O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

sábado, 15 de outubro de 2016

Fim da Inocência - Lynne Graham

(Título Original: Unlocking Her Innocence
Tradutor: Maurício Araripe
Editora: Harlequin
Edição de: 2014)


Uma atração impossível.

Três anos atrás, Ava Fitzgerald roubou o que o bilionário Vito Barbieri tinha de mais valioso: a vida do irmão dele. Desde que saiu da prisão, Ava luta contra lembranças fragmentadas daquela noite. Sua desorientada investida em Vito, a rejeição humilhante, e nada mais. Agora, a recente fusão empresarial de Vito o deixará cara a cara com sua nova funcionária, uma confusa Ava. Assombrado pelo passado, ele pretende se vingar. Mas seus planos dão lugar a um desejo impossível.



Palavras de uma leitora...



- Ainda me custa acreditar... que esta história foi escrita pela LG. Mesmo após ter lido livros diferentes da autora, nada pode se comparar a este livro. É Lynne Graham nos provando, de uma vez por todas, que só escreve livros com mocinhos cavalos-chantagistas-canalhas-miseráveis-que-queremos-esfolar porque ela quer. Simples assim. Ela gosta de nos irritar. Gosta de saber que nosso sangue vai ferver ao encontrarmos mais um traste fingindo-se de mocinho. Que vamos xingá-lo, desejar esganá-lo e depois ficarmos furiosas com ela, e com nós mesmas, por acabarmos perdoando-o, quando sabemos que tudo o que o infeliz merecia era que a mocinha lhe atirasse algo na cabeça, lhe mandasse para o quinto dos infernos e terminasse a história com um mocinho de verdade. 

Quantas e quantas vezes eu já cheguei a tremer de raiva após ler um livro da autora? Cinquenta... sessenta vezes? E tudo para agora ter total certeza de que ela sempre fez de propósito. Não sei se amo ou odeio a LG, sinceramente.rs Muito menos agora. 

- Eu fugi desta história durante vários meses. A coloquei na minha meta de leitura, mas fiz de tudo para adiar ao máximo o momento em que a leria. Desejava loucamente mergulhar nas páginas do livro, conhecer o casal, saber tudo o que havia se passado entre eles e como tudo dera terrivelmente errado ao ponto da Ava ir parar na prisão. Porém, foi justamente isso que me encheu de medo e me lançou para bem longe do livro. Ava foi para a prisão. Mesmo antes de conhecê-la, antes de sentir um carinho enorme por ela, eu já sofria por saber que ela tinha sido presa, que passara três longos anos esquecida na cadeia, sofrendo coisas que eu não queria sequer imaginar. Esse fato me levava de volta ao livro Se Houver Amanhã, do meu querido SS. E quem leu a história da Tracy sabe que eu tenho todos os motivos do mundo para ter trauma de histórias de mocinhas ou mocinhos que são presos. Me enche de angústia o sofrimento deles, me deixa sem ar. O mesmo se passa quando é instituição psiquiátrica. Flores na Tempestade - Laura Kinsale. Pois é. Livros nos marcam. Até mesmo traumatizam, em certos casos.kkkkkkkkk... Mas a questão, gente, é que é insuportável demais imaginar um dos protagonistas preso numa cadeia ou numa instituição psiquiátrica, sem ter ninguém que ofereça ajuda. Sem ninguém que se importe com eles. Histórias assim mexem demais comigo. E, dependendo do caso, podem me fazer sentir uma antipatia violenta pelo suposto mocinho ou mocinha que abandonou quem dizia amar e permitiu que algo assim se passasse. Julie, de Tudo por Amor (Judith McNaught) é um exemplo e tanto de como posso desprezar um projeto mal-sucedido de mocinha. Jamais na vida conseguirei perdoar o que a filha da pontualidade fez com o Zack. Ele pode tê-la perdoado. E eu aceitei isso por amá-lo. Mas a minha vontade mesmo era que ela queimasse no inferno pelo que fez. Se o que ela sentia era amor, então seria melhor tê-lo odiado.

- Onde estávamos mesmo?!rsrsrs... Falávamos do livro Fim da Inocência e dos meus motivos para o evitar, certo? Mas o melhor mesmo é falar de todas as razões que tenho para amá-lo... para que ele tenha se tornado um dos melhores livros que já li da autora. :)


Ela sempre o amou...

Ava tinha apenas 16 anos quando o conheceu. E, daquele momento em diante, todo o seu mundo se resumiu a ele. Não enxergava mais ninguém, não ouvia ninguém, nem mesmo seu melhor amigo que sabia que ela tinha sérias chances de se machucar ao amá-lo. Que ele jamais seria um homem adequado para ela. Mas Ava não se importou. O queria. E lutaria por ele, com toda a coragem que a adolescência (e o amor) lhe dava. 

Ela era apenas uma adolescente perdida e rejeitada quando conheceu Olly, aquele que viria a se tornar seu melhor amigo e também o rapaz pelo qual carregaria uma enorme culpa anos mais tarde. Seus pais jamais a quiseram e isso se tornou ainda mais óbvio quando decidiram mandá-la para um internato distante, enquanto suas outras irmãs seguiram estudando perto de casa. Revoltada pela infelicidade que sentia, foi se tornando cada vez mais rebelde, encontrando em Olly um apoio inesperado, alguém capaz de entendê-la e amá-la mesmo tendo crescido num ambiente totalmente diferente do seu. A amizade se construiu naturalmente e foi através dele que ela conheceu Vito, seu irmão mais velho... aquele que a fazia sentir coisas que não estava preparada para sentir, mas que desejava... que queria sentir por (e com) ele. Amá-lo não foi uma escolha. Insistir mesmo quando ele deixou claro que não a via como nada além de uma menina, não foi pura teimosia. O amor simplesmente surgiu cedo demais e forte o suficiente para provocar um grande estrago na vida dos dois.

Aos 18 anos de idade, durante uma festa de Natal realizada na casa de Vito, Ava finalmente decidiu que chegara a hora de confrontá-lo e forçá-lo a admitir que a queria tanto quanto ela, que quando a olhava não enxergava uma criança, mas sim uma mulher. Sentindo-se mais adulta do que realmente era, ela viu, momentos mais tarde, seu coração ser partido em pedaços quando Vito a tratou como se ela não fosse nada além de uma vadia. Sufocada pela dor e atordoada pela bebida, saiu correndo daquele lugar, apenas desejando poder esquecê-lo... mas então... tudo ficou escuro e quando ela acordou nada mais era como antes... Ela estava ferida no hospital enquanto o seu melhor amigo estava morto. E ela era a responsável pelo acidente que quase tirara a vida dos dois. O terrível acidente que lhe roubou o único que foi um verdadeiro irmão para ela... e também a única família de Vito.

Condenada a 6 anos de prisão por direção perigosa com agravante, Ava viu todos os seus sonhos serem destruídos e sua família lhe virar as costas como se ela já não existisse. Em todos os anos de prisão, ela era aquela que não recebia visitas ou cartas... que não tinha ninguém que se importasse com o que podia estar lhe acontecendo. Se ela vivia ou morria, isso não significava nada para aqueles com quem um dia ela convivera e que possuíam laços de sangue com ela. Porém, o que mais lhe doía era saber que, em algum lugar, Vito estava convivendo com a dor que ela lhe provocara... que fora daqueles muros ele era obrigado a suportar a ausência de um irmão que ela arrancara dele. E isso sim era insuportável. Todos os seus anos de prisão não seriam suficientes para apagar o grande dano que ela havia provocado. 

Mas... nos estranhos caminhos do destino... três anos após a noite que marcara para sempre a vida deles dois... Vito e Ava se reencontram. E caberá a eles decidir se, em meio a tanto sofrimento, ainda existiria espaço para o amor... e o perdão. 

- Amar esta história foi tão fácil. Suspiros... E como não desejar pegar este casal no colo e protegê-los de tanta tristeza e mágoa? Eu quis consolá-los, dizer para eles que juntos poderiam superar a perda que ainda os machucava. Quis dizer para a Ava que a entendia e sabia que ela jamais desejou matar o melhor amigo. Desejei sacudir o Vito quando disse coisas que ele próprio não sentia, com a única intenção de magoá-la. Porém, mais do que tudo, eu desejei levá-los de volta àquela noite, minutos antes do acidente, e forçá-los a reescrever tudo. Eu os amei tanto que quis que tudo tivesse sido diferente desde o princípio. Desejei profundamente fazê-los voltar no tempo... 

... E como isso era impossível, fui obrigada a aceitar a forma como a vida os separou... todos os anos que eles sofreram sozinhos, um longe do outro. Vito seguindo com seu mundo enquanto, bajo el mismo cielo, Ava perdia anos de sua vida numa prisão. Anos nos quais ele não pensou em como estava sendo a vida dela. Anos nos quais ele também nunca a visitou. Sim. Eu sei que ele não a amava nessa época. E que estava destruído pelo crime que ela tinha cometido, mesmo que não tenha sido intenção dela. Sei o quanto ele estava no chão. Porém, eu não sou feita de ferro. Meu coração se aperta por saber que ele foi mais um que não se importou com o que estava se passando com ela. Que enquanto ela o amava e sofria pela dor que lhe causou, ele nunca sequer mandou alguém saber se ela pelo menos estava sendo tratada como um ser humano. Isso me magoou muito. 

- No entanto, perdoá-lo não foi sequer necessário. Eu não tinha realmente o que perdoar no Vito. Levando em conta tudo o que se passou, foi surpreendente ver a maneira como ele reagiu quando a vida colocou novamente a Ava em seu caminho. Ele tinha todos os motivos para ser como outros mocinhos da autora. Podia fazer da vida dela um inferno. Tinha o direito de querer vingança. De não acreditar nela, de não ouvi-la e julgá-la baseado no passado e no que sabia sobre ela. Mas... ele é um mocinho de verdade. Alguém que me emocionou, que conquistou meu coração sem que eu própria percebesse. Ver a forma como ele tratava a mocinha... Nossa! Só posso imaginar que a Lynne Graham estava muito feliz e inspirada quando o criou.rsrs Porque ele é tão diferente de tantos outros mocinhos que já conheci dela... Tão humano, carinhoso e... perfeito! Suspiros... Não amá-lo é impossível. Quem me dera que isso se tornasse um hábito. Que a LG nos presenteasse com mais mocinhos como o Vito. Que ele não fosse a exceção, mas sim a regra. Porque a verdade é que estou de saco cheio da arrogância e insensibilidade dos mocinhos dela! Completamente cansada deles acreditarem em todo mundo menos nas mocinhas, de vê-los tratando-as como se elas fossem capacho e tivessem que estar agradecidas por, apesar de tudo que eles julgavam que elas tinham feito, eles ainda serem bons o suficiente para aceitá-las em suas camas, digo, vidas. A paciência de qualquer pessoa atinge um limite. E a minha esgotou faz tempo. Por isso, foi delicioso ler este livro, me apaixonar pelo Vito e pela maneira como ele ajuda a Ava reconstruir a própria vida e curar as feridas deles dois. Juntos eles se curam e aprendem a amar. Juntos percorrem a ponte para o perdão. Para perdoar a si mesmos. É lindo acompanhar tudo isso. Além de divertido e quente também, em certos momentos.rs Porque eles, definitivamente, não conseguem não pegar fogo quando estão entre quatro paredes.kkkkkkk... 

"Ele estava avançando como um grande felino predador, pronto para atacar.
— Pode parar aí mesmo! — Ela avisou, estridentemente.
Ela o levava à loucura, Vito teve de admitir. De algum modo, sempre que brigavam, ela trazia emoção para a mesa, a emoção que ele rejeitava e Ava libertava como um maremoto.
— Não vou parar — Vito chegou a quase ronronar. — E você sabe que não sou de desistir..."

- Ava foi uma das mocinhas com a qual a Lynne mais pegou pesado em seus livros. Os protagonistas da autora não costumam ser muito queridos por suas famílias, mas têm aqueles dos quais a LG não tem dó nem piedade. Esta mocinha além de ser friamente rejeitada por toda a família antes mesmo de ser presa, acaba por descobrir que eles nunca sequer sentiram um pingo que fosse de amor por ela. Que seriam capazes de tudo para proteger a si mesmos, não ligando a mínima para o que ela sentisse, sofresse ou deixasse de sofrer. Eu senti tanto ódio daquela gente! Tanta vontade de que todos eles tivessem um final bastante adequado... E fiquei furiosa quando a Lynne colocou na cabeça que a Ava seria tão boazinha ao ponto de perdoar certos lixos chamados de irmãs. Enfim... Mas nada disso conseguiu estragar o prazer que foi ler esta história. Amei, amei e amei! 

"— Hã... fez compras? — Ava perguntou, surpresa, erguendo as murchas rosas vermelhas. — Precisa colocá-las na água, para mantê-las bonitas.
— Jamais comprei flores pessoalmente. Normalmente encomendo pelo telefone e mando entregar.
— Ninguém jamais me deu flores antes. São lindas.
— Se não estivessem quase mortas — Vito brincou [...]"

- E como eu ri com a cena das flores, gente!kkkkkk... Além de ter ficado com os olhos cheios de lágrimas, é claro.rs Por mais que as flores já não estivessem muito vivas (risos), o gesto dele me emocionou demais. Naquele momento ele não sabia muito bem como expressar o que sentia por ela e mesmo sentindo-se um tanto inseguro e vulnerável ao lhe comprar flores e chocolates, ele tentou. Fez o seu melhor para fazê-la se sentir bem, para mostrar que se importava. Foi um dos momentos mais lindos do livro. 

"— Mas pensei que não pudesse me perdoar.
— Eu também pensei, até tentar imaginar a minha vida sem você — Vito admitiu, agachando-se para poder fitá-la nos olhos. — O perdão sempre esteve presente. Apenas não me dei conta de já o ter alcançado. [...]"

- É necessário eu dizer se recomendo esta história? Claro que sim! Recomendo MUITO!!!! :D

2 comentários:

Luciana Miranda disse...

Essa história é muito lindaaa.. e triste!
Nossa! Como eu fiquei com dó da Ava, conforme a trama ia se desenrolando.. e como eu adorei o Vito!

Ah! Outro mocinho MUITO FOFO da Lynne é o Andreo D´Allesio de A Vitória do Amor. Não tem um pingo de arrogância! E tem umas tiradas ótimas! É um dos meus mocinhos favoritos da vida!

Beijinhos!

Luna disse...

Olá, Luciana!

É verdade! A LG pegou muito pesado com os protagonistas, sobretudo com a nossa mocinha. Mas, apesar de tudo, eles encontram juntos a felicidade. Amei demais!

Eu já li essa história! :D Também gosto muito do Andreo, embora ele tenha me irritado um pouco.rs


Bjs!

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