O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

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O coração de uma mulher é um oceano de segredos

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Frutos do Pecado - Lynsey Stevens



Que direito tinha Ryan, aquele irresponsável, de beijar Liv com tanto ardor, até deixá-la tonta, atordoada de desejo?


Quando Ryan foi embora, oito anos atrás, a vida perdeu todo o sentido para Liv. Anestesiada pela dor, ela não sentia mais nada. Nem a vida que começava a se desenvolver em seu ventre, fruto daquele amor que quase a levou à loucura. E não foi fácil acordar para a realidade, organizar a vida sem Ryan, cuidar sozinha dos gémeos, que agora enchiam a sua alma de ternura. Não foi fácil, mas ela conseguiu. E, por mais que seus joelhos tremessem ao ver Ryan de novo, por mais que sua pele se arrepiasse só de sentir o cheiro másculo dele, Liv não ia nem pensar em aceitá-lo outra vez!



Palavras de uma leitora...


- Nem sei por onde começo. Sobre o que falo primeiro... Acho que é melhor fazer um resumo do livro primeiro e depois falar do que senti e sinto pelo livro.rsrs...



Um pequeno resumo:


Tudo começou quando Olívia tinha apenas 6 anos de idade. Ela estava passeando na sua bicicleta nova quando um grupo de vândalos de 12 anos resolveu atormentá-la. Assustada, Olívia começou a chorar e gritar com eles, até que seu herói apareceu. Ele era lindo e corajoso. Derrubou os meninos no chão e os fez fugir como covardes e depois ofereceu seu lenço para que ela limpasse seu rosto manchado de lágrimas. Olívia ficou encantada. Ele era muito gentil, protetor e passou a ser o herói daquela criança.

Depois de salvá-la e emprestar seu lenço, Ryan a acompanhou durante algum tempo e a deixou próxima de casa. E quando Olívia agradeceu, ele disse que ela poderia agradecê-lo com um beijo quando completasse 16 anos. Nenhum dos dois esqueceu a promessa.

Sempre que o via no pátio da escola, o mundo parava para aquela menina. Ela sentia prazer em apenas olhar para ele, acompanhar seus movimentos. O idolatrava e só tinha olhos para ele. Ele era para ela perfeito como o pai, era o irmão que ela queria ter tido e ao mesmo tempo o garoto mais lindo da cidade. Ele era a imagem de todos os príncipes encantados das histórias que ela tinha lido. Não existia, para Olívia, alguém mais perfeito do que o Ryan. E assim, os anos se passaram...

Quando faltava três meses para seu aniversário de 17 anos, Olívia o viu de novo. E aquele encontro marcou o início de uma linda história de amor entre dois jovens, que acabaria por se tornar numa amarga decepção no futuro. Uma ilusão adolescente que marcaria para sempre a vida de Olívia...

Ele estava lindo e rodeado por garotas. Todas o queriam e ele ainda não tinha tirado ela para dançar. Foi Joel, irmão mais novo de Ryan, quem primeiro notou Olívia. Joel a tirou para dançar e os dois dançaram durante um longo tempo. Depois os dois resolveram pegar um pouco de ar fresco e foi aí que Ryan finalmente se aproximou. Após serem apresentados, Ryan reconheceu o nome dela e também se lembrou imediatamente da promessa feita, quase onze anos antes. E ele fez questão de cobrá-la.

Olívia negou ter lhe prometido qualquer coisa e assim, Ryan resolveu roubar o beijo que queria. Naquele momento, Olívia sentiu que estava sendo marcada por ele e que a partir daquele dia nada seria como antes. E realmente não foi.

Um lindo romance entre dois jovens começou. Um romance que tinha tudo para caminhar para o "felizes para sempre", mas que terminou de forma bem amarga.

Era aniversário de Joel. Ele estava fazendo 21 anos e D.J. Denison, um importante homem de negócios temido e adorado pelas pessoas da cidade, convidou todos para a festa que tinha preparado para o seu filho. E o pai de Olívia e ela também foram convidados. O pai de Olívia sabia sobre os encontros entre Ryan e a filha dele e tinha proibido Olívia de continuar vendo aquele rapaz. Ele era mais velho. Era mulherengo. Não prestava. Só estava se divertindo com ela. Mas Olívia se recusou a ouvi-lo e passou a sair com Ryan, escondida. O pai dela não queria ir naquela festa. Não queria ver sua preciosa e única filha perto daquele rapaz que ele tanto desprezava, mas Olívia acabou convencendo-o. E aquela foi a noite mais linda e mais terrível da vida de Olívia. Uma noite que ficaria marcada para sempre.

Quando o pai dela se afastou, Olívia e Ryan passaram boa parte da noite juntos. E Ryan fez questão de manter os copos dos dois sempre cheios de vinho. Ambos beberam demais e depois sentiram que a casa estava muito quente. Precisavam de ar puro. E por isso, foram para a praia.

Ao chegar lá, Ryan resolveu nadar. Estava insuportavelmente quente e um mergulho só lhes faria bem. Olívia mencionou o fato de nenhum dos dois ter levado roupa de banho, mas Ryan disse que aquilo não seria problema e poderiam nadar sem roupas. É óbvio que aquilo nunca daria certo. E realmente não deu.

Ryan foi o primeiro a entrar na água. Olívia entrou logo depois, dando para si mesma a desculpa de que tinha medo dele acabar se afogando, por estar bêbado. Na água, os dois começaram a brincar como duas crianças... até que seus corpos molhados se tocaram. Envolvidos pelo momento, os dois perderam a noção de tudo. Sabiam que não deveriam ir tão longe ainda, mas foram. O momento foi lindo, mas as consequências foram dolorosas.

Após fazerem amor, ambos adormeceram, sendo acordados pelos seus pais, que estavam loucos à procura deles. Quando finalmente perceberam o que tinha acontecido, as acusações começaram. Olívia só sabia chorar, enquanto seu pai e o pai de Ryan o acusavam e ameaçavam sem piedade. Ele era um monstro. Um sedutor de meninas e tinha que "pagar" pelo que tinha feito. Iria se casar com Olívia. Imediatamente. Mas Ryan ainda não queria se casar. Não estava preparado para enfrentar um casamento tão cedo e tentou dizer aquilo para eles, mas o pai de Olívia partiu para cima dele, sendo interrompido pelo pai de Ryan, que disse que o filho iria se casar com Olívia e que depois poderia simplesmente desaparecer da cidade e do país. Ficou claro, pelas palavras dele, que era isso que ele queria. Que o filho sumisse e ele não tivesse mais que olhar na cara dele. Para D.J., seu filho era somente motivo de desgosto.

Ryan foi tomado pela fúria e aquilo se tornou numa briga entre o pai e ele, onde Olívia estava no meio. Revoltado com o pai, ele fez exatamente o que o pai queria: se casou com Olívia e uma hora depois foi embora, disposto a não voltar.

Olívia ficou muito abalada quando Ryan simplesmente foi embora, sem olhar para trás. Ficou abalada quando ele se foi e não a levou junto, como se tudo que tinham vivido não tivesse nenhum valor. Foi complicado reagir. A depressão ameaçou tomar conta dela e somente a amizade de Joel pôde arrancá-la daquele estado. E ela ainda sofreu um terrível golpe quando se descobriu grávida.

A menina de 17 anos teve que crescer mais rápido do que gostaria e assumir a responsabilidade por dois bebês que não tinham culpa de nada. Que eram vítimas naquela história toda. Mas Olívia conseguiu criá-los e dar-lhes tudo que poderia. Ela amava os filhos, apesar de, ao vê-los, sempre se lembrar de Ryan. Nem todos os oito anos que se passaram, puderam modificar aquelas lembranças e arrancar dela o amor que ainda sentia por ele. Mas Olívia queria recomeçar. Encontrar alguém que a fizesse feliz e quando ela estava prestes a realizar esse desejo, Ryan apareceu, como se voltasse do mundo dos mortos para abalar novamente sua vida. Ele queria outra chance, disse. Queria viver com ela e os gêmeos. Conhecê-los melhor, ser pai deles. Mas será que já não era tarde demais? E será que era realmente isso que Ryan queria... Ou havia mais por trás desse retorno?


- Bem... Quando comecei a ler esse livro estava preparada para odiá-lo. Minha amiga Mónica tinha lido esse livro um tempo atrás e havia odiado profundamente o Ryan e a história. E foi por isso que acabei colocando esse livro na minha lista de leituras. Ela queria saber minha opinião sobre os livros. Como eu veria as coisas, sabe? Se teria a mesma opinião que ela ou não. Ela tinha falado tão mal do Ryan, que eu já sentia uma espécie de desprezo por ele. E comecei a ler o livro odiando-o.rsrs... E algumas atitudes dele, no início, só fortaleceram minha decisão de não gostar dele. Ele simplesmente apareceu, do nada, depois de oito anos e já foi logo achando que a Olívia tinha que aceitá-lo de volta. Era como se os oito anos nunca tivessem existido. Parecia que tudo que ele tinha feito era perfeitamente "normal", sabe? E isso me fez desprezá-lo. Mas quando conheci o passado do Ryan, quando vi como era lindo o relacionamento dele com a Olívia, no passado, comecei a sentir afeto por ele.rsrs... Mas não era um carinho pela pessoa que ele era no presente e sim por quem ele tinha sido no passado. Aquele jovem apaixonado, que se envolveu com a menina "inadequada" (pois o pai não desejava ver o filho unido a uma garota que era filha de pescador.) e continuou vendo-a mesmo sabendo que era errado, que ela era muito jovem (a diferença de idade é de seis anos), tocou meu coração. O achei tão perdido e confuso em alguns momentos, apesar da sua aparente segurança. O modo como ele segurava a Olívia com força algumas vezes, como se temesse perdê-la a qualquer momento. Aquele jovem me conquistou, sabe? E tudo que eu queria era vê-lo consertar o erro que tinha cometido, se arrepender de verdade e recomeçar ao lado de sua família. Eu queria saber que ele tinha sofrido muito por estar longe da Olívia e dos filhos. Queria saber que ele sempre desejou voltar, que foi atormentado durante as noites, que era doloroso ver outras famílias passeando, outras crianças brincando na rua e saber que sequer conhecia os próprios filhos. Eu só queria que ele merecesse meu perdão e que aquele jovem que tinha me conquistado ainda estava presente dentro dele. Que ele ainda amava a Olívia e que a distância quase o tinha destruído. Mas nada disso aconteceu, gente. O Ryan que apareceu, depois de oito anos, não era nem sombra do jovem que tinha sido. Não passava de um homem ambicioso que usou a própria família que tinha abandonado, para conseguir o que desejava.

- Como assim? É simples. Ele só voltou para usar a Olívia e os filhos. Precisava fechar um negócio muito importante e necessitava da imagem de "pai de família" para conseguir isso. Por esse motivo, ele perturbou a vida dos três. Não se importou em usar os próprios filhos. Queria mostrar ao pai que tinha vencido, queria construir algo na ilha que seu pai sempre desejou (e que o Ryan conseguiu comprar, ao mentir dizendo que tinha se reconciliado com a esposa, pois a dona da ilha jamais venderia sua preciosa ilha para um homem irresponsável e que não tivesse compromisso com uma família) e usou as pessoas que precisava usar. Eu suspeitei disso quase no final do livro e quando isso foi confirmado (pois ele não negou e o modo como desviou os olhos da Olívia, só decretou sua culpa), foi um golpe terrível. Eu fiquei muito mais do que decepcionada, sabe? Nem furiosa, foi. Eu fiquei triste, pois eu queria um recomeço para aquele jovem e saber que ele não voltou por amor e sim por interesse, me decepcionou demais. Desejei nunca ter gostado dele. Desejei ter me mantido distante, pois sabia pela minha amiga que ele não prestava. Mas por ter enxergado bondade, amor e vulnerabilidade no jovem do passado, eu acreditei que ele poderia ter se arrependido e voltado por não conseguir mais ficar longe da família. Já o tinha perdoado por ele ter deixado a Olívia, pois ela também foi culpada pela separação. Ela se comportou como uma vítima de tudo, uma inocente que tinha sido seduzida pelo "lobo mau" e isso só contribuiu para aumentar a raiva que o pai do Ryan estava sentindo dele. Ela deixou que todos decidissem o que ela iria fazer e ficou calada, chorando e fortalecendo sua posição de vítima, enquanto o Ryan era acusado por todos. Ela foi uma idiota e só contribuiu para que ele resolvesse deixá-la para trás. Eu tinha perdoado o Ryan por isso. Só ainda não o tinha perdoado por nunca ter procurado pelos gêmeos.

- Quando os filhos dele tinham dois anos de idade, ele ficou sabendo que era pai e em vez de voltar para conhecer os filhos, ele resolveu apenas depositar uma pensão no banco todo mês e continuar levando sua vida de homem de negócios. Não procurou por eles uma única vez. Não ligou, mandou carta. Nada. Era como se os filhos não existissem. Não tivessem nenhum valor para ele e isso pesava muito contra o Ryan. Por isso, eu necessitava enxergar um verdadeiro arrependimento antes de perdoá-lo por não ter procurado pelos filhos. Mas como já disse, ele não se arrependeu. Só voltou porque precisava usar a família que tinha abandonado. Voltou por interesse. Não posso perdoar isso. Não posso perdoar um homem que brincou com os sentimentos dos próprios filhos e os usou como objetos. Não posso perdoar alguém que em momento algum demonstrou amar de verdade aquelas crianças. Já as crianças... amavam tanto o pai, apesar de mal o conhecerem. Ficaram tão felizes por finalmente terem o pai e não serem mais as únicas crianças da escola, que não tinham pai... e o momento no qual elas contam que sabiam que ele era pai delas, foi emocionante demais para mim. No início do livro eu imaginei que fosse odiar toda a história, mas em nenhum momento me passou pela cabeça que eu fosse chorar com o livro em algum momento. Mas chorei como uma boba quando os lábios da Melly tremeram, quando aquela garotinha tentou segurar as lágrimas, a emoção que sentia. Me emocionei quando o Luke perguntou se poderia chamar o Ryan de "papai" e quando o convidou para vê-lo jogar futebol e contou que o pai do amigo dele sempre assistia seu amigo jogar. E quando a Melly jogou os bracinhos em volta do pescoço do pai e pediu um beijo de boa noite, foi demais para mim. Aquelas crianças me tocaram demais e eu jamais poderia perdoar o Ryan por tê-las machucado tanto e não ter se arrependido por isso. Ele não se importou com o que os próprios filhos sentiram durante todos aqueles anos. Não se arrependeu. Não pediu perdão. O carinho que eu sentia pelo jovem que ele foi, se misturou com desprezo e decepção. Terminei a leitura desejando não ter conhecido essa história. Ela é decepcionante. Ryan conseguiu a família de volta sem sequer fazer por merecer. Foi tudo fácil demais. Não mostrou amar de verdade os gêmeos e só "confessou" amar a mocinha na última página do livro. Enfim... Ele me lembra um pouco meu próprio pai. Na verdade, nunca encontrei um "mocinho" tão parecido com o meu pai até agora.

- Não recomendo a história. Acredite, você não irá perder nada se não a ler. Eu dou uma estrela ao livro que significa: ruim.

- Nem dá para acreditar que foi a mesma autora de Uma Vida Marcada quem escreveu essa história. É inacreditável!

- Confira também a resenha da Mónica sobre o livro, clicando AQUI.


Bjs e até breve!

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