O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Orgulho e Preconceito - Jane Austen

(Título Original: Pride and Prejudice
Tradutor: Roberto Leal Ferreira
Editora: Martin Claret 
Edição de: 2010)

Um dos nomes de maior prestígio da literatura inglesa, Jane Austen (1775-1817) começou a manifestar talento para as letras ainda na adolescência. Seus romances descrevem, com notável argúcia e sutil ironia, a sociedade rural inglesa de seu tempo, por meio do entrelaçamento de personagens e sentimentos da vida comum. 

Orgulho e Preconceito é a envolvente história de Fitzwilliam Darcy e Elizabeth Bennet, os quais, à primeira vista, não têm uma boa opinião um do outro, mas, no desenvolvimento do enredo, acabam descobrindo que estavam totalmente enganados...

Orgulho e Preconceito é a obra mais aclamada desta autora, não só no Reino Unido como em todo o mundo, e tem sido frequentemente adaptada para o cinema, televisão e teatro, com grande sucesso de público e crítica. 



Palavras de uma leitora... 


- Queridos leitores, se vocês pudessem me ver agora... Me sinto no paraíso!kkkkkkk... Apesar de estar sonolenta por estar tomando um medicamento que me deixa cansada e grogue (risos), nada é capaz de atrapalhar a felicidade, o amor imenso que sinto por esta história. Sabe quando um livro te atinge de uma forma que você não consegue sequer colocar em palavras o que sente? Sabe quando ele simplesmente te toca e fica em você, dentro de uma parte exclusiva do seu coração? Orgulho e Preconceito se tornou parte de mim. Como pude viver por tanto tempo sem jamais lê-lo? Como pude ser tão imbecil ao ponto de demorar tanto para conhecer a história de Darcy e Elizabeth? Eu fui realmente uma grande idiota. Privei a mim mesma, durante muitos anos, de viver com o casal uma das mais belas e emocionantes histórias de amor de todos os tempos. 

"- Você está dançando com a única menina linda do salão - disse o sr. Darcy, olhando para a mais velha das srtas. Bennet. 

- Ah! Ela é a criatura mais linda que já vi! Mas uma das irmãs dela, sentada logo atrás de você, é muito bonita e parece ser muito divertida também. Deixe-me pedir ao meu par que a apresente a você.

- A quem você se refere? - e, voltando-se, olhou por um momento para Elizabeth, até que, cruzando seu olhar com o dela, o desviou e disse friamente: - É suportável, mas não bonita o bastante para me animar; não estou com paciência no momento para dar atenção a mocinhas que foram desdenhadas por outros homens."

- Quando Elizabeth e Darcy se conhecem, a antipatia e o desprezo surgem à primeira vista. E nem em seus melhores sonhos (ou piores pesadelos) eles poderiam imaginar que o ódio inicial seria apenas o prelúdio de uma grande história de amor. Não é à toa que amor e ódio são duas faces da mesma moeda.rs

A presença de poucos rapazes naquele baile, levou Elizabeth a ficar sem par para as danças, embora isso não a preocupasse muito. Era uma pessoa bem humorada, que gostava de estar de bem com a vida e zombar de si mesma, se possível. E tudo teria corrido perfeitamente bem e sido uma noite agradável se o fato de estar sentada próxima de Darcy não a tivesse levado a ouvir a admirável opinião que ele tinha sobre ela. Sem nem mesmo conhecê-la! Chocada com a agressão injusta, embora ele não imaginasse que ela tivesse ouvido, e a arrogância dele, Elizabeth resolve engolir a raiva e levar tudo numa boa, deixando claro para todos (e para si mesma) que o orgulho e falta de educação dele em nada a afetaram, mas não demora para que a grosseria de Darcy e seu ar de superioridade o transformem na pessoa que ela mais detesta na vida, e que ambos não percam a oportunidade de se alfinetarem. Até os sentimentos começarem a mudar... 

" - Creio que há em cada personalidade uma tendência a algum mal particular... Um defeito natural, que nem a melhor educação pode superar.
- E o seu defeito é odiar a todos.
- E o seu - replicou ele, com um sorriso - é adorar interpretar mal a todos."

Criado por pais que o ensinaram princípios, mas não humildade, Darcy se acreditava superior a todas as outras pessoas. E, de fato, era muito melhor que muitas. Mas sua arrogância e seu orgulho eram seus maiores defeitos, e o deixaram cego, inicialmente, para os sentimentos que a jovem que desprezou, por ser inferior a ele, estava despertando em seu interior. Aqueles olhos poderiam hipnotizá-lo e sua inteligência diverti-lo e atraí-lo, mas não podia amá-la. Porque amá-la ia contra tudo o que ele acreditava. Porque jamais poderia se unir a alguém como ela

"[...] e Darcy jamais fora tão atraído por nenhuma mulher quanto por ela. Realmente acreditou que, se não fosse a inferioridade da família dela, estaria em apuros."

Confuso pelas emoções que começaram a invadi-lo e iam contra suas vontades, Darcy não sabia se queria vê-la ou fugir para o mais longe possível. Tudo o que sabia era que seus sentimentos tinham que ser sufocados. Que aquilo era absolutamente errado. E que ela era inadequada de todas as maneiras possíveis, ainda que seu coração dissesse todo o contrário. 

Nesta luta entre coração e orgulho... quem tem melhores chances de sair vencedor? Não há dúvidas sobre minha aposta...

"- Tenho certeza de que você vai achá-lo um encanto.
- Deus me livre! Essa seria a maior das desgraças! Achar um encanto o homem que estamos determinadas a odiar! Não me deseje tamanho mal."

- Ainda sou capaz de lembrar do dia em que ganhei este livro. E do quanto a Fê me recomendou esta história. É um dos seus livros preferidos e que ela tenha decidido me dá-lo de presente foi lindo. Sempre soube que era uma história maravilhosa. Eu tinha assistido o filme e gostava muito, mas mesmo com o livro na estante, adiei a leitura durante muitos anos, sempre dizendo a ela que iria ler, mas sem de fato iniciar a leitura. Eu era meio como a Elizabeth em questão de preconceitos (risos): tinha uma resistência ao livro sem conhecê-lo. Baseada apenas em algumas experiências negativas que tive com clássicos. Eu acreditava que o livro não era tão especial como as pessoas diziam. Que nem sequer chegaria aos pés de O Morro dos Ventos Uivantes, da Emily Brontë, que nenhuma autora clássica poderia ser tão inteligente e talentosa como a Emily. Sim. Foi pura idiotice! E só me levou a perder imenso tempo... me levou a adiar a leitura de uma das melhores histórias da minha vida. Me sinto uma grande imbecil por isso.kkkkk... 

"[...] Pode você querer que eu me alegre com a inferioridade dos seus familiares? Que eu me felicite na esperança de adquirir parentes cuja condição social está tão abaixo da minha?"

- Lindas palavras para se dizer para a mulher amada, não acham?!kkkkk... Sem dúvidas! Quando iniciei a leitura e conheci o sr. Darcy, eu também antipatizei com ele à primeira vista.rs Logo no início, ele se mostrou alguém bastante desagradável e grosseiro. Sobretudo com a Elizabeth, embora não tenha falado com ela diretamente. Eu podia compreender sua reserva e seu desprezo por muitas pessoas presentes na ocasião. Afinal de contas, a maioria era realmente muito hipócrita e de zero inteligência. Mas nada dava a ele o direito de colocar todo mundo numa mesma categoria e julgar a Elizabeth sem sequer conhecê-la, adotando um comportamento cruel e falando dela de uma maneira que não demorou a se espalhar. E, em nenhum momento, ele acreditou ter agido mal. Se sentia no direito de julgar a todos como bem quisesse, pois estava acima de todo o mundo. Ninguém chegava a seus pés. Em outras palavras: arrogância demais, ao ponto de me fazer querer mandá-lo para o inferno. Eu não tenho lá muita paciência com mocinhos tão cheios de si.rs Mas a verdade é que não demorou para a autora nos fazer conhecê-lo melhor e, embora ele realmente saiba ser um completo imbecil e se meter onde não foi chamado, se mostra um mocinho muito mais maravilhoso do que sequer poderíamos imaginar. Nunca seria capaz de esquecer tudo o que ele faz pela Elizabeth ao longo da história. Mesmo enquanto tentava lutar contra si mesmo. Ele já estava perdido, gente!rsrs 

"Ele se sentou por alguns momentos e depois, erguendo-se, começou a caminhar pela sala. Elizabeth ficou surpresa, mas não disse nada. Depois de um silêncio de vários minutos, ele veio até ela, nervoso, e disse:
- Tentei lutar, mas em vão. Não consigo mais. Não posso reprimir meus sentimentos. Você tem de me permitir dizer com quanto ardor eu admiro e amo você."

- Por que não aparece um sr. Darcy em minha vida? Eu seria capaz de perdoar todo orgulho e arrogância fácil, fácil! Bastaria ele sussurrar o trecho acima em meus ouvidos e fazer por mim a metade do que fez pela Elizabeth! Onde encomendo um homem assim, gente?! Me diga, por favor!kkkkkk.. 

- Dona de um talento como o de poucos, a autora não nos faz conhecer seu mocinho de uma vez. Tudo acontece lentamente, ao longo da história. Cada nova cena, uma revelação e assim nos apaixonamos mais e mais, sem nem termos uma ideia de quando o desprezo que sentimos por ele se transformou em amor. Darcy vai invadindo nosso coração e nos pegamos sofrendo com ele e torcendo para que a Elizabeth perdoe todas as suas burradas e dê a ele a chance de ser o homem mais feliz do mundo. Ao seu lado. Somente ao seu lado! Eu me divertia com a maneira como ela o tratava, mas ao mesmo tempo sentia uma dorzinha no coração por ele. Porém... todo o desprezo de nossa mocinha não diminui o seu amor. E o faz finalmente acordar e perceber como ele tinha sido cruel com ela e que se não mudasse poderia perdê-la para sempre. E ninguém poderia ser mais determinado a mudar do que ele. É realmente muito divertido e emocionante ver como ele tenta. Como luta para vencer o próprio orgulho e se transformar na pessoa que seria digna dela. No homem que ela merecia. 

"Não pode ser por minha causa... Não pode ser por mim que seus modos se tornaram tão mais delicados. Minhas reprimendas de Hunsford não poderiam produzir tamanha mudança. É impossível que ele ainda me ame."

Enquanto o nosso sr. Darcy era todo orgulho, Elizabeth era puro preconceito.rsrs Baseada em poucas informações que tinha sobre ele e nas intrigas de alguém totalmente indigno de confiança, ela levanta um muro contra ele, desprezando-o e zombando dele a cada oportunidade. Não existia na face da Terra alguém que ela odiasse mais e se ele fosse o único homem no mundo com o qual pudesse se casar, sem sombra de dúvidas preferiria morrer solteira. Seus sentimentos nunca mudariam. Não existia naquele homem nada que pudesse despertar sua admiração ou fazê-la enxergá-lo de outra forma. Ou, ao menos, era o que ela acreditava. Mas seu coração começava a pensar de maneira bem distinta...

"[...] ela nunca sentira tão sinceramente que podia amá-lo quanto agora, quando todo amor já era em vão." 

- Não é só o orgulho de Darcy e os preconceitos de Elizabeth que são obstáculos para o relacionamento entre os dois. Membros de uma sociedade extremamente fútil e hipócrita, em pleno século XIX, onde aparência e posição social eram tudo e os sentimentos deveriam ser relegados a último plano, existia muita gente que faria o que fosse preciso para impedir uma união entre eles. Enquanto Darcy era extremamente rico e importante, e seu comportamento era facilmente aceito por conta disso, Elizabeth, apesar de não ser pobre, era de uma família mais humilde, com parentes considerados "inaceitáveis" pela sociedade, e mãe e irmãs que provocariam vergonha até mesmo em mim. Mas a personalidade dos dois era forte o bastante para fazê-los mandar ao inferno qualquer um que decidisse dar a opinião do que eles deveriam ou não fazer com suas próprias vidas.rsrs 

"Queria ter notícias dele, quando eram mínimas as possibilidades de obter alguma informação. Estava convencida de que poderia ter sido feliz com ele, quando provavelmente já não se veriam nunca mais."

- É inevitável amar este casal. Embora no início eu não tenha ido muito com a cara do Darcy, e a Elizabeth tenha me parecido apenas um pouco menos fútil do que as irmãs mais novas, meus sentimentos mudaram muito conforme ia conhecendo-os melhor. O Darcy se mostra um mocinho de verdade, como poucos! E a Elizabeth se revela uma mocinha única, extremamente inteligente e de uma ironia irresistível! Eu me divertia imenso com os pensamentos e frases dela! Ela era esperta sem tentar ser. Inteligente sem ser metida como a irmã Mary e não era nem de longe perfeita, o que só contribuía para aumentar o nosso carinho por ela. Elizabeth é uma mocinha normal. Divertida, carinhosa, irônica, de uma inteligência admirável, mas não pretensiosa, que não era a mais bela de todas e que cometia erros como todo mundo, inclusive julgando sem conhecer. Ela tem vários defeitos como qualquer ser humano, mas também possui qualidades que ela própria desconhecia e que o Darcy não demora nada a perceber.rs Quando olho para eles, quando lembro de tudo pelo que passaram ao longo de toda a história, não tenho a menor dúvida de que foram realmente feitos um para o outro. Ninguém poderia completá-los tão bem. 

"Se os seus sentimentos forem os mesmos de abril passado, diga-me logo. Os meus sentimentos e desejos não mudaram, mas diga-me uma palavra e eu os silenciarei para sempre."

- Sério, gente! Como resistir a este mocinho?! Impossível!!! São muitas as coisas que eu gostaria de falar sobre a história, o casal e outros personagens, mas não quero ser uma total estraga-prazeres. Vocês sabem bem que me escapam spoilers. rs Por isso, vou parando por aqui. Eu não disse nem metade de tudo o que acontece na história, me concentrando mais nos sentimentos dos personagens do que nos acontecimentos do livro. Mas eu acredito que muita gente conhece a história de Darcy e Elizabeth, seja por livro ou por terem assistido o filme. :)

- Antes mesmo de terminar a leitura deste livro, eu fiquei tão louca pela escrita da autora que resolvi adquirir todos os livros que ela conseguiu escrever em sua curta vida. Ao todo, foram seis os livros finalizados por ela, segundo informações que encontrei na internet. E no sábado eu corri para a livraria atrás dos que eu ainda não tinha. Já tinha comprado Razão e Sensibilidade, da mesma coleção de bolso desta edição que tenho de Orgulho e Preconceito. Mas o valor que eu teria que pagar pelos outros quatro livros me fez perceber que era mais vantagem comprar as edições de luxo. :D É verdade que não comprarei livros durante os próximos séculos, mas não me arrependo, gente. Deixei meus dois rins na livraria (risos), mas trouxe as edições de luxo azul e rosa dos livros da Jane Austen. Na edição rosa, que é puro encanto, vem: Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade, Persuasão. Na edição azul vem Emma e outros dois cujos títulos não me recordo agora. Os livros são lindos demais! Valem realmente a pena! 

Depois de ter lido este livro, pretendo rever o filme, que é interpretado por uma das minhas atrizes preferidas. Faz muito tempo que vi o filme e quero saber com que olhos o verei agora que já conheço a história pelo livro.rs 

- Não dá para deixar de falar do dom que a Jane Austen tinha para escrever! Após ler apenas uma das suas histórias já a tenho como uma das minhas autoras mais queridas! Se fosse fazer um Top 5, ela estaria entre as mais amadas. Ela escrevia maravilhosamente bem, com um talento raro e uma ironia que fascina. O livro contém trechos e frases que me faziam gargalhar nos momentos mais inoportunos.kkkk... A ironia é sutil, mas funciona incrivelmente assim. Quero muito mais de seus livros! Quero ler tudo dela! 



Orgulho e Preconceito foi minha escolha para o tema deste mês de maio do Desafio 12 Meses Literários. O tema deste mês é um clássico. Como o livro já fazia parte da minha meta de leitura e eu queria deixar de adiar a leitura dele, foi fácil escolhê-lo para fazer parte do desafio. E a escolha foi mais do que acertada, não é? Foi perfeita! Agora quero ler muitos outros clássicos! 

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