O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!

O AMOR VERDADEIRO JAMAIS MORRE!
O coração de uma mulher é um oceano de segredos

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Do Amor e Outros Demônios - Gabriel García Márquez

(Título Original: Del Amor y Otros Demonios
Tradutor: Moacir Werneck de Castro
Editora: Record
Edição de: 2016)


Em 1949, o então jovem repórter Gabriel García Márquez acompanha a remoção das criptas do convento histórico de Santa Clara, e o túmulo de uma menina o faz lembrar as lendas contadas por sua avó. Segundo ela, no Caribe, havia uma marquesinha que tinha uma "cabeleira que se arrastava como a cauda de um vestido de noiva". Venerada por seus milagres, ela foi mordida por um cachorro e morreu de raiva. Seria ela ali enterrada? García Márquez conta a história da filha única de um marquês, criada no convívio de escravos e orixás, e um padre incumbido de exorcizar os demônios que se acredita terem possuído a pequena, cujos cabelos só seriam cortados em seu casamento.



Palavras de uma leitora...


- Não faço ideia de como começar a falar desta história tão perturbadora. Eu bem sabia que tinha razão ao fugir tanto dos livros do Gabriel García Márquez. Para o bem da minha saúde mental

Alguns anos atrás, eu ganhei uma edição de Cem Anos de Solidão e Lolita (o segundo livro não é do Gabriel, mas de outro autor que também evito). Como já tinha ouvido falar dos livros do autor e tinha medo dele me convenci que o melhor era me desfazer da obra, pois "não fazia meu gênero".kkkkkkk... Lolita eu troquei porque o tema da história me enojava e eu me negava a ler um livro narrado por um pedófilo (estou falando que o personagem principal é um pedófilo, não o autor da obra). Enfim... Nunca me arrependi de ter me desfeito de Lolita, mas o livro do Gabriel, Cem Anos de Solidão, eu gostaria de ainda ter, pois faz parte dos livros que pretendo ler no futuro. Isso se tiver coragem de encarar outra vez uma obra dele.rsrs

Do Amor e Outros Demônios entrou na minha lista de leituras do ano por causa do Desafio 12 Meses Literários. O tema de julho era ler um livro publicado no ano em que nasci. E como foi difícil!kkkkkkk... Como esta história do autor estava entre os livros lançados naquele ano resolvi adquiri-lo e apostar nele. Afinal de contas, era uma narrativa curta. Apenas 191 páginas. Não existia muita chance do Gabo (como os fãs gostam de chamá-lo) me traumatizar. Ledo engano!kkkkkk

- Quando terminei a leitura, já extremamente angustiada com a quantidade de crueldades e misérias encontradas na história, cheguei à conclusão que praticamente todos os personagens eram loucos. E que eu estava ficando bastante perturbada também.rs... Sério! O livro me deu vários socos no estômago, me provocou náuseas, revolta, desespero, vontade de esmurrar determinados personagens que mais pareciam ter um pacto com o coisa ruim, como, por exemplo, a abadessa preconceituosa que via o demônio em tudo e usava isso como desculpa para seu comportamento vil. Como eu odiei essa mulher! Víbora! Escória! Ela é que merecia ser tratada como tratou a Sierva María, a menina de doze anos protagonista do livro. Uma desgraçada que apenas PENSAVA que servia a Deus. Eu diria que ela servia a outra coisa! Ninguém que trate uma criança como ela e suas noviças trataram a menina pode se considerar servo de Deus. A vontade que tenho é de xingá-las de todos os nomes nos quais consigo pensar. Faz horas que terminei a leitura, mas continuo muito furiosa. 

Mas tenho que respirar fundo para que possam compreender do que se trata o livro...

- No dia 26 de outubro de 1969, um dia sem grandes notícias, Gabriel García Márquez, um jovem jornalista, recebeu a informação de que estavam esvaziando as criptas funerárias do antigo convento de Santa Clara, que cerca de um século antes tinha se transformado num hospital e agora daria lugar a um hotel cinco estrelas. Naquelas criptas estavam enterradas gerações de bispos e abadessas e outras pessoas importantes. Valia a pena acompanhar a retirada do que restara dessas pessoas há tanto tempo falecidas. 

"Quase meio século depois, ainda sinto o estupor que me causou aquele terrível testemunho da passagem devastadora dos anos."

Por mais que os anos tenham se passado desde o fatídico dia em que acompanhara a retirada dos ossos e pertences daquelas pessoas, Gabriel jamais conseguiu esquecer o acontecido. Ficou nele uma forte impressão, sobretudo por conta de uma misteriosa menina. Que o fez recordar uma antiga lenda, contada por sua avó. A história de uma marquesinha que era venerada por acreditar-se que operava milagres. Sua cabeleira era impressionante e nunca tinha sido cortada por causa de uma promessa. Seus cabelos só deveriam ser cortados após seu casamento. Que nunca ocorreu, pois a criança morreu aos doze anos de idade, vítima da mordida de um cachorro contaminado pela raiva.  

"No terceiro nicho do altar-mor, do lado do Evangelho, é que estava a notícia. A lápide saltou em pedaços ao primeiro golpe da picareta, e uma cabeleira viva, cor de cobre intensa, se espalhou para fora da cripta."

Na pedra estava escrito o seu nome: Sierva María de Todos los Ángeles. Claro que a história contada pela avó do autor era apenas uma lenda, não existia nenhuma ligação entre a criança da cripta e a marquesinha que teve um fim tão trágico. Todavia, na mente do autor se construiu uma história... E utilizando o nome real gravado na lápide ele escreveu Do Amor e Outros Demônios, uma obra de ficção chocante, que mostra a loucura da obsessão, do desamor, do fanatismo religioso e tantos outros males que os seres humanos insistem em manter em suas vidas não para destruir apenas a eles próprios, mas também para prejudicar outras pessoas. 

"A ideia de que aquele túmulo pudesse ser dela foi a minha notícia do dia, e a origem deste livro."

- Publicado em 1994, o livro já começa nos mostrando o momento em que Sierva María, nossa pobre protagonista, é mordida por um cachorro raivoso, que ainda atacou outras pessoas que cruzaram seu caminho antes de morrer. Como a ferida era muito pequena e quase insignificante, a criada que a acompanhava não deu muita importância ao caso. Limpou o machucado e seguiu em frente com os preparativos do aniversário de doze anos da menina que seria comemorado entre os escravos, sua verdadeira família. 

"Naquele mundo opressivo em que ninguém era livre, Sierva María o era: só ela e só ali. Por isso era ali que se celebrava a festa, em sua verdadeira casa e com sua verdadeira família."

Embora fosse branca, uma marquesa de nascimento, Sierva María conhecia o abandono desde o instante em que sua mãe lhe deu à luz. Odiada pela mulher que a pariu e tratada como se não existisse pelo pai, a pequena encontrou refúgio entre os escravos que a acolheram de braços abertos. Como não recebeu uma educação padrão já que seus pais preferiam fazer de conta que não tinham filha alguma, foi pelos escravos que foi educada, aprendendo seus costumes, música, religião. Sua língua era a língua deles. Seus hábitos também. Tudo o que ela tinha de branca, conforme sua mãe dizia nas poucas vezes que a mencionava, era a cor. De resto, ela era africana. E a menina, que não deixava de sentir a ausência da família, se sentia orgulhosa de quem era. Quando a dor não a consumia. 

Quando os casos de raiva humana se espalharam e pessoas mordidas por aquele cachorro começaram a enlouquecer e morrer, os escravos se preocuparam e procuraram utilizar seu conhecimento de cura para livrar a menina do mal. Bernarda, a "mãe" de Sierva María, já sabia da mordida que a menina sofrera, pois a criada não demorou a lhe comunicar. Sua única preocupação era a mancha que uma morte por raiva provocaria na honra da família. Ela estava mais do que preparada para fingir um grande luto pela filha que odiava profundamente, mas não queria que a real causa de sua morte fosse divulgada. 

- Ao tomar conhecimento do que acontecia, o pai da menina, o marquês de Casalduero sofreu um grande abalo. Sempre acreditou que odiasse a filha. Não gostava de tê-la por perto, ela não dormia sequer sob o mesmo teto que ele e a esposa. Era com os escravos da propriedade que vivia. Mas ao saber que aquela pequena criatura que levava seu sangue possivelmente estava condenada, ele sofreu uma considerável transformação. Desejou ter um maior contato com ela. Procurar fazê-la feliz. 

Três meses após a mordida, quando todas as demais vítimas já tinham padecido, Sierva María seguia sem apresentar qualquer sintoma da raiva. Seu pai, aliviado pela segunda chance que recebera de ter a filha ao seu lado, estava preparando uma grande viagem para os dois. Todavia, num determinado dia, já bem próximo da viagem, a criança acordou queimando de febre. Todos se desesperaram (menos a mãe dela). E aí começou um verdadeiro inferno na vida da menina: curandeiros, feiticeiros, médicos, o que fosse... Todos queriam tentar algo. Alguma forma de "tirar o mal" de dentro dela. Eram rasgos na ferida, sangrias, bebidas, diversas tentativas de "cura". A ferida que antes estava cicatrizada infeccionou pelos cortes provocados pelos curandeiros. O sofrimento que a faziam passar era tão grande que Sierva María começou a ter crises terríveis, gritando incontrolavelmente, debatendo-se... Para alguns, sintomas inequívocos da raiva. Para a Igreja Católica, evidência de uma possessão demoníaca. 

"No fim de tudo, o mais longe possível e largado pela mão de Deus, havia um pavilhão solitáro que durante sessenta e oito anos serviu de cárcere da Inquisição, e continuava a sê-lo para clarissas desgarradas. Foi na última cela desse recanto de esquecimento que encerraram Sierva María, noventa e três dias depois de ser mordida pelo cachorro e sem nenhum sintoma de raiva."

Intimado pelo Bispo, o marquês foi convencido pelo mesmo e pelo padre Cayetano Delaura a entregar a filha aos seus cuidados, pois através do exorcismo (que bem poderia matá-la) a alma da criança ficaria livre do demônio que a possuía e tentava levá-la para o inferno. Mesmo não acreditando de verdade que a filha estivesse possuída, ele a deixou no convento de Santa Clara, não sem se arrepender. Todavia, não teve coragem de voltar atrás. Deixou a filha à própria sorte. 

E é nesse convento que Sierva María conhecerá tipos diferentes de dor e até onde o fanatismo religioso pode ir... e quanta destruição é capaz de provocar. 

"Às vezes atribuímos ao demônio certas coisas que não entendemos, sem cuidar que podem ser coisas que não entendemos de Deus."

- Talvez muitos de vocês saibam que sou católica. Desde o ano passado. Minha Crisma aconteceu em maio deste ano e não me arrependo nem por um instante. Fui evangélica a vida quase toda, mas me tornar católica foi uma decisão que tomei com o coração, apesar de toda a resistência que tive na família. De todos os que foram contra.rs 

Na sexta série, nas aulas de História, eu ouvia falar muito sobre a Inquisição, apesar do meu professor ser católico. Ele próprio reconhecia o passado obscuro que a Igreja Católica possuía. Sabia dos crimes cometidos. E não deixava de falar sobre isso para os alunos. Eu nunca esqueci. Lembro até o nome do meu professor. Ele foi um dos poucos a não negar esse passado tão terrível. E em Do Amor e Outros Demônios eu vi bastante desse fanatismo e do poder que a Igreja tinha de condenar quem quer que fosse por coisas que acreditava, por faltas que julgava terem sido cometidas. Pessoas perseguidas por lerem "livros proibidos", chamadas de hereges e sendo assassinadas em fogueiras, doenças que a medicina já conhecia sendo vistas pela Igreja como possessões demoníacas... Isso tudo me fez muito mal. Não era falta de conhecimento. Era querer ver as coisas de determinada maneira para poder julgar as pessoas. Uma criança, gente! Sierva María era uma criança e foi vítima dos preconceitos, do fanatismo religioso, da prepotência e até mesmo do desejo de pessoas que tinham sua vida nas mãos. 

"Mal começaram os curativos, a menina fixou nele uns olhos aflitos e falou com voz trêmula:
- Vou morrer.
Delaura estremeceu."

- Meu coração se partiu em vários pedaços por essa criança. Negligenciada pelos pais, abusada por uma determinada pessoa (conto no spoiler daqui a pouco), torturada pela abadessa, pelas noviças, pelo Bispo e seus cúmplices. Ela nunca foi amada ou compreendida de verdade. Talvez os escravos tenham sido os únicos que lhe deram um pouco de amor, mesmo que vivessem em condições desumanas, mesmo que não fossem livres. Eles a aceitavam. Eles a queriam e respeitavam. Seu pai se arrependeu por sua indiferença, mas de que adiantou? De que valeu se depois lavou as mãos e a entregou ao inferno que era aquele convento?! Antes não tivesse se arrependido. Porque seu passageiro amor apenas deu algo à menina para depois retirar abruptamente. Seria preferível que ela nunca tivesse se apegado a ele. 

"- Estou com medo - disse ela.
Jogou-se na cama e desatou num pranto dolorido. Ele se sentou mais próximo e consolou-a com paliativos de confessor. Só então Sierva María soube que Cayetano era o seu exorcista e não médico.
- Então por que me cura? - perguntou.
Ele falou com voz trêmula:
- Porque gosto muito de ti."

- Este é um livro para pessoas que não se impressionam fácil, para quem tem estômago forte. Não era uma história para mim.rsrs Todavia, não me arrependo de ter lido. É um livro muito bem escrito, que lemos em poucas horas e nos envolve por completo. Só que é uma história que machuca. A criança do livro é vítima de muitos maus-tratos. Não dá para ler algo assim e ficar bem. 

GRANDE SPOILER: No trecho que coloquei logo acima vocês podem ver a conversa entre a Sierva María e outra pessoa. O padre Cayetano, encarregado de exorcizá-la, embora ele não acreditasse que ela estava possuída por demônio algum. Era uma pessoa culta, inteligente, que não se deixava cegar pelas doutrinas da Igreja. E se apegou muito à menina. Eu gostava imenso dele. Achava que ele faria algo pela criança. Que a ajudaria. E ele conseguiu me decepcionar de uma forma... Ainda estou muito arrasada. De pessoa culta, instruída, ele se transformou num homem enlouquecido pelo desejo. Um homem de 36 anos que passou a ver sua protegida como mulher. Que enxergou numa criança de 12 anos alguém por quem tinha se apaixonado. Ele seduz a menina, ele impõe seu "amor" à ela, passa a visitar o convento todas as noites e dormir na mesma cama que a criança. Embora ele não a tenha penetrado, isso não muda o fato de que era estupro e era pedofilia, gente!!! Ele toca nela, ele a beija, fala coisas que não devia. Eu sentia fortes náuseas quando lia essas cenas. Ela era só uma criança. Foi fácil para ele convencê-la de que aquilo era certo. Mas não era! Não posso aceitar algo tão absurdo! 

O autor coloca misticismo na história para explicar a relação que surge entre os dois, mas nada justifica ou torna aceitável algo assim. Sierva María era uma criança. O interesse de Cayetano, que ainda por cima era padre, pela menina é algo criminoso, doentio. Repugnante. Não senti pena alguma dele. O seu final ainda foi pouco. Porque o da menina foi terrível demais. E não. Ela não morre de raiva. Sequer contraiu raiva alguma. E também não estava possuída por demônio. O que entendi é que quando ela teve febre, que poderia ter diversas causas, as pessoas se desesperaram e foi por conta de tantas tentativas de "cura" que ela foi levada ao seu limite e começou a gritar, pois a faziam sofrer com seus experimentos. Enfim... Não houve raiva nem possessão. Ela morreu por outras causas e aos doze anos de idade. :(



Como eu disse, em julho a proposta do Desafio 12 Meses Literários é "ler um livro publicado no ano em que você nasceu". Minha escolha foi um desafio e tanto! Um livro que me provocou tormento, mas que eu não me arrependo de ter lido. Como um todo valeu a leitura.rs Dei 4 estrelas. 

10 comentários:

Leitura Enigmática disse...

Caramba, eu já quero ler esse livro. Primeiro porque adoro esse escritor. Não sei se você já leu "Relato de um náufrago", dele mesmo. A obra é bem parecida com essa que você indicou. Gabriel G. Marquez sabe impactar o leitor com suas palavras. Até salvei a foto do livro para comprar, preciso de ler essa obra urgente!!! Muito obrigado mesmo pela indicação.

Gustavo
http://www.leituraenigmatica.com

Patricia ASH disse...

Ainda bem que li sua resenha, com certeza é um livro que devo evitar, não gosto de ler livros com sofrimentos na minha opinião, apesar do livro carregar uma realidade histórica daquela época.
Já li outro livro do Márquez Amor no tempo do cólera e tb existia uma relação pedófila, na minha opinião entre o protagonista na época tinha uns 70 e pouco é uma menina de no máximo 16, já que autor não diz com precisão quando começa o relacionamento entre eles, só que se conheceram quando ela tinha 14, na época foi algo que me incomodou muito, e pela sua resenha posso ver que algo recorrente nos livros desse autor.

Paraíso Literário disse...

Oi Luna!

Tudo bem? Eu só uma obra do Garcia Marquez até hoje e gostei bastante, mas não estou muito afim no momento, mas fico bastante feliz que tenha amado a leitura, mesmo que ela tenha lhe provocado esse tormento todo.

Beijinhos - Jessie
www.paraisoliterario.com

Cabine de Leitura disse...

Ainda não conheço a escrita do Gabriel e Lolita eu tenho, comecei a ler, mas me deu repulsa e abandonei, quem sabe um dia desses dou uma nova chance.
Não conhecia a premissa desse livro e o fato de tão poucas páginas ter perturbado tanto sua mente me deixou bem curiosa, ainda mais por tratar o fanatismo religioso. Vou anotar essa dica e mesmo não tendo o estômago tão bom eu me arriscaria. Quero ler.

Abraços.
https://cabinedeleitura0.blogspot.com/

Mayara Milesi disse...

Oiee

Confesso que ainda não tive a oportunidade de ler nenhum livro do autor e confesso que não tenho a menor curiosidade de ler esse que me indicou. Sua resenha me surpreendeu e me fez ter a certeza que os livros do autor definitivamente nao São o meu estilo haha

Beijos

gabriela quaglia disse...

Olá!
Primeiro queria dizer que adorei o seu desafio literário, vou fazer também hahaha
Que grande presente essa resenha, amo às obras do Gabriel, acho ele genial, super complexo e dramático!
Recentemente li "amor nos tempos do Cólera" e também fiquei agoniada. Ainda não li " do amor e outros demônios", mas fiquei intrigada, já quero essa leitura para ontem.
Achei muito interessante o fato de envolver o fanatismo religioso e a morte da garota por um suposto exorcismo.
Parabéns pela resenha, pretendo ler em breve.

Beijos - anne and cia

Luna disse...

Olá, Gabriela!

Eu morro de medo do livro Amor nos Tempos do Cólera. Demorarei muito até criar de coragem de lê-lo.rsrs

O Desafio 12 Meses Literários não foi criado por mim, mas sim por outras blogueiras e ocorre num grupo do facebook.

Eu não disse que a menina morre por causa do exorcismo.rs

Obrigada! :)

Bjs!

Laneeh Martins disse...

Olá, tudo bem?

Não conheço nem a obra e nem o autor e lendo sua resenha, já sei o porque. Premissa interessante, mas não é o tipo de livro que gosto. Então, acredito que desse autor não irei ler nada.

Beijos

Grazi Moraes disse...

Oie amore,


Ouço tantos comentários positivos a respeito do Gabriel García Marquez mas ainda não li nada dele.
Mais pelo que li aqui em sua resenha, pra ler temos que estar com o psicológico bem instável... então não acho que esse momento seja adequado pra ler, por isso passo a leitura.


Beijokas!
www.facesdeumacapa.com.br

Book Obsession disse...

Olá!
Que resenha extraordinária. Não conheço a escrita do autor, mas confesso que essa trama parece ser bem dramática e pode tirar e muito da zona de conforto de alguns.
Gostei da forma como o enredo é levado e mesmo seus momentos de raiva em algumas passagens, só ressalta o quanto o autor conseguiu te envolver e deixar a leitura uma verdadeira montanha russa de emoções.
Beijos!

Camila de Moraes

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