O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

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O coração de uma mulher é um oceano de segredos

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Momentos de Encanto - Helen Bianchin



Muita paixão, amor e sensualidade em mais uma maravilhosa história de Helem Bianchin...

Kayla desistiu do casamento com o bilionário Duardo Alvarez 72 horas depois da cerimônia. Mas agora, circunstâncias desesperadoras a forçam a iníplorar pela ajuda do ex-marido. O preço de Duardo é alto: casar-se com ele novamente ou nada feito. Resta apenas uma saída para Kayla: ser a esposa perfeita durante o dia e a amante de Duardo à noite. Para sua surpresa, ela descobre que o casamento “imposto” ainda pode ser apaixonante…



Palavras de uma leitora...


Os livros da Helen estão sempre me surpreendendo e esse foi o mais romântico que li.

Quando li a contracapa pensei logo que me aborreceria seriamente com o mocinho... Aliás, se Kayla havia se separado dele em tão pouco tempo, certamente era porque ele havia feito algo de muito errado. Mas logo no início da história descobri o quanto ele foi injustiçado e sofreu por amá-la.

Kayla sempre amou muito sua família e a morte súbita de sua mãe a fez desistir de Duardo. Seu pai havia a acusado pela morte da mãe, dizendo que seu casamento com Duardo a havia matado. Duardo pediu que ela escolhesse entre ele e a família e ela ficou com a segunda opção, lhe entregando a aliança de casamento (que ele guardou com todo carinho, só esperando o momento que a teria de volta). Benjamin, pai de Kayla, caiu na falência e não suportando, cometeu suicídio... Deixando Kayla e o irmão Jacob sozinhos para resolverem seus problemas... Três anos se passaram e muitas dívidas se acumularam e além disso, Jacob estava sob ameaça de morte por dívidas em um cassino. É quando Kayla tem que recorrer ao único que poderia ajudá-la: seu ex-marido, Duardo Alvarez. Ele aceita ajudá-la (sem zombar de sua situação ou humilhá-la com várias ofensas), mas em troca ela teria que voltar a ser sua esposa.

Pensei que ele a trataria como uma amante, exigindo coisas, humilhando... Estava preparada para ler esse tipo de coisa... Mas tudo foi tão romântico, cheio de paixão... Ele a tratava com tanto carinho que deu vontade de chorar. A única vez que me assustei foi no seguinte momento:

"[...] — Subo num segundo.
A voz dele tinha algo que ela não se importou em definir.
— Não se apresse. Preciso me preparar para meu papel noturno — murmurou ela sem pensar.
— Kayla. — Uma única palavra, entretanto continha um aviso sério.
Ela não parou ou se virou, e segundos depois, assustou-se quando mãos fortes lhe agarraram a cintura e ergueram seu corpo sobre um ombro másculo.
— Ponha-me no chão! [...]
— Vamos esclarecer algo. — A voz de Duardo era calma, e era óbvio que estava contendo a raiva.
— Você fez de mim sua esposa, não sua prostituta — disse ela. — E por isso devo ser grata?
Kayla tinha de estar insana… e por um terrível momento, os olhos de Duardo assumiram um brilho assustador, então amaciaram quando ele tomou-lhe as mãos.
— Quer que eu lhe mostre a diferença? Ele abriu os botões da jaqueta de Kayla.
— Não. — Ela tentou liberar as mãos, sem sucesso. Assim que livrou-se da jaqueta, ele alcançou o zíper do vestido e o fez deslizar até o tapete.
Somente sutiã e calcinha permaneceram, e os olhos dela suplicaram quando Duardo abriu o fecho do sutiã e tirou-lhe a calcinha.
— Duardo. — Era uma súplica, revestida com medo instintivo.
A seguir foram as roupas dele, primeiro o paletó, a gravata, depois os sapatos, a camisa, a calça e a cueca, enquanto tudo era jogado no chão.
— Você não vai fazer isso — sussurrou Kayla quando foi puxada para mais perto.
Então, a boca máscula estava na sua… possessiva, voraz e destrutiva, enquanto ele usava a língua e os dentes de maneira quase agressiva.
Kayla nunca tinha experimentado nada como isso antes… e nunca mais queria experimentar.
E se fosse apenas aquilo. Mas não era. Podia ver no rosto dele, nos músculos faciais sobressaltados, na linha estreita da boca, nos olhos fuzilando de raiva.
Foi então que Kayla começou a lutar a sério, chutando e mordendo qualquer parte da anatomia masculina que pudesse alcançar.
Sem nenhum sucesso.
Ela arfava pelo exercício, e Duardo segurou-lhe os dois braços.
Meu Deus, ele não faria aquilo, faria?
Por um longo tempo, eles apenas se entreolharam, e Kayla não moveu um único músculo. Podia sentir as lágrimas queimando-lhe os olhos e piscou para reprimi-las, determinada a não ceder à humilhação.
— Vá para cama. — A voz dele era firme. — Antes que eu faça algo de que vou me arrepender."

Deixa eu esclarecer uma coisa: Marlena é uma mulher obcecada por Duardo, mas eles nunca tiveram nada. Mas ela ficou cheia de ódio no momento que Kayla se tornou novamente sua esposa. Inclusive ela e o marido gay contratam um jovem para incendiar a loja que Kayla iria inaugurar e também para matá-la.

Bem, voltando ao trecho em que me assustei... Duardo quase perdeu o controle... Quase tratou Kayla como uma prostituta. Quase... Mas no momento que ela disse: "Você não vai fazer isso" eu soube que ele realmente não teria coragem de fazer isso com ela. O amor dele ficou evidente desde as páginas iniciais... Só não enxergava quem não queria. E ele corrigiu seus maus modos logo em seguida:

"[...] Foi lá, na luz suave do abajur, que viu a mancha de lágrimas secas no rosto dela, que deviam ter escorrido antes de Kayla adormecer.


A visão quase o destruiu, e Duardo fechou os olhos, castigando-se em silêncio. Praguejou baixinho sem querer, e observou o corpo delicado se curvar numa bola protetora sob o edredom.


Por Dios.


Fizera aquilo com ela? Por causa de algumas palavras ditas num momento de raiva?


Com extremo cuidado, deitou sob o edredom e aconchegou-a em seus braços. Recuando instintivamente, Kayla acordou.


Duardo beijou-lhe a testa, o rosto, e então a boca.


— Confie em mim, querida. E sinta. Apenas sinta."


"Um nó se formou na garganta dele" ... Normalmente um nó se forma em minha garganta quando fico triste e tento engoli as lágrimas... Por isso acho que ele esteve a ponto de chorar só pelo fato de saber que ela chorou por sua causa... Por saber que a havia magoado. Só Kayla não percebia que aquilo não era química... Era amor. Um amor muito valioso. Pois o amor dele também é renúncia. Ele a deixou partir... Porque amar não é obrigar alguém a estar do seu lado. Achei isso extremamente emocionante. E quando ela pede desculpas por tê-lo julgado de forma equivocada, ele simplesmente aceita suas desculpas sem retrucar com arrogância... Sem tentar crucificá-la.

Ah, me perguntei porque Duardo deixou que ela caísse tanto... Que chegasse na miséria para só então ajudá-la. E ele respondeu:

"Ela tinha de perguntar:
— Você agiu deliberadamente por vingança?
— Vendo-a afundar em dívidas que jamais poderia pagar?
— Sim.
— Você teria aceitado minha ajuda se eu tivesse oferecido?
Orgulho teimoso a teria forçado a recusar. E a honestidade a fez admitir:
— Não.
— Você poderia ter pedido a qualquer momento, e eu a teria ajudado.'

Se ela tivesse pedido ajuda desde o início, ele a teria ajudado. Ele não esperou que ela caísse para ajudá-la, ela que não deixou o orgulho de lado para pedir ajuda.


Leia e se apaixone!
Duardo Alvarez está na minha lista dos melhores mocinhos de todos os tempos!

2 comentários:

Beatriz Solano Pinzon disse...

Muito bom romance, Duardo super apaixonado, uma rival recalcada todos os elementos para uma linda estória de amor. Ponto negativo: Nunca entendo porque os mocinhos que se dizem tão apaixonados e que nunca deixaram de amar as mocinhas, passam tantos anos longe (aqui foram 05 anos), eles não teriam medo das suas amadas arrumarem outro homem não? E o engraçado é que quando se reencontram a reconciliação é imediata, volta tudo do ponto onde parou!!!

Luna disse...

Olá, Beatriz!

Sinto muitas saudades dos livros da Helen Bianchin. Preciso me dedicar mais a várias autoras que não leio há anos.

Também já fiquei pensando nisso. No tempo que os casais costumam perder nas histórias. Mas cheguei à conclusão que eles simplesmente, como nós mesmos na vida real, não sentem o tempo passar. Levados pelas obrigações diárias mal notam que cinco, sete, dez anos se passaram...

Existe um livro que amo muito, mas quase esganei o casal pela forma como desperdiçaram o tempo. Eles eram casados, se amavam, mas por conta de medos e inseguranças viviam separados há anos, cada um numa casa e assim... os anos se passam. Quando finalmente percebem o que tinham feito um com o outro quase não parece mais possível salvar o casamento. Felizmente, tudo termina bem. :)

Acho que isso é normal, sabe?rsrs Às vezes reencontramos amigos que não víamos há muitos anos e quando começamos a conversar com eles parece que o tempo simplesmente não passou. Penso que algo assim acontece com esses casais. Voltam do ponto em que tudo parou.

Bjs!

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