impediu de quase ter um ataque de nervos...rsrs...

Bjs!

Victoria's Secret girls disse...

Oi Luna! Queria muito ler sua resenha sobre esse livro e ficou totalmente à altura dele. Como você eu não queria que ele terminasse e quando terminei queria imediatamente lê-lo de novo. Também me emocionei quando ele disse que era o homem com quem ela iria casar porque sabia que eles iriam se separar. Arrisco a dizer que esse é o meu livro favorito da Judith. Conseguiu me emocionar como nenhum outro, eu sentia a intensidade de cada emoção deles e de cada momento que eles estavam vivendo. A Eliza me fez ficar com o coração partido de tanto que sofreu antes de dar a volta por cima. Tanto sofrimento causado por inveja da sociopata da Valerie e sua quadrilha. Como foi doloroso ver que por pura maldade esse grupinho destruiu a vida de uma menina. Mas penso que o castigo da Valerie foi 2 anos depois continuar solteira e ver a Eliza ser novamente admirada e cortejada. Como ela deve ter arrancado cabelos!
E o Ian foi tão maravilhoso e apaixonado desde o 1º momento. A forma como ele ajudou a Eliza a recuperar o respeito da sociedade foi encantadora. E a forma como ele se entregava e se confiava nela, sendo que ele afastava tudo o que o fizesse sofrer, é admiravel.

Luna disse...

Gracias, Cris! :)


Eu sabia que você iria amar esse livro com todo o seu coração!!!!rsrs... Isso me deixa feliz demais! "Alguém Para Amar" é um livro muito mais do que único. Dá vontade de chorar só em falar desse livro. As lembranças voltam. Lembranças de momentos únicos. Consigo "ver" o casal de novo, sentir as emoções que senti durante a leitura. Foi uma experiência única. Obrigada por falar do livro. Me fez lembrar da história com aquela saudade doce, sabe?rsrs... Gracias, querida! :)


Bjs!

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