Mostrando postagens com marcador Emily Bronte. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Emily Bronte. Mostrar todas as postagens

5 de junho de 2023

Leituras concluídas - Março, abril e maio/2023

 
Olá, queridos!

Sim, eu desapareci novamente. Tentei não fazer isso, mas a vida está muito corrida. Sinto que não há tempo para nada. Às vezes sinto como se nem fosse mais uma pessoa. Enfim...

Deixando tais reflexões de lado, este, como vocês já sabem, é um post para falar de livros lidos, mas não resenhados. E vamos falar apenas das leituras finalizadas em março, abril e maio, pois em fevereiro concluí apenas uma leitura e fiz resenha sobre ela: foi Vida em Leilão, de Barbara Delinsky. 

Em março eu concluí a leitura de quatro livros, de gêneros distintos. Já em abril, li três livros, sendo um deles uma releitura do meu livro favorito da vida: O Morro dos Ventos Uivantes, da Emily Brontë. Desta vez, reli numa edição em espanhol. Acho que já é a sexta vez que leio este livro.rs

Em maio iniciei algumas leituras, mas só finalizei um livro de poesias que tinha começado a ler em março. Como vocês podem ver, não foram meses muito bons para a literatura em minha vida. Realmente li bem pouco, mas ainda me sinto abençoada por pelo menos ter conseguido ler, ainda que não tanto como eu gostaria. 

Sem os livros eu não existo. A literatura é meu "escape" da vida real. É minha fuga. E, sinceramente, só é possível seguir porque me permito "fugir". 






Literatura Cubana
Título Original: Perro viejo 
Tradutora: Joana Angélica D'Avila Melo 
Editora: Pallas
Edição de: 2010
Páginas: 144

Sinopse: Por toda a vida, Cachorro Velho foi escravo no engenho de açúcar do patrão. Seu corpo está velho e cansado, sua mente se perde frequentemente em recordações. Às vezes ele até imagina a própria morte, ou pelo menos o que significa estar longe, muito longe. Então, a velha escrava Beira lhe propõe ajudar Aísa, uma menina de dez anos, a fugir.

Escrito por uma descendente de escravos, Cachorro Velho é um retrato duro e comovente da desumanidade da escravidão. "O velho não temia o Inferno: tinha vivido nele desde sempre."

A escravidão foi abolida em Cuba em 1886, mas, como em tantos outros lugares, sua nódoa se manifesta no preconceito racial e na discriminação. Ganhador do Casa de las Américas, a mais alta honra literária de Cuba e um dos prêmios mais importantes do mundo de fala hispânica, este livro abalará profundamente os seus leitores.



Não sei nem o que consigo falar sobre esta história... É um livro que mexeu profundamente com as minhas emoções, que me deixou arrasada. Triste de uma forma que não dá para colocar em palavras. Cachorro Velho, o "protagonista" desta dilacerante história, é um idoso que nunca soube o que era ser livre. Que nunca foi tratado com carinho, que não pode ter ao seu lado sua mãe... que foi tratado como objeto desde que era criança, devendo existir apenas para servir ao "patrão", sem reclamar, cumprindo seu destino. 

Eu choro só de lembrar de tudo o que se passa no livro. Os momentos que ele recorda e as lembranças que se perderam com o peso da idade. Existiram cenas que eram como se estivessem me partindo por dentro, como quando ele não queria lembrar de algumas pessoas que lhe foram importantes, pois cada vez que pensava nelas, uma parte delas se "apagava" por causa das falhas causadas pela velhice. Ele as ia perdendo pelo caminho, já não podia retê-las sequer em sua memória e isso me doeu demais. 

E não... Não consigo falar das crueldades narradas neste livro. Era escravidão, então vocês podem ter uma ideia de toda a maldade. Da maldade que a humanidade nunca vai conseguir pagar, por mais que muitos tentem fingir que nada se passou. A história de diversos países se construiu sobre um mar de sangue e sofrimento. 






Literatura norte-americana
Título Original: The Grownup
Tradutor: Alexandre Martins 
Editora: Intrínseca
Edição de: 2018
Páginas: 48 (e-book)

Sinopse: Uma jovem ganha a vida praticando pequenas fraudes. Seu principal talento é a capacidade de dizer às pessoas exatamente o que elas querem ouvir, e sua mais recente ocupação consiste em se passar por vidente, oferecendo o serviço de leitura de aura para donas de casa ricas e tristes.

Certo dia, ela atende Susan Burkes, que se mudou há pouco tempo para a cidade com o marido, o filho pequeno e o enteado adolescente. Experiente observadora do comportamento humano, a falsa sensitiva logo enxerga em Susan uma mulher desesperada por injetar um pouco de emoção em sua vida monótona e planeja tirar vantagem da situação.

No entanto, quando visita a impressionante mansão dos Burke, que Susan acredita ser a causa de seus problemas, e se depara com acontecimentos aterrorizantes, a jovem se convence de que há algo tenebroso à espreita. Agora, ela precisa descobrir onde o mal se esconde, e como escapar dele. Se é que há alguma chance.



Este conto me envolveu muitíssimo durante a leitura! Parecia uma releitura de A volta do parafuso (de certa forma, realmente é) e pensei que já sabia como tudo terminaria. Todavia, o conto me surpreendeu demais com aquele final em aberto, que nos faz questionar tudo o que nos foi contado. Eu amei demais o final do conto! Fiquei com a minha cabeça dando voltas e voltas!kkkkkk Até hoje não sei o que pensar, em quem acreditar... Recomendo! 





Literatura Brasileira
Editora: Breve Companhia (Companhia das Letras)
Edição de: 2020
Páginas: 27 (e-book)

Sinopse: Neste breve e impactante ensaio, a antropóloga e historiadora Lilia Moritz Schwarcz reflete sobre os impactos da pandemia de covid-19 em nossa compreensão sobre as desigualdades estruturais da sociedade brasileira e dos limites da utopia tecnológica que marcou o século passado. 

Em entrevistas e textos publicados nos últimos meses, Lilia Moritz Schwarcz cravou um diagnóstico de grande repercussão: "Ao deixar mais evidente o nosso lado humano e vulnerável, a pandemia da covid-19 marca o final do século XX". A utopia tecnológica do século que agora termina deu lugar a uma crise social, econômica, ambiental, cultural, moral e da saúde — e o sofrimento que dela decorre é incomensurável.

Nos últimos anos, a sucessão de desastres climáticos e ambientais de proporções inéditas alertavam para o fato de que nossa marcha sobre a natureza encontrara seu limite. Mas as contradições da ideia de progresso também se manifestam na inaceitável desigualdade que marca a experiência de países como o Brasil, na perpetuação de estruturas sociais racistas e machistas, e na transformação da história e dos idosos em "velharia". Esses são alguns dos temas abordados em Quando acaba o século XX.

"Pessimista no atacado e otimista no varejo", Schwarcz defende que "se cada um exercer sua cidadania, sua vigilância cidadã, quem sabe damos sorte no azar". Se o Brasil já se perdeu e já se encontrou várias vezes em sua história, "é hora de fazer da crise um propósito".




Este é um livro que eu deveria ter lido durante a pandemia, mas que só resolvi ler agora. De um lado, foi ruim, pois me lembrou de todos os momentos dolorosos e assustadores vividos ao longo da pandemia. Todo o pânico, o desespero... A sensação de que tudo estava perdido. Que nunca sairíamos daquele inferno. As milhares e milhares de mortes, as notícias terríveis na TV... Eu não queria lembrar. Esquecer muitas vezes é uma forma de autopreservação. 

De outro lado, foi bom ter lido o livro somente agora. Quando o "pior" já passou. Porque tive a oportunidade de descobrir que realmente não saímos melhores da pandemia. Que não aprendemos com ela. Que o mundo não se tornou um lugar melhor, com pessoas mais conscientes, mais solidárias, mais empáticas. O que aprendemos? Em que melhoramos? Seguimos os mesmos, talves até mesmo piores, mais egoístas. 






Literatura Libanesa
Título Original: The prophet
Tradutora: Ana Guadalupe
Editora: Planeta
Edição de: 2019
Páginas: 133 (e-book)

Sinopse: Obra mais famosa de ficção espiritual do século XX, O profeta está enraizado na própria experiência de Khalil Gibran como um imigrante e serve de inspiração para qualquer um que se sinta a deriva em um mundo em fluxo.

O profeta Almustafa está prestes a embarcar em um navio para viajar de volta à sua terra natal depois de doze anos no exílio quando é parado por um grupo que pede a ele que compartilhe sua sabedoria antes de partir. Em vinte e oito ensaios poéticos, ele oferece insights profundos e atemporais sobre aspectos da vida como amor, dor, amizade, família, beleza, religião, alegria, tristeza e morte.

Sucesso imediato quando publicado pela primeira vez em 1923, O profeta é um clássico moderno, tendo sido traduzido para mais de quarenta idiomas. A mensagem que transmite continua a tocar corações através das gerações. Esta edição é ilustrada com doze das famosas pinturas visionárias de Gibran e conta com um prefácio de Rupi Kaur.




Este livro é bem diferente do que eu esperava... Mesmo assim, apreciei a leitura. Logo que criei o blog, mais de treze anos atrás, eu coloquei numa caixinha em sua lateral direita, o seguinte trecho: "Quando o amor vos fizer sinal, segui-o; ainda que os seus caminhos sejam duros e escarpados. E quando as suas asas vos envolverem, entregai-vos; ainda que a espada escondida na sua plumagem vos possa ferir." Sempre soube que era do Khalil Gibran e me emocionava muito cada vez que o lia. Mas eu não sabia que fazia parte do livro O profeta; só descobri pouco tempo antes de iniciar a leitura. 

Como eu disse, o livro é diferente do que eu esperava, mas contém ensinamentos que nos fazem refletir bastante. Que nos fazem pensar no que fizemos da nossa vida e para o que estamos dando importância. Não amei o livro, mesmo assim recomendo, pois vale a pena a experiência. 





Literatura Brasileira
Editora: Melhoramentos 
Edição de: 2009
Páginas: 27 (Audiobook)

Sinopse: Dona Dalva, a faxineira da escola, é também uma maravilhosa contadora de histórias que os alunos adoram. Mas dona Dalva está precisando parar de trabalhar, porque, com a idade, começou a sentir dores nas costas e não aguenta mais trabalho pesado.

Ah, mas os alunos não podem se conformar com isso! Ficar sem histórias? Jamais!





Este livro é de uma fofura!!! Lembro que estava estressada, cansada e querendo "gritar" quando resolvi colocar o audiobook para tocar. Foi pelo aplicativo Skeelo, o melhor para audiobooks, na minha opinião. É uma história bem curtinha, que terminei de ouvir em poucos minutos e que me deixou mais "leve", feliz... com esperança. As crianças deste livro são maravilhosas! O que elas fazem é lindo e quem dera que tais ensinamentos pudessem ser passados para todas as crianças e adolescentes. Eu teria mais esperanças quanto ao futuro do nosso mundo e meio ambiente...





Literatura Russa
Tradutora: Maria Aparecida Botelho Pereira Soares
Editora: L&PM
Edição de: 2011
Páginas: 146 (e-book)

Sinopse: Notas do subsolo é um marco no grandioso conjunto de obras que Dostoiévski legou à humanidade. Dotado de um humor mordaz, provocativo e desafiador, este livro introduz as idéias de moral e política que o escritor mais tarde abordaria nas obras-primas Crime e castigo e Os irmăos Karamazóv. Sua idéia de "homem subterrâneo" legou à ficçăo européia moderna um dos seus principais arquétipos, encontrado também em Kafka, Hesse, Camus e Sartre: o anti-herói morbidamente obcecado com a sua própria impotência de lidar com a realidade que o cerca.




Esta leitura eu fiz neste momento da minha vida por conta do canal Ler Antes de Morrer, da Isabella Lubrano. Gosto imenso do Dostoiévski desde que li Crime Castigo. Apesar de minhas leituras posteriores do autor não terem sido maravilhsoas nem nada (risos), Crime e Castigo me marcou e me fez desejar ler cada vez mais livros do autor. Assim, quando tive a oportunidade de lê-lo numa leitura coletiva, quis arriscar. E não me arrependi!

Notas do subsolo não se tornou um favorito da vida. Detestei completamente o personagem principal, que me causou asco, repugnância por suas atitudes cruéis. Todavia, não acredito que vá esquecer as reflexões que ele me provocou. Marquei inúmeros trechos durante a leitura e tinha vezes que fechava o livro e ficava pensando no que tinha acabado de ler. No quanto ele tinha razão! Por mais detestável que seja o protagonista, muita coisa sobre a qual ele escreve faz sentido. Nós concordamos com ele mesmo não o suportando e isso é sensacional. É um livro que acredito que lerei novamente no futuro. E que recomendo bastante!






Literatura Inglesa
Título Original: Wuthering Heights 
Tradutora: Nicole D' Amonville Alegría
Editora: Penguin Clásicos
Edição de: 2015
Páginas: 472 

Sinopse: Publicada em 1847 bajo el seudónimo de Ellis Bell, Cumbres borrascosas escandalizó a sus primeros lectores con su retrato de una pasión intensa y arrolladora, tan elemental como los páramos de Yorshire en los que transcurre la acción. Desde entonces, la historia del amor imposible de Catherine y Heathcliff se ha convertido en una de las más inolvidables de la literatura inglesa. Pero la novela perdura también por su dinamismo dramático y sua maestría en el arte de narrar. 

La presente edición incluye un prólogo, un estudio introductorio y un árbol genealógico de los personajes, así como el prefacio y la nota biográfica de Charlotte Brontë en que revelaba la autoría de la novela tras la muerte de sua hermana. 




Quem me conhece e não sabe que O Morro dos Ventos Uivantes é o meu livro favorito de toda a vida, com certeza não me conhece!kkkkk Este é o meu livro de cabeceira, aquele que releio sempre que necessito. Que já li um sem número de vezes (acho que foram seis vezes)! É o meu livro queridinho, que me faz suspirar, que me emociona além do que se pode considerar como "normal".kkkkkkkk Sério! Eu começo a falar do livro e já sinto vontade de chorar!kkkkkk Não sei explicar a conexão que tenho com esta história e com a autora. Emily Brontë é alguém que eu sinto que seria uma ótima amiga.rs Queria tê-la conhecido, queria ter vivido no mesmo tempo que ela apenas para ter a oportunidade de conhecê-la. Porque não é só com O Morro dos Ventos Uivantes que sinto tal conexão: os escritos da autora me atraem muitíssimo. Seus poemas me arrebatam, me fazem sentir que uma outra pessoa sentia e pensava muito do que sinto e penso. Conseguem entender?! Emily foi uma grande artista... é triste que ela tenha partido tão cedo, quando poderia ter vivido tais coisas e escrito muito mais. 

Reli o livro este ano para a leitura coletiva organizada pela Kelly, do canal Aventuras na Leitura. E foi uma experiência única! Amei cada momento! O debate foi muito construtivo, com as pessoas sabendo respeitar a opinião de cada leitora. Existiram aquelas que detestaram o livro e as que, como eu, o consideram seu livro preferido. Foi realmente muito bom relê-lo em grupo e ver outras pessoas falarem de um livro que é tão importante em minha vida. 





Literatura Brasileira
Agência 2A Comunicação
Edição de: 2014
Páginas: 260

Sinopse: Esta obra complementa o livro Surreal: uma Narrativa sem Fim e foi dividida em quatro sequências, em alusão aos quatro elementos e aos pontos cardeais: Nortear, Sulfogo, Lestemar e Oesterra.

Cada poema é o resultado de muita inspiração e reflexão, com a finalidade de construir uma mensagem suave, agradável e descontraída, sobre temas recorrentes e intrigantes, como a morte, a saudade, a solidão, o amor. 

Tão difícil quanto viver é falar sobre essas realidades, que já estão incorporadas na existência do ser. 

Poesia é vida. É a expressão mais sobre e poderosa da genialidade humana. Sem desmerecer as demais manifestações artísticas, que são insbustituíveis, a Poesia é a única que maneja as Palavras, fonte de criação do universo: Fiat lux

Poesia é luzeiro a iluminar os homens na sua caminhada rumo à plenitude do ser. O Pintor, o Escultor, o Cantor, o Filósofo não poderiam viver sem o Poeta. Suas palavras são a fonte de inspiração para tudo o que é bom. O Poeta é o filho pródigo de Deus, que exalta o que admira e se rebela contra tudo o que não entende, mas, nas entrelinhas, sempre reconhece as infinitas graças oriundas do Pai. 

O nascer do Sol, o canto dos pássaros, os sons e movimentos da natureza são versos, que materializam a beleza da criação. Tudo no mundo é Poesia, pois Deus é o primeiro e maior Poeta. 




Não dá, gente! Não tem como colocar em palavras o quanto este livro mexeu com as minhas emoções. Ele foi importantíssimo ao longo dos últimos meses, que foram extremamente difíceis para mim. Meses nos quais eu acreditei que não suportaria tudo o que estava vivendo. Ainda estou tentando me recuperar de tudo de ruim que aconteceu. Tentando viver um dia de cada vez e pensar positivo. Em meio à tanta dor, Versos inversos me ajudou muito, com seus poemas tão tocantes, tão cheios de vida e de esperança. De amor. De realidade. De ilusão. De magia. Tudo junto e misturado.rs Foi a Yasmin, uma amiga querida, que me emprestou o livro. Nunca tinha ouvido falar do autor e hoje me considero uma grande fã! Quero muito ler outros escritos dele! Seu talento é impressionante. E sou grata por ter estes poemas em minha vida justo quando eu mais necessitava. 



É isso, queridos! Estas foram as minhas leituras dos últimos meses. Espero não desaparecer mais por tanto tempo. E quero muito concluir a resenha da história da Diana, para poder compartilhar com vocês um pouco dessa grande obra da minha amada Florencia Bonelli. 

Até breve!

30 de junho de 2021

Livros lidos e não resenhados - Primeiro semestre de 2021

 


Literatura Inglesa
Título Original: Wuthering Heights
Tradutor: Ciro Mioranza
Editora: Lafonte
Edição de: 2018
Páginas: 384

13ª leitura de 2021 (releitura)


Sinopse: Um amor proibido que sobrevive ao tempo e a morte, atormentando duas gerações. O Morro dos Ventos Uivantes é um livro intenso com personagens contraditórios. A paixão entra na história como combustível para um enredo recheado de suspense e drama. Adaptado para o cinema por diferentes diretores, o texto de Emily Bronte provoca o leitor o tempo todo com uma atmosfera de desejo onde sentimentos reprimidos, violência e ódio disputam cada linha com emoções delicadas. É uma perfeita tradução da natureza humana. Não espere um romance que provoque suspiros. Esse clássico da literatura inglesa foi feito para arrancar lágrimas.




Quem é que acompanha o blog Emoções à Flor da Pele e não sabe que O Morro dos Ventos Uivantes é minha obsessão???!!!rsrs É o livro que mais reli na vida (já perdi as contas) e venho tentando reler, pelo menos, uma vez a cada ano, em tradução e edição sempre diferentes das que já li. Eu coleciono edições desta história tão intensa e arrebatadora e, como já disse anteriormente, assim como Catherine diz que ela é o Heathcliff, digo que eu sou O morro dos ventos uivantes, tamanha a paixão que sinto por todo o universo presente no livro. Os personagens complexos, o clima, o passar pelas gerações, todo amor e ódio que saltam das linhas e se cravam em nós, nos marcando por dentro, tornando impossível esquecer a montanha-russa que é esta obra tão incrível da minha querida Emily Brontë. 

Todavia, necessito dizer que esta edição da editora Lafonte deixa a desejar. Páginas transparentes (tive que comprar o e-book da mesma edição para conseguir ler, pois no livro físico era muito difícil pra mim), erros bem perceptíveis (como a data de nascimento e a data da morte da autora) e alguns outros erros que aparentemente eram de revisão. O que gostei bastante foi da capa. 

O único motivo para eu não fazer a resenha desta releitura é que já fiz mais de uma resenha sobre a história aqui no blog.rs Já estou ansiosa para ler o livro de novo. E de novo. De novo....kkkkkkkkkk




Editora: Canção Nova
Edição de: 2017
Páginas: 128
17ª leitura de 2021


Sinopse: Este livro é uma preciosa oportunidade para você eliminar sofrimentos, desgostos e complicações de sua vida. Infelizmente, deixamos que os problemas do cotidiano, aliados a questões não resolvidas do passado, tornem a vida pesada e até mesmo triste. Mas não precisa ser assim. 

Sorrir pra vida é uma escolha. É a decisão de, com Deus, retomar o controle e eliminar o lixo emocional que nos torna fracos e doentes. Quando não varremos para longe de nós as ideias e sentimentos estragados que todos os dias entram em nosso íntimo e nos fazem mal, eles sabotam nossas chances de viver bem e ser feliz. 

Tudo o que está dentro de nós, pensamentos e sentimentos, interfere no modo como enfrentamos as dificuldades do dia a dia. Para não desperdiçarmos a vida, precisamos da força e sabedoria do Espírito Santo. 

Você verá que não precisa desistir de seus sonhos só porque as coisas não tomaram o rumo que você esperava. Independente de nossa vontade, a vida não acontece exatamente como planejamos.

Neste livro, você verá que há um jeito de reagir aos aborrecimentos e superá-los sem perder a paz, o bom humor e a alegria. Você encontrará, em cada página, respostas simples e práticas para dissipar as preocupações, o medo, e se libertar de tudo que tem roubado sua alegria de viver. 





Este é um livro sobre o qual não sei falar... Me surpreendeu tão positivamente! Significou tanto para mim em maio, quando eu estava vivendo um período de muita tristeza, de angústias e motivos para não sorrir... Minha edição do livro está toda coberta de marca texto!rsrs Eu marquei quase todas as páginas e usei muito post-it também. 

É um daqueles livros que quero levar para a vida. Reler quando sentir que preciso de forças para sorrir, que preciso de "ânimo", de reencontrar-me comigo mesma e com Deus. 

"Não esmoreça diante das dificuldades, senão elas ficam mais difíceis. Elas são como um inimigo que nos bate com mais força quando a gente abaixa a cabeça e ameaça desistir."

Quero ler todos os livros do autor! Espero que suas obras não me decepcionem em nenhum momento, como acabei me decepcionando com um livro do Augusto Cury. Mas penso positivo e acredito que aprenderei muito com os livros do Márcio Mendes. 






Literatura Infantojuvenil
Editora: Martins Fontes
Edição: 2010
Páginas: 260
19ª leitura de 2021

Sinopse: Matilda adorava ler. Passava horas na biblioteca, lendo um livro atrás do outro. Mas, quanto mais ela lia e aprendia, mais aumentavam seus problemas. Os pais viam televisão o tempo todo e achavam muito estranho uma menina gostar tanto de ler. A diretora da escola achava Matilda uma fingida, pois ela não acreditava que uma criança tão nova pudesse saber tantas coisas. A história de Matilda até que poderia ser triste. Mas Roald Dahl conta as coisas de um jeito tão absurdo e exagerado, inventa tantas travessuras e aventuras malucas, que tudo acaba ficando engraçado.





Matilda é aquele tipo de história leve para lermos quando tudo o que desejamos é relaxar. Quando queremos apenas sorrir e sonhar um pouco ao lado de um livro que não vá nos deixar em prantos. Isso não quer dizer que apenas coisas boas acontecem na história dessa pequena leitora, mas Matilda é uma menina tão forte e determinada que até nas piores situações nos faz rir com suas travessuras e suas pequenas "vinganças" contra os adultos que tentam torná-la triste (e nunca conseguem).

Filha de pais negligentes e que se sentem ofendidos por ela ser inteligente e gostar de livros, a menina se cria praticamente sozinha até os cinco anos de idade, o que acaba por fazê-la amadurecer rápido demais, transformando-a numa criança "adulta". Embora ela brincasse como outras crianças de sua idade, seu cérebro era muito avançado, seus pensamentos e forma de procurar soluções para lidar com injustiças eram maduros demais. E nem mesmo quando conhece a senhorita Mel, professora que percebe sua inteligência e a coloca sob sua proteção, Matilda deixa de estar por si mesma. 

Isso porque a senhorita Mel não era uma pessoa que conseguisse se impor diante de outras pessoas. Se alguém tentasse dominá-la, facilmente conseguiria. Na verdade, é Matilda quem precisa "salvar" a professora e não o inverso.rs São vários os temas "tristes" abordados nesta história aparentemente leve, mas o autor cria um universo de magia e exagero que torna as situações engraçadas, ainda que no fundo elas não sejam. 

Eu gostei muito do livro e quis adotar Matilda como filha!rs Apesar de já fazer bastante tempo que vi o filme pela última vez, achei várias situações bem parecidas com o livro, o que me faz considerar que a adaptação é bem fiel à história em sua essência. 


Além destes livros, eu também reli no primeiro semestre do ano O Sobrinho do Mago, de C. S. Lewis, livro que faz parte de As Crônicas de Nárnia. Pretendo reler todos os livros da série, pois até hoje eu não concluí a resenha e quero até o final do ano, se Deus quiser, publicar a resenha completa sobre os sete livros. 




29 de setembro de 2018

O Vento da Noite - Emily Brontë

(Tradução de: Lúcio Cardoso
Editora: Civilização Brasileira
Edição de: 2016)

Único livro no país que reúne exclusivamente a poesia de Emily Brontë - mais conhecida como a autora de O morro dos ventos uivantes -, este volume traz 33 poemas da escritora inglesa. 

Publicado no Brasil originalmente em 1944, como parte da primorosa Coleção Rubáiyát, da editora José Olympio, O vento da noite, traduzido por Lúcio Cardoso, retorna em edição bilíngue pela Civilização Brasileira. 

É uma bela oportunidade de reviver o encontro entre dois grandes nomes da literatura e de observar as especificidades que permeiam os processos de criação do autor e do tradutor - uma relação marcada pela sensibilidade, intimidade, escuta e delicadeza.



Palavras de uma leitora...



- Quem aqui ainda não sabe que um dos meus livros preferidos é O Morro dos Ventos Uivantes? E que já o li quatro ou cinco vezes (começo a perder a conta)? Minha mais recente releitura aconteceu alguns meses atrás durante o projeto Leitura Coletiva e foi uma experiência única. Sinto muitas saudades das conversas, das discussões sobre a história, de todas as impressões partilhadas, de ouvir a música inspirada no livro, de falar sobre os filmes também. Enfim... Foi tudo maravilhoso! E gostaria de voltar no tempo para reviver tudo. Suspiros...

E foi justamente no período da leitura coletiva que eu soube por uma das leitoras que a Emily Brontë também tinha poemas publicados e que existia a possibilidade de eu encontrá-los traduzidos. Eu fiquei louca para conhecê-los, pois vocês sabem que a Emily só escreveu um romance e sua vida foi muito curta. Ela morreu pouco tempo depois da publicação de O morro dos ventos uivantes e nem chegou a ver o sucesso que sua história faria, após a rejeição inicial da sociedade da época. Em muitos aspectos eu me identifico com ela. Quanto mais a conheço, procuro saber de sua vida, mais sinto que seríamos boas amigas se tivéssemos nos conhecido.rs Eu viajo toda vez que ouço a música, muitas vezes volto ao livro para reler meus trechos mais amados. Respiro essa história. Portanto vir a ler seus poemas era inevitável. Destino. :D

A Lauren Harris, que também participou da leitura com a gente, compartilhou algum tempo atrás um vídeo de uma canção chamada Lullaby, inspirada em um dos poemas da Emily. E achei a letra tão linda, mas tão linda que soube que não suportaria passar muito tempo longe dos escritos da minha autora. E fui à procura dos poemas.kkkkkkkkk... 

Assim descobri o livro O Vento da Noite, que não fazia a menor ideia que tinha sido publicado aqui. Consegui uma baita promoção na Americanas e hoje o tenho em destaque na minha estante. Um livro que abraço, beijo, aperto forte. E muitas vezes imagino a Emily escrevendo... consigo vê-la sentada com os pensamentos longe... tentando voar. 



Lullaby (é o poema da Emily cantado)
Música de Aylona


- Este poema faz parte da coletânea O Vento da Noite? Não!kkkkkkk... Confesso que eu fiquei triste quando percebi que não o encontraria neste livro, mas logo pensei nos 33 outros poemas que tinha a oportunidade de ler e me vi de novo emocionada por ter o privilégio de conhecer um pouco mais de uma autora tão querida. De sentir um pouco do que ela tentou transmitir com suas palavras. E foi maravilhoso! Simplesmente perfeito! Amei todos os poemas, embora tenha sim os meus preferidos. Aqueles que me impactaram. Que me atingiram com força, sobretudo num determinado dia em que eu era só lágrimas. Que tinha perdido um pouco da minha esperança, da vontade de insistir. 

"Diante de mim a noite se torna mais escura, 
As rajadas do vento são mais frias e selvagens. 
E eu, aprisionada a este sortilégio, 
Não posso mais partir. " [Trecho de A noite se torna mais escura...]

- A Emily gostava das rimas em seus versos, mas quando os mesmos foram traduzidos pelo Lúcio Cardoso ele optou por abrir mão delas para manter a essência dos poemas. Sua maior preocupação era conectar-se com os poemas e retirar deles o que a Emily queria dizer e que se traduzidos ao pé da letra para o português talvez não passassem a mesma emoção. Mas para aqueles que não gostam dessa espécie de tradução que é chamada de "tradução livre" não precisam ficar preocupados: os textos são integrais no idioma original, ou seja, de um lado você tem o texto em inglês do jeito que ela escreveu e do outro a tradução do Lúcio. :)

Eu compreendo bem o que o tradutor fez. Não entendo nada de inglês, mas de espanhol sim. E muitas vezes quando quero traduzir um trecho emocionante de um livro para uma pessoa tenho a necessidade de não fazer a tradução literal, de escolher outras palavras por saber que a magia se perderia com a tradução. 

"As lágrimas me perseguiam até em sonhos, 
A noite como o dia me enchia de terror." [Trecho de Agora está acabado]

- Se eu já me sentia próxima da autora lendo O morro dos ventos uivantes e vivendo cada momento com os personagens maior foi essa sensação ao ler seus poemas. Eu me sentia realmente transportada para o momento em que ela estava escrevendo e me pegava refletindo em como a vida é misteriosa. Duzentos anos atrás, no dia 30 de julho de 1818, a Emily nascia. E no dia 19 de dezembro de 1848 seu coração parou de bater, com apenas trinta anos. Em 1994 eu nasci, cento e quarenta e seis anos após a morte dela. Nunca nos conhecemos, cerca de um século e meio nos separa, mas suas palavras são importantíssimas para mim. Me provocam um bem que ela nem poderia imaginar. Os escritos dela a eternizaram, mas nunca poderei dizer isso para ela. Porque a história dela terminou muito tempo antes da minha começar. :(

"Qual o destino que te pode aguardar, 
Não quero, não ouso dizê-lo." [Trecho de A noite brilhante do infinito]

- A escrita da Emily era muito intensa e seus poemas falam sobre diversos momentos de nossa própria existência. Falam de infância e a saudade deixada, da juventude perdida, da amizade esquecida, de família, de amores, de tristeza, solidão, morte. Sim, os poemas dela tem aquele tom dos da Florbela Espanca (outra poetisa que amo), aquele ar sombrio, nostálgico. Mas suas palavras nos atingem em algum ponto necessário. Pelo menos, foi assim comigo. As coisas das quais ela fala... eu sei o que é sentir boa parte delas. 

"Lanço-me de joelhos nesta fria pedra,
E convido ao adeus os sentimentos passados;
Deixo contigo minhas lágrimas e minhas penas, 
Para voltar apressadamente às coisas deste mundo." [Trecho de Oh! Não me retenhas]

- É uma coletânea que deixa aquele gostinho de quero mais, sabe. E realmente existe mais. Eu queria que O Vento da Noite reunisse todos os poemas da Emily, mas infelizmente não foi assim. Espero ter a chance de encontrar os outros na internet. Sei que irei relê-los muitas vezes ao longo da minha vida. Sobretudo quando estiver triste, necessitando sentir que alguém me compreende. E sei que a Emily sim.rs

"E eu sentia meu coração, angústia de meus olhos, 
Abandonar-se de repente à doçura de um sonho. 
Tremia à ideia de saber seu nome,
E no entanto eu me inclinava e esperava sua voz, 
Esta voz que eu jamais tinha ouvido, 
Que me falava docemente dos antigos anos, 
E parecia despertar uma imagem longínqua. 
Lágrimas subiam, e queimavam os meus olhos." [Trecho de Onde pois estavas tu]

- Quando chegamos ao último poema desta coletânea, poema esse intitulado Minha alma não teme coisa alguma, temos uma mensagem da Charlotte Brontë, irmã mais velha da Emily e escritora como ela, na qual ela diz: "Estes versos foram os últimos que minha irmã Emily escreveu." E vocês podem ter uma ideia da tristeza que senti nesse momento. :( 

É um livro que eu recomendo a todos os fãs da autora e também aqueles que mesmo não conhecendo sua obra são apaixonados por poesia. Vale muito a pena dar uma chance a esses versos. São incríveis! Eu me apaixonei por quase todos.rsrs

17 de junho de 2018

O Morro dos Ventos Uivantes - Emily Brontë (não é resenha)


(Título Original: Wuthering Heights
Tradutora: Adriana Lisboa
Editora: Zahar
Edição de: 2016)

Caro leitor, 
Você está prestes a adentrar o inferno. 
Mas não hesite: a viagem valerá cada segundo. 

Esta é uma história de amor e obsessão. E de purgação, crueza, devastação. No centro dos acontecimentos estão a voluntariosa e irascível Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo Heathcliff. Rude nos modos e afetos, humilhado e rejeitado, ele aprende a odiar; mas com Catherine desenvolve uma relação de simbiose, paixão e também perversidade. Nada destruirá a essência desse laço - porém quando ela se casa com outro homem, por convenções sociais, as consequências são irreparáveis para todos em volta. 

Com um olhar sensível e agudo, Emily Brontë fez de O morro dos ventos uivantes um retrato comovente e um estudo da degradação humana provocada pelas armadilhas do destino. Acompanhando a excelente tradução, traz mais de 90 notas, apresentação, cronologia de vida e obra da autora e ainda dois textos de Charlotte Brontë, escritos para a reedição do livro organizada por ela após a morte da irmã. 




Palavras de uma leitora...



- Achei importante destacar no título do post que não se trata de uma resenha.rs Isso porque no blog vocês podem encontrar duas resenhas que fiz anteriormente sobre o livro. Uma publicada poucos meses depois de criar o blog, em 2010. Outra publicada em 2012. 

"- Entre! Entre! - soluçava. - Cathy, entre. Ah, por favor... uma vez mais! Ah, minha adorada! Ouça-me desta vez, Catherine, por fim!"

Lembro com clareza a primeira vez que li esta história. Tinha terminado de ler a saga Crepúsculo e não parava de pensar nos trechos que eram mencionados pela Bella e o Edward. Não foi o único livro do qual eles falaram na história, mas era o preferido deles. E isso, claro, despertou minha curiosidade. Na época, não tinha muito conhecimento de internet, nunca comprava livros pela internet (ano de 2009, era uma adolescente ainda) e tentava encontrá-lo nas poucas livrarias que conhecia e nada. Aí acabei lendo em ebook, numa versão bem antiga e com linguagem difícil. Mesmo assim, com todas as dificuldades, concluí a leitura com uma sensação... "estranha". Nunca um livro tinha me provocado tamanho impacto. Eu jurava para quem quer que fosse que odiava o livro. Que não suportava os protagonistas. Que tudo era culpa deles. Que destruíram a vida de todo mundo e era o pior livro que já tinha lido. Não que eu não tivesse me comovido pelo sofrimento deles, mas os odiava até mesmo por causarem a própria dor!rs E assim, o tempo passou... 

"Qualquer que seja a substância das almas, a minha e a dele são feitas da mesma coisa [...]"

Não fui capaz de esquecê-lo. Eu lia outros livros, seguia normalmente com a minha vida, mas lembrava dos trechos, até mesmo citava alguns pedaços deles. Queria parar de pensar e não conseguia. Comentava sobre a história com minhas amigas, sempre que um professor falava de livros clássicos eu recordava Catherine e Heathcliff. Eles passaram a fazer parte do meu mundo. Ouvia a música, tentava modificar o final da história na minha cabeça e seguia jurando ódio eterno por eles. E quando minha mãe me ofereceu um livro de presente não hesitei ao escolhê-lo. Naquela época eu já sabia da existência da versão publicada pelo selo Lua de Papel, da editora Leya, que falava que era o livro preferido dos meus personagens queridos.rs E aí surgiu a oportunidade de reler a história. Era o que eu precisava. Só necessitava ler o livro de novo para me libertar dele. Para finalmente ficar em paz. 

"Nelly, eu sou Heathcliff! Ele está sempre, sempre em minha mente. Não como fonte de prazer, não mais do que sou uma fonte de prazer para mim mesma, mas como meu próprio ser."

E foi assim que, em 2012, reli a história. Não dá para colocar em palavras como foi essa experiência. Diversas outras vezes ao longo dos anos eu revisitei o morro dos ventos uivantes em minhas lembranças. Mas reler a história foi algo... arrebatador. Os sentimentos dos personagens, os acontecimentos, tudo me atingiu com força. Eu sentia meu coração acelerar, ficava angustiada com cenas que já conhecia e era obrigada a interromper a leitura para respirar antes de voltar para a montanha-russa que era o livro. Marcava muitos trechos e relia cada um deles várias vezes. Eu vivi cada instante com eles. E, no fim, o ódio que eu jurava sentir por Catherine e Heathcliff se transformou em amor. Não abandonei o ódio por inteiro, mas passei a sentir uma mescla dos dois sentimentos. Não era possível odiá-los sem amá-los. Era impossível sentir uma coisa sem a outra. Se antes eu era obcecada pela história deles dois... depois de reler o livro se cravou em mim. Deixou uma cicatriz. 

"[...] podem me enterrar a quatro metros de profundidade e derrubar a igreja por cima de mim, mas jamais vou descansar enquanto não estiver comigo. Jamais!"

E de lá para cá li o livro de novo, remarquei os trechos, assisti todas as versões que consegui dos filmes e minisséries, registrei na memória as histórias que lia e os personagens que de uma maneira ou de outra mencionavam o clássico... Ouvi a música trilhões de vezes e minha versão preferida sempre será do Angra... Enfim... Li centenas de livros (literalmente) depois de O Morro dos Ventos Uivantes, mas nem o passar dos anos foi capaz de apagá-lo, de tirá-lo de mim. Não sei o que acontece comigo, sinceramente. Creio que a obsessão dos personagens me contagiou.kkkkk... 

"Se ele a amasse com todas as forças do seu insignificante ser, ainda assim não poderia amá-la em oitenta anos o mesmo que eu num único dia."

Em 2017 ganhei minha segunda edição da história de presente da minha querida amiga Carol, para quem eu também vivia falando do livro.kkkkkk.. Ela me presenteou com aquela edição por conter um prefácio da Rachel de Queiroz que eu amava. Era um prefácio que li uma vez num livro encontrado numa biblioteca pública e nunca pude esquecê-lo. Aí ela encontrou uma edição que vinha com ele e me deu. Foi um dos melhores presentes que já recebi na vida. :D No mesmo ano, adquiri outra edição do livro, da editora Landmark (não gosto muito dessa edição) e ganhei da minha mãe (de presente de aniversário) a edição de 2016 da editora Zahar, que vem toda comentada, com notas muito interessantes que falam de peculiaridades da época em que o livro foi escrito, cronologia da família Brontë, anexos com comentários da Charlotte Brontë sobre sua irmã e a obra dela e mais... 

"Porque nem a tristeza, nem a degradação nem a morte, nem nada que Deus ou Satã pudessem nos infligir haveria de nos separar; você, de livre e espontânea vontade fez isso. Não parti o seu coração foi você quem o partiu, e, ao fazer isso, partiu o meu também. Pior para mim, ser forte. Se quero continuar vivo? Que tipo de vida vou ter quando... Ah, meu Deus! Você gostaria de viver com a alma no túmulo?"

E quando surgiu a oportunidade de me unir com outras blogueiras para o projeto de Leitura Coletiva deste clássico não pensei duas vezes! Sequer necessitei pensar!kkkkk... Foi com uma euforia que participei da organização com as outras meninas e quando abrimos as inscrições e as pessoas começaram a desejar participar... foi lindo! A leitura teve início em 13/05, com uma duração programada de quatro semanas, encerrando no dia 10/06. Foram quatro tópicos de discussão no grupo criado para esse fim no Facebook e participar dos debates com as meninas foi uma experiência maravilhosa. Nunca tinha participado de um projeto igual e começar pelo meu clássico preferido foi um ótimo início! 

"Não posso viver sem a minha vida! Não posso viver sem a minha alma!"

Ao longo das quatro semanas de leitura e dos debates sobre a história, conheci meninas que são tão apaixonadas pelo livro quanto eu! Que também aproveitaram a oportunidade para reler, que amam odiar os personagens, que compreendem o que os levou ao ponto em que chegaram. E que não conseguem desprezar por completo o Heathcliff. Foram muitos comentários incríveis. As conversas eram longas!kkkkkk... Teve uma vez, no tópico de Discussão 2, quando lemos os capítulos mais importantes do livro (do 10 ao 18), que conversamos até de madrugada.rsrs 

"[...] pois o que não está, para mim, associado a ela? E o que não me faz recordá-la? Não posso olhar para este chão, pois seus traços estão impressos nas lajes! Em cada nuvem, em cada árvore... enchendo o ar à noite, e vislumbrada em cada objeto de dia... Estou cercado pela sua imagem! Os rostos mais comuns de homens e mulheres, meus próprios traços, debocham de mim com alguma semelhança. O mundo inteiro é uma terrível coleção de recordações de que ela existiu, e de que eu a perdi!"

Quando decidi participar da Leitura Coletiva, escolhi ler o meu exemplar da editora Zahar. Nunca tinha lido uma edição comentada e queria saber como era. Confesso que algumas notas eram até muito importantes, nos situando, nos fazendo compreender a época em que a história se passava, vez que ela se passa entre o final do século XVIII e início do século XIX. Todavia, existiam algumas notas simplesmente desnecessárias, que vinham em momentos inoportunos e não acrescentavam coisa alguma. O que chegou a me irritar, sinceramente. Eu me obrigava a ler as notas e quando via que eram pura tolice me estressava.rs Como eu disse, algumas tinham importância sim. Mas outras... definitivamente não

Outro ponto a comentar é a tradução. Conheço algumas traduções diferentes do livro (já que foi a quarta vez que li e optei sempre por ler traduções diferentes umas das outras) e a da Adriana Lisboa, desta edição da Zahar, é muito boa, mas... não é minha preferida, gente. Achei que a maneira como alguns trechos foram traduzidos e organizados acabou por roubar parte da emoção deles. Quando comparava com a tradução da Ana Maria Chaves, da edição da Lua de Papel, sentia uma diferença enorme. E não poderia deixar de comentar sobre isso. Gosto é algo muito pessoal. E eu prefiro a tradução da Ana Maria. 

- Como eu disse, não é resenha. Apenas quis comentar um pouco sobre o livro após lê-lo novamente.rs Não fazia sentido publicar uma terceira resenha, gente!kkkkkkkkkkk... Aí já seria demais, não acham?! Por isso quase não falei sobre a história em si. Se quiserem ler a resenha basta clicar AQUI

Bjs!

2 de junho de 2018

Especial: O Morro dos Ventos Uivantes - Parte 1

Adaptação de 2009 para a TV


Olá, meus queridos!

- Pensem numa pessoa extremamente ansiosa que nem conseguiu esperar o expediente de trabalho acabar antes de iniciar este post.rs Ansiedade é um problema na minha vida e costumo ficar muito agitada com coisas simples. Assim, precisava colocar as ideias no Word para só então conseguir trabalhar na santa paz de Deus.rs

Quando vocês lerem este post provavelmente já será sábado (hoje, enquanto escrevo, é sexta-feira).

Como bem sabem, juntamente com outras blogueiras e leitoras, estou relendo o meu clássico amado/odiado, que não canso de reviver: O Morro dos Ventos Uivantes. Quem não sabe que amo/odeio este livro não pode dizer que me conhece.kkkk Porque eu respiro esta história. 

"Nelly, eu sou o Heathcliff."

- Então, reler a história do amor intenso e destrutivo de Catherine e Heathcliff, um amor capaz de sobreviver ao tempo e até mesmo à morte, trouxe de volta minha obsessão por assistir todas as adaptações possíveis da obra (post que será publicado, se Deus quiser, até início de julho, pois preciso assistir novamente alguns dos filmes, como a versão de 1992 e a de 2011, uma vez que se passaram séculos desde a última vez que vi) bem como me fez pensar nos livros que já li e mencionavam este clássico. Inclusive em algumas dessas histórias o livro da Emily era significativo para os protagonistas, sendo mais do que sua história preferida. 

"Como posso eu viver sem a minha vida? Como posso eu viver sem a minha alma?"

Assim, surgiu a ideia deste texto que agora escrevo. Que tal conhecerem quais são as histórias que ajudam a manter vivo o nome da minha autora querida e seu único e inesquecível livro? Que fazem com que leitores atuais ouçam falar desta obra e tenham a curiosidade despertada? Coloquem Wuthering Heights (de preferência a versão de Angra) para tocar e venham comigo!


Saga Crepúsculo
Autora: Stephenie Meyer


- Seja você fã incondicional de Crepúsculo (como eu) ou faça parte do time que torce o nariz e despreza profundamente, não pode negar o fato que muita gente ouviu falar pela primeira de O Morro dos Ventos Uivantes por causa dos protagonistas desta história. Crepúsculo também é cultura, minha gente! Trazendo para nossa vida não só livros clássicos como músicas também (Clair de Lune, Debussy, lembram? Belíssima! Ok. Creio que Clair de Lune é mencionada apenas no filme, mas já vale muito! E agora estou me lembrando de Decode também. Amo!). E amo sim o fato da minha tradução preferida, publicada pelo selo Lua de Papel, vir com a seguinte informação logo na capa: O livro preferido de Bella e Edward. :D

"Você precisa muitíssimo de uma visita à livraria. Nem acredito que está lendo O morro dos ventos uivantes de novo. Ainda não sabe de cor?"

"[...] O que lhe agrada tanto? 
[...] Acho que tem algo a ver com a inevitabilidade. Nada pode separá-los... Nem o egoísmo dela, nem a maldade dele, nem mesmo a morte, no final..."

"- Ainda acho que seria uma história melhor se um deles tivesse uma qualidade que os redimisse.
- Acho que esta é a questão - discordei. - O amor dos dois é a única qualidade redentora."

"- O que estava lendo? - murmurei não desperta de todo.
- O morro dos ventos uivantes - disse ele.
Franzi a testa, sonolenta.
- Pensei que você não gostasse desse livro.
- Você deixou à vista - murmurou ele [...] - .... Estou descobrindo que posso me solidarizar com Heathcliff de um modo que não acreditava ser possível."

- Sério! Eu poderia mencionar inúmeros momentos em que eles mencionam esse livro. Mas existe um especial: 

"Folheei o livro, encontrando facilmente a página que queria. O canto estava dobrado de tantas vezes que parei ali. [...] 'Se tudo o mais perecesse e enquanto ele perdurasse, eu ainda continuaria a existir; e se tudo o mais restasse e ele fosse aniquilado, o universo se tornaria muito mais estranho.' - Eu assenti outra vez para mim mesma. - Sei exatamente o que ela quis dizer. E sei com quem não posso deixar de viver."

"- Heathcliff também teve seus momentos - disse ele. Edward não precisava do livro para citar com perfeição. Puxou-me para mais perto e sussurrou em meu ouvido: - 'Eu não posso viver sem minha vida! Não posso viver sem minha alma!'"



Corações Feridos
Autora: Louisa Reid 

- Este é um drama bem pesado daqueles que nos jogam no chão com força e fazem de tudo para nos manter lá. Li a história num único dia e depois chorei até não ter mais forças. Existem diversos motivos para eu nunca tê-la esquecido e um deles é o fato da protagonista Rebecca ser uma apaixonada por livros, incluindo O Morro dos Ventos Uivantes. A vida dessa protagonista é muito triste e embora amasse ler tinha que viver tal prazer escondida, pois em sua casa jamais seria permitido. Quer uma amostra? "Eu encolhia minha mente enquanto pensava em todos os livros que nunca chegaria a ler, as histórias que ele estava escondendo de mim."Rebecca é muito, muito apaixonada por livros mesmo, e não ama só o Heathcliff, mas também o Sr. Darcy e outros mocinhos. Várias histórias são mencionadas: Grandes Esperanças, Emma, Villete, Orgulho e Preconceito, Crepúsculo, Harry Potter... 

"Fui para o fundo da biblioteca, para retomar de onde parara, a meio caminho da letra C. Eu estava determinada a ler todos os livros de todas as prateleiras, mas aquilo estava me tomando muito tempo. [...] No entanto, eu estava determinada a não desistir. Quando eu era transportada para o Morro dos Ventos Uivantes [...], meu mundo recuava e, por 40 minutos, a realidade ficava suspensa em algum lugar acima da escola..."


O Céu Está em Todo Lugar 
Autora: Jandy Nelson


- Bella Swan poderia até ser apaixonada por essa história, mas foi em O Céu Está em Todo Lugar que encontrei uma mocinha realmente obcecada. Se possível, ela não leria outro livro. O Morro dos Ventos Uivantes era tudo para ela. Sempre. Como esquecer Catherine e Heathcliff? Como traí-los lendo outra coisa?rs Lennie é uma personagem que rouba nosso coração. Não apenas com seu amor pelos livros (especialmente o "meu" clássico), mas também por toda a sua riqueza como personagem. É impossível não rirmos e chorarmos com ela. 

"Eu estava lendo O Morro dos Ventos Uivantes, como sempre [...]"

"Belo cavalo, pensei, e voltei para Cathy e Heathcliff, olhando para cima somente alguns segundos depois [...]"

"Ele afunda a mão novamente, tirando um exemplar de O morro dos ventos uivantes.
- É o meu livro favorito. Funciona como um calmante. Já li 23 vezes."

- O engraçado nesse trecho acima é que o mocinho com o qual a Lennie conversava fica admirado por ela ser capaz de viver depois de ler 23 vezes "o livro mais triste de todos" (segundo ele).rsrs Toda a família da protagonista sabia do seu amor pela história. Ela era obcecada mesmo. O livro era seu porto seguro, um lugar no qual poderia se esconder, se sentir acolhida e compreendida pelos personagens. Ela ia com ele para tudo que era canto, escrevia em seu exemplar... Era muito amor, gente! :)

E tem mais trechos, afinal de contas, é o livro que menciona o casal com mais intensidade, já que os personagens são importantíssimos para a Lennie:

"...um beijo como os de Cathy e Heathcliff trocados nas charnecas, com o sol batendo em suas costas e o mundo girando com o vento e as possibilidades."

"Como Heathcliff e Cathy. Tive o amor explosivo-do-tipo-que-acontece-uma-vez-na-vida e destruí tudo."

"Olho para nossas mãos e vejo O morro dos ventos uivantes em cima da mesa, silencioso e inofensivo e teimoso como sempre. Penso em todas as vidas desperdiçadas, e todos os amores desperdiçados presos dentro dele."

"Quero montar a história novamente para que Heathcliff e Cathy possam parar de impedir o caminho um do outro em cada curva, possam seguir seus furiosos corações vulcânicos na direção um do outro."


O Caçador de Pipas
Autor: Khaled Hosseini

- É necessário respirar fundo antes de mencionar este livro. Porque é uma história que abalou minhas estruturas e que fico tensa só em lembrar. Mas a intenção deste post é falar apenas das menções ao meu clássico em diversos outros livros, de gêneros distintos. Amir, protagonista da história, se apaixona por uma moça e tenta puxar assunto enquanto ela está lendo. Qual livro?rs

"Soraya virou o livro deixando a capa de frente para mim. Era O morro dos ventos uivantes.
- Já leu? - perguntou ela.
Fiz que sim com a cabeça. Podia sentir o meu coração pulsando acelerado por detrás dos meus olhos.
- É uma história triste - comentei.
- Histórias tristes dão bons livros - disse ela."


Nascida Sob o Sol de Aquário
Autora: Florencia Bonelli


- E como não poderia ser diferente, a minha sádica e amada FB também não perderia a oportunidade de trazer Catherine e Heathcliff para um dos seus livros, dessa vez através da música inspirada na história: Wuthering Heights, de Kate Bush. Bianca, protagonista do livro, é uma cantora lírica e numa determinada cena solta a voz interpretando a canção. Confiram:

"- Bianca, com que canção gostaria de começar? [...]
 - Com Wuthering Heights, de Kate Bush.[...]
- Sabia que existe um livro de mesmo nome? - comentou Mariel. - Cumbres Borrascosas, em castelhano. A história me encantou. 
- Sim, eu li. Na verdade, a canção fala da história de Cathy e Heathcliff."

Quando começa a cantar... Bianca entrega-se à música e só consegue pensar em Sebastián, seu próprio Heathcliff, comparando os trechos da canção com os sentimentos que cresciam em seu interior... com a paixão que envolvia os dois:

"Seu Heathcliff também era cruel, e também era seu único sonho" 
"Sobretudo, seu Heathcliff era seu único senhor, seu único dono."



O Que Dizem Seus Olhos
Autora: Florencia Bonelli

- Sim, neste lançamento de maio da editora Planeta Brasil, vocês conhecerão Francesca, uma protagonista forte e determinada (que também ama livros) que viverá ao lado de Kamal uma belíssima história de amor. Diferente de uma das suas histórias preferidas, claro, pois nada havia de destrutivo no que a unia ao Kamal. O amor deles era tão intenso quanto o de Cathy e Heathcliff, mas era um amor que curava, que os fazia recomeçar e lutar contra um mundo hostil, que não via com bons olhos a união de um árabe e uma ocidental. No livro, a menção ao morro dos ventos uivantes não é explícita, pois Francesca apenas cita suas autoras favoritas. 

"Amante dos grandes autores da literatura, Fredo abastecia a biblioteca de sua afilhada com Shakespeare, Cervantes, Dante, Goethe e outros; Francesca, por sua vez, apaixonou-se pelas irmãs Brontë e por Jane Austen e lamentava que houvessem morrido tão jovens e sua obra não fosse mais extensa."


- Estes foram os que consegui recordar. :D Todavia, vale mencionar ainda um livro muito amado pela minha amiga Rubia, que lembrou-se que há uma menção especial à história. 

A Sociedade Literária e a Torta de Casca de Batata
Autoras: Mary Ann Shaffer e Annie Barrows


- O título do livro é estranho, mas morro de vontade de lê-lo, pois a Rubia e outras meninas disseram que é uma história apaixonante e inesquecível. É um livro muito amado por elas e eu também quero ter a oportunidade de ser arrebatada pela história desses personagens! :)

"A princípio, não gostei de O morro dos ventos uivantes, mas assim que aquele fantasma, Cathy, passou os dedos ossudos pelo vidro da janela, fiquei fascinada e não consegui mais largar o livro. Com Emily, eu podia ouvir os gritos desesperados de Heathcliff nas charnecas. Não acredito que depois de ler uma escritora tão boa quanto Emily Brontë eu consiga voltar a ler [...]. Ler bons livros não permite que você goste de livros ruins."

Isso é uma grande verdade! Depois que conhecemos obras maravilhosas como O Morro dos Ventos Uivantes nos tornamos pessoas mais seletivas, nem todo livro nos agrada mais. Exigimos mais dos autores e suas histórias. 


- A querida Suelen Mattos, do blog Romantic Girl, também me ajudou com este post especial, pois descobriu uma menção incrível no livro abaixo: 

Os Homens (às vezes, infelizmente) Voltam Sempre
Autora: Penélope Parker

- Achou o título curioso? Eu também!kkkkkk... Me parece ser uma história divertida sobre uma mulher independente que quer nos ensinar como fazer para que os homens sempre voltem (ou o que fazer para eles não voltarem, se não quisermos, claro). Na verdade, pelo que li da sinopse, o retorno deles trata-se de uma lei da natureza e só é preciso seguir algumas dicas básicas para atraí-los de volta. Não é o tipo de história que aprecio ler, mas é inegável a beleza da referência ao meu amado livro:

"Quando eu era criança e li pela primeira vez a cena de despedida de Heathcliff e Catherine em O Alto dos Vendavais, percebi que a Humanidade se divide em dois grandes grupos: os que choram ao ler esta passagem e todos os demais. Ao olhar para trás, vejo-me a ler sentada no velho sofá grenat que havia na biblioteca da minha avó em Toronto. Perguntava a mim mesma por que diabo alguém na sua perfeita consciência resistiria à encantadora brutalidade literária de Heathcliff."

Eu também não sei!kkkkkkk... Definitivamente não dá para entender como alguém é capaz de resistir a ele. Nem nascendo de novo compreenderia.rs Amei muito o trecho acima!


Além disso, outras meninas do maravilhoso grupo Literatura de Época também citaram algumas outras histórias, como:

- O Diário de Bridget Jones, de Helen Fielding (citado por Maísa Lemes)

Crazy in Love at The Lonely Hearts Bookshop, de Annie Darling (citado por Aline Coelho). Sobre esse livro: pelo que pude entender com a ajuda do Google Tradutor (vocês sabem que não entendo nada de inglês.rsrs), O Morro dos Ventos Uivantes é de vital importância para a protagonista da história. Catherine e Heathcliff são sua inspiração.

Fama, de Tilly Bagshawe (citado pela Suelen Mattos). Quem aqui não sabe que odeio a Tilly?! Com todas as minhas forças, já que ela usa e abusa do nome do meu autor (Sidney Sheldon) para fazer sucesso. Ela tem a permissão da família dele para isso. Não está infringindo nenhuma lei de direitos autorais nem nada. Mas me enfurece profundamente como fã do autor. Enfim... Todavia, se ela mencionou a Catherine e o Heatchliff vale dizer, certo? Até a antipatia eu deixo de lado na hora de falar da C. e do H. :D Segundo a Suelen, Fama já começa com uma citação do livro:

"Heathcliff nunca há de saber do amor que lhe tenho.
E não é porque ele seja bonito, Nelly, mas porque ele 
é mais eu do que eu própria. Não sei de que são feitas
nossas almas, mas sei que a minha alma e a dele são iguais."

                        Emily Brontë, O Morro dos Ventos Uivantes


Bela maneira de começar um livro, verdade?! Mesmo odiando a autora eu amei isso! Só espero que Fama não seja uma releitura do clássico. Só espero!rs 

Fui lá ler a sinopse e voltei.kkkkkkk... Pelo que entendi da sinopse e das resenhas, os protagonistas da história são: um diretor de cinema, uma atriz e um ator. Todos os três envolvidos no remake de O Morro dos Ventos Uivantes. Os três veem no filme a oportunidade de salvar suas carreiras. Pelo que percebi da protagonista ela ficará ótima no papel de Catherine.rsrs

- Nascida na Escuridão, de Anne Holt Muller (citado pela Suelen Mattos). Os alunos discutem sobre o livro na sala de aula, pelo que entendi. E a conclusão na qual cheguei é que nenhum deles entendeu a história.rs

- Sombras do Infinito: O Artefato Mortal, de Billy M. Hidalgo (citado pela Suelen Mattos). O personagem está lendo o livro e menciona o trecho no qual o Heathcliff diz que enquanto ele viver a Catherine não descansará em paz. 


Espero que vocês fiquem tão felizes lendo este post como eu fiquei na hora de prepará-lo. Agradeço muitíssimo às meninas que me ajudaram com as indicações. Vocês são umas queridas! 

E quem aqui gosta de participar de grupos de leitura e debate sobre livros não sabe o que está perdendo por ainda não estar fazendo parte dos seguintes grupos: 

Literatura de Época -> Grupo fascinante! Amo as trocas de ideias, as indicações incríveis, os debates... Eu quase enlouqueço desejando os livros que as meninas mencionam. É muito amor nesse grupo, gente! 

Grupo Fãs Florencia Bonelli -> Quotes emocionantes (é um mais lindo que o outro!), debates sobre as melhores histórias/mocinhos/mocinhas... Nunca nos falta assunto. :D É simplesmente maravilhoso fazer parte desse grupo amado. E ainda existe a página para quem é fã da autora curtir e acompanhar as novidades: aqui


Agora... Por que o título do post é Especial: O Morro dos Ventos Uivantes - Parte 1? Simples. Porque na Parte 2 falarei sobre os filmes/minisséries que vi e farei uma comparação entre os mesmos. Aguardem! 
Topo