O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Flores na Tempestade - Laura Kinsale


(Título Original: Flowers from the Storm
Tradutora: Maria João Freire de Andrade
Editora: O Arco de Diana)

Christian era um dos homens mais brilhantes e sedutores da alta sociedade inglesa. Um libertino que despertava paixões avassaladoras até que um trágico ataque o condena a um mundo de silêncio, sombras e de loucura. Christian perde a capacidade de falar e a família coloca-o num sanatório, crente de que perdeu a razão.

Maddy, de nascimento modesto e com uma alma simples e generosa, fica presa a este homem que lhe desperta sensações novas. Um homem que oscila entre a raiva e a frustração de estar preso ao silêncio, que a repele, mas que necessita da sua atenção e do seu carinho para o tirar daquele tormento solitário. A amizade que nasce entre os dois transforma-se num amor arrebatador. Fonte de necessidade, desejo … e de uma paixão redentora.

Laura Kinsale, autora best-seller americana, traz-nos um dos romances de amor mais belos e originais que jamais se escreveu. Uma história apaixonante e inesquecível que se converteu numa das novelas românticas mais elogiadas pela crítica e pelo público em todo o mundo.



Palavras de uma leitora...


"O céu que começava a clarear, as folhas recém-nascidas, e o próprio coração continuavam a dizer-lhe que era impossível que aquele fosse o seu último dia de vida."


- Eu já sei. Sei que essa será uma das resenhas mais difíceis de escrever. Preciso colocar meus pensamentos e sentimentos em ordem. Está tudo uma confusão. A única coisa que posso afirmar de início é que essa é uma das histórias mais lindas, emocionantes e inesquecíveis que já tive o privilégio de ler. E por falar em privilégio... Existe privilégio maior do que o de amar? Não. Não existe.

Que podre decirte
En el corto tiempo
En que se vive una ilusión
Que podre dejarte
Tan pegado al alma
Que se quede ahi en tu corazón

Yo no pretendo enseñarte
Lo que es el mundo
Me falta también
Pero vale la pena
Disfrutar cada día
Porque me a regalado el privilegio de amarte

Di lo que sientas
Has lo que piensas
Da lo que tengas y no te arrepientas
Y si no llega lo que esperabas
No te conformes jamás te detengas
Pero sobre todas las cosas
Nunca te olvides de Dios

Serás del tamaño
de tus pensamientos
No te permitas fracasar
Lo más importante, son los
sentimientos y lo que no
puedes comprar

Y cuando llegue el momento
En que tu sóla quisieras volar
Aunque no estemos juntos estarán
los recuerdos que con sólo
quererlo volverás a virvilo

Di lo que sientas
Has lo que piensas da lo o que
tengas y no te arrepientas
No te limites por lo que digan

Se lo o que quieras pero se tu misma
Y si no llega lo que esperabas
No te conformes, jamás te detengas
Pero sobre todas las cosas
nunca te olvides de Dios
Pero sobre todas las cosas
como te quiero mi amor...
(El Privilegio de Amar - Mijares y Lucero)


- É uma ilusão desejar que todos enxerguem isso, não é verdade? Que o mais importante são os sentimentos e o que não se pode comprar. Que foi para amar que nascemos. Não para julgar, não para manipular, não para fazermos de conta que somos Deus. Não para arruinar a vida das outras pessoas. Acho essa música perfeita para se escutar enquanto se lê Flores na Tempestade. Um livro com lições preciosas. Um livro que nos passa uma mensagem que toca os nossos corações. E nos emociona. Eu me emocionei muito. 

"Não conseguia pronunciar palavra. Só foi capaz de se aproximar o suficiente para apoiar o peso no ombro do amigo, enquanto o mundo se inclinava e deslizava para longe dele, e a escuridão se lhe apoderava da mente, invadia-o até às margens da sua visão e cobria tudo. Arrastava tudo consigo..."


- Christian Langland era um libertino. Um homem que aproveitava os prazeres que a vida pudesse lhe oferecer sem pensar no amanhã e nas consequências dos seus atos. Amava chocolate, luxo, festas, Matemática e mulheres. Não necessariamente nessa ordem. Não achava errado se envolver com uma mulher casada e fazia tempo que mantinha um relacionamento proibido com uma. Sua vida era perfeita e ele não poderia imaginar nada que pudesse estragar tudo. É verdade que sua amante estava esperando um filho seu, mas isso também não seria um problema. O bebê seria criado pela família do marido da dama em questão e ele nunca sequer desconfiaria de nada. Definitivamente não existia nada que pudesse ameaçar sua felicidade... Exceto um duelo e um AVC. 

Os primeiros sintomas foram aparecendo. Problemas com a memória. Vertigem. Dormência no lado direito do seu corpo. Dores de cabeça insuportáveis e no dia do duelo finalmente aconteceu. Christian sofreu um AVC numa época em que a medicina ainda era bastante ignorante sobre certos assuntos e um AVC poderia ser diagnosticado como loucura. Para sua família, Christian tinha sofrido uma apoplexia que, graças ao seu comportamento libertino e irresponsável, acabou por deixá-lo louco. E é claro que, como Deus mandava, eles deveriam cuidar daquele ente querido que se tinha perdido no mundo. Que se tinha desviado do caminho correto e tinha vivido segundo os prazeres mais desprezíveis e estava pagando por esse erro. Era o castigo divino. E a maneira ideal de cuidar desse familiar seria trancando-o num manicômio e roubando tudo que era seu. Seria para o próprio bem dele. 

- Um ser humano normal. Doente. Confuso, precisando de cuidados especiais para se recuperar de uma doença terrível é trancado num manicômio e tratado como um lixo. Como um ser que não fosse humano, não merecesse consideração, amor e nem compaixão. Correntes, algemas, surras, banhos supostamente terapêuticos, medo, desespero, vontade de morrer... Christian teria que enfrentar tudo isso enquanto "vivesse" naquele lugar. Privado de tudo. Da dignidade, dos seus direitos como ser humano. Humilhado, maltratado, rejeitado pela própria família e prestes a realmente enlouquecer. Naquele lugar ele irá viver o inferno na Terra. Ele é condenado pelo simples fato de ter tido o azar de ficar doente. O azar de nascer numa época ignorante. E o azar de ter nascido numa família ambiciosa e incapaz de amar. 

Mas como Deus jamais abandona os seus... Mesmo quando tudo parecia ter chegado ao fim, surge uma esperança. Um anjo que poderia libertá-lo daquele inferno. Um anjo por quem ele se apaixonaria. Que se tornaria sua mulher, sua amada, sua força, seu motivo para ter coragem, seu destino. Sua razão para viver. 

Christian tinha cometido erros nesta vida. Ele os reconhecia, mas só Deus decide o que merecemos ou não. E Ele decidiu que Christian merecia o direito de aprender a amar e ser amado. E o que Deus dá ninguém tira. 

- Archimedea Timms, mais conhecida como Maddy, era uma jovem simples, que desprezava o comportamento frívolo e vivia sua vida tranquilamente, silenciosamente, esperando por Deus. Em outras palavras, ela era uma quaker. Alguém que acreditava que todos eram iguais perante Deus, que não deveria se prostrar diante de um rei do mundo, que deveria tratar todos sem formalidade, obedecer os mais velhos e sempre se afastar do caminho que conduzia à perdição. Que deveria sempre seguir a Verdade e sua Luz Interior. Que deveria ajudar os necessitados enquanto esperava por Deus. Que não deveria falar em voz alta e se manter o mais calada possível. Enfim... Ela era simplesmente uma quaker e pretendia ser assim até o resto da sua vida. Ela jamais tinha pensado no amor entre um homem e uma mulher. Em intensidade. Em paixão. Isso era proibido. A afastaria da Verdade, mas Maddy não sabia que em breve sua vida mudaria drasticamente. Sairia do seu mundo tranquilo e enfrentaria uma missão. A missão mais especial do mundo. A missão de proteger e amar o escolhido para sua vida. O seu destino. 

Mas as coisas não serão nada fáceis... Para salvar Christian. Para libertá-lo de sua agonia, dos sofrimentos naquele manicômio e a dor que consumia sua alma, Maddy terá que entrar em guerra contra ela mesma. Lutar contra o que conhecia desde pequena. Terá que fazer uma escolha. E essa escolha não será nada fácil. 


"... tinham-lhe roubado os amigos, a casa, a própria vida."


- Os momentos mais dolorosos do livro para mim foram aqueles em que o meu Christian estava trancado naquele manicômio. Sinto uma agonia só de lembrar. Vocês conseguem imaginar o que é um ser humano normal estar trancado num lugar cheio de loucos? E não falo só dos pacientes. Eles não eram os únicos doentes mentais. Estou falando do médico que supostamente queria recuperar os pacientes, devolvê-los à sociedade depois de curados, e dos auxiliares que se divertiam ao maltratar aquelas almas atormentadas. Conseguem imaginar o que é isso? Sinceramente, não sei como o Christian conseguiu continuar normal vivendo naquele lugar. Eu teria enlouquecido, tenho certeza.

Abandonado. Por todos. Sozinho tendo que suportar as mais cruéis humilhações, castigos não merecidos, tormento, puro tormento. Eu fiquei revoltada. Em vários momentos desejei fugir do livro. Daqueles momentos de dor. Daquela injustiça toda. Por mais que eu já tenha visto coisas terríveis no mundo, seja pessoalmente ou pela TV, ainda fiquei chocada. Revoltada. Furiosa. Nunca irei aceitar. Como um ser humano pode tratar outro de tal maneira?! Como pode provocar tanta dor e ainda assim não sentir sequer arrependimento?! Eu sou humana, gente, e sentir ódio daqueles vermes malditos foi natural. Para mim, eles são filhos do próprio diabo. 


"Fazemos tudo o que está nas nossas mãos para incentivar o comportamento razoável e civilizado mas, verdade seja dita, o estado em que o duque se encontra não nos permite confiar nele, nem considerá-lo como a um ser humano."


- Lindo de se ler, verdade? Claro. Para não dizer outra coisa. Não deveria ser considerado humano??????!!! Então deveria ser considerado o quê? Um animal?! Também não, pois nem os animais merecem ser tratados assim. Nem nosso próprio lixo tratamos assim. Nós não batemos com barras de ferro no nosso lixo, não o acorrentamos... Mas era isso que faziam com o Christian. Batiam, humilhavam, amarravam, colocavam camisa-de-força, o prendiam dentro de uma cela, privado do mais mínimo direito. Não pude evitar o ódio. A vontade de matar aqueles filhos da pontualidade. E de um modo bem doloroso. Para mim, eles sim não eram humanos. E mereciam o inferno como recompensa por seus atos. 

- Ainda estou abalada. Não só pelos momentos ruins, mas por tudo. Abalada de uma forma que não dá para explicar. Minha emoções estão descontroladas e minha resenha não tem um pingo de lógica para mim.rsrs... Não sei como colocar em palavras tudo que gostaria de dizer. Sinto tantas coisas ao mesmo tempo, sabe? Vontade de chorar e de rir. Amor e ódio. Alegria e tristeza. Saudades. Sim. Faz pouquíssimo tempo que terminei a leitura, mas sinto uma saudade enorme do Christian. Do meu menino vulnerável, do homem sedutor e safado, do homem apaixonado e capaz de lutar contra suas limitações por amor. Capaz de ter coragem, mesmo desejando fugir para bem longe, mesmo tomado pelo medo. Ele teve coragem de enfrentar seus medos e sinto um orgulho enorme dele. Ele é tudo para mim. Amo demais o Christian, gente. O que sinto por ele não tem limites e nem explicação. Eu simplesmente sinto. É um sentimento maravilhoso e inexplicável. Forte e especial. Ele me conquistou logo que comecei a leitura. Primeiro com seu jeito sedutor e safado de ser. Descarado.rsrs... Inconsequente. Depois, ele provocou outro impacto no meu coração quando o vi naquele manicômio e o sentimento foi ficando mais forte, me fazendo chorar de tristeza e impotência porque eu não era capaz de tirá-lo de lá. Porque eu não podia fazer nada embora desejasse com todas as minhas forças ver o sofrimento dele acabar. Perdi a conta de quantas vezes xinguei e gritei de raiva. De quantas vezes fechei os olhos, coloquei as duas mãos sobre eles e me deixei levar pelo desespero, desejando que tudo aquilo acabasse logo. Foram muitos os emails que enviei para minhas amigas. Muitos os momentos nos quais desejei fechar o livro e interromper a leitura. Mas eu não interrompi. Sabem qual é o motivo? Conseguem adivinhar? Eu simplesmente não poderia "mudar de canal", não podia abandonar o Christian. Fingir que ele não estava sofrendo. Eu não podia deixá-lo sozinho e queria muito mesmo vê-lo longe dali. Para isso, eu precisava continuar. E valeu muito a pena. Não me arrependo de ter seguido em frente. Me arrependeria se não tivesse feito isso. 


"- Perverso - acrescentou para que ficasse claro. 

Ele manteve o olhar fixo no emaranhado verde das dálias. Inclinou a cabeça, como se estivesse a pensar se devia aceitar aquele qualificativo. 

- Um patife - afirmou Maddy. - Um canalha.

Aquilo agradou ao sem-vergonha frívolo. Não tinha a menor dúvida a esse respeito."


"Maddy sentiu que a vontade a abandonava para sair ao encontro da dele. Entreabriu os lábios. Ele respondeu de imediato com uma união profunda e ardente. As mãos deslizaram para se fecharem em volta dela. Apertou-a contra o corpo e apoiou os antebraços na porta.

Estava envolta por ele. Os beijos pareceram-lhe estranhos, dolorosos e carregados de eletricidade. Abriu as mãos desesperada, a tentar tocar em algo que não fosse o corpo dele, mas tudo era ele. Era a única realidade sólida que tinha ao seu alcance. Acariciava-lhe os cabelos com as palmas abertas com muita doçura, uma e outra vez, como um pai que acaricia um filho, ao mesmo tempo que a beijava e se apertava com força contra ela numa união poderosa de bocas e corpos."


- Ao sofrer o AVC, o Christian perdeu parte da força do lado direito do seu corpo. Sua mão direita quase não o obedecia. Ele também perdeu a memória, embora a perda fosse passageira. Com o tempo e a ajuda da Maddy (a simples presença da Maddy o ajudava. Ele confiava a vida nas mãos dela. Só confiava nela.), ele foi recuperando a memória. Mas tinha dificuldades para ler, escrever (embora fosse canhoto e sua mão esquerda continuasse boa) e... falar. São dificuldades que desesperam. Capazes de fazê-lo sentir um medo gelado, de fazê-lo ficar preso, até mesmo depois dele conseguir ficar em liberdade. Não conseguir se comunicar é assustador. Mas o livro não é feito só de momentos de revolta, desespero, dor e medo. Também é feito de momentos muito engraçados (até mesmo dentro do manicômio.rsrs...), capazes de nos fazer rir, até mesmo gargalhar (eu fiz isso várias vezes.kkkkk... O Christian é puro charme, gente!) e também é cheio de sensualidade e de momentos quentes. Como vocês podem ver pelo trecho que coloquei acima. O Christian perdeu muita coisa com o AVC, mas não se esqueceu de como ser um sedutor.rsrsrs... E quando se apaixona pela Maddy, ele coloca em prática sua experiência. São momentos de provocar calor, juro.kkkkkkk.... Como eu já disse, o Christian é um safado.rsrsrs... Um safado querido. :D

E também é um duque. Da cabeça aos pés. E como tal, é arrogante!kkkk... É divertido vê-lo rejeitar aquela comida e roupas de camponeses.rsrs... Ao mesmo tempo que eu ria, queria cravar minhas unhas no braço do médico e forçá-lo a dar ao Christian o que ele estava acostumado a ter. Eu sempre queria que ele tivesse o que era seu. E a comida que ele gostava e suas roupas eram o mínimo e mesmo assim aquele médico filho do cão achava que o correto era privá-lo de tudo. Ele tinha experiência como psiquiatra e sabia o que o Christian precisava para "voltar a ser normal". Sim que ele sabia! Eu é que sei o que aquele filho do cão que se considerava médico merecia ter! Se eu colocasse em palavras o que eu gostaria que fizessem com aquele médico vocês iriam se assustar.rsrsrs... É melhor eu ficar calada.kkkkkkk... Mas eu simplesmente odiava qualquer um que tratasse o Christian mal, gente. O amo e queria protegê-lo. De qualquer dor, ofensa, mágoa. Daquele médico e dos auxiliares do diabo que tinham a vida do meu Christian em suas mãos. Enfim.. .


" - Não... voltar. Não!

- A decisão não é minha. Não me cabe a mim dizê-lo.

- Embora! - Havia uma súplica na palavra. - Agora.

Ela, sem saber que fazer, afastou-o com um empurrão.

- Então, vai-te embora! Não farei nada para o impedir.

Agarrou-se a ela e sacudiu-a.

-Os dois. Embora os dois.

- Não - disse, abatida. - Isso é impossível.

Christian baixou a cabeça e gemeu.

- Não... um não. Maddy! - exclamou, e cravou os dedos nos ombros dela. - Não posso. - Atraiu-a a si e apoiou o rosto na curva do pescoço da jovem. - Maddy. Missmaddy. Um não. Não posso."


- Coloquei o trecho acima por dois motivos. Primeiro porque amo esse trecho e o acho muito emocionante. Segundo porque depois de ter falado tanto do manicômio e do sofrimento do Christian dentro dele me sinto na obrigação de informar que ele não passa muito tempo naquele lugar. :) Não sei se vão considerar um grande spoiler, mas ele sai daquele inferno na página 158 e o livro tem 557 páginas. :D A autora teve piedade do nosso coração e emoções. Não quis nos torturar por muito tempo e como quero MUITO que vocês leiam esse livro quis dar essa informação que é maravilhosa. O livro não é só momentos bons, queridos, mas também não é só tristeza. Eu prometo isso. Juro que o livro tem muitos momentos engraçados, emocionantes no bom sentido, sensuais, quentes... apaixonantes. 


"E Maddy... levaria Missmaddy. Não podia viver sem Maddy. Dar-lhe-ia jóias, gatinhos, beijos, o que tivesse de lhe dar."


- Sabiam que o Christian gosta de gatinhos?! :D Sim!!! Ele adora e existe uma cena maravilhosa, muito especial, envolvendo gatinhos. Para quem ainda não sabe eu sou louca por gatos e se já não amasse o Christian desde o início da história, teria me apaixonado completamente ao ler aquela cena perfeita e encantadora.

- Bem... agora vamos falar um pouco da Maddy.

- É complicado.rsrs... A Maddy é uma das personagens mais complicadas da história para mim. Desde que a conhecemos, percebemos que ela sente algo pelo Christian. Uma mistura de ódio, desprezo com amor.rsrs... Ela começa a amá-lo antes de conhecê-lo, mas depois que conhece os sentimentos vão ficando mais fortes. Só que... ela é uma quaker e a religião dela em vários momentos acaba dificultando as coisas. Ela cresceu sendo uma quaker. Cercada pelos "Amigos" (formam a Sociedade dos Amigos), tendo eles como sua família e fazendo a vontade deles. Por que estou falando disso? Na verdade, não queria tocar no assunto religião aqui, mas estou tentando explicar o porquê da Maddy errar antes mesmo de dizer o que ela fez.rsrs... Faz algum sentido? Sei lá.kkkk... Bem... A Maddy me fez odiá-la. Com todas as minhas forças em dois momentos nos quais ela deveria ter protegido o Christian. Por causa da confusão causada por ela estar dividida entre o Christian e os quakers, ela acabou errando feio com o Christian e embora o Christian a tenha perdoado, eu só consegui perdoar a Maddy no final e mesmo assim ela não se tornou uma personagem querida por mim. Eu entendo que ela estava confusa. Sei que não é fácil se desligar dos laços formados por uma vida inteira, mas ela magoou terrivelmente o Christian. Quando ele mais precisava dela e eu não aceitei. Vê-lo sofrendo por causa dela, como se tudo pelo que ele já tivesse passado não fosse suficiente, me fez desejar matar a Maddy. Senti um ódio terrível dela, e ela perdeu toda minha admiração e confiança. Não me achava mais capaz de confiar nela. Eu queria que a Maddy colocasse o amor pelo Christian em primeiro lugar, mas ela nem sempre fazia isso. Isso não significa que ela é uma bruxa, insensível e que não vale nada. Não. Não é isso.rsrs... Eu reconheço que ela luta bravamente contra seus princípios e ajuda demais o Christian. Ela o ama muito e isso é claramente visível. Os únicos erros dela que provocaram meu ódio foram dois. Não que ela não volte a errar, mas eu aceitei mais facilmente os outros erros dela.rsrs... Falar da Maddy não é muito fácil. Não sei ao certo o que sinto por ela. Não a amo, mas não a odeio mais. E no fundo reconheço que era dela que o Christian precisava. E eu aceito. Ele tem minha permissão para ficar com ela.rsrsrs... Em alguns momentos ela colocou sua religião acima de tudo, mas... o amor sempre vence. E acabou vencendo. Ela precisou ter muita coragem para fazer uma escolha, gente. E sim. A admirei naquele momento. Ela poderia continuar sendo covarde, poderia ter desistido da sua única chance de ser feliz, mas teve coragem suficiente para amar e para recuperar o seu amado. Para não desistir dele. Sim. Ela é perfeita para o Christian, mesmo possuindo defeitos. Ninguém é perfeito e a Maddy não é a exceção. Ela é humana. Eu a perdoei.rsrsrs...


"E a verdade é que apenas nos podemos apoiar no nosso Amo e Senhor, que fala às nossas almas por intermédio do Espírito, e apenas Ele pode dizer em que consiste o nosso serviço e quando, onde e como o devemos fazer."


"- Mau, perverso... e idiota - acrescentou ele secamente.

- Não - respondeu Maddy. - És uma estrela que eu só podia ver no céu e maravilhar-me. Mas apercebeste-te da minha verdadeira natureza humana, e sinto-me satisfeita por teres caído à terra e poder segurar-te nas mãos."


- Eu fico triste por não conseguir colocar em palavras tudo que sinto. Por não conseguir fazer vocês sentirem a história e o quanto o Christian é especial, o quanto ele é maravilhoso apesar de qualquer defeito, o quanto é humano e encantador. Ele rouba nos corações assim que o conhecemos e nos envolve de uma forma que provoca uma mistura louca de sentimentos. A gente chora por ele e ri com ele. O amamos tanto que desejamos sofrer no lugar dele, que desejamos fazer qualquer coisa para impedir seu sofrimento, terminar com sua dor. Suspiramos e sonhamos acordadas com os momentos nos quais ele seduz e ama a Maddy, rimos das suas palavras sarcásticas e do seu jeito duque de ser. Simplesmente o amamos e por causa disso sentimos muitas coisas diferentes. Mas nunca o odiamos. O Christian é um mocinho impossível de odiar. Odiamos é quem não sabe amá-lo. Vários personagens dessa história foram para a minha lista negra e por mim podem ir para o inferno. Eu não iria lamentar nem um pouco por eles. Pelo contrário.rsrsrs... 


- Esse livro mágico e inesquecível foi um presente da minha amiga Carlita. Ela não só indicou a história, mas ama tanto o livro e o Christian que quis que eu também tivesse a história em papel e me deu o livro de presente. Mais uma vez, minha amiga, não sei como agradecer. É maravilhoso poder tocar no livro, sentir o cheiro dele, passar o dedo nas palavras, abraçá-lo contra o peito... Estou muito feliz por ter o Christian aqui em casa. :D Gracias! Esse livro é um tesouro para mim. 


- Sempre acreditei que Deus não está só nas igrejas. Faz tempo que não dou mais ouvidos para aqueles que dizem que para estar com Deus eu preciso estar na igreja. Não. Isso é mentira. Deus está com a gente vinte e quatro horas por dia, a cada instante, quando estamos felizes ou tristes, passando por momentos de desespero ou não. Quando ouvimos uma bela música, quando vemos crianças brincando, quando meu gatinho Alejandro deita no meu colo e pede carinho. Deus está sempre presente. E posso afirmar sem dúvidas que Deus está em Flores na Tempestade - Laura Kinsale. Apesar do fanatismo religioso que temos que suportar em alguns momentos da leitura, percebemos Deus. Sabe por quê? Deus é maior. E onde existe amor, Deus se faz presente. 

- Nem preciso dizer que recomendo e MUITO essa história, verdade? Eu quero que todos vocês leiam essa história. É mágica e muito linda. Emocionante, Profundamente tocante e se lerem com o coração perceberão isso. Deem uma chance para a história, queridos!!! Vale muito a pena.


O livro Flores na Tempestade já foi resenhado aqui pela Carlita. Para conhecer a resenha dela, basta clicar AQUI

Bjs e até breve!


3 comentários:

Anônimo disse...

Maravilhosa!!!!! você conseguiu se superar mais uma vez.Que resenha linda,envolvente e que nos deixa com uma vontade louca de agarrar no livro e não soltar até ter as últimas linhas lida.

Acho que nem me clonando mil vezes vou conseguir dar conta de tudo que me apetece ler e a culpa é tanto sua quanto da Carla que fica comentando os livros que lêem e me deixa maluca kkkkkkk

Carla disse...


Com relação à Maddy vc sabe que eu tenho uma opinião diferente da sua. Sou totalmente apaixonada pelo Christian, mas tb amo a Maddy, acho que ela era simplesmente humana.

Que bom que vc amou o presente, amiga. Fico super feliz!

Bjs!

Luna disse...

kkkkkkkkkkk... Gracias, Moniquita! :)


Flores na Tempestade você tem que ler!!!


Carlita,

Sim. Eu sei. E também reconheço que ela era apenas humana, mesmo assim ela acabou com a minha paciência naqueles momentos.rsrsrs...

Esse livro é um tesouro para mim, amiga!


Bjs!

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